quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Post light só naquela de acalmar as hostes

Se podia falar de comédias românticas com finais eternamente felizes na onda do para sempre? 
Poder, até podia, só que, lá está, não era a mesma coisa para pessoas que já deram dentadas à séria na vida e estão preparadas para que os finais nem sempre sejam. Nem sempre sejam felizes de forma previsível.

Se podia falar de rosas daquelas encarnadas com paragens no vermelho que se oferecem em dias de amor obrigatório? 
Poder, até podia, só que, lá está, não era a mesma coisa para pessoas que já deram dentadas à séria na vida e estão preparadas para tulipas brancas em dias de amor sempre que apetece que não coincidem com coisa alguma.

Se podia falar de gente sempre querida e fofinha dia sim dia sim sem descanso para respirar aos sábados, domingos e feriados?
Poder, até podia, só que, lá está, não era a mesma coisa para pessoas que já deram dentadas à séria na vida e sabem que isso de gente que nunca dá um murro na mesa, é coisa de personagem, e, personagens, só nos filmes, a vida real faz-se de gente verdadeira que convive com mesas, ora de tampos de pedra, ora de tampos de vidro.

Portanto só me resta ser o menos possível light e falar de organização e disso de quando for rica como os senhores muito ricos que enriqueceram fruto do seu trabalho (cof cof e isso) - quero, se faz favor, um espaço destes:


Com tudo muito bem organizado, género isto:
(que bem estariam ali deitadas todas as minhas ervas aromáticas)


Isto então de ter os rabanetes ou batata roxa, ou lá o que é, ali, tão bem organizado, é de valor.


E se entretanto algum machista me dissesse de forma inequívoca, palavra simples que faz pendant com cebolas, algo assim: eu sabia, eu sabia que o lugar das mulheres é na cozinha. 

Eu diria: _____________________________ (favor preencher espaço em branco)

12 comentários :

  1. ... quando as minhas mãos cheiram a cebola é sinal de que o meu coração está num festim.

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    1. Festim, sim, Impontual, na mouche. Festim porque isto de cozinhar faz muito bem à alma, tranquiliza, e se a pessoa lhe der para improvisar, é do melhor.

      (dispenso a parte de mãos a cheirar a cebola, cheiro a alho e cebola nas mãos é coisinha de que não gosto, vai daí ter arranjado um truque bem à maneira para evitar a coisa)

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  2. Primeira reacção ao ler este seu texto: pronto, deu-lhe uma coisinha má!
    Segunda reacção ao ler este seu texto: é desta que Maria vai ser internada na ala psiquiátrica mais perto.
    Terceira reacção ao ler este seu texto mas já co os pés assentes no chão: afinal isto é coisa séria, há aqui montes, paletes de entrelinhas e dessas coisas assim.
    Finalmente: poderei/deverei escrever algo no espaço em branco e sublinhado?

    Conclusão: Maria quis contrariar os que espantam espíritos, vai daí apela à presença deles, dos que têm discernimento e, muitas das vezes, têm duas pernas.

    Se estou redondamente enganado - quadradamente enganado não dá - agradeço que me diga que isto de estar enganado não é lá grande coisa.

    Dito isto, há que dar o fora antes que chova.
    Beijinho, senhora do Amanhece Tardiamente ;)

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    1. O caro Observador nunca ouviu (ouviu com toda a certeza) dizer que "de são e de louco todos temos um pouco". Ora bem, eu sou muito salutar na minha loucura. Se uma pessoa for apenas sã é porque está muito doente :))

      Acrescento ao seu "paletes de entrelinhas", cebolas, ervas aromáticas, rabanetes, pão escuro caseiro e alcachofras (é só procurar nas fotos do texto). Alface dispenso, acho uma verdura muito sonsa. Não gosto de sonsice nas pessoas, quanto mais nas verduras.

      Caramba, o caro Observador deve ter alma e fígado de político, estive para aqui à procura daquilo do "favor preencher espaço em branco" e não encontrei a resposta :)))))

      Beijinho para si também neste dia de sol que nunca mais acaba.

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    2. De médico e de louco todos nós temos um pouco.
      É isto que sempre ouvi dizer, mais nada do género. Estou inocente!!! :)))

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    3. Pois, mas eu não acredito nisso, a malta para ser médico/a precisa de uma licenciatura e tal, as pessoas que acreditam nesses ditados, talvez sejam aquelas que se auto-medicam com antibióticos até dizer chega. Acham que são médicos, quando são é apenas loucos :)

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  3. Ora aí está uma cozinha à maneira. Tão bela que vou anotar na minha lista de coisas para pedir na próxima reencarnação.
    Será que ainda se cozinha nessa tal próxima? Ou já aprendemos a viver só com pastilhas?
    Parafraseando a minha amiga, eu podia comentar o seu texto? Poder podia, se eu não tivesse apenas um neurônio, que fica todo envergonhado quando não sabe dar conta do recado, que é como quem diz, não sabe o que dizer.
    Um abraço

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    1. Qual reencarnação, Elvira? E se entretanto a pessoa morre e não há reencarnação para ninguém. Não, não pode ser, o caminho tem de ser feito enquanto estamos vivos. Isto enquanto há vida, há esperança, é uma frase feita mas, neste caso, concordo de forma inteira com ela. Não se lembra daquela senhora que fazia limpezas e vai daí um belo dia jogou e entrou-lhe o euromilhões pela casa adentro? Ah, pois. E aquele sem-abrigo - não me lembro de que país - que só tinha dinheiro para comprar um pão seco, só que em vez de comprar o pão seco para matar a fome, jogou e de repente viu-se com dinheiro para comprar 20.000 padarias. Isto de viver é pleno de ironias, é o que é.

      Eu cá acho que neurónios envergonhados também comem cebolas, rabanetes, ovos e pão. Portanto matéria para comentar é o que não falta no post :)))

      Abraço para si também, Elvira.

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  4. Para acalmar as hostes? Ó Senhora/menina Maria Amanhecer isso já faz parte do passado:)

    Li, reli, apreciei as fotos e fiquei sem saber o que dizer, isto depois de ter acabado agorinha mesmo de fazer dois tabuleiros de arroz de pato que irão ser alourados no forno da casa da filha, tomado um duche e lavado as mãos com pasta de dentes (truque que uso há anos para tirar o cheiro da cebola, alho, chouriço e o raio que os parta). Foi a prenda de anos pedida pela neta que faz hoje 14 anos e daqui a nada mi voi embora:)))

    Vamos lá a ver se digo algo de jeito: Gosto dessa cozinha mas só mesmo com três empregadas domésticas e um Ambrósio porque é tudo bonito mas pior é quando entra a "marabunta" e...resultado? não obrigado:))) percebeste né? Claro!

    Quanto aos teus três "se podia falar" subscrevo inteiramente. Adiante que se faz tarde, digo-te que tenho um genro imensamente arrumado bem como a neta mais velha, mas ambos sem qualquer jeito para cozinhados, dois contra dois, a filha e a neta mais nova imensamente desarrumadas e que adoram fazer experiências alimentares e quem vier a seguir que aguente a bagunçada das especearias algumas que desconheço:))) Mas entendem-se e isso é que mais importa. Mas quando se juntam em limpezas...fujam.
    O outro cozinha maravilhosamente bem e a filha nada de nada e as tarefas entre ambos estão bem defenidas. Os netos cada um tem a sua tarefa: arrumar o quarto...com birra ou sem ela e a roupa nas gavetas:))))

    Para terminar:

    Eu diria: QUE FELIZMENTE JÁ HÁ MUITOS HOMENS CUJO LUGAR É IGUALMENTE NA COZINHA(favor preencher espaço em branco)

    PS: Isto não é um grito mas não consigo escrever sobre o sublinhado que puseste:)))

    Beijos e saio muito bem disposta

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    1. Fatyly, nada melhor do que falar de decoração, moda, poesia, gatos, cães, bebés, quando se pretende acalmar as hostes, embora eu ache que pode ter um efeito contrário nalgumas pessoas, principalmente se a decoração e a moda não forem do agrado, acho que ainda ficam mais enervadas. Caramba, uma pessoa é presa por ter cão e é presa por não ter :))))

      Arroz de pato pode ser, gosto, isto se realmente for arroz de pato e não arroz à procura do pato desaparecido em combate.

      Nada disso, Fatyly, eu como não me custa nada limpar a casa, isso do tamanho da mesma não me assusta, é ginástica praticada em modo grátis, por vezes até me relaxa e acabo por mudar tudo de sitio, e quando digo tudo é mesmo tudo, desde que não esteja pregado ao chão, já cheguei a mudar salas para quartos e quartos para salas, sozinha, é perguntar ao meu pai que ele confirma, já se zangou diversas vezes comigo, não sabe a razão porque não lhe peço ajuda, pois, mas eu gosto de fazer tudo nas calmas e à minha maneira, o meu pai "stressa" demasiado e atrasa-me o trabalho. Também é verdade que não sou pessoa de acumular muitas coisas, odeio acumulações, portanto é muito fácil de fazer estas coisas sozinha. E ó se sempre tive emprego, um trabalho que não é das 9 às 5. Nunca quis ter empregada, embora num dado momento da minha vida a minha mãe me perguntasse a razão, sendo que eu ganhava o suficiente para ter uma, só que eu não gosto de estranhos a mexer nas minhas coisas sem eu estar presente. E trato muito bem as minhas coisas, sou muito metódica, organizada, não gosto de roupa estragada na máquina, os meus objectos tratados às três pancadas, tudo me custou a comprar e gosto muito deles. É apenas isso. Nada mais.

      Ainda bem que disse e gritou bem alto. Ficou registado para a posteridade :)

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    2. O arroz de pato já era e não foi tipo rissol, cujo camarão só deixou o cheiro:) Bastante pato e chouriço apenas em cima do dito e alourado no forno da filha.

      Ainda hoje também não me custa limpar a minha casa e quando faço, faço nas calmas como tu e mudo as coisas sem ajuda de ninguém. A da filha e porque mora perto é igualmente fácil porque não está demasiado cheia, longe disso. Mas quatro pessoas é bem diferente e quando lá estou sozinha arrumo tudo em duas horas e o resto do tempo é para curtir o quintal, os cães e dar uma volta a pé e claro ir ver a minha mãe, o que posso fazer igualmente a pé:) Chegando as netas faço-lhes companhia e jogos, mas primeiro fazem os trabalhos de casa o que nunca foi preciso lembrar.

      Para mim não é uma obrigação mas sim a terapia que encontrei para não parar e claro é bom sentir que os ajudo imenso.

      Já Fui convidada para trabalhar em várias coisas, mas entendo que primeiro estão os meus e assim vou andando, cantando e rindo:)

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    3. A sua filha tem muita sorte, é o que é :)

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