terça-feira, 1 de maio de 2018

Informam-nos que o desemprego sofreu uma queda (coitado do desemprego, oxalá não se tenha magoado muito)

A notícia seria positiva se a informação não se centrasse apenas em percentagens nada mais acrescentando. Ou seja, para quando notícias muito mais completas em relação a trambolhões que a taxa de desemprego vai sofrendo?!

1. Em que regiões do país é que a baixa de desemprego caiu de forma mais significativa?
2. Quais as faixas etárias em que esta baixa de desemprego se fez sentir?
3. Que tipo de trabalho? De empresas?
4. Os salários são na base do ordenado mínimo nacional ou a coisa é um pouco mais elevada?
5. São empregos na onda de temporários? Ou são empregos com contratos de, no mínimo, um ano? Alguém entrou na base de efectivo ou nem por isso?
6. Quais os critérios usados para se saber que a taxa de desemprego baixou efectivamente? É só através dos centros de emprego?

Eu cá que não percebo nada disto, acho que se se andasse de porta em porta a perguntar às pessoas se naquela casa existe alguém desempregado, teríamos uma surpresa daquelas que nos deixaria, para além de muito bem informados, com a psique aos trambolhões, bastante desnorteada, durante uma grandessíssima percentagem de tempo.

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Obrigadinha pela informação, a ver se consigo arranjar um quadro à maneira para a emoldurar ali na parede de coisas... percentuais e, sem gente lá dentro.

By JN:

Então até à próxima, senhor Homólogo...

8 comentários :

  1. O senhor Homólogo pediu-me que lhe transmitisse, estimada Maria, que não existem centros de desemprego mas sim centros de emprego.
    Onde, por via da regras, leis e tudo em vigor, não se consegue encontrar um número certo para fornecer a essa coisa que trata das estatísticas, dados que não sejam mera areia, daquela que se atira para os olhos da malta.

    Disseram-me, sempre tive esta tendência para me dizerem coisas, que uma pessoa que esteja desempregada e que seja convidada a frequentar um curso qualquer de formação, deixa de ser considerada como estando no desemprego mas que em boa verdade por lá se mantém na medida em que esses cursos não são mais do que coisas para ocuparem os desempregados temporariamente e que assim sendo, nal terminem os cursos coisas boas tão fofinhas, regressam a casa. Isto é, à casa de partida. Centro de emprego portanto.
    Na realidade nunca deixaram de fazer parte do número percentual que aponta ao desemprego mas, enquanto o pau foi e voltou, como que deu folga à dita percentagem.

    Dito isto, é só multiplicar por milhares e fazer a conta. Ao fazer a conta, se alguma vez se conseguir, chega-se a conclusão zero. Depois, é baralhar e voltar a dar.
    Convém fazer este exercício 'ene' vezes até se chegar a uma conclusão que é coisa para estar longe p'ra burro e nunca mais se lá chegar.

    Podere-se-á, sempre, perguntar aos JN cá do sítio como se fazem as melhores contas. Ser-nos-á respondido um a modos que 'sei lá'!

    Veja lá, senhora Maria, se tem parede suficientemente forte para suportar molduras. Pelo sim pelo não convém, das duas uma, ou reforçar a parede ou escolher molduras levezinhas mas com tamanho bastante para receber números e percentagens em quantidades industriais.

    Bater à porta de pessoas pode dar resultados assim do género ... eh pá, aqui ninguém trabalha, vá chatear outros.
    Nada aconselhável, portanto.

    Tenha uma boa semana, esta que está a ser contemplada com o dia do trabalhador ... que não esteja no desemprego.
    Bye, bye, caríssima Maria.

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    1. O caro Observador quando está para aí voltado, leia-se o 'para aí voltado' como coisa muito boa, escreve comentários-opinião misturados com um requintado sentido de humor assim para ninguém botar defeito. Muita verdade por aí semeada nestas suas palavras escritas, principalmente na parte dos cursos de formação. Ele há com cada estratégia para atirar areia para os olhos da malta que, vai lá vai.

      Atiram-nos com estatísticas para cima só para nos entreter, é o que é. Género: toma lá uns números, umas percentagens e tenta lá deslindar esta coisa 'mai linda'. Eu cá acho que nos dias que correm existe muita gente que tem como principal função um trabalho na onda de entreter a malta com coisas balofas só para a malta não fazer muitas perguntas. Não chatear, portanto. Canseira isto de nos oferecerem rolhas de cortiça feitas a martelo só para não nos lembrarmos de tocar em assuntos que incomodam.

      O que eu gostava mesmo é que me dessem resposta àquelas minhas inquietações. Faltou um ponto também ele muito importante, um ponto 7 que seria na onda de saber se são mais pessoas do sexo masculino ou feminino a entrar no mercado de trabalho (?)

      (tem toda a razão na parte de não serem centros de desemprego mas sim centros de emprego - vou rectificar - embora eu ache, agora que olho melhor para a troca, que se calhar aquilo até ficava bem como está)

      Este tema foi escolhido exactamente porque hoje dizem ser o dia do trabalhador. Imagine a frustração que não é para as pessoas que sempre foram trabalhadoras e, vai daí, o destino puxou-lhes o tapete, caem no desemprego, não podem comemorar este dia com saúde daquela que é mental, paz-paz-paz, pão de cereais, amor do verdadeiro de cor rosa, um copinho de vinho tinto e um ordenado à maneira dos bons ordenados? Pois...

      Sendo assim, bye bye para si também :)

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  2. Numa realidade cultural não muito distante dizia-se que um povo culto e informado, era um povo infeliz. E de lá para cá, apesar de uma liberdade relativa que nos foi entretanto atribuída, diria essa ideia não parece ter sofrido assim tão grandes oscilações...

    O que a gente não sabe, também não pode prejudicar-nos...dizem também alguns.

    Boa noite, Maria. :)

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    1. Francisco, não vou mexer sequer numa virgula deste seu comentário. Subscrevo em toda a sua extensão. Muito bem escrito. Muito bem dito. Muito bem resumido. A verdade pura e dura.

      Tenha também uma boa noite :)

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  3. Para mim este tipo de estatística não me diz rigorosamente nada porque não reflecte a realidade do desemprego já que só se baseiam nos famosos "centros de emprego" onde muitos foram para cursos da treta, estágios da treta e devido à apresentação periódica (como se fossem presos) versus obrigatória e papéis que carimbam a prova de que procuraram, do péssimo atendimento nunca visto, desistem e passam a não inscritos sobretudo os que nunca foram remunerados. Os que são, têm de continuar e preferem receber do Fundo de Desemprego do que aceitarem algum trabalho.

    Os Centros de Emprego são um desastre autêntico sobretudo para os mais novos e para os acima de 40 anos que já são velhos. Julgo que os homens são em maior número do que as mulheres por estas, claro porque aceitam fazer qualquer coisa como "doméstica ou limpeza (não sei o nome actual)" e muitas com canudos na mão. Conheço aqui 5 que perderam o "emprego" e aceitaram o "trabalho"...sim trabalho e dizem-me com um sorriso que se sentem úteis. Mas também já começam a surgir "homens que aceitam trabalhos domésticos ou limpeza".
    Quanto aos ordenados...é o que sabemos e poucos são os empresários que paguem bem porque o que querem é lucro, mas também há bastantes que se forem bons profissionais levam muito mais.

    Beijos e vou dormir

    Q

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    1. Essa parte que a Fatyly refere, a parte dos carimbos, é coisa que nunca entendi. Lembro-me de numa dada altura aparecer gente lá empresa com um papel na mão a pedir por favor se não nos importávamos de carimbar como prova de que andavam à procura de emprego.

      Acho que os centros de emprego devem ser locais muito deprimentes para pessoas que por si só já estão a passar por momentos nada fáceis, pois se uma pessoa, vamos supor. é licenciada, não importa em quê, como raio é fácil aceitar trabalhar num local onde vai ter de lavar casas-de-banho públicas e, ainda por cima, ganhar um ordenado mínimo quando, provavelmente, ganhava o triplo no seu antigo trabalho? Isto é humilhar o ser humano até à quinta casa decimal. Ainda dizem alguns que só lá no antigamente é que era duro. Sim, sim, contem-me histórias para adormecer. Nos dias de hoje também é dura a vida, dura de uma forma diferente, mas dura para muitos.

      Boa noite, Fatyly.

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  4. Ouvi na televisão mas não me lembro onde ou quando que a queda do desemprego se devia a contratações na área do turismo e da reabilitação urbana/construção civil - tratar-se-á de mão-de-obra não qualificada e não jovem

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    1. Ah, já é alguma coisa, Gábi, nada que eu não desconfiasse. Embora ache que este tipo de notícia tem de ser dada com mais rigor.

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