quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Uma opinião é uma opinião, nada mais, mas existirão opiniões mais valiosas do que outras?

A diferença entre uma opinião, 
uma critica,
 num blog, 
numa rede social (por rede social leia-se facebook, instagram...)

e uma opinião, 
uma critica,
 num programa de TV, 
num jornal, 
numa revista, 
é:

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(é favor preencher o espaço vazio como melhor entender)


6 comentários :

  1. Uma opinião vale o que vale, diz-se.
    A análise tem que incindir sobre quem opina, em que contexto.

    Por vezes, estou com pessoas que não conheço ou conheço mal. Com esse tipo de gente, ou preciso ter cuidado ou mantenho-me calado.

    Beijinho, caríssima!

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    1. A análise tem que incidir sobre quem opina, no sentido de ter que existir um fio condutor? Se for por aí, diria que isso nem sempre é possível. Posso ter uma boa imagem de alguém que não conheço de parte alguma porque tudo ali faz sentido, e posso ficar com uma má imagem de alguém que é muito conhecido mas que se percebe que é uma opinião manipulada. Ou seja, o facto de se receber dinheiro pode, de alguma forma, condicionar uma opinião.

      Eu sou um pouquinho diferente nisso do "não conheço ou conheço mal", tenho esta mania desde que me lembro de observar muito bem as pessoas, e este observar pode ser pessoalmente ou através da escrita, a escrita também transpira muito do que somos, ó se transpira, pode-se estar na escrita em modo personagem e pode-se estar na escrita em modo transparente, seja de uma forma ou de outra passa sempre algo de nós.

      Em determinados assuntos, como saúde, por exemplo, aí quem deveria falar/opinar, sempre, deveriam ser pessoas licenciadas na área. Faz-me confusão pessoas que falam destes assuntos sendo amadoras.

      Beijinho para si também, caro Observador.

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  2. Pelo menos para mim...é: válida desde que quem o faça mereça a minha credibilidade, pelo respeito, humildade e sobretudo educação de quem a faça!

    Há quem tenha cursos e não pesca nada e muitos e muitas "sem cana" sabem muito mais!

    Uma boa tarde

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    1. A Fatyly tocou aí num ponto bem interessante, um ponto que por vezes não se tem em conta: validar uma opinião desde que a pessoa transpire credibilidade, humildade, respeito e sobretudo educação. A parte da humildade parece que está ali meio desfocada, só que não, é fundamental, quando a humildade nada mais é do que a capacidade de reconhecer os próprios erros, defeitos e limitações, quando alguém não é capaz de o fazer, não é possuidor de qualquer selo de garantia para opinar e ainda por cima ser pago/a para isso. Quanto à educação, xiiiii, isso daria pano para mangas...

      Ser licenciado em determinadas áreas, como medicina, direito e outros cursos que implicam que o saber passa pela prática, mas antes de tudo passa pela parte teórica, é muito importante. Demasiado importante. Por isso é que vou aos arames (passo a expressão) quando determinados programas de TV levam pessoas aos seus espaços - pessoas essas que podem colocar em risco a vida de outras pessoas - gente que vai lá ensinar umas mezinhas e coisas que tais. Isso deveria ser estritamente proibido. Por causa disso é que tive o ano passado (penso) uma discussão brutal com o meu pai, à conta de um programa de tv, quando soube que tinha ouvido que a linhaça podia substituir o medicamento que toma para a hipertensão. Portanto o senhor meu pai ia deixar de tomar a medicação, assim sem mais nem menos, sem perguntar ao seu médico nem nada, passaria a consumir só linhaça. Quase que me deu uma coisinha má, entrei em pânico. Discuti com ele forte e feio, coisa que jamais tinha feito, mas parece que deu resultado, nunca me tinha visto assim e percebeu que para eu o fazer só poderia ser sério, continua a tomar a medicação, porque eu, sem ele saber, ando a vigiar tudo ;)

      Tenha uma boa tarde, Fatyly.

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  3. Também conheço quem vá pelas mezinhas apregoadas e fizeste tu muito bem em teres dito o que disseste ao teu pai.

    Mas Maria sendo eu oriunda de um país com tradições ancestrais e conhecedores de imensas plantas sou imensamente curiosa neste bolo. Crente por imensa coisa que vi? Sim, mas tomar alguma coisa por iniciativa própria? Não e não tomo nada sem passar pelo crivo da minha médica.

    Quem sou eu para julgar quem vá a programas vender ou partilhar no que acredita e faz? Não o faço por não ser influenciada e o que tomo nunca dou a alguém que me pede - por ex: tens um comprimido para as dores? Ter tenho, mas não dou, porque o que me faz bem a mim, a ti poderá ter efeito contrário.

    Mas vou partilhar um pequeno episódio que me aconteceu há quase 43 anos:

    Após o nascimento da minha filha mais velha em plena guerra civil como já o disse, dias depois tive uma tremenda mastite num peito. Febre na casa dos 40 graus e médicos? aonde? quando o recolher obrigatório era mais que muito?

    Um colega meu (grande amigo que partiu bem cedo) na altura os tais "continos" disse para ir com ele ao quimbo do seu avô. Ia ao fim do mundo porque cheguei a perder os sentidos com as dores. O olhar dele era o mais doce que vi até hoje e ajudaram-me a sentar no chão e sem nunca largar a minha filha e conversou comigo. Passei a filha para o meu colega e deitei-me de lado numa esteira e o peito numa taça rasa. Pôs-me um liquido no peito e com algo cortante a "porcaria jorrou" e acreditas que foi o maior alívio que tive na vida e de tão cansada nem conseguia falar. Fez uma pasta com umas folhas e outras coisas e com as mãos introduziu na ferida. Sentou-me e envolveu a toda a zona com uma ligadura e para voltar lá 3 dias depois. Tudo foi feito num cantar/embalar que ainda hoje o tenho na minha cabeça mas sem conseguir verbalizar.

    Vai dar à sua "menênezinha" mandioca cozida com açúcar, porque não havendo leite ela tem fome e assim ficará bem nutrida. (ainda hoje ela adora mandioca cozida e assada)

    Passei do oito para o oitenta e quando cheguei a casa todos ficaram abananados incluindo "o pai da criança" que não quis ir:))))

    Quando já cá em Portugal fiz a primeira ecografia mamária ouvi um tremendo sururu, vários médicos a olharem para o monitor e pensei...possas será que encontraram um jacaré? Perguntei o que se passava (nunca estou calada quando faço exames). A senhora teve algum problema neste peito? Parece que tem um cabelo. Qual cabelo Dr. tenho a sabedoria ancestral de alguém sabedor do que a terra nos trás de bom...e mau! E contei!

    Nunca tinham dado com uma cirurgia impecavelmente feita e sem ter deixado danos. Abençoado. Ao que eu respondi: pois é Dr. pena é que a vossa medicina não dê as mãos e ou se unam com medicinas naturais (agora não sei os nomes, será convencional e natural?)...porque afinal de contas os medicamentos são feitos de plantas. Certo?

    Isto foi a mais pura das verdades...mas volto ao princípio:

    a humildade daquele homem, a sua educação em não se gabar como muitos que oiço actualmente como "donos de toda a verdade", médicos que quase nem olham para o doente, etc, etc, etc. e outros que são autênticos burlões/mentirosos etc e tal, quer numa medicina, quer noutra deu-me uma capacidade de ver que muitos querem apenas "ganhos/lucros" e não o bem estar de quem está à sua frente.

    Desculpa de ter fugido um bocado ao tema do post, mas digo que temos bons médicos e médicas e outros...enfim!

    Beijos

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    1. (a Fatyly acredita que depois ter discutido com o meu pai daquela maneira, senti-me mal, acho que não dormi durante uma semana, só que, lá está, surtiu efeito e isso é que interessa - sim, o meu pai interessa-se muito por coisas ditas naturais, eu tenho as minhas reservas, confesso, fico mais aflita quando se trata de alguém que gosto e tenho medo de perder, do que comigo mesma)

      Faz muito bem, não tomar medicamento algum só porque alguém toma e recomenda - pessoas que não sabem o que fazem, só pode - e nem se deixar levar por aquilo que dá na tv e não sei quê, a não ser que seja médico e mesmo assim, à cautela, primeiro perguntar ao médico de família, sempre. Uma pessoa é filha, não é pai nem nada, e os papéis agora inverteram-se. Ai a minha vida :)))

      Não se esqueça, Fatyly, que não se trata de julgar quem vai a um programa de tv, convém é perceber que podendo aquilo estar a ser visto por muita gente, pode, de alguma forma, ser perigoso. Ou seja, convém que se seja cada vez mais exigente, mezinhas é giro, sim senhora, mas é giro se ficar só lá entre as vizinhas e conversas de café. O impacto é menor.

      (por falar nisso, e agora um aparte, lembro-me de um dia, penso que era feriado, ter ligado a tv e estar alguém a ensinar como fazer produtos caseiros para pôr no cabelo, amaciar e isso, aquilo passava por ter ovos, azeite... então deu-me para imaginar gente a partir ovos, espetar os ditos na cabeça e regar com azeite... um aroma todo ele fantástico... ahahahah)

      Achei esse seu episódio delicioso, perdoe-me a parte de delicioso porque acredito que não tenha sido fácil, mas lendo, é, sem dúvida. Esse episódio passou-se, parece-me, lá por Angola, a Angola que a Fatyly ama, logo, é natural transparecer tanto carinho por as pessoas que lá vivem. Esse é outro tipo de sabedoria. Outro Universo. Outras gentes. Não conheço Angola, mas quando oiço pessoas, e são muitas, a falar de Angola dessa forma, quase que apetece conhecer. Acredito é que essa Angola talvez já não exista, não sei...

      Não tem de pedir desculpa por coisa alguma, acrescentou e pronto :)

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