sexta-feira, 25 de maio de 2018

"Estar contra a corrente pode ser um risco" - hoje vou voltar-me para a RTP2 e para Júlio Pomar

Um documentário biográfico transmitido pela RTP 2, assim mais ou menos, mais para mais do que para menos, ao nível do perfeito. Para quem não conhece, ou conhece superficialmente o percurso, a obra, do pintor, é ganhar tempo e ver com olhos disso mesmo, ver.


Sugestão: ver em écran modo inteiro é muito mais impactante, penso eu.

7 comentários :

  1. Tive o privilégio de ver o documentário.
    E como vi na televisão, viu-o em modo inteiro. O écrã, já se vê.
    A televisão pública tem coisas boas.
    A propósito, deixo-lhe, caríssima Maria Éme, uma sugestão: a RTP foi parabenizada, a nível internacional, pela excelente realização do Eurofestival das cantigas.

    See you later! :)

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    1. E se não é ser indiscreta, ou pelo menos com a intenção de ser indiscreta, do que é que o caro Observador mais gostou neste documentário biográfico? - é que eu achei que tinha muitas gradações, se é que o termo se pode colar de alguma forma a este documentário.
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      (não é preciso receber parabéns a nível internacional em relação ao evento, leia-se Eurofestival, qualquer pessoa que viu a final, e eu vi, muitos portugueses viram, percebeu que foi um espectáculo a transbordar de profissionalismo, aliás, no dia seguinte escrevi exactamente isso por aqui, o reconhecimento sabe bem, mas sabe ainda melhor quando são as pessoas do próprio país a reconhecer e não dizer mal só porque sim, um péssimo hábito este das pessoas, quando se diz mal de algo, pelo menos que se veja primeiro para que exista por ali honestidade intelectual)

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    2. Sobretudo uma grande cumplicidade entre o artista e a sua obra.
      Se essa cumplicidade vai 'chocar' com as tais gradações a que a Maria se refere? Penso que não.


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  2. Não sei quando deu o documentário e não o vi pelo que estive a vê-lo agora. Conheço Há muitos anos o nome de Júlio Pomar, mas a verdade é que não conheço muito da sua obra. O quadro do Mário Soares, o Gadanheiro, Cegos de Madrid, e o Almoço do trolha, eram as únicas obras que conhecia até agora embora soubesse que além de quadros e esculturas, ele tinha ilustrado muitos livros. Gostei de ver o documentário, e das de conhecer outras obras.
    Obrigada pela partilha.
    Abraço

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    1. Penso que o documentário não é recente, terá já alguns anos, só que a RTP2 decidiu exibi-lo novamente visto que o artista morreu, talvez como homenagem a toda uma obra deixada. Apanhei o documentário sem querer hoje à hora do almoço, só que o apanhei já quase no fim, tive de voltar ao inicio porque da forma como está feito, e muito bem feito, o documentário prende a pessoa ao artista. O documentário é uma mistura de sensibilidade e aspereza, paixão e revolta, tristeza e solidão, tempos passados e velhice do homem sem que, todavia, a obra viva sem força, penso eu, pelo menos foi a forma como o interpretei.

      Abraço, Elvira.

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  3. Recordo de ter visto quando fizeram (porque já tem uns anitos) mas não te sei dizer a razão do mesmo. Voltei a ver na RTP2 após a sua morte a tal homenagem habitual.

    Não gosto de toda a obra de Júlio Pomar e foi de facto um homem irreverente e soube tirar partido da sua vida juntamente com a sua arte, entre Lisboa e Paris. Algures em Lisboa vi uma exposição dele onde alguns, poucos expostos eram com o tal erotismo.

    Desta reportagem retiro duas frases que me disseram muito, mais ou menos isto:

    "Um criminoso e um artista ambos deixam uma marca positiva ou negativa" (direi eu que se refere à rebeldia de muitas obras)
    "Amor e paixão são coisas necessárias sem elas seriamos todos funcionários públicos" ( referindo a obediência ao regime que mesmo após deixou marcas e também por ter sido um homem de várias mulheres-todas no tempo certo).

    Partiu, ficou a obra que garanto ser desconhecida para muitos e como aprender não ocupa lugar acho que a RTP & Compª deveria passar muitos mais coisas "didácticas" a todos os níveis ao que eu chamo de: cultura, em vez de novelas, programas da treta etc e tal.

    Beijos e um bom fim de semana

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    1. Começo por dizer que tudo o que vai ao encontro de artes plásticas, eu gosto. Muito. Aos 16/17 anos quase que dormia em frente à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Aquilo foram duas paixões em simultâneo, o primeiro amor e o amor ao edifício e tudo o que ele incluía, o das Belas-Artes.

      *

      Fatyly, a RTP2 existe, e existe com programas de todo o género, desde programas para os mais pequenos, terminando em programas para os mais crescidos. Quase sempre, arriscaria escrever, sempre mesmo, são programas de qualidade. Sendo assim, se as pessoas só vêem novelas e reality shows é porque assim o querem. Não sou contra novelas - acho que devem existir nem que seja só para dar trabalho aos actores -, posso não gostar de novelas, porque não gosto, aquilo é um género de formato ao nível de enchimento de chouriços que não se aguenta, mas consigo entender que para muita gente a novela faz-lhes companhia em noites de solidão. Os reality shows, acho aquilo totalmente dispensável, é um formato que não acrescenta nada, um formato que só existe para aumentar audiências e nada mais, mesmo que continuem a atirar areia para os olhos das pessoas, que aquilo agora é melhor, ajuda a não sei quê, sim, sim, continuem a contar-me histórias para adormecer. Adormecidas, anestesiadas, que não raciocinem muito, ou mesmo nada, é como se querem as pessoas. Passo.

      Com isto da tv por cabo as escolhas são mais do que muitas, não é só ver a RTP2, com certeza que não, isso seria do mais snob que existe, no entanto existem canais para todos os gostos, não há desculpa para só se ver 'trash tv', que traduzindo quer dizer canais de tv em modo caixote de lixo, a TLC é exemplo disso, só que muita gente gosta do canal TLC, e não vejo qualquer mal nisso, desde que não seja consumido em modo compulsivo. O problema é que este tipo de canais impele à compulsão. Penso eu, que sempre que passo pela TLC assusto-me e acho que deveríamos poder escolher pacotes com os canais que bem quiséssemos, não seria a operadora a sugerir pacotes, mas seriam as pessoas a organizar, por assim dizer, os seus próprios pacotes. No meu caso dois canais iam logo à vida, a TLC era logo um dos primeiros, o outro é português e hoje, como estou simpática, não vou revelar qual é :)

      Para si também, Fatyly, bom fim-de-semana.

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