quinta-feira, 2 de março de 2017

E eu pergunto assim como quem não quer a coisa

Em Portugal as pessoas levam-se muito a sério. 

(se calhar deveria ter colocado ali no final da frase um ponto de interrogação?)
(agora escorregou-me um ponto de interrogação para o sitio errado)

12 comentários :

  1. Pois, andas por aqui um ponto de interrogação, com todo o ar de ter sido abandonado.
    O que é que eu faço com ele?
    :)

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    1. Se o caro Observador não sabe o que fazer com um só ponto de interrogação, eu, que hoje estou umas mãos-largas, atiro-lhe com mais dois pontos desses que interrogam.

      1. "A vida é muito importante para ser levada a sério" (verdade ou nem por isso?)
      2. "Brincar é condição fundamental para ser sério" (verdade ou nem por isso?)

      Espere, parece que há mais um...
      3. "Qualquer pessoa inteligente é contraditória" (verdade ou nem por isso?)

      Já fui :)

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    2. 1. A vida é muito importante. Logo, tem que ser levada a sério.
      2. Brincar a sério sim, pode ser. Não é fundamental para ser sério.
      3. Nem por isso.

      Não exerça pressão com os pontos de espantação. Liberte-os.
      (esta foi 'munta boa') :)

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    3. 1. A primeira é de Oscar Wilde e sabendo o percurso do escritor percebe-se o sentido da expressão. Eu acho a expressão muito sumarenta, logo com muito sentido. Na vida é necessário também saber brincar, sorrir, enfim, viver no verdadeiro sentido da palavra, só e porque a vida é demasiado curta.

      2. Quem não sabe brincar, também não sabe ser sério. Estão interligadas. Ou deveriam estar.
      Existe uma outra frase interessante que diz isto: "o homem sério é perigoso, pode transformar-se em tirano".

      3. Vou roubar-lhe aquilo do "kéké" isso da pressão e da espantação e do liberte-os. Credo!!!!! (ahahahahah).

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  2. E eu respondo assim como quem a coisa não quer. Depende dos portugueses.
    Abraço

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    1. E eu vou dar resposta à Elvira assim como quem gostou do trocadilho do "como quem a coisa não quer". Demasiados portugueses a levar-se a sério é capaz de não ser bom sinal. Brincar connosco é muito bom sinal, faz com que tenhamos uma carapaça mais dura de forma a evitar que pedras atiradas na nossa direcção causem muitos estragos :)

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  3. O que é que se entende por as pessoas se levarem muito a sério? Estão cheias de si próprias: orgulho, vaidade, estão centradas na realização profissiona? Se conseguirem conciliar tudo isto num único pacote, digo-lhe, Maria, não é necessário um ponto de interrogação, mas sim, n.
    Ah, mas depois há os outros. Os que não são nada, "rien de rien" e, pobres deles, pensam ser os maiores, os melhores, os eleitos.
    Esses levam-se muitissimo a sério: na cabeça dos ditos não há lugar a pontos de interrogação, venham eles de onde vierem.
    Sabe, Maria, esta coisa que é viver não é fácil. Já viu o que tem de efémero, de imprevisivel?
    É, realmente a vida deve ser vivida em plenitude, dos minimos problemas de fácil solução, áqueles mais problemáticos. É que tudo faz parte do ser humano, logo?!...
    Tenha uma boa noite.

    Beijinho

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    1. GL, vou tentar dar um exemplo daquilo que considero ser essa coisa muito pouco pouco saudável, essa de uma pessoa se levar sempre a sério.

      Vamos supor que está um dia de Verão, céu muito azul, nem uma única nuvem no céu, um calor suportável, daqueles que parece que nos devolvem o sorriso ao rosto em modo instantâneo, uma esplanada não muito cheia, uma sombra que convida a relaxar, ler, ter como paisagem o mar e dois namorados lá ao fundo, mesmo encostados às ondas que desfalecem lentamente na areia... Vai daí olhamos para o lado e vemos/ouvimos uma pessoa a resmungar, tudo lhe parece mal. Ou é porque faz sol em vez de estar a chover porque a chuva faz mais falta, embora estejamos no verão. Ou é porque as pessoas em vez de estarem a trabalhar estão numa esplanada, embora muitas até estejam de férias, mas, obviamente que essa pessoa que diz mal de tudo nunca na vida tirou um dia de férias, porque assim é que é e gaba-se muito do facto. Ou é porque ler é coisa para quem não tem nada que fazer, no tempo daquela pessoa começava-se a trabalhar logo aos 10 anos de idade, aquilo é que eram tempos dos bons. Ou é porque namorar às claras é uma pouca vergonha e esta juventude está toda perdida, quando os dois namorados estão apenas de mão dada e não muito mais do que isso...

      E pronto. É este tipo de pessoas que tanto existem no género masculino como no feminino, cinzentas, incapazes de apontar o dedo na sua própria, que nunca acham piada a nada, sem qualquer sentido de humor, que estão sempre de sorriso descaído, incapazes de descontrair, essas são as que se levam mesmo muito a sério. Provavelmente morrem e todos se vão esquecer de as levar e guardar lá no sitio do coração.

      (eu diria que viver se calhar até é fácil, só que, quando o descobrimos normalmente é tarde demais)

      Beijinho para si também, GL.

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    2. Ui, Maria, alminhas que fazem parte do seu exemplo conheço muitas e, acredite, fujo delas a sete pés. Essas pertencem ao grupo das que estão de mal com o mundo, mas com o mundo todo, a começar por elas próprias. Cinzentas, amargas, insatisfeitas, muitas delas frustradas, são umas eternas infelizes. É a essas que me refiro quando menciono aquele tipo de pessoa que não é nada, nem "carne" nem "peixe", apenas tristes insatisfeitas, numa busca desesperada, quantas vezes inconsciente, de algo que as faça sentir vivas.

      Depois temos as outras, as tais que do alto da sua superioridade(?!) consequência de vários factores, perderam uma certa "inocência", aquela que é necessária para saber apreciar as coisas simples, singelas, que a vida nos oferece.

      Conhece o provérbio "pobrete mas alegrete"? Não vamos exagerar, mas olhe que talvez se encontrem entre elas pessoas mais genuinas, mais capazes de serem felizes com pequenos nada, pessoas que sabem tirar partido das coisas mais singelas, mais simples. São essas, normalmente, as que têm a arte de saber viver a vida por inteiro.
      Conhece o Norte? Minho, etc.? O que me diz da alegria genuína das suas gentes?
      Pois é, Maria, penso ser por aí.

      Beijinho.

      P.S extra post.:)

      "Ouvi" dizer que Campo de Ourique é o seu bairro preferido. Tenho a comunicar que também é o meu.:) Vivi lá até aos 19 anos, e o amor por aquelas ruas, por todo aquele universo mantém-se intacto.:)
      Há relativamente pouco tempo tive um desgosto: a "minha" pastelaria, a Értilas - conheceu? - deu lugar, creio, que a uma hamburgaria.:(

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    3. Acho que temos boa gente de Norte a Sul de Portugal, sem esquecer as ilhas (admito, no entanto, que adoro as pessoas da zona do Alentejo, talvez porque conheço a zona muito bem). Não estou a ser politicamente correcta nisto que acabei de escrever, sempre que vou a algum sitio gosto de conversar com as pessoas que lá moram, tenho essa facilidade e, nesse conversar encontra-se de tudo, gente genuína e gente que não interessa a ninguém. A vida se calhar é mesmo isso, oferece-nos muita quantidade para que saibamos escolher. Gosto de ter mais em qualidade e não faço questão alguma com a quantidade, sempre fui assim, duvido que vá mudar algum dia. E não é só com pessoas, é mesmo em relação a tudo.

      Tendo a não concordar com a expressão "pobrete mas alegrete", se se perguntar às pessoas que, infelizmente, não terão grandes condições de vida, veremos que todas dirão que gostariam de ter uma casa melhor, ganhar mais, conhecer coisas novas... contentam-se com o que têm porque, lá está, não terão outro remédio. Nos romances pode funcionar mas na vida real, é duro, muito.

      (Campo de Ourique, isso é uma história antiga, estive quase a morar lá com aquele que pensei que poderia ser um amor para a vida, não foi, ou foi interrompido, algo ficou inacabado, coisas... :)

      (Értilas não conheço, ou se conheço não consigo associar o nome a coisa alguma)

      Tenha uma boa noite, Gl. Beijinho.

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  4. Muitos, carradas deles pela frente "levam-se a sério" numa de "senhores disto tudo", "inteligentes" tendo apenas uma caganita no cérebro" "porque se ensinam são os melhores, mas em casa não ensinam nada aos descendentes... e mal viram as costas saem do andar e como dizem os brasileiros "caem na real".

    Para mim a vida é tão curta que pouco ou quase nada levo a sério, excepto tudo no campo da educação, não tramar ninguém e muito menos subir à custa de..., não praticar os verbos invejar, difamar, aldrabar, corromper e outros e nunca por nunca deixar o que melhor tenho em mim: optimismo e sorrir nem que seja de mim própria como agora o fiz: cadê o azeite que utilizei à pouco? Pois é o frango agora tem um cadinho de óleo. Mas cadê o azeite? Fatyly esquece...fui buscar algo ao frigorífico e eis que o desgraçado do azeite sorriu para mim e eu para ele:))))

    Não sei se respondi ao que pretendias, mas foi o que percebi. Oxalá não tenha sido burra da mioleira:)

    Agora vou ler os comentários e inté:)

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    1. A Fatyly sempre que entra por aqui adentro, faz-se um vendaval que nem lhe conto (ahahahah)

      Comentar não é ir ao encontro do que "pretendo", porque a bem dizer não pretendo nada, ou a pretender é só gostar de perceber como é que cada pessoa interpreta uma mesma expressão. E só por isso não há aqui burros nem inteligentes :)
      ...

      (eu sou muito dura comigo mesma, portanto não só gozo com os meus próprios disparates, como se tiver que me insultar, faço-o sem qualquer problema, uso o sentido de humor como bóia de salvação, talvez seja por isso que com o passar do tempo aprendi que, esta é a melhor forma de me manter mais ou menos em pé numa "guerra" que nos obrigam a travar quase todos os dias)

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