sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Um futebolista sem nome

Uma pessoa pode enriquecer. Pode, no seguimento de ter uma vida financeira mais desafogada passar a ter acesso a produtos caros que só o dinheiro consegue comprar, o que acontece é que se uma pessoa não se afasta das suas origens, tendo essas origens muita erva daninha à mistura, erva daninha que só possui a função de prejudicar o crescimento de plantas saudáveis, inevitavelmente a pessoa que continua a conviver com as suas origens, acaba por sucumbir. 

Acontece com futebolistas com carreiras promissoras e acontece sempre que continuamos a olhar para trás, para "amigos" que deveriam continuar arrumados. No passado.

(este é um post sem nome, o que significa que mesmo percebendo de quem se fala, nomes, não entram)

12 comentários :

  1. Estou incrédulo com o facto da estimada Maria ter 'chamado' a este texto um personagem por quem não tenho o menor apreço.
    Um futebolista ... ai minha nossa senhora!!!

    Não ligue, isto passa ;)

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    1. Eu que não percebo nada de futebol mas continuo a gostar de pessoas (até ver), resolvi pegar neste assunto e dar a volta à minha maneira. A leitura que faço de um futebolista de 23 anos (penso) que acaba por dar cabo de toda uma vida, provavelmente brilhante, vai na volta por causa de companhias de "amigos" (com as devidas aspas), amigos em formato erva daninha, é triste. Não faço ideia se realmente foi isto que se passou, é apenas uma leitura muito minha, leitura como outra qualquer.

      Bom fim-de-semana, caro Observador, a ver se toma qualquer coisa para isso no sentido de passar mesmo :))))

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    2. Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
      E RS vestiu-a.
      Ele tinha que perceber que é um profissional de futebol e, embora tenha colegas de profissão muito piores, não se faz o que fez.

      Tenho tentado várias coisas, das boas, e ainda não passou :)))

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    3. Desenraizar, caro Observador. Se formos por aqui percebe-se muita coisa no que ao ser humano diz respeito.

      (não sei se já percebeu que, se formos a um bairro de lata, onde as pessoas estão habituadas a viver em condições miseráveis, por vezes sem água canalizada, sem electricidade, a conviver muitas vezes com o esgoto à porta, ou melhor, uma coisa qualquer improvisada que serve de porta, escrevia eu que, se mudarmos estas pessoas para um apartamento com todas as condições provavelmente vai deparar-se com algo que não está à espera, as pessoas perante uma mudança tão drástica vão continuar com os mesmos hábitos, fez-me lembrar assim de repente um família que, nestas condições, parece que levou as galinhas e tendo ali à mão uma banheira para tomar banho, como não estavam habituados a isso do banho diário, resolveram criar as galinhas dentro da banheira; à primeira vista até pode dar para rir, só que isto revela apenas que, existindo mudanças drásticas na vida das pessoas, é necessário antes de tudo "desenraizar", ou seja, as pessoas precisam primeiro de aprender a lidar com uma situação nova, alguém que as ajude)
      (o mesmo acontece quando se ganha muito dinheiro de repente, se as pessoas não se afastam de origens que não serão das melhores, as tais ervas daninhas, todo aquele dinheiro só vai potenciar)
      (com 23 anos não se percebe nada de nada, esse é um facto, por isso é que é muito fácil deixarmo-nos levar facilmente, ainda por cima quando as origens não são das melhores, essa é que essa)

      Bom sábado, caro Observador :)

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  2. Infelizmente há ervas daninhas por todas as vidas, há que saber ignorá-las e até matá-las!!!
    Beijinho e bom fim de semana!

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    1. É mesmo por aí, Marina, no entanto acho que ignorar é capaz de não ser muito eficaz, talvez arrancar pela raiz e seguir em frente de cabeça erguida.

      Beijinho e bom fim-de-semana, também :)

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  3. Muito triste Maria. É um futebolista, podia ser um cantor, actor, ou escritor. Acontece com muitos outros.
    Sempre ou quase sempre porque não se conseguem desenraizar do meio onde essas ervas daninhas proliferam.
    Abraço e bom fim-de-semana

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    1. Subscrevo, Elvira, nem sequer é necessário acrescentar o que quer que seja.

      Abraço e tenha também um bom fim-de-semana.

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  4. Subscrevo inteiramente e há que ser assegurado por alguém (familiares ou não) que o saiba encaminhar. Muitos vieram de meios imensamente precários em tudo e souberam agarrar-se ao que de melhor tinham: a família. Exemplo? CR7 Exemplo? Eusébio e outros e outros!

    Conheço bairros problemáticos e precários em tudo ou quase tudo, até o de onde esse homem veio há muita família mestra em educação...mas infelizmente para muitos a "coisa" está no seu genes e não no exemplo que têm e recebem em casa. Ele já se tinha metido em "aventuras" e neste caso, mesmo que não tenha participado e ou feito alguma coisa...já destruiu a sua carreira, porque o que não falta são "estrelas" com amigos...FALSOS!

    Digo-te que sinto pena mas já tinha idade para saber que com alcool, etc, etc. tudo pode ficar virado do avesso!

    É o que penso sobre o assunto!

    Uma boa noite

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    1. Acredito que a família possa realmente fazer a diferença nestes casos, desde que seja uma família estruturada, se for uma família também toda ela cheia de fissuras, nada adianta, antes pelo contrário. O problema nestes casos, quer-me cá parecer, são os tais "amigos", aquilo a que eu resolvi chamar de ervas daninhas porque só puxam para o fundo, cada dia que passa cada vez mais para o fundo. Quando a pessoa acorda, isto se acordar, por vezes já se afogou e nem sequer deu por isso. Mas que sei eu...

      A propósito disso que a Fatyly escreveu "muita família mestra", vou contar um episódio que presenciei há dois anos (+-), uma senhora que tem a profissão de pedicura, estando a conversar comigo, contava-me com tristeza que era de uma família muito pobre, que os pais não tiveram possibilidade de a educar, ensinar, entretanto teve uma filha e sabia que a filha não estava preparada para algumas coisas na vida porque também não tinha conseguido ensinar, educar, a própria filha, devido ao facto de também não saber como fazer. Ou seja, se não sabia para ela como conseguiria passar à filha (?!). Eu, naquele momento, não soube o que responder. Fez-se um silêncio que me pesa até hoje. Isto tudo para concluir que na maior parte das vezes é necessário outro tipo de ajuda que não vem da família.
      ...

      Tenha também uma boa noite, Fatyly.

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  5. Todos, ao nascer, temos reservado um ADN que é coisa única. Isso é importante, mas não basta. Apesar das particularidades de cada um, exploradas até à medula pelos astrólogos, é na viagem a vida que tudo se conjuga, em que os afectos têm um impacto preponderante. Não somos ilhas, estamos longe de saber tudo. Logo, quanto mais nos aproximarmos dos outros, em busca de cumplicidade, mais hipóteses temos de ultrapassar os obstáculos, com o riso e o choro sempre à espreita. Há pessoas, contudo, que nasceram no sítio errado à hora errada. Hercúlea tarefa as espera, adivinha-se. E, por mais voltas que a vida dê, quem se cinge a uma filosofia de grupo, contra tudo e contra todos, acaba por pagar, mais cedo ou mais tarde, a factura que o resto do mundo lhe cobra. Mas, Maria, deixe que lhe diga: acredito em segundas oportunidades, e em terceiras... Cada um tem a sua luta.

    Um beijinho :)

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    1. Acho que o AC tocou num ponto muito importante mas que neste momento está a ser um pouco ridicularizado por alguns, os afectos. Falar de afectos hoje em dia e tendo em conta o nosso PR, para muitos é riso na hora, pois, só que os afectos, e não me refiro aos presidenciais, são basicamente o que equilibra o ser humano, isto na minha opinião.

      (eu quero muito, mesmo muito, tal como o AC, acreditar em segundas, em terceiras, oportunidades, só que já não sei nada de nada)
      (ou por vezes são muitas lutas em simultâneo, alguma delas uma pessoa terá de vencer, mais que não seja pelo cansaço)

      Beijinho para si também, AC :)

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