sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Um olhar para 2018 (o que eu quero para mim e o que eu desejo para todos)

Quero que o meu pai continue por cá em dois mil e dezoito. Dois mil e dezanove. Dois mil e vinte. Dois mil e cinquenta... A minha capacidade de perder pessoas atingiu o limite. Só mesmo quando a vida nos começa a roubar pessoas em modo definitivo é que percebemos que o Natal, o Ano Novo, por muito que se tente, nunca mais será o mesmo. A alegria fica mais opaca. O sorriso mais ténue. A gargalhada vai ficando para depois. Não se vive o Natal. Não se vive o Ano Novo. Sobrevive-se ao Natal. Sobrevive-se ao Ano Novo. Sente-se alívio quando a luz do dia um de Janeiro está mais tranquila. É a essa tranquilidade que se recorre. É essa tranquilidade que salva, empurra para a frente, devolve novamente um sorriso e uma vontade de mudar algo no ano que não sendo novo também não é propriamente velho. Os anos não terminam, nem sequer recomeçam, os anos são o que são, uma linha eterna com muitos nós pelo meio, uns mais complicados de desenrolar do que outros.

Que este ano seja feito de lã muito grossa, forte, capaz de salvar quem queira ser salvo. Quem queira. Ser salvo. 


Um ano de 2018 cheio daquilo que as pessoas achem que, para elas, tem mais significado.
Para mim, além do pai, um bonsai, se rima é porque a coisa é capaz de correr bem.
(e humor, do bom, o humor acaba por ser um bálsamo, também tem a capacidade de salvar)

***

6 comentários :

  1. Desejo, com sinceridade, que o senhor seu Pai a acompanhe até dois mil e muitos. Percebe-se - já se tinha percebido há muito - que lhe é muito querido, que lhe faz muita falta.
    Nem aponto para a capacidade que perdeu o limite. Não se trata, apenas, da sua sensibilidade que é mais que muita. Trata-se de muito mais que isso.
    Devíamos ter a possibilidade/capacidade de 'calendarizar' os nossos mais queridos.

    Não sei se fui politicamente correcto, Maria, mas disse o que sinto.
    Um beijinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sempre me dei muito bem com o meu pai, só que, depois da partida da minha mãe resolveu sair de Lisboa, estava cansado de viver na cidade, a profissão que escolheu é, ou foi, muito desgastante, até aqui tudo bem, o que não está nada bem e me deixa muito apreensiva, daí ultimamente ter começado a ter esta coisa da ansiedade, é que tem um novo amigo em quem confia muito, eu já conheci o novo amigo e não me inspira confiança alguma. O meu pai é um senhor muito esperto, inteligente, activo, sabe tomar conta dele, o problema é que por vezes existem pessoas peritas na arte de bem manipular. Temo que seja o caso deste 'amigo'. Estou metida num belo molho de urtigas...
      .
      .
      .
      Obrigada, caro Observador, pelas suas palavras, espero que o ano de 2018 lhe traga, a si e à sua família, tudo do melhor.
      Beijinho para si também :)

      Eliminar
  2. Nunca fiz planos na passagem do ano e longe, muito longe vão os anos em que dançava até às cinco e tal da matina e depois dormia na praia:)))

    Não peço nada e concordo contigo porque são alturas em que as cadeiras vazias...continuam vazias o me leva à nostalgia. Ia sempre almoçar a casa da minha mãe e vinha para casa. Irei ao lar depois do almoço e se lhe apetecer vamos ver o mar, volta ao lar e eu à casa da filha.

    Gostaria muito de lhe poder pagar um almoço, mas sem vergonha digo que não posso. Como na sexta-feira dia 5 vou com ela ao hospital aí terá de almoçar fora e já me disse que quer ir ao MAC lollllll

    Um enorme abraço e desejo tudo de bom a todo o mundo que por aqui passe.

    Fatyly TIR:))))))

    Há anos que acordo já no novo ano porque aqui deixaram a porcaria dos foguetes e fogo de artificio. Oxalá que depois de amanhã não acorde com os ditos e com o uivar dos cães pois pode-me dar a solipanta com o susto:))))



    O que desejo é mais para os outros e desejo a ti e ao teu pai o que pretendes, com bonsai ou sem ela...porque já rapinei essa maravilha que mostras. Portanto termino o ano a roubar-te e que tal?:)))

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu gosto daquelas passagens de ano em casa de amigos, ou na nossa própria casa, em que toda a gente se veste a preceito, não se pense que por ser em casa se está de pijama - isso não é para mim - uns levam o vinho, outros o champanhe, outros levam doces, o jantar tem o carimbo de quase todos, entretanto fica-se até às tantas a conversar sobre tudo e sobre nada ao som de música. Essas sim, ficam-nos na memória, passagens de ano ao som do apita ao comboio, nã, passo. E sim, já gelei de madrugada quando se tem que sair para a rua depois da festa e voltar para casa, ó martírio. E tirar toda a maquilhagem de fim de ano, tomar duche e tal antes de dormir, até estou cansada só de pensar nisso. Inté parece que tenho 70 anos, não, não tenho, muito longe disso :)))

      (as ausências custam e não é pouco, no entanto não me tornei numa pessoa azeda, antes pelo contrário, é exactamente nos dias mais negros que parece que o meu sentido de humor está mais apurado, vá-se lá saber a razão)

      A sua mãe pede-lhe para ir almoçar no McDonald's? Isso é muito bom :))))))))

      Há anos que ando para comprar um bonsai com tudo o que representa, este ano é o ano.

      Tenha um bom ano de 2018, Fatyly, com toda a família ao lado naquela de a amparar num qualquer dia menos amarelo-alegria, digamos assim :)

      Eliminar
  3. Já visitaste o Museu do Bonsai em Sintra (Chão de Meninos)? Porque é algo que gosto imenso, eu vou lá várias vezes e fico extasiada com tanta obra de arte e paciência e como a natureza colabora. Pior é o custo dos mesmos mas pelo menos faz-me bem à alma:)

    Desejo o mesmo para ti e que seja um ano recheado de tudo a que tens direito...és uma jovem e eu...já me abeiro dos 67 anitos e até aos 70 ainda faltaaaaaaaaa bué e só desejo que mantenha o meu optimismo, o saber rir de mim própria e amiga do seu amigo onde englobo os meus:))))

    Beijos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fatyly, eu que conheço (ou achava que conhecia, pelos vistos não) relativamente bem Sintra, de repente senti-me uma autêntica ignorante, então não é que não sabia que existia um Museu do Bonsai em Sintra - afinal os blogs também servem para coisas muito boas, como esta que acabou de me informar -, depois de ler este seu comentário resolvi pesquisar e encontrei a página de Facebook (https://pt-pt.facebook.com/museudobonsai/) e não é que até estão com uma promoção de Natal, pena é que termine amanhã, dia 31 de Dezembro, já não consigo dar lá um salto. Uma das coisas a fazer em 2018 é visitar o dito, isso é certinho. Obrigada :)

      (a Fatyly está completamente desactualizada, no nosso país a partir dos 35 anos perde-se esse estatuto - um dia destes dias estava a ver uma reportagem, gostava de me lembrar em que canal e o nome mas, não me lembro, em que nos era informado que jovem é só até aos 25 anos, quase que me engasguei, não tarda uma pessoa aos 15 anos pode ser internada num lar de 3ª idade :))))))))

      Mantenha-se assim que está muito bem, com boa disposição, vitalidade, não baixar os braços, ler muito, caminhar como forma de fazer exercício, lavar as vistas de quando em vez, pode muito bem conseguir chegar aos 100 anos, ó ó, e não, não estou a brincar ;)

      Eliminar