quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Das mulheres mais influentes do país!? Cristina Ferreira?

Poupem-me se faz favor que tenho o coração fraquinho.

Como é que os vizinhos afirmam que um casal se dá bem se não vivem dentro da mesma casa?

Num quadro de violência doméstica que pode terminar de forma trágica, por vezes quando um jornalista questiona os vizinhos dessa mesma rua, não é de todo invulgar ouvir as pessoas dizer cheias de certezas mais do que absolutas que era um casal normal - o que quer que normal queira dizer - e que raramente, ou quase nunca, ou nalguns casos nunca mesmo, os ouviam discutir. Portanto, parte-se do principio que sabemos tudo do que se passa entre as quatro paredes dos outros sem sequer lá morarmos. Ele há com cada coisa!

Então mas a violência psicológica? Aquela que ganha raízes no silêncio de quatro paredes, aquela que humilha, ameaça, intimida, rebaixa, qualquer ser humano? Aquela que se aproveita de um momento em que seja qual for a razão, a pessoa encontra-se mais fragilizada, vulnerável, não consegue reagir, não consegue defender-se,  essa não é violência doméstica porque não deixa nódoas negras visíveis? Não se ouvem gritos, aliás, estou convencida que os únicos gritos que a vítima consegue ouvir são os seus próprios gritos, gritos esses que não sendo ouvidos por mais ninguém, são ensurdecedores e podem levar à loucura. Gritos abafados e multiplicados por várias vezes ao dia, enlouquecem. E é no meio dessa loucura que muitos tentam sobreviver. Pena é que os vizinhos não estejam mais atentos e só consigam usar óculos com graduação toda ela muito superficial.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Disso dos incêndios e de reconstruir casas abandonadas com dinheiro de donativos destinado a vitimas de incêndios é muito portuguesinho

Se calhar estava na altura de retirar o véu a um país que de inocente no que toca a fraudes nada tem. Existe metade do país a ajudar a outra metade a enriquecer, e os que enriquecem não são exactamente as pessoas a quem se destina o dinheiro quando as catástrofes lhes batem à porta. O que é triste e revoltante nisto tudo é que existe gente por aí que consegue ser feliz em cima da infelicidade de outros. Gente que mesmo sabendo que muitos foram os que perderam a vida, as suas casas, bens, no incêndio de Pedrogão Grande, mesmo assim consegue ser tão vil, tão desonesta, que nada impede de meter ao bolso donativos que se destinam a ajudar a dar a mão a quem tudo perdeu. 

Eu cá e se me fosse perguntado qual a solução para este tipo de fraude, eu responderia de imediato que as pessoas que se aproveitaram de tudo isto ficariam de imediato sem as casas, casas essas que seriam doadas a quem mais precisa. Eu sei que é utópico falar, ou neste caso, escrever isto, mas que se lixe, estava na altura de alguém ter mão pesada para este tipo de situações. 

terça-feira, 28 de agosto de 2018

É hoje que volto a escrever no blog, pensei... E pus-me a fazer arroz de espinafres para acompanhar as moelas com pimento de cor verde

Enquanto pensava no que me apeteceria escrever passados dois meses, resolvi nos entretantos fazer um arroz de espinafres à minha maneira. Ao arroz de espinafres juntei uma laranja que andava para ali esquecida na fruteira, peguei na embalagem de moelas e fiz moelas com pimento verde, tomate e ervilhas. Se alguém me quer ver dar asas à imaginação é mesmo quando tenho ali à mão coisas para misturar. E gosto de misturar ingredientes. Gosto de misturar as mais improváveis ervas aromáticas. Gosto de misturar letras. Gosto de misturar pensamentos. Gosto de uma vida mexida, bem misturada e saboreada tranquilamente. Não sei se a vida é para ser vivida desta forma, o que sei é que é desta forma que a vida melhor me sabe. Não importa que não faça sentido para os outros, basta que faça sentido para mim. Parece-me que vou entrar naquela fase do inicio de uma bela amizade...

(ao contrário de muita gente, sempre achei a amizade bem mais condimentada, forte, inebriante, do que o amor - pensando bem acho que nunca acreditei no amor, mas isso são outras histórias)

Que grande misturada que foi este texto.


domingo, 10 de junho de 2018