domingo, 5 de fevereiro de 2017

Maria vai escrever sobre o "Governo Sombra" de ontem à noite na parte de cariz erótica

Escrever também serve para estas coisas, portanto apetece-me falar do "Governo Sombra" pelo facto de ontem à noite a propósito de uma polémica em torno de um livro de Valter Hugo Mãe, livro esse recomendado/sugerido para alunos do 3º ciclo, possuir algumas passagens consideradas de cariz erótico, o livro seria para alunos do secundário, por lapso (ele há lapsos do caneco) acabou por ser incluído na leitura para alunos de uma idade inferior aos alunos do secundário. Alguns pais desses alunos, lendo o livro e apercebendo-se do facto, não gostaram, resolveram insurgir-se contra o dito. Bom, eu não li o livro, não me interessa lê-lo, portanto cinjo-me ao facto, para mim positivo, de pais que resolvem ler o que os filhos têm de ler na escola porque o programa assim o indica/sugere. Parece-me positivo, sendo a opinião favorável ou nem por isso, que os pais digam de sua justiça, é para isso que tanto se grita até à exaustão que vivemos em democracia, logo, as pessoas podem dizer o que bem entendem, ainda por cima quando se trata dos próprios filhos. Dizendo de sua justiça não têm que ser gozadas em praça pública porque acham que o livro sugerido não será adequado para a idade dos seus filhos. 

(as pessoas estão tão centradas no Trump que nem se apercebem de guerras invisíveis de pessoas contra pessoas que se desenrolam no dia-a-dia

Foi aqui que um programa de televisão à caça de mais audiência errou e de que maneira, não errou trazendo à baila o tema, essa parte parece-me bem, os assuntos têm de ser discutidos, errou quando resolveu incluir nas pessoas que assistem ao programa no estúdio, programa que passa à meia-noite, crianças pré-adolescentes que provavelmente frequentam o 3º ciclo. Não percebi o sentido de humor de tudo aquilo, mas isso sou eu que devo andar com o sentido de humor pela hora da morte. As ilações (leitura muito minha, não foi dito no programa) que tirei da toda aquela criatividade na onda ó-ó, é que se crianças pré-adolescentes assistem na Internet, às escondidas, a vídeos de conteúdo pornográfico, com linguagem obscena, então porque razão não podem ler livros na escola com passagens eróticas? O que o programa me transmitiu é que os pais que não gostaram do tal livro e fizeram questão de o dizer são todos uma cambada de puritanos que não se aguenta e que convém que sejam mais "modernaços" e tal. É começar a oferecer maços de cigarros a crianças pré-adolescentes de 10 anos. Oferecer vídeos porno com títulos "branca de neve e os sete matulões" e, quem sabe, quando uma miúda de 10 anos disser: mamã, estas iscas são uma porcaria... a mamã deve retorquir de imediato - são uma merda, filha, não se diz porcaria, diz-se merda mesmo. 

(ainda não percebi a dificuldade que certas pessoas têm em aceitar o mundo dos outros, eu cá não me incomoda rigorosamente nada que alguns pais não tenham gostado de um  livro que se sugere para um programa escolar, tal como não me incomoda que outros achem aquilo muito bom, os filhos quando crescerem dirão de sua justiça, penso eu... )

Fiquei para aqui a pensar se Valter Hugo Mãe com este "lapso" vendeu muitos mais livros...
(ora, acho que até sei a resposta)

17 comentários :

  1. Peço desculpa mas não consigo falar de um programa onde apenas Pedro Mexia merece atenção. João Miguel Tavares, este grosseiro palrador, e Ricardo Araújo Pereira, um parvalhão que há muito vem abusando da condição de comediante, afastam-me de tudo o que me ponha em rota de colisão com esses personagens.
    Sobre o livro de Valter Hugo Mãe e a questão que o envolve, é, para mim, um não assunto. E sim, também acho que o número de vendas subiu.

    Caramba, agora reparo que posso vir a ser acusado pela senhora dona deste espaço de impetuoso. No mínimo.

    Tenha um domingo maravilhoso.
    Beijinho

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    1. Vi o programa hoje de manhã, não percebi logo o que se estava ali a passar, tendo em conta que existiam crianças pré-adolescentes sentadas lá atrás, fazendo parte do público adulto, porque me parece que aquele programa será para adultos (ou isso já não se usa?) ou então não, se calhar aquilo de repente infantilizou. Estava tudo bué assertivo sem aspas (o bué é para fazer pendant com o resto) até se falou de eutanásia em forma light, como convém, aliás, eutanásia nem sequer é um assunto sério nem nada, os humoristas podem tudo e isso... obviamente que as crianças pré-adolescentes devem ouvir, inclusive participar neste género de debates, convém crescer rapidamente que o autocarro das quatro está quase a partir.
      ...

      Eu tenho cá para mim que o número de vendas subiu, sim. Já lá vai algum tempo em que eu acreditava em "lapsos" desta natureza. Começo a ter algumas dúvidas em relação a muitas coisas que parecem ter acontecido por erro, por acaso e, vai-se a ver, são erros bem plantados. Afinal de contas quais são os critérios para se escolher este e não aquele autor? Quem é que sugere isto e não aquilo? E quem sugere bebe sumos de imparcialidade ao pequeno-almoço? Duvidas que gostaria muito de ver esclarecidas.

      (eu não acuso ninguém de coisa alguma neste espaço, muito menos disso de impetuoso que nem sei o que significa porque hoje é domingo e os dicionários estão fechados)

      Bom domingo também para si, caro Observador. Beijinho.

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  2. Maria, porque ontem foi a festa de aniversário da neta (8 anos) os últimos dias andei atarefada, e não sei nada sobre o assunto em questão.
    Nunca li Valter Hugo Mãe, já tenho na calha para ler a seguir "A máquina de fazer espanhóis" que me ofereceram na semana passada, mas neste momento estou com pouco tempo e ainda não comecei.
    De modo que isto é um não comentário, apenas para que saiba que li o seu texto.
    Um abraço

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    1. É um tipo de escrita que, ou se ama, ou se odeia, tendo em conta o estilo do escritor. O livro que a Elvira diz que quer ler, é um livro onde não existem algumas regras que nos foram ensinadas em crianças na fase em que aprendemos a ler e escrever. Por exemplo, o facto de só usar minúsculas na escrita. Portanto o título não será escrito da forma como escreveu no seu comentário mas desta "a máquina de fazer espanhóis" a letra inicial não é maiúscula. O próprio nome do escritor é escrito em minúsculas. E mais coisas existem na escrita de VHM... a tal que faz com que uns não gostem nada e outros gostem muito. Não sei se o facto de muitos pais se insurgirem contra este livro, deste escritor especifico, não terá a ver também com isso (?)

      Abraço para si também, Elvira.
      (beijinho de parabéns para a sua neta)

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  3. Por partes.
    Não costumo ver o "Governo Sombra", logo não sei o que disseram não posso opinar.
    Quanto a VHM aprecio, e muito, a sua escrita. Tenho lido quase tudo o que tem publicado.
    Se há pessoas que não concordam, inclusivé, e principalmente os pais, com o aconselhamento do livro para leitura das crianças, aconselho, mas vivamente, que ouçam conversas das ditas, nessa faixa etária.
    Maria, não sejamos hipócritas, não queiramos "tapar o sol com a peneira", muitos deles têm um discurso em que o vocabulário está recheado de "perólas" que, ó, ó, talvez "ensinem" algumas coisitas a VHM.
    O que abomino estes falsos pudores, nem imagina.

    Tenha uma óptima semana.

    Beijinho, Maria.

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    1. GL, este texto teve a ver com o facto de num programa para adultos que passa à meia-noite, onde se ia discutir assuntos para adultos, existissem crianças pré-adolescentes a assistir. A idade será dos 9-14 anos. Aquilo foi ridículo. Oportunista.

      Tendo em conta o estilo do escritor em questão (só escrever em minúsculas e por aí adiante) será o autor a melhor escolha de leitura para crianças pré-adolescentes? Se sim, o que se deve sugerir a adolescentes (15-18 anos, penso eu) como plano de leitura escolar? Não existe neste "lapso" qualquer coisa mal plantada? Ou bem plantada? Depende do ponto de vista.

      Não podem os pais dizer de sua justiça, tratando-se dos seus filhos? Vivendo a malta em democracia (supostamente) por que razão é que se aceita pais que dizem achar bem este livro e, os que dizem não concordar, são insultados de imediato dizendo que são uma cambada de puritanos?

      Educação sexual nas escolas é igual a ensinar-se sexo nas escolas? Existirão diferenças?

      (eu cá acho que a alguma linguagem, comportamentos, que a maior parte de nós teve nessa idade, inclusive ler livros que não seriam próprios para a idade, às escondidas, com os amigos da mesma idade, normal, muito normal mesmo, o que acho estranho é que se coloque um visto de ok tratando-se de ser a escola o veículo para, ou já não se separa uma coisa de outra? pronto, admito que não sendo puritana, sou uma pessoa muito estranha)
      ...
      ...
      ...

      Boa semana, GL. Beijinho para si também.

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  4. Em princípio o programa é para adultos, mas...? Mas todos sabemos que o mesmo, e outros, agora permitem o acesso a qualquer hora.
    Ah, mas nem todos têm essa possibilidade, e tal, ... Pois!...
    Adiante.

    Conheço bem o estilo do VHM. Como refiro acima tenho lido quase tudo o que tem publicado, logo estou à vontade, logo estou em crer que a "plantação" até pode ser jeitosa, isto se partirmos do princípio que os "fundamentos da estrutura" estão bem sedimentados.
    Repare, Maria, funcionar só em modo espartilho pode ser pobrezito. Permitir o acesso a outros "voos" pode significar um passo em direcção a um mundo enriquecido. Isto sou eu a dizer, e vale o que vale.

    Que os pais podem, aliás é sua obrigação, acompanhar os filhos em todas as actividades curriculares, e não só, é um facto incontestável. Se são criticados? Como diz, e bem, tanto se criticam os que defendem como os que discordam, logo, a democracia...? Ui, é melhor ficarmos por aqui no que à dita diz respeito.

    Ora aqui chegados é que as coisas se complicam. Que tipo de educação sexual é dada nas escolas? Não conheço os curricula, logo, abstenho-me. Mas uma coisa penso ser do senso comum: ensinar sexo, não, não cabe à escola essa "missão".

    A este propósito, Maria, convido-a a fazer um exercício simples. Procure uma esplanada junto a uma escola. Á hora da saída sente-se, tome o seu cházito, uma torradinha ou o bolinho de que tanto gosta, e mantenha-se atenta às conversas dos adolescentes que a rodeiam. Garanto-lhe que terá uma bela surpresa, e olhe que estou a ser "boazinha".

    E mais não digo.

    Beijinho, Maria.

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    1. GL, estamos a falar de crianças pré-adolescentes (9-14 anos) é neste ponto e só neste que temos que nos centrar.

      Em casa quem permite o acesso a programas para adultos serão os pais, aí o problema é dos pais. Ou, se calhar e analisando bem o problema acabará, eventualmente, por ser de todos nós.

      As minhas únicas dúvidas serão estas:
      Qual a razão de a uma mãe que diz não achar a leitura adequada para a sua filha de 10 anos, se colar o rótulo de puritana no sentido mais pejorativo que existe? E qual a razão de a uma mãe que acha a leitura adequada para a filha de 10 anos, se achar que está certa e não se colar rótulo algum? É apenas isto que eu gostaria de saber. Isso e o estilo de escrita do autor ser ou não adequado para aquela faixa etária (?)

      Uma esplanada não é uma escola, GL. Uma escola tem uma função pedagógica e uma esplanada terá uma "função" de entretenimento. Penso eu.

      Tenha uma boa noite, GL.

      PS: Mais uma pergunta, sabe quais são as partes que muitos pais dizem não ter gostado no livro do VHM? Se entretanto souber e as quiser transcrever para aqui, eu cá agradeço :)

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    2. Ah, esqueci-me de dizer, sou completamente a favor de educação sexual na escola, mas não sou a favor que se ensine sexo na escola.

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    3. Maria, bem vistas as coisas acabamos por estar de acordo no essencial.
      A questão das díspares classificações às mães não terá muito a ver com "carradas" de hipocrisia? Não será por aí?

      A esplanada? Talvez não me tenha explicado devidamente. É óbvio que a dita nada tem a ver com a escola, mas é aí, nesse espaço em que todos estão à vontade, que quando o tema da conversa é sexo que muitos deles mostram estar muito bem (?) "esclarecidos".

      Maria, diga-me lá, onde é que afirmei concordar com essa coisa aberrante que seria ensinar sexo na escola?:(

      As partes que os pais não gostaram? Conheço um excerto, penso que será aquele a que a maioria de nós teve acesso, logo não vejo necessidade de o transcrever.
      Ah, mas se quiser, é só dizer.:)

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    4. Lá está, GL, dai eu achar que existem livros que terão uma determinada função, que serão adequados para uma faixa etária e não para outra. Para mim este livro do VHM não é, de todo, adequado para idades que vão dos 9-14 anos. Portanto, sim, na minha opinião este chamado lapso não me convence. Coisas minhas. O engraçado é que a minha atenção em relação a este assunto não se prendeu com as tais passagens do livro que geraram polémica, refiro-me a outras, daí a insistência nesse ponto do estilo do escritor. Se uma criança de 9, 10 anos, está na fase de aprendizagem, acho que baralha isso de ler textos só com letra minúscula, com outras regras de pontuação, sem parágrafos alguns, regras essas bem diferentes das que a escola determinou. Uma coisa é ser adulto e fazer as suas próprias escolhas, ler livros de Saramago, livros de VHM, ninguém tem nada a ver com isso, outra bem diferente é baralhar gente na fase de crescimento. Penso eu, mas que sei eu, não sou professora nem nada.

      Acho que que devem falar de sexo em esplanadas, na praia, no campo, com amigos, é perfeitamente natural, o que não acho normal é que seja a escola a querer impingir à força toda o tema através de livros de determinados autores e suas respectivas editoras. Daí a minha pergunta: qual o critério para escolher este e não aquele escritor? Eu admito que gostaria muito de saber.

      Eu não disse que afirmou, o que eu escrevi é que educação sexual e sexo são arquivados em gavetas diferentes, é que existe gente que escreveu por aí que as mães puritanas não devem saber que sexo é normal. Eu acho que sabem e até sabem que existe uma diferença entre ambos. Cá coisas da je :))

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  5. Pois é!:)
    Uma das finalidades(?) desta coisa chamada blogosfera foi concretizada.:)
    Tivemos oportunidade de trocar ideias, opiniões, formas de ver um assunto pertinente, o que é sempre super enriquecedor.
    Faça o favor de dizer sempre o que pensa, assim, sem peias, "cara a cara", porque assim deve ser, sempre.
    Se soubesse o quanto estou farta de "pessoínhas de plástico"!:(

    Beijinho, Maria.

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  6. Não gosto da escrita de VHM, melhor dizendo, peguei em dois livros e deixei-os a meio. Mas respeito quem goste.

    Não vejo esse programa mas transmitido à meia noite com assistentes de 8/14 anos é tudo meio esquisito.

    Li a parte da polémica do livro e como em tudo há os que são contra e outros não, mas fazer parte de um plano de leitura de alunos de 8/10 anos leva-me sempre ao mesmo ponto: negociata com retorno de livreiros/autores/editores...pois digam-me o contrário que eu gosto.
    Acho que é mais apropriado para o 11º e 12ºano, não porque não saibam mais, mas entenderão melhor a questão.

    As aulas sobre a sexualidade sempre foi uma treta para não falar trampa. Pretendem que as criancinhas aprendam o que já sabem? Pretendem que os adolescentes e jovens saibam mais quando praticam o que já sabem?

    Não sou a favor nem contra, o que disse é apenas a minha opinião, mas algo que deveria ser falado em casa e não havendo casa versus familiar serão os professores a ter essa competência? Quando há problemas bem mais graves que deveriam falar/debater como a violência etc, etc,? Valha-me um burro aos coices, tirem-me deste filme!!!!

    Sempre falei de tudo e sobre tudo com as filhas. Adverti e passei tudo o que sabia e que tanto vi, sem falsos moralismos, sem tornear, mentir ou florear e tudo nas idades precisas. Ora falar de sexo com uma filha de 6 anos, não será a mesma com uma de três e assim sucessivamente.

    Para exemplificar: à hora do jantar: mãe como é que eu fui feita? Como apareci? Foi assim, mais assado, mais frito, mais cozido e de repente diz: chega mamã, sabes porque gosto muito de ti? Diz lá filha! Porque eu já sabia de tudo, mas tudo e agora sei que NÃO ME MENTISTE apesar de ter nascido no dia das mentiras. Posso sair da mesa? Vou acabar os trabalhos de casa. Vai e se precisares de ajuda diz. Maria fiquei tão surpresa e guardei o riso que soltei quando ela foi brincar. Não a questionei onde e como soube, porque mais tarde saberia por ela...no tal diálogo construído entre nós as três e praticado /partilhado todos os dias!

    tinha a minha filha mais nova 5 quase 6 anos

    Beijocas

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    1. Fatyly, o programa não costuma ter crianças a assistir, nada disso, o que aconteceu é que tiveram a "brilhante" (activar o modo ironia) ideia de ir buscar crianças pré-adolescentes (diz que a faixa etária será dos 9 aos 14 anos) naquela de puxar o tema do livro do VHM e da polémica à volta dele. Foi isso que aconteceu. Ora, na minha opinião foi ridículo, é a minha opinião e vale o que vale.

      Eu cá acho que a Fatyly me entendeu, e digo isto porque escreveu isto: "negociata com retorno de livreiros/autores/editores...pois digam-me o contrário que eu gosto". Obviamente que uma pessoa não tem a certeza, mas aquilo do lapso não me cheira bem. Muito gostaria eu de saber a razão de sugerirem isto e não aquilo e, já agora, quem são as pessoas que seleccionam os livros. Serão os professores? Quer-me cá parecer que não, embora eu ache que não sendo deveriam de ser, afinal de contas são eles que dão aulas, logo, deveriam ser eles a ter a última palavra.

      Educação sexual é necessária nas escolas porque educação sexual aborda temas como métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez, aborto, resumindo, encarar o sexo propriamente dito com responsabilidade. O que os mais novos sabem ou aprendem com vídeos pornográficos, revistas, conversas, nada tem a ver com educação sexual, muito longe disso. É outro patamar, patamar esse que também existe só que não é essa a função da escola, daí eu escrever que educação sexual é diferente de sexo.

      Eu aprendi algumas coisas sobre educação sexual uns dois ou três anos após aprender a ler, a minha mãe tinha lá em casa, na estante, um livro género calhamaço sobre educação sexual, nem foi sequer necessário explicar quase nada, punha-me a ler aquilo sozinha, via as ilustrações e lá tentava perceber as coisas. Talvez, por isso, tenha sido uma jovem que naquela parte em que os rapazes fazem chantagem, quando pedem uma "prova" de amor, eu, de imediato, os mandasse plantar couves com outra :)))

      Boa noite, Fatyy.

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    2. Claro que a Educação sexual é necessária nas escolas, mas a disciplina do tempo das filhas era uma autêntica porcaria e a de hoje ao folhear e conversar com as netas, já é mais composta mas, aqui acrescento um grande "mas" com muitas lacunas. Não sei se o mesmo não passará pelo professor(a) que por vezes não são bons no que fazem. É nessa base Maria!

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    3. Claro, Fatyly, o ideal seria mesmo que fosse na base de esclarecer a malta mais nova de forma simples e acessível, a ver se se consegue chegar ao tal ideal.

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