terça-feira, 8 de maio de 2018

Por vezes pergunto-me porque raio vou eu ler certos artigos de jornais!?!

Entrei devagarinho no jornal Expresso, para aí a 10 à hora e mesmo assim espatifei-me contra a parede, que é como quem diz: mas faz algum sentido este artigo de Paula Cosme Pinto?

Maria esclarece Paula:
1. Nos dias que correm os homens também já se depilam, é uma questão de higiene. E não, não fica lá muito bonito isso de pêlos de fora, quer em homens, quer em mulheres. Ponto.
.
A propósito desta parte do artigo:

2. Hã??? 
.
A propósito desta parte:

3. E isto só melhora... Eu cá já fui casada, já namorei com quem bem quis, e, vá lá saber-se a razão, os homens que escolhi não eram homens dados ao palavrão. Ele há coisas! Ou, ele há escolhas, se calhar é melhor assim.

E não, sejam homens ou mulheres, isso de falar alto é coisa que me fere os ouvidos. Não gosto, portanto. 

Os asteriscos ali no sítio do palavrão são da  minha autoria. Temos pena! Não fico extremamente entusiasmada, a minha vida não fica de repente muito excitante só porque uso palavrões. Seria ridículo se assim fosse. Género: olha, deixa cá dizer meia dúzia de palavrões para me sentir mais viva, melhor comigo própria e o raio. São escolhas, e cada qual terá a sua. É-me indiferente o que as pessoas comem na sua casa, com quem comem e como comem. Comam e não se esqueçam de fazer bem a digestão.

Aquela parte da classe e do não chamar as coisas pelos nomes, fez com que o meu neurónio-mor desse três voltas ao quarteirão e mesmo assim voltou de lá com as mãos a abanar. Classe é classe, outra vez ponto.
.
A propósito desta parte:

Desisto!

Não sem antes esclarecer a Paula que existem muitas mulheres que são sobrecarregadas porque são as próprias que por vezes recusam a ajuda dos homens que têm ao lado com o argumento meio estranho de: deixa lá isso, eu faço...

12 comentários :

  1. Maria, permita-me discordar. De nada serve depilar os sovacos se a pessoa tomar um banho apenas de 15 em 15 dias. Falta de higiene, é falta de água com sabão, sabonete ou gel de banho, nem creio que o ser humano vá desenvolver o hábito de beijar ou lamber sovacos como forma de confraternizar entre todos. Dizer que é falta de higiene não depilar os sovacos, seria o mesmo que afirmar que as nossas mães, avós e bisavós, eram todas uma grandes porcas já que não faziam nada disso. Acho que qualquer ser humano (não só a mulher) deve ter sempre a liberdade de decidir a forma como gosta de se apresentar ao mundo e não dar tanto ouvidos aos estereótipos impostos pela sociedade.

    A matéria discutida neste post fez-me lembrar imenso um texto que cheguei a escrever e publiquei no meu blogue, o qual aborda a beleza da mulher e a sua urgente necessidade de fazer valer o seu direito de ser livre, sem se importar com os preconceitos e as amarras sociais.

    https://trollitadas.blogspot.pt/2018/01/a-beleza-de-ser-livree-mulher.html

    Quanto aos palavrões, abstenho-me de comentar. Uso-os muitas vezes e nem por isso o fiz com a intenção de parecer mais másculo. Faço-o porque me apetece e posso fazê-lo. Ponto. Acho apenas que, como em tudo o resto que fazemos na vida, devemos ter a maturidade (ou classe) suficiente para perceber que existe sempre um critério que deve ser seguido e que nem todas as horas e lugares são boas ou aceitáveis para que eles possam ser libertados.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Discordar é saudável. Essa parte nem é discutível. A forma como se discorda é que pode ser discutível. No caso do Francisco parece-me que sabe valer o seu ponto de vista sem baixar o nível, sem insultos, essa parte agrada-me sobremaneira. Portanto passemos agora à parte em que eu discordo do seu discordar naquilo da higiene.

      Higiene para mim passa pelo banho diário - que no meu caso até são dois, um de manhã e outro à noite -, passa por usar toalhas lavadas, vestir roupa lavada após o banho e existir isso da depilação. Depilação, não porque a sociedade assim o impôs, mas porque ao transpirar o facto de essa mesma depilação não se encontrar feita, o não usar desodorizante, pode fazer com que as pessoas tenham de conviver com outras de forma desagradável. Respeito pelos outros também passa por saber que vivo em sociedade, não isolada numa caverna e, só por isso, há que evitar o 'umbiguismo'. Entretanto é também uma questão de estética, não existe nada de mais desagradável do que ver, sejam mulheres, sejam homens, levantar os braços e ver-se relva a crescer debaixo dos mesmos. O sitio da relva é lá no jardim, não nas axilas :))

      Nada disso, disso nesta sua parte, isso é um enorme exagero " Dizer que é falta de higiene não depilar os sovacos, seria o mesmo que afirmar que as nossas mães, avós e bisavós, eram todas uma grandes porcas já que não faziam nada disso" - a minha mãe sempre fez depilação, garanto-lhe. Se o Francisco se deslocar à província, verá que não são só os mais jovens a fazer isso da depilação, mulheres com mais idade também já o fazem, o acesso à informação, nomeadamente a programas de tv, revistas, abriu os olhos a muita gente, o que se passa é que enquanto as mulheres nas grandes cidades se deslocam a locais próprios para o fazer, em locais talvez mais pequenos, na província, as mulheres ainda o façam em casa com recurso à gillete. talvez sintam algum pudor, não sei, digo eu. Entretanto é necessário perceber que as gerações lá mais para trás viviam de uma outra forma, o banho era uma vez por mês e estava tudo bem, hoje em dia um banho por mês é impensável. Tudo mudou, estamos no Séc.XXI, por isso é que este artigo da autora me pareceu completamente descabido.

      Quanto aos palavrões, isto dava pano para mangas. Os palavrões não caem mal só porque é uma mulher a dizê-los e não um homem, o que se passa é que as mulheres entraram numa de direitos iguais e foram buscar o lado menos interessante dos homens. Pessoalmente não gosto de ouvir palavrões, seja um homem seja uma mulher a dizê-los. Não me escandaliza, apenas não gosto. Uma coisa é dizê-los em modo pontual, outra, bem diferente, é de forma sistemática. Por exemplo, achei que a autora deste artigo que arrastei até aqui, ao escrever tantas vezes o palavrão, fê-lo de forma gratuita como se quisesse chocar o mais possível, não só denota um lado infantil , a tal infantilização de alguns adultos - género, já que não gostam vou escrever o máximo de vezes possível, ridículo, no mínimo - como descredibiliza todo o texto. Às tantas as pessoas não estão a falar do que realmente interessa mas apenas a falar do dito palavrão e do lado reles da coisa.

      O seu último parágrafo, o dos palavrões e a forma como os usa, é de boa pessoa bem resolvida nesse aspecto. Olhe, aplaudo, porque acho que é mesmo por aí :)

      Eliminar
  2. Estimada Maria, com todo o respeito, sugiro que aceda ao link que se segue: https://atavolaredonda.com/2017/08/23/o-paula-cosme-pinto-vai-pro-caralho/

    Eu sei que o texto já pertence ao passado (Agosto de 2017) mas cai que 'nem ginjas' na nódoa Paula.

    Beijinho para si que a Paula não merece.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Xiii, inté estou com medo de dar um salto ao texto que sugere. Primeiro vou ali num instante comprar um capacete, só naquela :)))

      Beijinho para si também caro Observador

      PS: Bom, se a Paula Cosme Pinto é a favor dos palavrões, não me parece que vá ficar ofendida com esse do texto que sugere, por sinal bem cabeludo e que faz pendant com o outro do artigo que a autora escreveu.

      Eliminar
  3. Entre o título e a primeira frase, suscitou-se-me desde logo um pensadentro:
    «Porque raio se escrevem certos artigos de jornais?...»


    Pronto: esta, está.


    Agora, ao resto:

    1. Discordo liminarmente da liminaridade do seu “Ponto.”, isto porque um ponto, assim liminar como me soou esse, é coisa de encerrar factos – essas coisas não discutíveis. Ora – desses – a Maria menciona apenas um, mais concretamente, a parte da primeira frase até à vírgula – é factual, sim senhora, que aos dias de agora os (eu diria – por preciosismo meu – alguns) homens também já se privem dos pêlos com que a Mãe Natureza os brindou.

    Mas o resto, é passível de discussão:
    A questão estética, obviamente – e comprova-o a História dos Homens (que por este segundo agá grande, também inclui as mulheres) – vem mudando ao longo dos tempos, e em função das maiorias é designada de Moda(s), nome que se pediu emprestado a uma variável estatística que reflecte isso mesmo. Lembro que, se a gordura já foi formosura, parece que agora, magrela é que é coisa bela…

    A da higiene é como aquela cevada solúvel (que parecia que era, mas não era), mas ao contrário. Ou seja – não parecendo, é mesmo discutível. Até do ponto de vista científico, mas também do cultural. E deste último, posso dar-lhe uma pequena ilustração, pessoal mas transmissível. Uma vez, era uma vez, ia eu com (a la código postal) meio caminho andado entre os meus dez e onze anitos de vida, “eis senão quando”, atrelado ao meu papá, fui apanhar-me nos orientes extremos, mais concretamente, a viver em Macau. Não mais que poucas semanas depois, entre amigos graúdos do papá e amigos miúdos destes, todos num restaurante chinês daqueles propriamente ditos, sendo nós (à nossa mesa) os únicos ̶o̶c̶i̶d̶e̶n̶t̶a̶i̶s̶ estrangeiros. E eu à risada, gargalhando-me deles, com o meu irmão, que “eles eram muita porcos” porque aos ossos e espinhas e demais incomestíveis encontrados no prato, em vez de os porem na beira deste, vá de os deitarem pr’ó chão! “Xiiiiiiiii! Ca pooooorcos! Ahahah ahah!”; E o papá, que nestes anos das nossas vidas ainda sabia mais que nós sobre tudo o que se podia saber e podia falar com essa calma no tom, dá-me um toque no ombro que ainda hoje consigo sentir, e diz-me: “Já reparaste que volta e meia há uns deles que olham para a nossa mesa e se começam a rir?”… E explicou-me, que para os chineses, não é higiénico deixar os incomestíveis no prato, mesmo que na beira, a pontos de repugnâncias que lhes fazem de nós os porcos. Os chineses, esses, continuam a nunca se sentarem seja em que retrete for, insistindo em usá-las de cócoras, que é mais higiénico e, consta, em percentual, sofrem menos do hemorroidal.


    2. Completamente de acordo, a Maria roubou-me a palavra da boca!


    3. Podem dizer-se todos os palavrões, e ainda mais um, com classe. É possível, quero dizer. Tal como se podem eufemizar insultos sem ela. Pode ser que dependa disso de se ter classe ou não ter (eis a questão), mas seguramente que não depende do que… pende!


    Not’ Afinal:
    Os mamíferos, nos quais suponho incluir-me, são cientificamente distinguidos de outros animais por serem uma Classe – (e, ahah, ora cá vai um palavrão com ela) Mammalia – destes que, entre outras características distintivas, possuem uma epiderme (a epiderme, como um pulmão, é um órgão) portadora de pêlos, alguns dos quais chamamos outras coisas, como cabelos.

    Eu, supondo-me um desses que a Natureza dotou de pêlos – Ela que, nem literalmente todos os cientistas do mundo juntos conseguem entender como funciona e que ainda assim, parece, lá sabe o que vai fazendo – e que os cientistas assim confirmam (pese a parte que não entendem), pêlo sim, pêlo não, não me atrevo nem me arrogo a ir contra a Mãe, que (como o papá quando eu tinha dez anos) ainda sabe mais que eu sobre tudo o que há para ser sabido. Manias que sempre tive de me pôr no meu lugar…

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E pronto, leio os seus comentários - arrisco dizer que devagar não vá perder uma virgula sequer - e fico sempre sem saber muito bem o que escrever. É um facto.

      No seu ponto 1 em resposta ao meu ponto 1:
      Não entram neste ponto homens da geração do meu avô ou do meu pai. Duvido que, quer um, quer outro, alguma vez concordassem comigo. Seria uma afronta insistir neste ponto. No entanto gerações um pouco mais novas, e quando me refiro a mais novas nem sequer vou a gerações de homens na casa dos vinte, diria homens na casa dos 30/40/50 e... arrisco mais um pouco, atrevo-me a esticar até aos 60, já acham normal isso da depilação e encaram realmente na onda da higiene de braço dado com alguma estética. Também depende dos homens, bem sei, talvez os homens de meios urbanos se sintam mais à vontade com estas coisas. Eu acho que no futuro, tendo em conta que todos estes homens um pouco mais novos já acham a situação de se depilar normal, também o vão encarar da mesma forma quando chegarem à tal da terceira idade ou lá o que é. Até nestas coisas se percebe que o mundo está em constante evolução. Os homens de 70/80/90 anos de amanhã, ou seja, do futuro, serão em muitos aspectos e não só neste, homens bem diferentes dos homens de hoje de 70/80/90 anos. A velhice terá outro 'rótulo' diferente deste dos dias que correm, as pessoas, estou convencida, não considerarão sequer a hipótese de arrumar os sapatos na idade da reforma, ir para um lar, jogar cartas o dia todo. Isso será coisa do passado. Será uma espécie de juvenal-velhice. E com isto de cada vez se fazer mais exercício físico, uma alimentação mais cuidada e consciente, o corpo, a mente, provavelmente não irão coincidir com a idade pendurada no cartão que diz o cidadão ter 80 anos e parecer ter 50... sem recurso a cirurgias estéticas, bem se vê.
      -/-
      "Lembro que, se a gordura já foi formosura, parece que agora, magrela é que é coisa bela…", Olhe que não, André, olhe que não. Que não na parte de 'magrela é que é coisa bela'. As mulheres começam a exagerar com isto de quererem ser muito magras de corpo e esquecem-se do rosto, portanto perdem automaticamente parte da beleza, um rosto cadavérico não é de todo um rosto bonito. Mas eu sou suspeita que nunca fui além dos cinquenta, cinquenta e poucos quilos, no entanto garanto que nunca fiz qualquer dieta na vida. Talvez seja daquilo do metabolismo ou dos genes herdados ou do facto de não comer mais do que aquilo que o corpo necessita:)
      -/-
      Aquela parte da sua história, aquela de Macau e do seu pai, deixou-me a pensar que isto da cultura, das tradições, dos hábitos, de cada país e dos seus habitantes tem muito que se lhe diga. Enriquecedor talvez seja o termo certo. Só que, lá está, se me desloco a um outro país é minha obrigação adaptar-me a esses mesmos hábitos. Esforçar-me por entendê-los ainda que possam ir de encontro às minhas próprias convicções.
      -/-
      Quanto aos palavrões. Bom, estou de acordo consigo na parte de 'eufemizar insultos sem...', agora dizer palavrões com classe, humm, nisso não me consegue convencer. O próprio do palavrão como que por si só já enxovalhou o salão de baile. O baile passa automaticamente a ser outro.
      -/-
      Claro que a Natureza sabe o que faz, mas a Natureza já é um senhora com muita idade - embora ninguém lhe dê mais de 25 anos - sendo por isso muito sábia, digna de respeito, no entanto também precisa de uma ajudinha nisto de coisas mais modernas :)))

      Eliminar
  4. Sinceramente não percebo a utilidade deste artigo que já tinha lido. Pêlos e palavrões ó valha-me um burro aos coices e servirá de alguma coisa o cartaz da jovem? Protagonismo só pode ser quer da autora quer da exibidora.

    Vulgarmente não uso palavrões mas oiço carradas e entram a 100 saem a mil. Digo quando sozinha me acontece algo que me faz mossa e consequente dor:)))

    Vamos aos pêlos: O ser humano foi dotado com pêlos e só os tira quem quer e não é por ter que possa sr apelidado de porco etc e tal. Hoje há mil métodos mas sou de uma geração que era apenas a gillette caríssima e por vezes partilhada por várias jovens o que nunca fiz porque a minha mãe fez o sacrificio de comprar para as filhas, mas que a mesma daria para várias vezes. As que não tinham faziam com caco de garrafa e vi o que hoje talvez nunca visses. Mantenho a velha Gillette porque cera e maquinetas...uiiiiiiiii dói que se farta:)

    Depois outra coisa que já agora a autora do artigo poderia referir que antigamente e eu sou do antigamente as coisas não eram assim e alguma vez havia dinheiro para tais gastos? Não foi por aí que descuidei a minha higiene e ao termos filhos tive uma nesse tempo e na hora do parto aí vai disto que as dores abafavam a agressão e ou falta de cuidado. Consequência? Para além dos pontos que incomodavam e doíam à brava o crescer dos pêlos faziam das suas. Hoje já podem fazer em casa antes de ir para o parto.

    Felizmente esse tempo acabou e oxalá que nunca volte mas passámos do oito para o oitenta e só de me lembrar a enxurrada de insultos (entre aspas) que fizeram a Rosa Mota por ao chegar à meta e levantar os braços...pois...mas a medalha de ouro olímpica não conta? Julgo que ela depois deu uma explicação mas se tivesse sido eu não daria justificação alguma.

    A higiene é que conta, mas sou de um país com culturas ancestrais e lembro-me muito bem das "mamuilas" tomavam banho no rio (que saudades delas) mas a cabeça não porque tinham arte (feita com argila e fezes de vaca) e para veres pesquisa no Google. Tomavam banho sim senhora mas o cheiro por vezes era incómodo:)))

    Para mim é mais preocupante quem não se lava conveniente e depois é um cheiro que não se pode, mas também quem se diz muito educado/higiénico/perfumado e urina em qualquer sitio, deixam as casas de banho público no estado em que sabemos (pobre de quem limpa e volta a limpar) e dos que passeiam os cães e deixam os passeios e jardins todos enfeitados de porcaria.

    Tenho mais com que me preocupar Maria e homens e mulheres têm a liberdade que quiserem apenos contesto quando vira libertinagem com pêlos ou sem eles:))

    Beijocas

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu, tal como a Fatyly, não consigo entender a forma de protestar de determinadas feministas. Não entendo em que ponto é que um cartaz deste género acrescenta à luta das mulheres pela igualdade de direitos. Por mim só descredibiliza essa mesma luta, mas pronto é apenas a minha opinião.

      Paula Cosme Pinto saiu em defesa desta mulher do cartaz. acho que muita gente atacou a senhora em questão, bom, não sou a favor de ataques, sou mais a favor de argumentos, no entanto o texto de Paula Cosme Pinto em vez de ajudar, só afundou ainda mais a coisa, digamos assim.

      O que eu gostaria de saber realmente é o que é que as mulheres que dizem lutar pela igualdade de direitos nos dias de hoje, fazem exactamente na prática. É que gritos, cartazes com palavrões, textos lindos de ler, ou não, qualquer uma é capaz de fazer se estiver para aí virada, agora, no dia-a-dia, em que é que acrescentam à luta das reais activistas femininas que, inclusive, chegam a perder a própria vida nessas mesmas lutas? De feminismo de sofá e computador está o mundo cheio. Esse feminismo confortável e feito à maneira não me interessa rigorosamente para nada. Outra vez a minha opinião, aquela que vale o que vale.

      Aí é que está, pontualmente, os palavrões são apenas desabafos, nada a opor, portanto. Sistematicamente torna a pessoa ordinária, atira-a para o patamar de reles, sejam homens sejam mulheres, essa parte do género é indiferente, pelo menos para mim. Devo acrescentar que quase todas as pessoas que conheço dadas ao palavrão em modo sistemático possuem por ali alguma agressividade, alguma frieza. Não são pessoas com quem goste de me relacionar, só em casos de pura obrigação e mesmo aí, tenho de me esforçar para não voltar costas. Não tenho a menor paciência, respeito, por quem não respeita também o espaço, a forma de estar na vida, de outros, e provoca de forma abusiva, diria até que nalguns casos, premeditada, tudo aquilo. A real intenção é provocar nesses mesmos outros mal estar. Gente muito mar resolvida, penso eu.

      (lá mais para Norte o uso de palavrões é bem diferente, mas esse é outro tema)
      - / -

      Quando falo de uma questão de higiene nisso dos pêlos, refiro-me por exemplo a estar sentada numa esplanada e de repente sentar-se na mesa em frente um homem de t-shirt de alças ou lá que raio é aquilo, exibindo uma catadupa de pêlos debaixo dos barços. Caramba, uma pessoa perde logo o apetite e tem de mudar, senão de esplanada, pelo menos de mesa. Causa algum nojo, pelo menos a mim causa. E nem sequer vou falar de homens que se esquecem de cortar isso dos pêlos do nariz. A Fatyly consegue ver isto sem sentir desconforto, nojo, vá? Nas mulheres é a mesma coisa.

      Isso da cera não dói nada. Se uma mulher já foi mãe, sentiu todas aquelas dores, depilar-se é coisa que faz com um pé às costas. Se for um homem, daqueles que diz que já foi à tropa, à guerra, entretanto queixar-se de um pouco de cera quente, é coisa que não bate certo :))

      (é preciso também não esquecer que as 'exigências' de quem vive em meios urbanos é completamente diferente das 'não exigências' de quem vive e trabalha no meio rural - cavar terra e tratar das galinhas é uma coisa, ser obrigada/o a um código de vestuário se se trabalhar, por exemplo, numa multinacional, não tem nada a ver, por vezes esquecemo-nos que existem muitos mundos dentro de um só mundo)
      .
      .
      .
      Obrigada, Fatyly, por ter acrescentado com esse seu historial de vida. Existem situações que desconhecemos portanto esse contributo é de grande valor.

      Tenha um óptimo dia :)

      Eliminar
    2. "Quando falo de uma questão de higiene nisso dos pêlos, refiro-me por exemplo a estar sentada numa esplanada e de repente sentar-se na mesa em frente um homem de t-shirt de alças ou lá que raio é aquilo, exibindo uma catadupa de pêlos debaixo dos barços. Caramba, uma pessoa perde logo o apetite e tem de mudar, senão de esplanada, pelo menos de mesa. Causa algum nojo, pelo menos a mim causa. E nem sequer vou falar de homens que se esquecem de cortar isso dos pêlos do nariz. A Fatyly consegue ver isto sem sentir desconforto, nojo, vá? Nas mulheres é a mesma coisa."
      Resposta: Não Maria não me mete nojo algum porque há coisas habituais, mais nos homens do que nas mulheres, que me metem muito mais nojo e dou-te outro exemplo: escarrar para o chão e fazem-no por vezes até em esplanadas. Reacção? Mando faladura na hora:)

      "Isso da cera não dói nada. Se uma mulher já foi mãe, sentiu todas aquelas dores, depilar-se é coisa que faz com um pé às costas."
      Resposta: fui mãe e conheço bem as dores, mas não faço depilação com cera e bastou-me uma vez para depois andar à rasca da pele. Eu hem? Jamé como dizia o outro:)))

      Beijocas e vou agora dar uma volta bem grande, sim porque só gosto de coisas em grande LOL

      Eliminar
    3. Eu cá acho que os homens que escarram para o chão, são os mesmos que têm pêlos a sair pelo nariz e a sair pelas alças da t-shir de alças. E eventualmente também serão os mesmos que urinam nas esquinas de ruas. A mim não me enganam, nããããõoo :)))))))))

      (depois da depilação com cera, ou sem ser com cera, tem de se usar um creme para acalmar a irritação da pele e suavizar a coisa)

      Boa caminhada, Fatyly.

      Eliminar
  5. :))
    Gostei dos comentários ao artigo da jornalista, tipo notas de rodapé. Só que, dado o nível da jornalista, acabaram por dar em notas de rodatola. :)

    Um beijinho, Maria :)

    ResponderEliminar