terça-feira, 20 de março de 2018

O melhor a explicar coisas lá dele (estudantes de Economia vão bater muitas palminhas)

Uma pessoa acorda, corre os cortinados comprados na Loja do Gato Preto só para dar sorte e trazer boas energias ao dia que ainda agora começou, abre as portadas, de seguida abre também as vidraças com quadradinhos só naquela de ventilar a casa e, ter essa experiência avassaladora, arrepiante, de também conseguir ver o grande sol aos quadradinhos, embora não tenha cometido crime algum. Entretanto enquanto toma o pequeno-almoço, põe água fresca no depósito da máquina do café,  liga a máquina, prepara a chávena, deixa o aroma do café invadir a casa, decide ligar o computador só para dar uma olhadela muito rápida pelas notícias da manhã. Notícias sem açúcar para fazer pendant com o café que também não o acolhe. De manhã o mundo não é doce. O café pode sempre ser, mas pelo meu lado, dispenso. Estragar o café colocando açúcar deveria ser punido com pena máxima e com direito  a discursar em faculdades voltadas para vidas em directo.

Ai de quem diga que Portugal não é o melhor país do mundo.


(e ninguém convida o senhor Isaltino para isso de passar também bons ensinamentos a jovens estudantes? 'tá' mal)


12 comentários :

  1. As organizações convidam quem acham por bem.
    Se juntássemos, numa só sessão, os convidados duvidosos, acusados disto e daquilo, a coisa resultaria apenas numa sala muiiiiittttoooo grande. Assim do tipo Altice Arena (ex Meo Arena, ex Pavilhão Atlântico - informação completa para os menos informados/atentos desta vida).

    Já agora ... café só sem açúcar parece-me bem. Sou fã.
    Andando que se faz tarde.
    Beijinho, caríssima Maria ;)

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    1. Pois, as organizações são cada vez mais 'raríssimas' em Portugal...

      Sabe que eu estava a ler esta notícia e só pensava nas pessoas que ficam em estado de choque pelas elevadas taxas de abstenção aquando das eleições, entretanto duvido bastante que essas mesmas pessoas fiquem também em estado de choque quando nos é dado a ver o que se passa neste país ao nível do panorama politico. Não importa que um político tenha algum envolvimento, ou suspeita de envolvimento, naquelas coisas muito pouco sumarentas como corrupção, fraude fiscal, branqueamento de capitais, falsificação de documentos, abuso de poder e por aí fora, convida-se, inclusive, essas mesmas pessoas, seja para voltar a um cargo político, seja para discursar para os mais novos, como se a mensagem a reter fosse: um dia, também vocês, jovens estudantes universitários, podem seguir este bom exemplo...

      (a mim não me choca rigorosamente nada um Pedro Passos Coelho como convidado, um António Costa, um Jerónimo de Sousa, uma Mariana Mortágua, um dia, a discursar numa Universidade, goste-se ou não da cor política dos mesmos, nenhum deles tem um qualquer envolvimento em casos judiciais, essa é a parte que para mim é fundamental)
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      (bebo café sem açúcar desde sempre, e muita mais gente o faz, daqui se deduz que não precisamos do pai-Estado para taxar quer açúcar, quer sal, sabemos muito bem fazer as nossas próprias escolhas, a liberdade de escolha serve exactamente para isso)

      Beijinho para si também, caro Observador :)

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  2. Café só é café sem açúcar. Com ele torna-se uma beberagem. Eu sou das que me escandalizo com a abstenção nas urnas. Se bem que nelas se passa muita coisa sem nexo. Quando meus ais eram vivos eles iam sempre votar. Dizia o meu pai, que se houve gente que deu a vida para que pudéssemos votar em liberdade, era uma grande falta de respeito por eles não ir. Nas últimas eleições do século passado, levei como de costume a minha mãe a votar.
    Ela não andava e estava paralisada do braço esquerdo mas estava na plena posse das suas faculdades mentais. Mais tarde iria ter Alzheimer, mas isso só começou em 2003. Naquela manhã eu levei-a na cadeira de rodas como já tinha feito em outras eleições, a receber o boletim, e o presidente da mesa disse-me. "Leve-a à cabine mas não pode ficar com ela." e Eu, "Mas ela só tem a mão direita, não consegue segurar no boletim nem dobrá-lo" E ele "Um delegado da mesa acompanha-a e ajuda-a." Fiquei feita parva a olhar para ele, mas a minha mãe estendeu-lhe de novo o boletim dizendo. "Se a minha filha que me trouxe até aqui e cuida de mim, não me pode ajudar na cabine um desconhecido também não o fará. Por favor devolva-me os cartões para me retirar." E viemos embora sem ela votar. E disse-me logo "não sei quantos anos ainda cá andarei mas vir votar nunca mais.
    Quanto ao Sócrates ir à Universidade falar sobre a crise económica, o que lhe hei-de dizer? Por muitas falcatruas que alegadamente tenha feito, tem todo o direito de ir se o convidaram. Se me pergunta se estou de acordo em que o tenham convidado, isso já é outra história. Penso que há uma grande promiscuidade entre políticos diretores universitários, advogados e juízes. Daí se vê a qualidade dos nossos políticos, como anda o ensino, e a justiça.
    E mais não digo, que p lençol já é grande.
    Abraço

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    1. (quanto ao café, nada a dizer, já vi que a Elvira também pertence a grupo dos que acham que para se sentir o verdadeiro sabor do café tem de ser bebido sem açúcar)

      Quanto ao resto...
      Primeiro: a sua mãe era cá das minhas, gosto de pessoas que embora já tenham uma idade avançada, que mesmo não tendo a melhor das saúdes, sabem dizer não e dão uma grande lição de vida a gente armada em coisas que não vale a penas arrastar para aqui, palmas para a sua mãe, uma senhora com garra.

      Segundo: Pelo que já me apercebi, a Elvira pode ficar escandalizada com a abstenção nas urnas, mas duvido muito que não fique chocada também com políticos menos dados a isso da honestidade, e foi nessa parte que centrei o meu comentário lá de cima, pessoas que têm dois pesos e duas medidas, ficam chocadas com a abstenção, mas quanto a isso de políticos envolvidos em esquemas pouco claros, aí, não tem problema algum desde que sejam da mesma cor partidária - provavelmente a elevada taxa de abstenção deve-se ao facto das pessoas não confiarem nos políticos que lhes põem à frente. Vamos imaginar que no boletim de voto existem 6 candidatos e cinco não colhem a minha confiança, tenho três hipóteses, ou faço aquilo que a sua mãe fez, ou voto em branco ou voto num candidato que não me diz nada só porque sim. Acho que muita gente tem optado ultimamente por votar em candidatos só porque sim, como não se conseguem rever noutros, já agora que ali estão votam... num qualquer. Isto é muito perigoso, mas pronto, quem sou eu.

      Quem convidou Sócrates foi um grupo de estudantes, provavelmente como uma provocação por Pedro Passos Coelho também ter sido convidado, não sei, foi a leitura que fiz... se foi por aqui acho que estamos no bom caminho sim senhores. É todo um futuro brilhante nas mãos de gente nova deste calibre.

      Elvira, 'falcatruas' associadas a um político não rima com o termo 'direito' associado a esse mesmo político. Isto na minha opinião. Ou seja, se for o Manuel a desviar 100 euros da caixa de supermercado onde trabalha, é despedido com justa causa e nunca mais lá entra, isto se não cumprir pena de prisão efectiva. No entanto se for um político a desviar o que quer que seja, ainda é convidado para discursar numa Faculdade, com um bocadinho de sorte ainda será Presidente da República, um dia. Eu cá não percebo nada disto...

      Abraço, Elvira.

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    2. Estou de acordo consigo, entendi que tinham sido o diretor e não os alunos a fazer o convite. Políticos corruptos são cada vez mais e estão em todos os partidos, seja em Portugal ou no estrangeiro. A politica é poder e nada corrompe mais do que o poder. Ontem li num blogue uma anedota que sintetizava aquilo que as pessoas pensam dos políticos. Até hoje nunca deixei de votar, embora já o tenha feito em branco algumas vezes. Exatamente porque a história do mal menor não me convence.
      A historia do pobre que rouba para comer e vai preso e quem rouba milhões andar livre e solto, é uma grande verdade que demonstra que nisso a democracia não é muito diferente dos regimes totalitários.
      Abraço

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    3. Aí é que está, não entendo isto de ser um grupo de estudantes a fazer convites a políticos para falar/discursar em faculdades. Pensava, e pelos vistos pensava mal, que este género de convite era da responsabilidade do Director da Faculdade. Começo mesmo a achar que vivemos num circo a céu aberto.

      Concordo consigo: "A politica é poder e nada corrompe mais do que o poder".

      Tenha uma boa noite, Elvira.

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  3. Se o convidaram e aceitou problema dele e dos estudantes que o fizeram, talvez movidos pela curiosidade de ouvirem um ex-primeiro-ministro-falido-metido-em-vários-processos-do-gamanço-mas-na-boa-em-liberdade-e-a-meter-recursos-atrás-de-recursos-para-queimar-tempo. Já agora podiam dizer se lhe irão pagar alguma coisa porque o homem deve está na penúria, tadinhoooooooooo!!!!

    As juventudes partidárias estão com os alicerces podres e a maioria dos que sabemos saíram dessas fornadas ao invés de se esfalfarem nos bancos das escolas e universidades.

    Mas também já li e não sei se será verdade, que muitos estudantes não estão interessados e não vão.

    Olha lá o tal braço direito de Rui Rio que agora não me lembro do nome, a aldrabice no seu currículo e tenho de pensar bem para também acrescentar umas quantas no meu:))))) ai país, país...por vezes há nódoas que não saem nem com sabão azul!!!

    Beijocas

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    1. Problema dele não me parece, problema nosso, isso já me faz sentido. E explico a razão, Fatyly, gosto que o país onde vivo, seja um pais livre de pessoas envolvidas em esquemas pouco claros, esquemas esses ligados a corrupção e coisas levezinhas do mesmo género, portanto convém que as pessoas sejam exigentes com a classe politica que os representa, e ser exigente talvez seja começar por aqui, não gostar de ver gente envolvida, ou supostamente envolvida, ou alegadamente envolvida, ou efectivamente envolvida, em processos judiciais. Aqui não está em causa o facto de Sócrates ser do PS, não é por aí, o que está aqui em causa é o carácter das pessoas, a forma como usam um cargo político para benefício próprio - estivesse Passos Coelho na mesma situação e fosse discursar para uma Faculdade, a minha posição seria exactamente a mesma.

      Boa quarta-feira, Fatyly.

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  4. Já tinha passado por aqui, mas sem ter visto grande coisa que pudesse acrescentar-lhe ao sumo. A bem dizer, pareceu-me estar já tudo dito.

    Mas uma discussão, à mesa do almoço (aquele que não pequeno, entenda-se), obrigou-me a consciência a cá voltar para me insurgir, não tanto contra a “polpa”, senão que mais contra um “caroço” encontrado no copo.

    Antes, porém, da minha insurgência, confesso-me ao crime – aparentemente público – que indirectamente me foi imputado, conforme Carta de Confissão que se segue:
    Eu, (neste caso) acima assinado, confesso diariamente violar, com requintes de sacarose, a pureza de dois a quatro (ou cinco – há dias mais cansados do que outros) cafés. Não obstante ter-me dado (não desde já, porque já desde antes) como culpado, rogo sejam tidas em conta por circunstâncias atenuantes, tanto a confissão voluntária, como o facto de que a dose do veneno administrado a cada vítima, nunca excedeu o volume contenível numa colher das que soem usar-se para misturar a substância tóxica nas vítimas, o que configura apenas uma pequena fracção da dose normalmente letal - considerando assim provar-se (passe a ironia do duplo-sentido) que nunca a intenção do arguido foi a de adoçar as vítimas mas apenas de as desamargar. Assim, vem a defesa por este meio requerer a V. Meritíssima Excelência a redução da pena – de máxima – a pelo menos média, bem como a comutação da componente de trabalho comunitário em indemnização reparatória por danos não patrimoniais, em benefício do Estado.
    –Fim de Carta de Confissão–

    E agora, sim! Insurjo-me veementemente contra esta absurda lei e sua aplicação, recusando-me a cumpri-la por convicção de direito de desobediência civil. Mais ainda, enquanto lei semelhante não exista para controlar a muito mais generalizada prática de salgar o sabor natural de quase todos os alimentos confeccionados culinariamente, e cuja inexistência constitui, portanto, um claro e anticonstitucional factor discriminatório… Sendo que o meu argumento, note-se, não é em favor da existência da última, mas em favor da abolição da primeira.

    Posto isto, se é para falar de questões sérias e, essas sim, mesmo graves, falemos dessa espécie de energúmenos sem vergonha nem decência, e que protegidos pelo sistema como se não andassem a dar cabo do Mundo, são as “pessoas” que fazem buracos na manteiga!!!

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    1. Só tenho pena que este seu comentário fique cá mais para trás e já não seja lido com a atenção que merece. Acho que tenho que inaugurar uma rubrica com o título 'comentários que poderiam ser catapultados para a categoria de posts', com a devida referência do autor, claro.

      Obrigada, André, o seu sentido de humor está de muito boa saúde :)

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    2. Agora que matinalmente já cometi uma agravante reincidência desde a primeira condenação, vejo-me enfim capaz de lhe agradecer as loas, Maria. Não deixando de adverti-la que – e mesmo que muito me honrando o haver de alguma forma contribuido para a incepção de tal ideia – não seja quiçás apropriado dar tais honras a um criminoso inveterado como eu!... Até porque, como já algures li numa esquina não tão longe desta, poderá ser pertinente separar ̶o̶ ̶m̶o̶n̶s̶t̶r̶o̶ ̶d̶a̶ ̶b̶e̶l̶a̶ o homem da obra (e quero acreditar que não se falava então de esquartejarmos um trolha!)...


      Entretanto, aproveito para ressalvar que a saúde dos humores é coisa bastante volátil e muitas vezes não-doce – não queira alguém estar por perto no dia em que me falte o açúcar para deitar no café. Ou pior ainda, este último!


      =oD

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    3. Já percebi que sem café convém manter alguma distância do André - rimei só por acaso - ora, é para isso que os monitores servem :)

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