terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Isso de construir a nossa felicidade em cima da infelicidade dos outros é coisa...

... para me deixar capaz de andar por aí aos pontapés ao mundo. Estou para aqui com vontade de escrever um post nada, rigorosamente nada, correcto. Post politicamente incorrecto, portanto. Ora vamos a isto.

Andava eu na minha vida ontem à noite, lá para os lados de casa, quando, subitamente, me entra pelos olhinhos e também pelos ouvidinhos adentro algo que me fez sentar no sofá, tipo gato, de olhos fixos no alvo, prestes a atacar. Não vou mencionar o programa em questão porque, para o caso, não faz qualquer diferença. 

Começo por dizer que aos 25 anos já era uma senhora-menina divorciada. Acabo a dizer que ninguém aos 24 anos deveria passar por aquilo, ainda se é demasiado novo para nos destruírem os sonhos de uma assentada só. Se tenho algum problema em admitir que a pessoa com quem casei, que me jurara três anos antes, amor eterno, um belo dia resolveu dar uma volta com uma colega de trabalho? Não, não tenho. Aliás, acabei de o fazer. Se tenho problema em admitir que perdi um ser pequenino porque não aguentei a pressão de toda aquela situação? Não, não tenho. 

Portanto, meus senhores e minhas senhoras, não me venham dizer que um homem que troca uma mulher porque se apaixonou ou lá que raio é - neste caso nem sequer foi apaixonar-se, foi mais emprestar um ombro e tudo o resto que vem colado ao ombro a uma colega de trabalho que, de tão fragilizada, não tinha como se aguentar em pé e, vai daí, utilizou o marido de outra mulher para se apoiar (deviam ser inventadas umas bengalas em tamanho xxl para emprestar a mulheres do género, de fugida, a bengala também serviria para a outra lhe dar com ela em cima, peço desculpa, não sou sequer uma pessoa violenta - avisei que este post seria politicamente incorrecto). 

Pois, isto de o amor servir de desculpa para tudo, cansa-me. Isto de pessoas que constroem a sua felicidade em cima da infelicidade dos outros é coisa feia, espero que o senhor karma se lembre delas um dia. 

Karma, ó senhor karma, é ali mesmo no prédio que era de cor rosa e agora está com um tom ligeiramente roxo-esverdeado, tom a atirar para o 'já fostes'.

(pronto, soube-me muito bem o desabafo, agora vou ali beber qualquer coisa porque isto de desabafar dá muita sede - ó fazfavor é um copo de três, ou mesmo três copos de um...)
...
se
calhar
não 
deveria 
ter 
publicado
este
texto,
agora, já está

4 comentários :

  1. O texto já está escrito, já sa falou de bengalas e de karmas, de felicidade e o seu contrário ... pronto, está escrito.
    Ooppss, aquela do prédio roxo esverdeado é a sério? Caramba pá, mas alguém usa coisas assim?
    Outro karma, digo eu!

    Já que Maria foi beber qualquer coisa, tenho p'ra mim que a qualquer coisa é assim a modos que sumo de limão com camomila.
    Se acertei quero o prémio :)))

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Uma pessoa aqui triste e amargurada, já para não dizer terrivelmente traumatizada e, vem o caro Observador, tungas, goza com uma pessoa. Há-de precisar de um ombro amigo, lá como a outra, a ver se lhe empresto. Espere sentadinho, mas é :)))

      (a título de curiosidade e só para perceber como o tal do karma é um pouquinho lixado, ou lixada, acho que karma é nome de mulher, eu, passados alguns anos continuo a vestir o 34/36 (tungas), a tal que quis o ombro do meu ex-marido para se consolar, neste momento não existe no mercado número algum que lhe sirva, o ex está igual, não andam, rebolam mesmo, ahahahahah - desculpe, por vezes sabe muito bem usar o nosso lado de diabinho)

      (só mais uma curiosidade que eu hoje estou virada para o lado menos correcto da vida, o ex passou a simpatizar com tudo o que é estagiária que entra lá na empresa, simpatias com bónus, vê como o karma é aquilo de... coiso)

      Agora vou beber um cacau quente com pimenta saltitante por cima (sumo de limão com camomila? também me quer matar, é?) :))))

      Tenha uma boa noite, caro Observador.

      Eliminar
  2. Fizeste muito bem em publicar porque identifiquei-me nas tuas palavras. Também me separei, também perdi gémeos com quase sete meses de gestação pela bela vida que "quem já está na quinta das tabuletas" me fez passar. Quem sabia a duplicidade da sua vida dizia-me sempre: havia de ser comigo que iria ter com ela e fazia-lhe a folha. Ela???? para mim foi e seria ele o culpado e enfim, não com bengaladas mas na justiça e adeus ó vai-te embora.

    Casou com ela (por acaso era colega) dois meses antes de morrer. Já nada me dizia mas a pobre teve cá um Karma brutal, embora a mim não me tivesse causado qualquer mossa: Dois meses antes morreu o seu ex-marido e pai dos dois filhos. Morreu o meu ex e quatro meses depois morreu o filho mais velho com uma meningite aguda (aqui respiro fundo...porque como mãe avalio bem a questão grave). Nunca mais a vi assim como toda a família do meu ex que resolveram afastar-se e também não me fazem falta nenhuma assim como às minhas filhas. Ó gentinha tão paupérrima de separação de águas...mas já é passado.

    Não era para contar? Já contei... e olha que há muita mulher que merecia uma belas bengaladas por se meterem em enredos óbvios e mal saem de um partem para outro. Deus mi guardiiiiiii:) mas acho-me uma mulher bem resolvida na vida e qualquer problema que me surja ou vai a bem...ou vai ao murro e pontapé:)

    Gostei Maria e como hoje tenho o dia de folga:) vou dar a minha segunda volta a pé (a primeira foi às seis da manhã)...sem sono (pudera, deitei-me às 21h) e com o começo do reboliço de pensamentos...arranquei em alta velocidade. Agora vou com mais calma e o sol já brilha!

    Beiocas e um resto de bom dia

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fatyly, recorrendo a uma frase muito batida 'para dançar o tango são necessários dois', evidentemente, só que neste meu caso a perversidade da situação cai um pouco mais para o lado dela ,penso eu, ou se calhar não, digamos que ela já gostava dele quando nós namorávamos, ele não, portanto esperou que ele casasse comigo para lhe fazer marcação cerrada (teve todo o tempo do mundo para o fazer antes, antes de um casamento) com certeza que bastava da parte dele a mesma postura que tinha tido até aí, não o fez, perdeu tudo, não adiantaram as explicações esfarrapadas, 'mas tu é que és a minha mulher, é a ti que amo', raios, isto ainda me fez tomar uma decisão mais drástica e olhe que estávamos a meses de mudar para a segunda casa, comprada com a finalidade de alargar a família, percebi que, se perdoasse tudo aquilo acabaria por fazer da minha vida um inferno e a dele também, tinha perdido toda a confiança nele, confiar na pessoa com quem casei era fundamental, essa parte já tinha sido destruída, quando assim é mais vale fechar aquela porta. Admito que foi um verdadeiros inferno ver todo o meu mundo desmoronar à frente dos meus olhos. Fui viver para a nova casa sozinha, ainda que os meus pais me dissessem para não o fazer, para ir morar com eles, eu decidi enfrentar o inferno de frente, todos os dias quando me levantava para ir trabalhar e caminhava na rua a sensação era de que não existia chão debaixo dos meus pés e muitas mais coisas que não são fáceis de digerir.

      A parte das bengaladas foi para aligeirar um pouco o tema, não é no sentido literal da coisa, aliás, enfrentei o Tribunal também sozinha, nem a minha mãe quis que me acompanhasse, não faz parte de mim fazer escândalos, perseguir pessoas, só queria que tudo aquilo terminasse o mais rapidamente possível. Afastei-me. Ele nunca casou com ela, apareceu no funeral da minha mãe na tentativa de uma qualquer aproximação, o engraçado disto tudo sem ter qualquer graça é que, ele pretendia atraiçoar a outra com a ex-mulher, que sou eu, dá para ver que não perdi grande coisa de... homem. Um ano depois conheci um empresário que me pediu em casamento, fugi a sete pés, alguns homens acham que todas as mulheres são 'compráveis', digamos assim, basta acenar com dinheiro, com coisas, compras, viagens, casas, carros, só que existem muitas mulheres para quem outros valores se levantam, também gosto disso do conforto de uma casa, de um carro, de alguma qualidade de vida, mas preciso sobretudo de confiar na pessoa que tenho ao meu lado, sem isso nada feito.

      (já percebi que a Fatyly passou um mau bocado lá mais para trás... quando falei no karma também foi para aligeirar, não me passou pela cabeça desejar coisas terríveis, acho que em momentos de grande dor a única coisa que gosto, e falo por mim, é de me isolar e conseguir voltar a andar de cabeça erguida e não tombada).

      Faz bem em caminhar, caminhar faz bem a tudo. Tenha um óptimo dia, Fatyly :)

      Eliminar