quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A "digital influencer" que habita em mim - porque isto de influenciar outros no caminho da luz dá muito dinheiro

Chove? Mas que importa? 
Concentre-se na melodia da chuva de encontro ao plástico enquanto caminha para o trabalho.

Frio, o que é isso de frio?
Figurinhas ridículas? O que é isso de figurinhas ridículas?
Mãos? para que se precisa de mãos quando não há abertura para mãos.
(seja inteligente, compre uns sapatos, os pés também fazem parte do frio "da gente")

Sente-se perdido(a) na vida?
Calce uns chinelos que o encaminham em direcção à luz.
Em direcção à vida eterna. A vida só pode ser eterna quando uns chinelos também dão à luz.

Sente-se inseguro(a) em sua casa?
Compre uma fechadura que o protegerá até de sair à rua quando a sua casa está em chamas.
Isto é segurança. Isto é olhar por si. Isto é... dar cabo dos nervos de uma pessoa.
(um labirinto? a sério?)

Em modo resumo:
por vezes, sobreviver, implica enfrentar a vida em modo palhaçada...

8 comentários :

  1. Maria, excelência, sente-se bem? É que este seu post de hoje deixou-me pensativo em relação ao seu ... "digital influencer".

    Tirem-me daquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii :)))))

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    1. Eu cá sinto-me muitA bem. O caro Observador por acaso está a insinuar que estes produtos não são de uma qualidade acima da média? Pois se está, não gostei nadica de nada :)))))

      (num país onde os ditos "influenciadores" são cada vez mais do que muitos, todos os dias nascem mais 300 debaixo de uma qualquer pedrinha da rua, eu achei por bem desmistificar a coisa e vender, também eu, coisas de valor - uns querem vender-nos a Rita Pereira como sendo uma boa actriz, ó pá, a Rita Pereira pode ser muita coisa, mas boa actriz não é de certeza, se me falarem de uma Mariana Pacheco, de um Afonso Pimentel, de uma Sara Matos, de uma Maria João Luís (de uma outra geração), de uma Joana Pais de Brito (no humor) e por aí fora, isso sim, são excelentes actores, agora, Rita Pereira.... pfffffff... vivemos uma era de oportunismo que vai lá vai)

      (e o Calcitrim, ao que parece é bom para tudo, até para ressuscitar um morto depois de bem "matado" por falta de cálcio e muito fósforo daquele que não acende velas)

      (e aquele anúncio da frigideira milagrosa em que nem é necessário usar azeite nem nada? cúm raio, hoje em dia vale tudo para aumentar a conta bancária e empobrecer aqueles que acreditam em tudo o que os "influenciadores" lhes dizem)

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    1. (tentei responder a este seu comentário, Elvira, só que, andei às voltas e não sabia como, não entendi, confesso - ou então fui eu que não passei bem a mensagem com este post, não estou a vender nada, este post pretendia apenas ser uma sátira, mal feitinha, a sátira, mas mesmo assim, uma sátira :))

      Tenha um óptimo fim-de-semana.
      Abraço.

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  3. E gostei imenso desta tua "palhaçada" que me fez rir imenso:)))

    O chapéu de chuva que mais parece um poliban e já imaginei a patinagem artística se usasse esse apetrecho. O segundo é de rir até às lágrimas e pergunto qual utilidade daquilo. Para mim será zero por ser um horror. O terceiro nunca tinha visto. Uso chinelos mas quando falta a luz prefiro uma pilha:)) O quarto levou-me a uma vizinha minha que tinha três fechaduras e um dia perdeu a chave de uma delas tendo ficado do lado de fora. Até os bombeiros viram-se aflitos. Resultado? Uma porta nova. Compreendo o medo que muitos têm, mas exagerar dessa forma é por demais.

    O alarme jornalístico sobre o frio tem sido por demais como se nunca tivesse havido inverno e não tenho pachorra para e venda de tanta "trangalhada".

    Um bom dia de chuva que prefiro ao invés do vento.

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    1. Fatyly, e foi mesmo para a palhaçada, confesso, mas acho que não fui lá muito bem entendida, tenho que me esforçar mais um bocadinho nisto de ser palhaça-ó-blogueira :))))

      Isso do "poliban" não lembraria a ninguém, mas olhe que até tem razão (ahahahah).

      (a Fatyly é muito engraçada porque entra nas coisas de uma maneira muito simples, faz a sua leitura e está feito, gosto disso)

      Tenha também um bom dia :)

      PS: Já não há paciência para notícias, sejam na tv, sejam nos jornais, que nos informam a cada minuto de algo que jamais se viu, frio em Fevereiro, um dia destes até vamos ter sol em Agosto...

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  4. Vivemos num tempo em que a normalidade não é sentir, observar, deduzir e concluir. Não, vivemos num tempo em que, para termos a consciência tranquila, esperamos pela previsão do tempo, vestimos o que nos dita uma qualquer onda de moda – o conceito de confortável sofre, sofre… - mergulhamos no Facecoiso, procuramos o canal onde as desgraças acontecem e se fabricam, ouvimos presidentes de valha-nos deus… Em suma, qual cão de Pavlov, condicionam o nosso comportamento. Pelos vistos essa é a mais eficaz forma de poder, levada à letra por qualquer aprendiz de governante.
    Aqui para nós, Maria, com aprendizes ainda uma pessoa se consegue entender, dadas as brechas, o (enorme) problema surge quando quem condiciona se esconde, como se não existisse, levando-nos a crer, já amarrados, que tudo depende do livre arbítrio.
    Com o terreno tão armadilhado, nunca a lucidez, parece-me, esteve tão em causa. É este o mundo em que (sobre)vivemos.
    Há quem resista, sabe?
    (Sim, eu sei que sabe)

    Tenha uma boa noite :)

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    1. Sentir, observar, deduzir e concluir, essa parte do seu comentário logo ali no inicio, é um dos meus passatempos preferidos, ainda que, neste caso, o passatempo tenho o carimbo de forma de estar na vida. Para mim é a melhor forma de estar na vida, não conheço outra. Nem quereria conhecer outra, logo eu que até gosto de abrir as portas a coisas novas, coisas novas desde que acrescentem algo de bom.

      (eu sei que o AC é professor, por vezes dou comigo a pensar, logo após ler os seus comentários que, alunos existem que não sabem a sorte que têm, a sua lucidez é que é qualquer coisa...)

      Terrenos armadilhados, e terminou muito bem. Esse teria sido o título perfeito para este post.

      Tenha também uma boa noite, AC :)

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