segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Pudesse eu escolher a canção vencedora do Festival da Canção 2018 e essa canção seria esta:

Gostei muito da interpretação de Catarina Miranda, Catarina que interpretou magnificamente a canção que tem por título "Para Sorrir Eu Não Preciso De Nada", até o título é adequado para os dias que parecem correr para todos os lados menos para o lado que nos ajuda a caminhar menos nervosos, menos stressados, menos ansiosos. Foi a única canção que conseguiu fazer-me sentar por uns minutos, ouvir atentamente e, sem querer, sorrir. Fiquei deliciada não só com a voz melodiosa de Catarina, com a interpretação e por interpretação refiro-me à postura, aos gestos, como também com a forma como foi vestida, maquilhada, (des)penteada. Aquilo foi como que um desarrumar a casa toda. Desarrumar ideias feitas, desarrumar todo um rol de convenções, desarrumar tudo aquilo que está pré-estabelecido.

Diria que herdar o peso de igualar um grande representante do Festival da Canção como foi Salvador Sobral, não é fácil, no entanto Catarina Miranda conseguiu, sem dúvida. Isto na minha opinião, obviamente.

(eis a Catarina que, a representar Portugal, não nos vai deixar ficar, de todo, envergonhados)


9 comentários :

  1. Não ouvi, não posso pronunciar-me.

    Permitir-me-á uma pergunta: se esta foi a primeira parte de um festival que se divide em duas (partes), parece-me prematuro apontar uma vencedora. Presumo que Maria queria referir-se à primeira parte e nesse sentido, sugiro que aguarde a segunda. Quem sabe não lhe entra casa adentro uma que lhe poderá merecer mais pontos?

    Falta opinar sobre a canção de Catarina Miranda que ouvi por ter passado por aqui: nota 5 numa escala de 0 a 10. Falta ali qualquer coisa ...

    Beijinho com votos de um bom início de semana.

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  2. Adenda ao comentário anterior:
    Já esqueci Salvador Sobral festival, retenho Salvador ser humano.
    É tudo!

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    1. Pode com certeza ser prematuro, nessa parte não lhe retiro a razão, só que, caro Observador, existem coisas que, por vezes (nos) acontecem, situações, pessoas, instantes, sei lá eu bem o quê, que nos dizem não dizendo que aquele instante é que é, que aquela pessoa é que é, seja porque nos agarrou de imediato, seja porque nos fez voltar a cabeça, parar, olhar e escutar, seja qual for a razão, são instantes que raramente acontecem e, vai daí, as certezas não sendo absolutas, são as nossas certezas, aquela que escolheríamos mesmo sem sequer espreitar outras. Convém, no entanto, ver, espreitar, outras, é o que irei fazer, nem que seja para pensar: ah, a Catarina é que é :)

      Entretanto sendo Catarina Miranda a intérprete, o compositor é, foi, Júlio Resende. Ora, qualidade em cima de qualidade é qualidade a duplicar.

      Quanto à sua adenda, tendo a não concordar, a canção de Salvador Sobral é das coisas "mais lindas" (passo a piroseira desta construção de duas palavras) que se ouviu e se continua a ouvir. A canção, a interpretação de Salvador, desarma-nos. Gosto da irreverência de Salvador, embora ache que por vezes se excede um pouquinho, de resto só espero que a saúde o permita viver para lá de muito, a cantar até que a voz lhe doa. Só a voz, claro.

      Beijinho para si também, caro Observador :)

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  3. Também gostei, reconheço. Mas também gostei da n.º 13 e nem um ponto teve. Se calhar tenho mau gosto musical
    .
    * Aroma da papoila ... E a outra face do sentimento *
    .
    Uma semana feliz.

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    1. Gil, a canção nº 13 pecou e muito porque a intérprete desafinou - daí talvez não ter obtido ponto algum - de uma forma que não me lembro de alguma vez ter ouvido neste tipo de evento, no entanto admito que não via o Festival da Canção há muitos anos, era puramente desinteressante, chato. com o Salvador Sobral deu-se um volte-face.

      Tenha também uma boa semana.

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  4. Não acompanhei nada daí não poder dizer algo que fosse, ou melhor que tivesse preferido outra. Mas ouvindo a Catarina Miranda (ilustre desconhecida para mim) gostei imenso da sua postura em palco p'ra lá do simplismo mas encantadora, a música e letra igualmente simples e belas embora a meu ver por vezes tem laivos de "brasileiro" e nisso não posso pôr defeito:)

    Salvador Sobral antes de ter vencido o festival já ouvia com frequência algumas músicas porque gosto imenso da sua voz. A música que o levou a vencer digo que, pelo menos para mim...é de me levar às nuvens e ficará como uma canção "intemporal".

    Um resto de uma boa tarde

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    1. Tive curiosidade em acompanhar o Festival ontem, no sentido de tentar perceber se alguém conseguia "destronar" a canção de Salvador Sobral. Destronar é impossível, mas acho que a Catarina Miranda não fez nada má figura, antes pelo contrário, tem uma belíssima voz e uma postura que também nos desarma, tal como o Salvador também desarmou, embora num outro estilo. Entretanto isto de ser uma mulher evita comparações noutros aspectos com o Salvador. Aquilo de a vestir, maquilhar, (des)pentear, daquela forma, foi de mestre, na minha opinião, achei pura provocação da boa. Uma voz magnífica dentro daqueles "propósitos", purpurinas, tules, pompons, trejeitos de boneca e afins, foi para mim, a cereja no topo do bolo e coisa para deixar muita gente escandalizada... ahahahah.

      (o problema nisto tudo é que nas redes sociais se está a dar mais tempo de antena a uma banana comida em directo por um rapaz que foi preparado para isso mesmo, para que as redes sociais falassem o mais possível nele - coisa que conseguiu até agora, não é parvo nenhum - escrevia eu que se está a dar mais tempo de antena a um fait divers, do que ao que realmente interessa, compositores e intérpretes, continuamos a cair que nem patinhos nestas coisas; o rapaz da banana que não é macaco mas parece, deve estar a "rir a bandeiras despregadas" com isto tudo neste momento e a pensar: já enganei mais seis...bah!)

      Na entrevista de dois minutos no final da canção, Catarina disse que não costuma cantar este género de canções, que foi algo bem diferente para ela, tenho a dizer que se não costuma não se saiu nada mal.

      Tenha também uma boa tarde, Fatyly,, ou o que resta dela, por aqui já começa a anoitecer :)

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  5. Estava agora a ler as notícias e eis que me deparo com esta:

    https://mag.sapo.pt/showbiz/artigos/erro-na-transcricao-dos-pontos-no-festival-da-cancao-afinal-sao-estes-os-finalistas

    e digo apenas...a RTP no seu melhor ó valha-me Deus. Falhas destas são inadmissíveis para os concorrentes. Parece que neste país há falhas por todo o lado e estas "votações do público assim como os telefonemas do 760...para ajudas...deixam-me sempre com a pulga atrás da orelha!

    Desculpa Maria por mais esta converseta:)))

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    1. Caramba, Fatyly, isto é muito mau, que péssima imagem a RTP está a dar. Fui ler o que está no link e, às tantas, deparei-me com isto:
      "(...) a RTP atuou prontamente, no sentido de esclarecer de forma transparente o sucedido, junto dos compositores e intérpretes envolvidos", esclareceu o canal em comunicado enviado esta segunda-feira, 19 de fevereiro".

      Prontamente? Vê-se que foi prontamente ali na parte do 19.Fevereiro que é hoje. Se tivesse sido prontamente e com transparência, logo, honestidade, tinha sido emitido um comunicado em directo na RTP logo a seguir ao Festival. Aconteceu? Não me parece. Aconteceu hoje. E qual a razão de ser só hoje? Pois.

      (com isto, não me parece que queira ver a segunda parte do Festival, não vá a RTP anunciar um vencedor e daí a uma hora mudar de ideias "derivado a um erro", quem sabe se uma canção de um compositor/intérprete mais conhecido não passe automaticamente para primeiro lugar)

      Obrigada, Fatyly, não tem que pedir desculpa, acrescentou e isso é que interessa :)

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