segunda-feira, 4 de junho de 2018

Sapatos vegan, porque ser amigo do ambiente é que está a dar - falemos do custo dos sapatos e atenção que é a doer

Sempre defendi, e continuo a defender, que comprar sapatos de qualidade é um bom investimento. Investimento tendo em conta que o pé, ou mesmo os dois - isto para quem costuma usar efectivamente dois pés - estando bem calçados pode evitar problemas futuros. Sabendo que os pés sustentam todo o peso do corpo, diria que uma pessoa até pode vestir uma t-shirt de dois euros e meio e umas calças de cinco euros, mas os sapatos, conseguindo uma pessoa comprar algo melhor, não podem custar dez euros. 

Ponto. 

A intenção aqui não é escrever que existem pessoas que nem uns sapatos de um euro podem comprar, quanto mais uns de dez ou de cem euros, sabemos todos disso, só que o raio do mundo teima em pular e avançar e ainda que muitos quisessem mudar o estado de algumas coisas ou pessoas, não conseguem, aquilo de ser impotente em determinadas vertentes da vida chuta uma pessoa para canto.

Mais um ponto. Desta vez com exclamação.

Fui ler umas coisas sobre os tais sapatos que dizem ser vegan, não fazia a menor ideia que existisse tal coisa, mas como aprender é bom e eu gosto, embora lá saber o que é isso. Pus os pezinhos, neste caso os dedos a caminho e descobri os ditos. Cá estão eles, os sapatos amigos do ambiente:



Escolhi estes dois modelos porque são os únicos que, de alguma forma, terão mais a ver comigo, no entanto é possível ver os restantes modelos neste artigo da revista Visão. Diria que têm todo o mérito por serem sapatos feitos em Portugal, só que, e lá vem a bela com o seu pequeno senão, nem toda a gente por muito que queira e goste disso de ajudar o ambiente, pode comprar sapatos que custam entre €290 e €390. Neste caso das sandálias das fotos, as pretas custam €300 e as nude €320. 

Convém terminar em modo de que este texto, como todos os outros que escrevo, são da minha inteira e exclusiva responsabilidade. 

Ponto final desta vez.

20 comentários :

  1. Provavelmente são confortáveis, mas como muito bem diz, não são para todos.Especialmente para os milhões que ganham salário mínimo ou são reformados. n Quer-se dizer para uma grande fatia de reformados. Se for mulher de um ex-presidente de instituição bancária, a reforma dá quase para comprar os sapatos e a fábrica,
    Um abraço e uma boa semana

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    1. Tendo em conta a nossa calçada, têm um salto perfeito, digo eu que gosto muito de stilettos mas já desisti de os usar nas ruas de Lisboa, quase que não ganhava para capas. Compensados, nem pensar, sapatos compensados são muito deselegantes, estes das fotos parecem-me bem.

      Tem toda a razão quando escreveu: " a mulher de um ex-presidente de instituição bancária, a reforma dá quase para comprar os sapatos e a fábrica". Eu até acrescentaria que provavelmente até dará para comprar a auto-estrada que leva à fábrica :))

      Boa semana, Elvira.
      Abraço.

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  2. Ola Maria,
    No inicio fiquei com algumas reservas mas depois de conhecer o preço destes sapatos fiquei claramente convencido de que estamos perante um produto Vegan. Senão vejamos:
    A ser verdade aquilo que dizem de que o veganismo é um estilo de vida saudável que, para além de ajudar as pessoas a emagrecer, também acaba por abraçar outros domínios e ir muito além da dieta...certamente que ninguém ousará rebater a ideia de que o preço desses sapatos também deve provocar um emagrecimento considerável no peso da carteira de quem os compra. Como disse em cima, estou totalmente convencido, é Vegan sem dúvida alguma... :)

    Abraço.

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    1. Olá Francisco,

      Nem sei o que dizer deste seu comentário, parece-me, tal como os sapatos das fotos, muito saudável. Acrescente-se ao facto de achar também que o sentido de humor é, todo ele, bastante saudável. Pessoas com sentido de humor são, na minha opinião, vegan. Não fazem mal algum ao ambiente, antes pelo contrário :)

      Abraço para si também e continue nessa onda, a malta deste lado gosta.

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  3. Já sabia da existência porque tenho familiares que moram em S.João da Madeira. Concordo que o calçado é o caminho certo para uma boa sustentação do corpo e uma das coisas que nunca usei e nem uso são saltos, tacões e cunhas (acho que é este o nome que dão). Visitei o site e os sete que mostram, pelo menos para mim, não os queria nem dados apenas e tão só porque não fazem o meu género para já não falar dos preços. Mas há quem possa comprar e contra factos não há argumentos porque a maioria não pode tal como eu, mas não fico a chorar nem lamentar porque essa postura não me leva a lado nenhum!

    Tenho sandálias para o Verão e uns ténis de marca que mais parece um sapato para o inverno. Não são nada baratos para a minha bolsa (aqui poderás perguntar o custo e digo sem problemas...cinquenta euros),tudo porque aceitei há anos a recomendação de um ortopedista. Faço esse investimento de três em três anos e até hoje tenho me dado muito bem. Se eu não tratar de mim ninguém o fará e como tal não embarco em ondas não navegáveis do barato porque, quer queiramos, quer não, quem fez muito desporto os pés...só visto. Claro que os desportistas de alta competição que ganham o que ganham podem comprar mas farto-me de rir quando vejo um Ronaldo, Federer, Nadal, Serena, Rosa Mota e muitos outros andarem de sapatos XPTO e alguns/muitos até personalizados, mais parecem pinguins:)))) porque como dizia a minha avó...o hábito faz o monge:)))

    De todos os que achei mais bonitos para quem gosta são as pretas que mostras e o salto deve dar um certo conforto. Mas aquelas tirar...que confusão:)))

    Beijocas e um bom dia de muito sol:)


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    1. Fatyly, eu só comecei a usar saltos quando entrei para o mercado de trabalho, aliás, toda a minha forma de vestir, de calçar, mudou quando comecei a trabalhar. E isto porquê? Porque tive uma mãe que nestas coisas de moda, para além de outras, era perita, portanto mal deixei de ser aquilo de estudante, estudante com tudo aquilo a que se tem direito, ou seja, ténis, calças de ganga, sem maquilhagem, cabelo em modo selvagem, sem acessórios e coisas do género, a minha mãe teve uma conversa séria comigo na onda de que os tempos de estudante tinham terminado, logo, a minha forma de me apresentar tendo em conta a profissão que queria, teria de ser outra. E foi. Até a minha forma de me vestir para a minha primeira entrevista de trabalho teve o olho clínico da minha mãe, - aquilo foi na onda de uma camisa branca cintada, umas calças cinzentas largas e uns sapatos com algum salto, cabelo com ar de que o vento tinha acalmado, maquilhagem quase imperceptível e nada de grandes acessórios; acho que nisto passei logo à primeira na entrevista, a partir daí uso saltos para o trabalho e durante fim-de-semana, feriados, férias, volto à linha descontraída.

      Fui buscar estes sapatos porque são aquilo de vegan, Fatyly, dizem eles que são vegan, ora, veganismo é nada mais nada menos do que:
      "Ideologia que advoga o boicote aos produtos de origem animal e às actividades em que os animais possam ser usados ou explorados [O veganismo defende um regime alimentar vegetalista]... Foi por aqui, se realmente é verdade, nada contra, antes pelo contrário, tudo a favor. Quanto aos preços dos sapatos, já se sabe que quando a qualidade é muita os preços sobem em conformidade. Cá para mim o custo dos sapatos em Portugal, pelo menos os feitos no nosso país, são de alta qualidade, o problema aqui é que os ordenados, reformas, numa grande maioria são demasiado baixos, esse é que é o grande problema. O maior de todos, diria.

      Vou confidenciar-lhe algo aqui que ninguém nos ouve: uma grande maioria das mulheres têm roupeiros, armários, sapateiras, a abarrotar de roupa e sapatos - faz-me muita confusão a acumulação, admito - muitas destas coisas compradas a baixo custo, preferem a quantidade à qualidade, tenho cá para mim que, se se pegasse só em metade daquilo tudo, entretanto se vendesse, daria para comprar sapatos/botas a €100/par. E olhe que ganhava a aposta. Portanto, talvez muita gente até consiga ter sapatos/botas de qualidade, só que não conseguem ter só dois ou três pares, precisam de ter muitos e o ter muitos quando não se tem arcas cheias de dinheiro, faz com que a tal quantidade seja muita, mas a qualidade seja muito pouca. Opções...

      (ah, as tiras dos sapatos, nada confuso, garanto-lhe, garanto porque tenho algo do género, aliás, com as tiras pode-se usar a imaginação e aquilo por vezes fica muito engraçado :))

      *
      Tenha também um óptimo dia, Fatly, Aproveite o sol :)

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    2. A tua confidência é precisamente igual à minha e conheço quem acumule roupa, calçado e acessórios que fico pasma, mas nada lhes digo para não ofender. Há tempos uma amiga resolveu reduzir para metade o que tinha e deu-me sacos e sacos para eu dar a quem entender. Houve coisas que aproveitei e disse-lhe sem qualquer vergonha, porque tinha imensa qualidade, mas sapatos não. Neste momento visto uma blusa que era dela:))) Como bem dizes...Opções...

      Sei bem o que é o veganismo porque conheço dois jovens casais que seguem à risca. Não te sei dizer se os sapatos são mesmo vegan, acredito que sim e igualmente não tenho nada contra.

      Já aproveitei o sol e agora vou almoçar e depois o Ambrósio irá levar-me até Paris de França:))))

      Fica bem e uma boa tarde

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  4. Não sou Vegan nem no calçado. Mas nada contra!!

    Muito raramente uso saltos, a não ser um salto médio - com poucos centímetros - nada de saltos que me deixem lá por cima nas alturas. gostos!
    Mas...se tivesse que escolher um par deste lote Vegan, sem dúvida, optava pelos Botins Chestnut.

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    1. Isso de ser vegan, se se fosse aprofundar verdadeiramente a questão, seria uma daquelas questões que daria pano para mangas. Tendo em conta o mundo em que vivemos... No entanto acho urgente que as pessoas comecem, ou já deveriam ter começado, a preocupar-se verdadeiramente com o impacto ambiental. É um assunto que está a ser chutado para canto, quando os canais televisivos deveriam 'chatear' as pessoas até à exaustão com o tema, mais ou menos na onda do que fazem com o futebol. só que, em vez de audiências a subir, talvez a coisa em termos de benefícios, outros benefícios, fosse bem mais elevada.

      Mas falemos de sapatos amigos do ambiente - quando escrevo isto não consigo deixar de sorrir, cá coisas minhas -, os botins, sim os botins não estão mal, no meu caso tenho um problema com botins, admito que tenho uns três ou quatro pares, só que me custou a adaptar a botins, uso-os sempre com calças, ou saias compridas, não consigo achar piada a botins com saias curtas ou médias, aquilo ali do botim lá em baixo e a saia lá em cima, com a a perna pelo meio. Não me agrada. Não gosto de ver.

      (para quem gosta e sabe andar de saltos, não é difícil :)

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    2. Botins com calças ou com saia comprida! e mesmo assim opto por calças - nunca com saia curta ou média, nunca! porque pessoalmente não gosto - não faz o meu género.

      Em relação à alimentação gosto de acompanhar uma refeição com, por exemplo; esparregado, saladas, legumes salteados ou apenas cozidos em água e sal [feijão verde, brócolos, couve-flor,...] mas não excluo e nem me vejo a excluir o queijo, o peixe, a carne, os ovos...

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    3. Té, tirando a parte do feijão-verde de que não sou lá grande apreciadora, e sendo a carne branca e não vermelha - sem quaisquer fundamentalismos na parte da carne vermelha - subscrevo este seu comentário sem lhe mudar sequer uma virgula :)

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  5. Sapatos quê? Vegan ... não é uma coisa ligada quase intimamente à alimentação?
    Ó santa ignorância a minha! Preciso mesmo proceder a uma auto reciclagem no que à cultura geral diz respeito.

    Surge-me pela frente - esta mania de olhar de frente para os monitores não me larga - algo ligado ao vegan mas em forma de sapato, e ponho-me a pensar se os sapatos têm algo a ver com a nova vaga alimentar que não leva a lado nenhum mas isso agora não interessa nada.
    Vou ali e leio que "Veganismo é um movimento a respeito dos direitos animais. Por razões éticas, os veganos são contra a exploração dos animais. O boicote a actividades e produtos que são contra os direitos dos animais é uma das principais ações praticadas por quem adere ao movimento". Fico confuso mas pouco e por pouco tempo. Percebo que a minha ignorância está mesmo a crescer à medida em que avanço no tempo. Bolas para isto!
    Em frente que o tempo está pelas horas da morte. E aproveito para perguntar se não será melhor voltarmos, todos ao mesmo tempo, à idade da pedra lascada, onde se andava - e sim, de trás para a frente - descalço. Sem problemas com o que calçar, muito menos sem ter que pensar nos pobres dos animais que anos mais tarde haveriam de ser sacrificados em benefício de coisas para vestir e calçar.

    Irra, já dissequei em excesso. E o pior é que talvez nem tenha escrito nada de jeito. Paciência, fica para a próxima.

    Ahhhhhh, aquela coisa dos sapatos que custam para cima de 300 euros, mais coisa menos coisa, é mesmo verdade? Caramba, presumo que haja quem, apesar das dificuldades que quando nascem não são para todos, ainda há quem compre por esses preços!

    Seja como for, vendem-se. O que vale é que são 'mailindoscósol'.
    Ora bolas, estimada Maria, o mundo está mesmo estranho. Verdade?

    Saio devagar e volto já no andar de cima.

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    1. Caro Observador, não sei se leu o artigo da revista Visão - o link a vermelho - mas se leu e tendo em conta a descrição, e se realmente tudo aquilo corresponde à verdade, temos ali uma ideia, um negócio, que merece alguma, muita, atenção. No entanto bem que gostaria que fosse facultado às pessoas, clientes e não clientes por enquanto, poder ver todo o processo. Seria bastante interessante, penso eu...

      Confuso? Ora porquê?! Dou-lhe um exemplo, eu que não sou vegan resolvi deixar de usar determinado produto de cosmética e passei a usar outro, exactamente e porque esta marca que só descobri agora embora já exista no mercado há já algum tempo, não usar nos seus produtos matéria de origem animal. Mudei porque este pequeno grande pormenor, pelo menos para mim, é importante. Se isso vai trazer alguma importância nisto de o mundo continuar a rolar? Talvez não para o mundo em geral, mas para o meu mundo individual faz toda a diferença. E é isto.

      Descalços? Então mas as gerações lá mais para trás, gerações que passaram dificuldades, lutaram tanto para ter mais do que comer do que meia sardinha e fazer o exame da 4ª classe descalços - pelo que vou ouvindo por aí de pessoas de mais idade -, e agora o caro Observador sugere um retrocesso? Não, o caminho não é por aí, o caminho centra-se no facto de a indústria portuguesa de calçado estar a somar pontos no que a qualidade diz respeito, sejam os sapatos vegan ou sapatos ditos normais, estamos a exportar de forma muito saudável. Isso é que interessa e muito.

      Claro que existem clientes para sapatos acima dos €300, e ainda bem, a malta não quer mais gente desempregada. E a malta também agradece que a Economia também cresça, vai que mais gente também começa a ganhar melhor e assim pode comprar melhor calçado. Isto anda tudo ligado.

      Cá estranho nada, melhor estranho do que conformado :)

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    2. Não pretendi insinuar um retrocesso. Até porque, além de outros motivos, seria impossível regressar à 'idade da pedra'.
      Logo, a sua dedução pode/deve considerar-se descabida.
      Por acaso, leu-me alguma referência aos tempos do Estado Novo? Isto para falar de Portugal.

      Post Scriptum (assim é mais fino): a frase da semana é ... tcharan ... "melhor estranho do que conformado". Palmas para a caríssima e inspiradíssima Maria ;)

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    3. Descabida? Pronto, aceito, mas eu gosto e muito daquilo da ironia, se o caro Observador assim quiser pode substituir o descabida por irónica :))

      PS: Isso da melhor frase da semana dá direito a uma viagem a Praga com tudo incluído? (eheheh)

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    4. Uma viagem a Braga? Ooppss, a Praga, assim é que é.
      Era bom não era? Aquilo é bonito que se farta.

      Boa noite, caríssima irónica :))

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    5. Ai Maria, Maria como fico tão feliz e rio à gargalhada com as tiradas do Observador...sinal que não é segunda-feira e que está super bem disposto. Tiro-vos o meu chapéu.

      Como só leio os comentários muito depois do meu ser publicado (não vá os meus neurónios serem influenciados) saio agora daqui super bem disposta e vou-me deitar porque amanhã é dia de SOS-netas-filha-genro-e mãe-cães ehehehehe

      Uma boa noite

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    6. Fatyly, o senhor muito caro Observador quando está voltado para o lado espirituoso da vida, é na base das cinco estrelas, quando está voltado para o outro lado, é fugir dali a sete pés :))))

      (tenha um bom dia, o de amanhã, perto das suas netas)

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