quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

(o nosso Primeiro-Ministro já deveria saber que as redes sociais não perdoam, não perdoam gaffes)

Uma gaffe, como nos revela a Infopédia - Dicionário da Porto Editora - é nada mais nada menos do que: "acção ou palavra impensada que provoca uma situação embaraçosa ou um equívoco; deslize". 

Até aqui tudo bem, deslizar é algo natural. Quem é que nunca se viu num daqueles dias muito pouco habituais, onde a neve visita a cidade de Lisboa? - por breves minutos, bem sei, mas visita - sendo a cidade Lisboa uma cidade muito pouco habituada a visitas vestidas todas elas de branco, visitas um pouco frias, visitas que nos entram pela porta adentro sem pedir licença, visitas que nos apanham desprevenidos na cozinha de manhã muito cedo, ainda vestidos da forma com se veste quando a privacidade é lei. Lei para se cumprir. 

(na minha casa o Estado sou eu, e sendo nessa base o poder legislativo também me pertence, se me pertence as leis são para se cumprir, portanto cá nada de me invadirem a privacidade; faltou um pequenino pormenor, acumulo funções, sendo a única habitante dessa casa tenho de, obrigatoriamente, acumular funções; ora sou povo a trabalhar sem parar numa de aguenta e não chora, ora sou o Estado a legislar e a pagar uma miséria; uma canseira bipolar!)

Onde é que eu ia? Ah, a gaffe do nosso Primeiro-Ministro. Acontece. Não sei se já contei aquela parte de que por vezes a neve visita a cidade de Lisboa e, sem querer, uma pessoa escorrega porque não estava à espera de encontrar o piso tão escorregadio? Foi o que aconteceu, o nosso Primeiro-Ministro não está habitado a isto dos tweets - coisa que Donald Trump já trata por tu vai para três quinze anos - e como tal em vez de escrever estive, esqueceu-se e comeu sem querer uma vogal e uma consoante, escreveu tive. Pronto, não se apoquente com isso senhor Primeiro-Ministro, nós perdoamos, não se esqueça também é de nos perdoar quando a malta deslizar sem querer. Cumprimentos neste dia assim para o frio, mas sem neve, felizmente. Penso eu...

(tweet que já foi corrigido, ora ainda bem)

(notícia veiculada por quem achou que deveria veicular)


Nota sem importância alguma: Eu cá acho que seja António Costa, ou fosse Passos Coelho, as redes sociais não perdoam este tipo de erros. Eu até entendo a parte de não perdoar, é que as pessoas já estão tão cansadas que não lhes perdoem nada, nem 50 cêntimos num imposto qualquer, que quando podem cair em cima, juntam-se todas numa rede qualquer e, ó, é fugir rapidamente dali para fora porque pode pegar fogo.

10 comentários :

  1. Por acaso a estimada Maria já reparou na quantidade de gaffes que o afectuoso PR comete? De resto, o homem, mesmo antes de espalhar afectos, já 'gaffava' nos tempos em que era comentador.
    Mas há mais! Só que a lista dos que 'gaffam' é tão grande que não há espaço que aguente.
    Ah, mas o visado neste texto é o PM! A quem ninguém perdoa o que quer que seja.

    Não me diga que foi o electrónico Observador a veicular! Sinceramente, não cliquei no termo 'notícia' com receio de que me surgisse uma gaffe em forma de jornal electrónico.
    Eheheh, agora estive bem, não estive? ;)
    Beijinho ... sem gaffe.

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    1. Vou usar o termo acachapar no presente do indicativo, eu acachapo, portanto, termo esse que a minha avó muito gostava tal era a frequência com que o usava, acho até que nos bolos e no pão que amassava à mão, punha uma pitada de acachapo em vez de sal. O nosso Primeiro-Ministro António Costa quase de certeza que iria adorar a minha avó, pelo menos na parte da redução de sal (eheheh).

      Eu acho que o caro Observador não perde uma oportunidade para acachapar o cabelo do PR, ou seja, Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Isso só pode ser falta de muito afecto :))))))))

      Agora numa onda mais a sério... Como Primeiro-Ministro não pode cometer gaffes destas. E porquê? Ora, porque sendo o grande chefe do poder executivo tem que dar o exemplo nisto de bem escrever. Tal como as figuras públicas, sendo pública tem que ter muito mais cuidado nisto de escrever textos, muito mais que o cidadão dito comum, as figuras públicas por vezes escrevem textos com cada erro ortográfico que uma pessoa até se encolhe toda para dentro, acho que estão mais preocupados com likes e seguidores e não sei quê, estão no seu direito, mas é exactamente por isso, por existirem muito seguidores que só deveriam publicar um texto que fosse passado a pente fino antes de ser publicado. Tal como apresentadores de TV, o saber falar correctamente português deveria ser um dos principais requisitos para se exercer a profissão. Sem isso, nada feito. Ah e tal tens muitos músculos e um bom corpo, óptimo, agora fala aí um bocado para ver se podes dar um salto para a frente das câmaras. Ainda bem que não sou Primeiro-Ministro porque a coisa iria ser muito, muito feia (ahahahahah).

      Beijinho para si também.

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  2. O PM esqueceu-se de ler o que tinha escrito. E há teclados que comem letras. Rsrsrs.
    Abraço

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    1. Isto é que vai uma crise - ou continua a existir crise, vai na volta - já nem um Primeiro-Ministro tem dinheiro para comprar computadores de jeito, daqueles que se alimentam somente com água, não comem letras, portanto :)

      Abraço para si também.

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  3. Fica-lhe mal, é um facto. A importância do cargo que ocupa obriga-o a saber escrever em bom português.

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    1. Pois, Marta, eu também vou por aí, não tem a ver com o facto de ser António Costa, não é o Partido Socialista que está aqui em questão, tem sobretudo a ver com o cargo que ocupa. Concordo o mais possível.

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  4. Não deveria cometer erros ortográficos, mas ainda bem que não sou PM porque também os dou. Agora fazerem uma guerra por isso como se não houvesse amanhã...vou ali cheirar um limão para me acalmar:))))

    Vou mais pela tua "nota sem importância alguma" porque hoje resolve-se tudo ao tiro, chapada, navalhada ou gozação. Possas gentinha fina hem?


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    1. Fatyly, neste caso e tendo em conta o cargo, o de Primeiro-Ministro, seja qual for o Primeiro-Ministro em função na dada altura, é obrigatório que dê o exemplo.

      O cidadão comum tende a achar que está correcto, provavelmente irá seguir aquele padrão porque acha que está... certo, porque associa a um Primeiro-Ministro e ele é que sabe das 'coisas'.

      Bom domingo, Fatyly :)

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  5. Tou assim como que intrigado. Então não devíamos tar todos numa boa? Faça-se luz, ou tamos ou não tamos!

    Um bom domingo, Maria :)

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    1. Deste lado também tamos intrigados - no pural porque semos muitos :)))))

      Bom domingo, AC, e obrigada por entrar na brincadeira, só pode ser uma pessoa muito saudável, afinal ninguém está a ofender ninguém...

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