sexta-feira, 11 de maio de 2018

Catarina Furtado e a separação de águas de braço dado com 'I shall say this only once'

Esta polémica em torno de Catarina Furtado, as criticas severas por não falar fluentemente Inglês e ter sido uma das apresentadoras escolhidas, fazem ou não fazem sentido tratando-se deste tipo de evento?

É apenas disto que se trata. Separar águas é bom e recomenda-se.

(a título de curiosidade, a BBC também criticou o 'mau' inglês de Catarina Furtado)

*
Adenda de 13.Maio.2018
(esta foi a canção que Salvador cantou na final acompanhado ao piano por Júlio Resende)


8 comentários :

  1. Claro que fazem sentido.
    Trata-se da apresentação de um evento visto e ouvido em dezenas de países e milhões de pessoas.

    Com tanta gente que por aí anda de microfone na mão, a RTP não arranja quem saiba mais qualquer coisita?

    Não está em causa a Catarina mas o seu 'bad english'.

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    1. Pois, eu também acho que fazem todo o sentido tendo em conta que este evento foi visto por milhões de telespectadores. O escrutínio deveria ter sido mais rigoroso por parte da RTP. Se colocaram mais três apresentadoras que, neste aspecto, o de saber falar inglês correctamente, não mereceram qualquer tipo de crítica por parte de quem quer que fosse, é porque as pessoas conseguiram perceber as diferenças. Não foi um falar mal só por falar mal desta vez.

      Sermos vistos como um país que se "desenrasca" nisto de falar inglês, não é lá uma muito boa imagem. Mas pronto, continuamos naquela de termos um medo absurdo de criticas que fazem sentido, em vez de as ouvirmos atentamente e fazermos o possível para melhor estarmos preparados em eventos futuros, eventos que exigem falar inglês de forma irrepreensível, estamos mais preocupados em defender aquilo que não deveria ser defendido, mas sim interiorizado - fazer aquilo de reflectir - para ser melhorado.

      (quer dizer, o comum dos mortais quando se candidata a um lugar numa multinacional, fazem-lhe uma entrevista rigorosa, com testes sem aviso prévio e, agora, mostra do que és capaz se queres realmente este lugar, aquilo é duro, entretanto nestas coisas, desculpa-se e tal e critica-se quem disse: não, não esteve bem a Catarina)

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  2. "É apenas disto que se trata. Separar águas é bom e recomenda-se."
    Por mim as águas estão mais que separadas, não tenho qualquer apetência por ver o Festival da Eurovisão. :)
    Respeitando quem vê, claro.

    Tenha uma boa noite, Maria :)

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    1. Apetência eu também não tinha há já alguns anos, mas a verdade é que o Salvador Sobral e aquela sua forma tão especial de cantar uma canção com uma letra e um melodia belíssimas, fez-me olhar para o Festival da Eurovisão de uma outra forma. E a verdade é que este ano, nesta final - com um grande profissionalismo por parte da RTP, convenhamos -, Salvador Sobral voltou a ser protagonista de um outro momento intimista, um outro momento marcante, Salvador, acompanhado ao piano por Júlio Resende, foi extraordinário, na minha opinião. E Caetano Veloso é sempre o enorme Caetano Veloso. Só por isso já valeu a pena.

      Quanto ao resto, ao tema deste post, Daniela Ruah, Filomena Cautela e Sílvia Alberto, por esta ordem, com um inglês perfeito, pronúncia perfeita - liderado sempre por Daniela, obviamente. Catarina Furtado, na minha opinião, a que vale o que vale, estava deslocada. Pronto, é uma mulher bonita, com presença, mas é só. Os tempos exigem mais de uma mulher, só beleza e um belo sorriso não chega; se Catarina falar pouco em inglês a coisa passa, mas se falar muito, está tudo estragado. Penso eu que comecei a estudar inglês por volta dos 9 anos num colégio e entrei para o Cambridge por volta dos 15/16 anos, sempre com professores de origem inglesa, exigentes em tudo, a pronúncia tinha de ser perfeita senão estávamos todos feitos ao bife. Se calhar é por isso que algumas coisas saltam mais à vista do que outras.

      Tenha também uma óptima noite, AC :)

      PS: E voltámos ao inicio, Portugal voltou a ficar nos últimos lugares...

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  3. Não acompanhei e se os entendidos dizem o que dizem do inglês da Catarina acho deveriam ter posto outra. Ontem vi apenas na primeira parte os vestidos das quatro apresentadoras e fiquei boquiaberta com o da Catarina. Mas quem a terá vestido, melhor despido, deixa Maria, digo vestido com aquele visual? Seria para parecer mais nova junto das três jovens? Desliguei e hoje aqui neste mundo de cabos vi apenas a actuação do Salvador Sobral com o pianista e depois com Caetano Veloso. Antes de ter ganho a Eurovisão já ouvia com imenso agrado três músicas dele e junto a "Amar pelos dois".

    Voltando ao inglês...escrevia e falava bem o inglês e fui aceite profissionalmente por essa mesma razão. Uns anos até ao dia em que parti da minha terra. Escala em Lisboa e fui para o Brasil. Voltei e fiquei por cá e acreditas que esqueci totalmente? Acalento o sonho de "avivar a memória" e em Dezembro de 2015 inscrevi-me num Centro cujas aulas/explicações começariam em Fevereiro. Teria de ir de comboio etc e tal. Tudo a postos e no meu caminho novo pedregulho: a minha mãe teve o que teve a 14 de Fevereiro de 2016. Aceitei e há dias a minha neta mais velha disse-me que nas férias grandes vai-me ensinar...acredita Maria que na volta vou virar outra Catarina, mas:))) desculpa ter fugido um pouco ao tema!

    Um resto de boa tarde

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    1. Vi a final do principio ao fim e, não há dúvida alguma, que a RTP está realmente de parabéns. Existiu por ali gente muito profissional, gente muito competente, atrás do Festival Eurovisão da Canção. Mesmo para quem não gosta do género e se realmente viu tudo aquilo com olhos de ver, é quase impossível não corroborar.

      Também achei que o nível das canções não estava nada mal, só que também achei que a canção que ganhou seria a última que eu ditaria como vencedora. Caramba, mesmo não simpatizando desde o inicio com a nossa, a de Portugal - como se sabe por um texto que escrevi algures, a minha favorita era a de Catarina Miranda com o seu 'Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada' -, diria que a nossa era de longe melhor. Lá ficámos em último lugar. Voltámos ao mesmo.

      - / -

      O vestido da Catarina Furtado, um preto e curto, bom, ela aguenta, tem corpo para isso - foi para desviar as atenções do inglês :))))
      É este: https://www.delas.pt/eurovisao-eis-os-looks-das-apresentadoras-para-a-grande-final/
      A Catarina para uma mulher que tem 45 anos está espectacular. Essa parte é óbvia. Entretanto, Daniela Ruah de 34 anos, Filomena Cautela de 33 anos e Silvia Alberto de 36 anos, não são propriamente miúdas de 20 anos, a diferença de idades não é assim tãâão grande, penso eu, mas mesmo se fosse essa parte não pode ser nunca um entrave na carreira de uma pessoa. Desde que se mantenha minimamente em forma, cuidada, não me parece que seja problemático, até diria que é saudável misturar mulheres ou homens de faixas etárias distintas.

      - / -

      Quanto ao inglês de Catarina Furtado, o que mais achei estranho e ao mesmo tempo ridículo, é que as duas figuras públicas que foram a correr defender a Catarina das garras das pessoas muitA más da net, foram o Cláudio Ramos e a Cristina Ferreira, sabendo-se que Cláudio Ramos não sabe falar inglês e Cristina Ferreira arranha o inglês. Portanto, está tudo dito. É o país que temos ou, se calhar, merecemos. Estes são os chamados 'influenciadores'. Isto está bonito, está.

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      Não tem nada a ver, uma coisa é a Fatyly e o seu inglês que pode estar enferrujado, outra bem diferente é termos apresentadores de tv a ganhar muitíssimo bem e que não sabem falar inglês correctamente, com a pronúncia também ela correcta. Isto faz-me um bocadinho de confusão. E vai que precisam de ir a outro país em trabalho? E vai que precisam de entrevistar alguém em inglês? E... por aí fora. Tratando-se do evento em questão, visto por milhões de pessoas em todo o mundo, pior ainda. Mas isto sou eu, e pelos vistos não sou a única, que acha que a imagem a passar tem de ser sempre, obrigatoriamente, irrepreensível. profissional.

      Tenha também uma boa tarde, Fatyly :)

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  4. Concordo Maria e quanto ao espectáculo não vi porque já não é a minha praia por falta de paciência.

    "O vestido da Catarina Furtado, um preto e curto, bom, ela aguenta, tem corpo para isso - foi para desviar as atenções do inglês :))))" Claro que aguenta, claro que é bonita etc e tal, mas eu vi uns calções e atrás meia saia até aos pés igualmente preto. Na foto que mostras vejo calções e meia saia...para mim...horrível e senti o incómodo dela. Pode ser ousada? Claro que sim...mas acho que era tão esquisito e nada elagante e confortável. É a minha opinião mas posso estar errada.

    Vou dormir e desejo-te uma boa noite

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    1. Nem a propósito, parece que muita gente é da mesma opinião da Fatyly em relação ao vestido preto de Catarina Furtado.

      Leia este pequeno artigo da revista VIP:
      "Na primeira parte da final da Eurovisão, que aconteceu este sábado no Altice Arena (Lisboa), Catarina Furtado apresentou-se num fascinante vestido preto da autoria do seu amigo e confidente Nuno Baltazar. O modelo, muito decotado e que lhe mostrava grande parte das pernas, intrigou vários jornalistas e comentadores britânicos, dando origem a vários artigos em terras de sua majestade. Mas foi o desabafo do locutor da Eurovisão pelo Reino Unido, Graham Norton, durante o direto do espetáculo, que mais concordância teve entre os seguidores do certame europeu. Enquanto comentava o decorrer do evento, o crítico, ao ver a vestimenta da «eterna namoradinha de Portugal», não resistiu à tentação e colocou uma questão polémica aos seus espetadores. «Onde está o resto do vestido de Catarina Furtado?», perguntou em tom irónico o veterano da BBC. Mas este não foi o único julgamento negativo por parte de um dos mais consagrados especialistas da Eurovisão da estação pública anglo-saxónica. Nos primeiros momentos da transmissão televisiva, e num timbre nocivo, o comentador referiu-se às quatro apresentadoras portuguesas. Na ótica de Graham Norton, não era necessário ter Catarina Furtado, Sílvia Alberto, Daniela Ruah e Filomena Cautela na condução da Eurovisão. «No máximo, é um trabalho para duas", referiu o britânico, dando a entender que a organização portuguesa geriu mal o planeamento do espetáculo."

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