sábado, 16 de dezembro de 2017

(pronto pronto, senhor doutor professor sem ser querido Manuel Maria Carrilho, não se zangue com Maria)



Do 'profundo humanismo do Tribunal' 
(palavras do douto advogado de MMC)

Isto depois de se saber ontem que Manuel Maria Carrilho foi absolvido do crime de violência doméstica. Há muito pouco tempo teria sido condenado a quatro anos e meio de pena suspensa. Agora foi absolvido, e uma pessoa só lhe dá para pensar que alguma coisa de muito pouco saudável se passa nos nossos Tribunais. Se um crime de violência doméstica se passar dentro de quatro paredes, longe dos olhares de terceiros, aquilo é capaz de dar em coisa nenhuma. No entanto, se se passar em praça pública, se calhar dá em alguma coisa. Isto sou eu a tentar arranjar uma qualquer explicação para o prato de comida fria que está a ser servido em modo grátis.

Não admira que tantas mulheres continuem a ser humilhadas, insultadas, maltratadas, quer física, quer psicologicamente, por aqueles com quem resolveram partilhar a sua vida. Muitas perdem a própria vida. Com juízas assim, quem é que precisa de juízos assado. 

10 comentários :

  1. E da acusação formada quanto à Dona Bárbara ... não se fala?
    Às tantas, a tia Bá é uma santinha e a malta não sabe.

    Pronto, não se fala mais nisso. Toca a jardinar que se faz tarde e está sol ;)
    Beijinho

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    1. (o caro Observador bem que podia esclarecer aqui a malta 'da acusação formada quanto à Dona Bárbara', que eu cá não sei qual é)

      Penso que ninguém acha que Bárbara Guimarães é uma 'santinha', muito longe disso, o que deixa uma pessoa meio alerta nestes casos em que envolve violência doméstica é uma das partes ter algo de maquiavélico no sentido de se fazer passar, ele sim, por santinho. Diz que doutor professor Carrilho dá aulas pro-bono, é muito querido pelos seus alunos e em Tribunal, veja lá, até se lhe vieram as lágrimas aos olhos, e uma juíza não tem como não ficar 'cumóvida' com estas coisas, eu se fosse juíza também ficaria (peço desculpa por esta ironia, mas existem situações que nos deixam de nariz torcido). Diz o doutor professor Carrilho que tinha que amparar muitas vezes Bárbara - deve estar a referir-se à bebida - porque a BG “chocava com portas fechadas”...

      Já ouvi dizer que muitas mulheres que aparecem cheias de nódoas negras, ou é porque caem pelas escadas abaixo, estão sempre a tropeçar nos saltos altos e não sei mais o quê, ou é porque vão contra as paredes, é o que dá andar de luzes apagadas dentro de casa, ou então chocam contra portas fechadas, haviam de inventar uma luz que apitasse só para avisar estas mulheres que ali se encontra uma porta fechada. Voltei a ser irónica, volto a pedir desculpa.

      Tenha uma boa noite, Caro Observador.

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    2. Por caso V. Exa. a caríssima Maria, reparou que apenas me referi à tia Bá?
      Nem uma alusãozinha fiz ao 'dóóótor' Manel, verdade?
      Vá, confesse que tentou, a caríssima Maria, puxar-me para um lado que nem pago lá ia. Já confessou? 'Prontes, tá bem'! ;)

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    3. Este 'senhor' Carrilho (com as devidas aspas' no senhor) portou-se terrivelmente mal em todo este processo, denegriu, humilhou, em praça pública, a mãe dos seus filhos, não me merece qualquer tipo de consideração - acho que até nesse aspecto é muito revelador...

      (não é só ele, lembrei-me assim de repente de Paco Bandeira, e ainda existe quem dê tempo de antena (a TVI e o programa da tarde de Fátima Lopes) a homens que foram condenados por violência doméstica. Assim vai este país, lindo, lindo, até mais não)
      ...
      Bom domingo, caro Observador.

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  2. Bem, primeiro os homens também são vítimas, depois penso que o problema estará na prova, porque se há homens ou mulheres que são agressores, quer física, quer psicologicamente, também há falsas vítimas e aí a prova pericial (o exame das nódoas negras) pode ajudar quando sem ela apenas teríamos as declarações do arguido ou da arguida e o depoimento da ofendida ou ofendido.

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    1. Gábi, é bem verdade que os homens também são vítimas, ainda que eu ache, não tenho a certeza, é apenas a minha opinião, que os homens o serão mais, psicologicamente.

      O facto de um homem, fisicamente, ser mais forte, leva a estes dados que saíram no jornal Público (são efectivamente assustadores e diz-nos que a violência doméstica, provavelmente, ainda será tratada como um problema menor).

      "Mais de 450 mulheres foram assassinadas em Portugal nos últimos 12 anos e 526 sofreram uma tentativa de homicídio, a grande maioria por parte de homens com quem viviam uma relação de intimidade."
      ...
      (pelo que li talvez uma das falhas da BG tenha sido mesmo essa, o facto de não se ter deslocado logo a um hospital no sentido de fazer exames, penso que alegou ter tido vergonha, acho perfeitamente compreensível, eu que felizmente nunca sofri de violência doméstica também teria, não deve ser fácil...)

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  3. "Há muito pouco tempo teria sido condenado a quatro anos e meio de pena suspensa." e esta condenação mantém-se", ou seja ilibado num e ilibado noutro...embora ambos esteja a violência doméstica física e psicológica.

    Podes confirmar neste artigo no capitulo 8:

    http://observador.pt/especiais/absolvido-e-condenado-comparamos-os-acordaos-que-veem-carrilho-ora-como-agressor-ora-como-vitima/

    Este processo que envolve duas figuras públicas e duas crianças é lamentável a todos os níveis e sinceramente é por estas e por outras (onde o dinheiro fala mais alto) que muitos homens e mulheres não apresentam queixa. O resultado está à vista de todos já para não falar de que quem tem de largar tudo é sempre a vitima já para não falar nos filhos que em muitos casos ficam órfãos e ou com sequelas psicológicas para sempre.

    Fico-me por aqui porque é um assunto que me incomoda muito, porque sim e digo apenas que este flagelo é transversal a toda a sociedade. Neste caso concreto e sendo figuras públicas podiam andar à bulha mas protegerem os filhos. Possas Maria...uma vergonha!!!

    Beijocas e um bom domingo

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    1. Fatyly, muita gente 'caiu' (e continua a cair) em cima de Bárbara Guimarães exactamente por ser uma figura pública, eu, no entanto, vejo as coisas de outra forma, o facto de ser figura publica é que pode incentivar outras mulheres que vivem situações idênticas a a denunciar os agressores. Existe por aí muito agressor disfarçado de gente boa, a passar por entre os pingos da chuva, entretanto os dados revelam-nos todos os dias que muitas mulheres dentro das suas próprias casas, muitas vezes caladas, estão a viver verdadeiros infernos.

      Este é um assunto que incomoda, bem sei, incomoda e muito (logo agora que é Natal, uma chatice só, uma maçada) talvez fosse altura das pessoas deixarem o aconchego das suas vidas um pouco de parte, deixar que o incómodo as abane um pouco.

      (ah e tal Maria e quem és tu para questionar a autoridade de uma juíza? olha, não sou ninguém, mas o facto de não ser ninguém não quer dizer que não possa questionar; não vivemos num estado democrático? então...)

      Beijinho, Fatyly, tenha também um bom domingo.

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  4. Maria, peço-lhe desculpa, mas nunca gostei de novelas, muito menos com dois personagens medíocres. Há tanto para lá disso!

    Um beijinho :)

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    1. Não peça, AC, compreende-se muito bem a razão de muita gente não gostar deste caso. É muito mau, palpita-me que é bem capaz de não ficar por aqui...

      Beijinho para si também :)

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