segunda-feira, 30 de abril de 2018

Da província sem amor - isto de se achar que toda a gente com mais idade é gente boa

Quando se viveu toda uma vida em Lisboa, pelo menos a vida que até agora penso não ser toda mas já é algo de significativo, pensasse que, se um dia também nos for permitido viver na província, essa seria a maravilha das maravilhas.

O ruído da grande cidade lá longe. As buzinadelas dos carros que passam com a pressa de chegar a locais que não vão a lugar algum, também lá longe. O asfalto a dominar o que o asfalto acha ser necessário dominar, lá longe. Os jardins faz-de-conta que são mas não são, lá longe. As pessoas sempre bem vestidas por fora e muitas vezes mal vestidas por dentro, lá longe. Os cafés modernizados à pressa, lá longe. A comida que é sempre saudável, agradável ao olhar, mas por vezes sem alma, lá longe. Os trezentos mil semáforos a apagar e a acender sem parar, lá longe. As ruas sujas de garrafas de plástico, latas de cerveja, papéis, pontas de cigarro, tickets de parquímetros, dejectos caninos, urina de seres que dizem ser humanos e do sexo masculino a embelezar as paredes da grande cidade. Tudo, lá longe.

A província, aqui tão perto. O paraíso. Dai-me um nico de paraíso, Senhor, só um nico, porque isto de muito paraíso também é capaz de fazer muito barulho cá dentro. E não é que me desloquei ao paraíso por um tempo. Entrei na província disposta a recarregar baterias. E...

Cheguei da província com os cabelos quase arrancados. Com os nervos feitos em franja. Com o barulho dos trezentos mil latidos de cães de manhã até à noite, a fritar-me o juízo. Com as intrigas das mulheres da província a envenenar-me a alma. Com o facto de uma pessoa ser controlada em todos os seus passos e gestos. Com as ruas também elas sujas, sujas de garrafas de plástico, latas e garrafas de cerveja, pontas de cigarro, dejectos caninos, papéis. Tudo na província. A província que me venderam com uma placa que dizia: o caminho que a leva ao paraíso, à tranquilidade, ao bem-estar, ao encontro de gente boa de alma e coração.

(sim, realmente existe gente com um coração bem grande, pena é que seja feito de betume, betume que me parece entrar na composição do asfalto lá das grandes cidades)

Não me venham cá dizer que na província é que é, que a cidade não presta para coisa alguma, que estou à beira de me apetecer dizer verdades daquelas bem duras, desagradáveis, em relação ao que me foi dado ver na província, perto de pessoas de muita idade que muitos dizem ser vítimas da sociedade, sofrer de solidão, ninguém querer ajudar. É que vi por lá gente com muita idade a quem gente mais nova quer ajudar, e a quem tratam com desprezo, má-educação, arrogância, azedume, e, por vezes, com bastante agressividade. Vi por lá gente xenófoba, homofóbica, bastante preconceituosa. Se calhar estava na altura de desmistificar, retirar toda esta auréola, este endeusamento, em torno de algumas pessoas de idade que vivem na província, pessoas essas que não serão flor que se cheire.

Tenho cá para mim que Portugal precisava de ser visto e revisto à lupa. Tirar o véu de noiva inocente que o cobre. O véu da pureza. Se há coisa que Portugal não tem, de certeza mais do que absoluta, é a pureza com que o querem pintar. E ó se gosto deste meu país. Gosto, realmente, mas há já algum tempo que faço questão de usar óculos de sol de ver ao perto. Muito, muito perto.

15 comentários :

  1. No álbum 'Variações', o António cantava:
    "Estou bem
    Aonde não estou
    Porque eu só estou bem
    Aonde eu não vou
    Porque eu só estou bem
    Aonde não estou
    Porque eu só estou bem
    Aonde não vou
    Porque eu só estou bem
    Aonde não estou"

    Creio não ser aplicável a si, estimada Maria.
    O mundo é assim, as pessoas são assim.
    Enganamo-nos, é verdade, muitas vezes ao pensar que estaríamos melhor noutro lado qualquer. A província tem coisas boas e más, como tudo.
    Confesso que percebo muito bem a sua sensação. Já a senti. De há uns anos a esta parte, a província só me serve para um 'vou ali e já venho'.

    Só quem nunca experimentou desconhece as coisas mais desagradáveis que a província nos oferece.

    Óculos de sol, por enquanto não. Limito-me às lentes fotocromáticas. Dão um jeito enorme, acredite.

    Boa semana, um beijinho.

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    1. Existe um provérbio/citação/expressão que diz o seguinte: "os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons". Eu cá começo a acreditar piamente que sim. Que é efectivamente verdade. Pelo que me é dado a observar ultimamente em pessoas de mais idade que deveriam dar o exemplo aos mais novos, a coisa não é lá muito recomendável - penso não ser necessário escrever a parte de que não estou a generalizar.

      Então vendem-nos a província como um local bom até ao tutano, que aquilo tem saúde em todos os sentidos, saúde para dar e vender e, vai-se a ver, é um local onde até se pode ir, só que é como o caro Observador bem escreveu "vou ali e já venho". E este já venho tem de ser bem depressinha não vá a malta enlouquecer por lá nos 'entretantos'. Existe, no entanto, uma parte que é verdadeira, a parte de que as árvores, o ar vindo de todos os lados em modo mais puro, isso sim, é saudável. Agora, as intrigas, as discussões depois do almoço no café central, o controlar, pessoas de muita idade em modo agressivo e muito mal-educado, essa parte é muito desgastante. Não se vende por aí província com gente que apurou em bom, não?

      Resumindo: não são as cidades que são péssimas, não é a província que é péssima, são simplesmente as pessoas que fazem os lugares e ao fazer esses lugares, fazem deles lugares bons ou maus. Ponto. E, já agora, o factor idade não faz de uma pessoa um santo ou uma santa, quando não se tem bom carácter em novo, dificilmente ele se revela quando se atinge a idade da velhice. Cansada de me atirarem areia para os olhos...

      (a letra do António Variações fez sentido numa altura em que perdi uma pessoa muito importante, aí não estava realmente bem em lugar nenhum)

      Lentes fotocromáticas? E o que é isso, caro Observador?

      (óculos de sol, sempre; a minha mãe usava óculos de sol até no Inverno quando não existia sol e sim chuva :)))))

      Beijinho para si também. Boa semana.

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    2. Uso uma espécie muito própria de lentes fotocromáticas.
      Não são fáceis de conseguir mas basta insistir um bocadinho com a Dona Maria oculista.
      Com esse tipo de lentes, só vejo o que me dá jeito.

      Sublinho, com a devida vénia, isto:
      "(...)não são as cidades que são péssimas, não é a província que é péssima, são simplesmente as pessoas que fazem os lugares e ao fazer esses lugares, fazem deles lugares bons ou maus. Ponto. E, já agora, o factor idade não faz de uma pessoa um santo ou uma santa, quando não se tem bom carácter em novo, dificilmente ele se revela quando se atinge a idade da velhice(...)"

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    3. Acho que o vou imitar, caro Observador, vou imitá-lo naquela parte de a partir de agora usar lentes daquelas foto-não-sei-quê, smartlentes por assim dizer, que só me permitem ver o que dá jeito :))

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  2. Gosto da província, vivo perto dela e aprecio toda a calma e serenidade que só ela é capaz de me oferecer, mas essa calma, até ver, nunca envolveu outros seres humanos para além daquele que só eu conheço. Eu...

    Amiga Maria, o ego dos homens alimenta-se de intrigas, de problemas, e em cada lugar do mundo há sempre um problema novo por descobrir e um medo adjacente a ele. Na cidade descobri o desprezo e o cinismo, na província conheci a ignorância e o preconceito. Na cidade deparei-me com as angustias e os medos dos citadinos, e na província...com os medos provincianos. Entre os mais jovens vi os traumas naturais, muito mal resolvidos por vezes, de quem vive e sobrevive na agressividade do seu mundo juvenil e quer formar uma separação desse dito mundo, e entre os mais idosos...vi o terror de quem caminha em direcção ao fim da linha e receia ser desrespeitado, maltratado, inutilizável, descartável, ou tomado por senil antes de chegar até ela...

    Isto para dizer que, onde quer que vá, encontrará sempre um medo novo...capaz de transformar um grande homem num perfeito idiota...

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    1. Francisco, respeito esse gostar da província, mas eu cá acho que a partir de agora só vou gostar da província nos livros. Nos livros é que a província é boa. Uma pessoa lê algumas páginas, fecha o livro, respira fundo e pensa: ah, que momento tranquilo e bom este que foi dar um salto à província :))

      Olhe que o desprezo e o cinismo também passeia pelos caminhos de terra batida da província...

      Acho que muitas pessoas de idade da província não têm de todo essa característica de vítima que alguns lhes querem colar. Aliás, penso que até não gostam. Existe gente lá na província com muita força, gente muito esperta e gente muito dada ao chico-espertismo também. Esta última parte transpira por tudo quanto é canto.

      Boa semana, Francisco.

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    2. Concordo, e infelizmente para mim...nem sequer houve uma parte em que pudesse discordar de si.

      Boa semana, Maria. :)

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  3. :)))
    Não consegui evitar o riso, Maria. Então estava à espera de quê? Da pureza em modo de resguardo? Na província as pessoas também têm Internet, vêem a CMTV, as novelas, e sei lá que mais… Digamos que, aqui só para nós, o progresso também chegou até elas, mas daquele que se dispensa, servido em taças de ostentação e bem parecer. Com isso roubaram-lhes a alma, a cultura, a fé na palavra dada. Adulteraram-nas, agora aturem-nas!
    Há pessoas boas e más, na cidade ou na província. Mas sirvam-lhes a medicação errada e… lá se vão as boas intenções.
    Não sei por onde andou, em que cafés centrais se enfiou, mas, garanto-lhe, ainda há zonas onde se veste a autenticidade. Mas já são poucas, advirto-a. Digamos que são espécie em vias de extinção, que vão definhando, pouco a pouco, com a falência do mundo rural. Daí o aumento extraordinário de aldeias abandonadas, com os últimos habitantes a refugiar-se nas pequenas vilas, que padecem do mesmo mal, e cidades mais próximas. Com isto perderam a identidade, sentem-se estranhos em terra estranha, imitam o que vêem para sobreviver. Esta gente está longe, Maria, longe de tudo, principalmente das políticas estatais. A esperança tende a ser uma senhora sem cor e sem forma, principalmente desde que as deixaram sem identidade. Mas entendo, ó se entendo, que seja difícil perceber isso à distância, principalmente quando a dita distância também tem os seus problemas.
    Dito isto, e já me alonguei de mais, cada pessoa, seja ela qual for, viva onde viva, enfrenta desafios. Cabe-lhe a ela, caso queira redimensionar o seu patamar, lutar por isso, fazer a sua parte. É quanto basta. Nessa altura facilmente se verificará que a questão campo vs. cidade é uma tremenda falácia.

    Um beijinho, Maria :)

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    1. Acredito que muitas pessoas vão achar piada - rir - a esta minha visão da província em modo pureza. Mas eu preciso de acreditar que alguma coisa ainda funciona em bom. Eu até cheguei a pensar que o Pai Natal não vive na Lapónia mas na província aqui mesmo em Portugal. Grande decepção, caramba. Nem Pai Natal nem província com gente de idade que esteve ali ao lume, a apurar, em bom :))))

      A CMTV também entra pela província adentro? Isto é sempre a acrescentar em bom (eheheh)

      Gostei muito deste seu comentário, AC, muito obrigada. Alongue-se sempre que achar por bem, quando o faz aprende-se muito.

      Aceite um beijinho. Boa semana :)

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  4. Fogem-me as letras para escrever o que senti com o seu texto. Parece que a sua viagem à província foi assim uma espécie de descida ao Inferno, se é que ele existe, que eu acho que o único inferno que há é o que cada um carrega dentro de si, mas adiante. Há três anos que não viajo para aldeias esquecidas mas penso que não devem ter mudado muito desde essa época. Na província, há coisas boas e más como em todo o lado, Maria. E há sobretudo uma grande falta de gente nova. E sabe de uma coisa? A idade refina o melhor e o pior que o ser humano tem. E a maioria dessa gente, passou anos a levar pancada da vida, Estão zangados, com tudo e todos.
    Abraço

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    1. Não, também não foi uma descida ao inferno, Elvira, longe disso. Digamos apenas que fiquei um pouco decepcionada com algumas coisas que me foram dadas ver e ouvir. Ouvi, por exemplo, uma mulher na casa dos setenta(s) - não vou tratar por senhora porque acho que não é - referir-se a uma rapariga com termos como 'vaca' e 'mula'. Fiquei meio zonza, confesso, não estou a ver a minha avó tratar alguém daquela forma, mas pronto, se calhar a velhice destes tempos como que se modernizou neste campo também.

      Numa coisa discordo do seu comentário, se me permite, até podemos levar muita pancada da vida, acho inclusive que não é um exclusivo de pessoas lá do antigamente, embora saiba que muitas pessoas tiveram vidas muito duras, apenas acho que muitas dessas pessoas não podem, ou não devem, desrespeitar outras, juventude inclusive. O facto de eu levar muito pancada da vida, não significa que agora ache que tenho o direito porque a vida me castigou severamente de dar pancada noutros. Daí aquilo de 'a idade azeda os maus e apura os bons'.

      Abraço para si também, Elvira.

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  5. Com a idade tudo vai mudando para melhor ou pior. Quer nas grandes cidades, quer nas aldeias ou vilas existe igualmente o melhor e o pior. Cuscas, maldizentes, asneirentos, cultos e analfabetos, trabalhadores e quem não goste de fazer a ponta de um corno, com ou sem educação, com ou sem ética, com ou sem respeito, ruas sujas e limpas, animais ou sem eles...e pensar que há lugares e pessoas perfeitas...só mesmo na "quinta das tabuletas" ou no monte de cinzas.

    Nada disso tem a haver com "pancadas da vida, emigração dos filhos" mas sim com o "genes" do ser humano, neste caso o português-que-está-sempre-mal-com-a-vida-e-com-uma-inveja-que-fulano(a)-tem-uma-casa XPTO-um-carro XPTO-e-tudo-fazem-para-descobrir-como-podem-mas-como-não-sabem-inventam...ou seja vivem numa nuvem de insatisfação-não-vá-o-Senhor-Prior-mandar-rezar-100-avé-marias:))) e os mais novos vão crescendo nessa onda e até baterem com a cabeça na parede, não mudam. Vão ao café ou até mini-mercado e aí é só fofocas porque em locais com pouca gente é a única forma que encontram para falarem e então quando vem alguém ou porque comprou casa ou porque arrendou durante uns tempos passa a ser "o animal no Zoo" e mediante a sua postura...ó Maria digo-te que é mesmo verdade dias depois mesmo que não entre na onda maldizente mas que cumprimenta, que dá um sorriso e um olá como está? Quer ajuda mas bem audivéis e convictos...a coisa muda de figura.

    Há excepções, muitas, mas sempre que posso fujo para a zona onde mora a filha e é o lar da minha mãe que sim existe o que descreves e já lá vão quase 11 anos e houve quem julgasse que eu era empregada doméstica da minha filha. Ai o que eu ri...mas essa mulher ficou a saber o mesmo e hoje quando me cruzo cumprimenta-me sempre.

    Os jovens quer nas grandes cidades quer na "província" quando saem das escolas e vêm para casa é só as asneiradas e já surpreendi alguns que quando me viram...fizeram: opsssssss desculpe minha senhora. Alguma vez isso aconteceria no centro da actual Lisboa?

    Se me dissessem que a minha mãe se tornaria azeda jamais eu iria acreditar e mais...cusca porque sabe a vida de todas e come o que lhe vendem:))))

    Saio daqui bem disposta - DESCULPA - mas o que mais me interessa é ser igual a mim própria e desvalorizar o que me incomoda, porque jamais consigo mudar o mundo quanto mais o "genes" de muitos seres humanos.

    Beijocas e um bom serão

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    1. Eu já nem peço tanto, Fatyly, não me atrevo a pedir pessoas perfeitas porque isso seria muito aborrecido também, mas se por acaso e só por acaso nos brindarem com pessoas bem formadas, e boa formação não tem nada a ver com formação académica, eu já me daria por muito satisfeita.

      Também me parece e nesse caso tem razão, que as pessoas dos meios mais pequenos, digamos assim, estão sempre a ver o que é que o vizinho do lado tem. Se o vizinho do lado tem mais cinco centímetros de terra do que eles, aquilo é coisa para acabar com tiros de caçadeira e tudo. Matam-se até por causa de uma vala, não adivinhando que quando morrerem valas não lhes vão faltar para toda a eternidade. Caramba, as pessoas perdem tempo, gastam dias, meses, anos, de vida, com coisas muito ridículas.

      Vou contar-lhe um episódio que se passou por lá e que me deixou com os tais nervos em franja, um homem que defendia o Salazar e o tempo da Ditadura por tudo e por nada. Se se falava em pedofilia, lá vinha ele com a história de que se fosse no tempo do Salazar isso não aconteceria. Se se falava de roubos, assaltos, gente sem trabalho, corrupção, lá vinha ele com a mesma história que se fosse no tempo do Salazar isso não aconteceria. Quando chegou à parte de se falar de violência doméstica, diz-me o tal homem que no tempo do Salazar isso jamais aconteceria. Olhe, Fatyly, passei-me, sou educada, sim senhora, sei que sou, mas a minha paciência também tem limites. Só não o mandei lá para a banda da outra senhora, ou do outro senhor do Estado Novo, porque o tal homem tem idade para ser meu pai, mas que me apeteceu, lá isso apeteceu. Precisava de ver o ar da mulher dele, um ar submisso que metia dó. Está tudo dito!

      Não me parece que conseguisse viver na província, passar um fim-de-semana, muito bem, mais do que isso era bem capaz de me trazer danos irreparáveis.

      Como um dia me disse alguém, podemos não conseguir mudar o mundo, mas se começarmos por mudar o nosso mundo, aquele mundo privado, já é um óptimo começo.

      Tenha uma boa noite, Fatyly.

      PS: Desculpar o quê? Não vejo razão para essa desculpa em modo garrafal :))

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    2. Quanto ao episódio que contas já presenciei vários e dei a todos o mesmo recado: Desculpe intrometer-me mas se fosse no tempo do seu amigo Salazar o senhor jamais estaria aqui a conversar, porque como bem sabe um grupinho de duas ou três pessoas eram logo levados pelas teorias da conspiração. Fique bem:)))) e Maria considero-me uma pessoa educada, mas por vezes há que meter o bedelho "onde somos provocados". Só o nome já me dá azedume...quanto mais...fico por aqui:)

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    3. Eu aguentei-me, lá está, a idade do homem em questão acabou por me fazer atirar a toalha ao chão. Existem guerras que não me apetece comprar, esta era uma delas. Já me apercebi que existe por aí muita gente simpatizante lá do Salazar, bem que gostariam de voltar ao tempo que dizem ter sido muito bom. Defendem que nada faltava e existia muito respeito, raios, uma pessoa depois disto precisa de beber uma água com muito gás só naquela...

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