quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Disso dos incêndios e de reconstruir casas abandonadas com dinheiro de donativos destinado a vitimas de incêndios é muito portuguesinho

Se calhar estava na altura de retirar o véu a um país que de inocente no que toca a fraudes nada tem. Existe metade do país a ajudar a outra metade a enriquecer, e os que enriquecem não são exactamente as pessoas a quem se destina o dinheiro quando as catástrofes lhes batem à porta. O que é triste e revoltante nisto tudo é que existe gente por aí que consegue ser feliz em cima da infelicidade de outros. Gente que mesmo sabendo que muitos foram os que perderam a vida, as suas casas, bens, no incêndio de Pedrogão Grande, mesmo assim consegue ser tão vil, tão desonesta, que nada impede de meter ao bolso donativos que se destinam a ajudar a dar a mão a quem tudo perdeu. 

Eu cá e se me fosse perguntado qual a solução para este tipo de fraude, eu responderia de imediato que as pessoas que se aproveitaram de tudo isto ficariam de imediato sem as casas, casas essas que seriam doadas a quem mais precisa. Eu sei que é utópico falar, ou neste caso, escrever isto, mas que se lixe, estava na altura de alguém ter mão pesada para este tipo de situações. 

8 comentários :

  1. Tenho que resumir, caríssima Maria. Assim: Portugal, mais do mesmo.
    Beijinho

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    1. Desconhecia este "mais do mesmo", não fazia ideia que existisse gente que conseguisse descer a este nível. Um nível que se aproveita do mal que acontece a outros para se dar bem na vida. Pois, assim é fácil subir na vida. Lá está, ser honesto nos dias que correm não está com coisa alguma. Ser honesto nos dias que correm é provavelmente um sinal de falta de inteligência e de fraqueza. Dos honestos não reza a história, essa é que essa.

      Beijinho, caro Observador, descanse nessas suas merecidas férias :)

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  2. o Chico-espertismo, tão característico do nosso povo em ação.
    Abraço

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    1. O chico-espertismo de alguns portugueses - neste caso, demasiados para o meu gosto - é coisa que me tira do sério, embora neste caso eu pense que a coisa é capaz de roçar o mau-carácter. Só pessoas de muito mau carácter conseguem construir a sua vida em cima da miséria de outros. Admito que estou bastante curiosa par ver o desfecho de tudo isto. Ver como é que o nosso governo vai punir as pessoas que se aproveitaram de donativos para seu próprio proveito. Sou cada vez mais a favor de ajudar as pessoas directamente sem passar pelas mãos de vigaristas.

      Abraço, Elvira.

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  3. Ó Maria, Maria ó que há mais neste Portugal são "oportunistas/corruptos/criminosos de colarinho branco" daí eu duvidar das várias campanhas de donativos ocorridos ao longo dos anos. Até em Fundações e outros "ões" acontecem...olha lá a Rarissimas, O Século já para não falar de outras instituições bem conhecidas. Há tanta roubalheira e claro quando a roda tem "milhões e milhões" quem se aproveitou e fez o que dizes no título merecia mesmo a "tampona que dás" ficarem sem as casas e darem a quem espera e desespera pelo arranjo da sua. O que mais me custa é que neste país os "velhos são totalmente desrespeitados tal como muitas crianças" que para a maioria dos políticos não contam porque não dão votos.

    Depois vão em romaria com um ar angelical e sofredor visitar as zonas afectadas e pena é que os incendiários que continuam em liberdade não tenham uma jaula como morada.

    Eu dar-lhe-ia outro remédio...ficariam sem nada, rigorosamente NADA e obrigá-los a começarem do zero porque muitos estão onde estão à custa do gamanço e falsos currículos e...e...e...raio que os parta e na volta ainda os corria à pedrada!!!

    Viu-se agora com a catástrofe de Monchique...cadê a onda monetária? Pois é...ajudar mas directamente, mão-na-mão e olho-no-olho!!!!

    Como tudo isto me revolta e leva-me a um determinado dia que vivi...onde a Cruz Vermelha foi ZERO e outra que agora não me lembro o nome. É tudo lindo...como ser voluntário é muito bom mas lamento dizer que alguns também gamam e muito e termino dizendo: só não me roubam a mim porque estou fora da validade!!!

    Fui e gostei muito deste teu regresso, mas deste post saio um pouco agoniada porque a revolta é mais que muita mas acredito que cá se fazem, cá se pagam!

    Um abraço

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    1. Caramba, Fatyly, mas aqui todo o Portugal assistiu a uma verdadeira catástrofe, catástrofe essa em que muitas vidas foram perdidas de forma violenta, nem consigo imaginar o que é morrer numa estrada no meio do fogo sem hipóteses de fugir para lado algum. Nem sequer imagino o que será a agonia de perder a casa que muita gente ergueu com os seus próprios braços, para entretanto existir gente disposta a roubar o pouco que é por direito dessa mesma gente. Dinheiro que muitos portugueses tiraram dos seus bolsos para dar a outros assim de livre e espontânea vontade. Eu nestas coisas e se pudesse era mesmo mão pesada para todos esses oportunistas que só envergonham este país. É que nem sequer lhes dava qualquer hipótese. A ver vamos o que vai ser feito. A ver vamos se vai cair no esquecimento e se essa escumalha sai impune. É que se for por aí a vergonha duplica ou mesmo triplica. Eu cá vou estar atenta à comunicação social, a ver se voltam ao assunto até obter respostas. Os outros portugueses, todos aqueles que deram o seu dinheiro para ajudar, merecem uma resposta. Breve. O mais breve possível.

      A ganância de muitos continua cada vez mais a minar a sociedade. Não se contentam com duas casas, querem ter quatro ou cinco. Não se contentam com dois carros, querem ter cinco ou seis. Nunca se contentam com coisa alguma. Ambição é coisa boa, a ambição, faz-nos chegar um pouco mais longe. Agora, a ganância passa por cima de quem tiver de passar. Não gosto. Sinto-lhe o cheiro à distância. E acredite que não cheira a rosas.

      Abraço para si também, Fatyly.

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  4. Desculpa voltar Maria.

    Marcelo Rebelo de Sousa tem voltado à carga e não esquece. Ainda ontem falou que aguarda os resultados da investigação pelo que dizes: todos os portugueses merecem uma resposta. Mas segundo li os donos de todas as casas reconstruídas mesmo as de segunda habitação têm que comprovar que habitavam ou seja recibo de água e luz à data da catástrofe. Sabendo eu da enorme corrupção que há por detrás de tudo isto e desconfiar dos da água e luz até do saneamento básico e ou telecomunicações não seria preferível o Ministério Público dar ouvidos aos residentes? Pois Maria...são velhos e coitados de quem perdeu tudo e até familiares.

    Outra que quando aparece (havia de ser minha filha que já tinha levado uns tabefes) é Assunção Cristas (como gostava de ter uma "faladura com ela olhos-nos-olhos) que quer descolar de si o que o povo tão bem a apelidou: A Lei Cristas e senhora Eucalipto".

    Nunca fui, não sou nada e jamais serei gananciosa e como tal digo sempre a sorrir que sou uma sem-terra e sem casa ehehehehe

    Agora vou até aos States ver o meu ténis

    Abraços

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    1. Não tem de pedir desculpa, Fatyly, acrescentar é sempre de valor. Vamos aguardar para ver se os que nos governam merecem a confiança dos que os elegeram. Eu cá acho este assunto de extrema gravidade.

      ...

      A Fatyly era capaz de dar uns tabefes a Assunção Cristas? Ahahahahahah, isto é muito bom. A sua espontaneidade chuta-me sempre para canto :))))

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