sábado, 18 de fevereiro de 2017

Macarons (os docinhos que me tratam por querida sem me conhecer de lado algum)



Ó p'ra eles aqui com um ar delicó-doce. Com um ar de eternas princesas. Com um ar meio  plástico. Com um ar de não ter sequer ar algum lá dentro do sitio onde se costuma ter mais do que ar. São docinhos com um ar muito sonso, docinhos que me tratam por querida e eu, muita gente sabe disso, não gosto nada que me tratem por querida, vou aos arames quando me tratam por querida. A razão de não gostar do tal querida isto e querida aquilo, é simples, fiquei traumatizada com uma colega de trabalho com quem tive de conviver algum tempo, a coisa era sempre na base de querida para toda a gente, veio-se a descobrir que aquela "querida" era a pessoa que, assim, como quem não quer a coisa, denunciava todos os seus colegas, mais as colegas-mulheres. De ar sempre simpático e prestável, só que, nas horas vagas, era um género de bufo de saias. Os macarons fazem-me lembrar a tal "querida". Estou aqui a olhar para eles meio desconfiada. Pensando bem, não era nada má ideia dar-lhes uma dentada.

15 comentários :

  1. Olhe Querida, há muito tempo que não via a querida!
    Bom fim de semana
    E não gosto de macarrons
    Kis :=}

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    1. Eu sabia, eu sabia que alguém entraria aqui e iria chamar-me de querida. Olhe, AvoGi, para a próxima activo o alarme à porta do blog com um: tinoni, tinoni, aproxima-se suspeita/o... (ahahahah)

      Seja bem-vinda, entre sempre que achar por bem, mas sem o tal querida, de preferência ;)

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  2. Querida, querido, é palavra que não tenho hábito de dizer. Mas trato irmãs, sobrinhas e amigas por princesas. Às vezes até amigas virtuais. Também sou suspeita? Vai acionar o tinoni?
    Um abraço e bom domingo

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    1. Elvira, aquilo que escrevi no texto é verdade, tive uma colega de trabalho que era uma pessoa muito falsa, só que aquilo estava muito bem disfarçado, o facto de tratar quase todos por querida/o disfarçava as reais intenções que eram tão somente ganhar a confiança das pessoas, neste caso dos colegas de profissão e assim engraxar a administração passando-lhes informações que por vezes passavam por coisas tão mesquinhas como informar que a pessoa tal tinha chegado dois minutos e dezoito segundos atrasado/a.

      Sim, uma pessoa não tem outro remédio senão ir aprendendo a adaptar-se, a sobreviver, a um mundo cão. Em multinacionais aquilo por vezes é uma verdadeira selva, muita gente desconhece esta realidade.

      Tenha também um bom domingo, Elvira.

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  3. Aviso importante: vem aí ironia!
    Se uma coisa doce me tratasse por querido, eu ... comia-a :))))

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    1. Pois, as pessoas gostam de comer coisas doces e, vai daí, ah e tal tenho diabetes :)))

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  4. Ai, ai! Abomino tudo o que parece e não é, logo, abaixo os macarons.:)
    As queridas deste mundo? É, não passam disso mesmo, umas queridas de fugir a sete pés. Então entre pares?! Não sei se lhe diga se lhe conte.

    Tenha um bom Domingo.:)
    Beijinho.

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    1. Traumas de saias em modo macaron, é o que é.

      (li que isto dos maracons é um doce muito apreciado pelo sexo feminino, e eu, fiquei para ali a pensar que se continua a usar o rosa para as meninas e o azul para os meninos; tudo na mesma, como a lesma)

      Beijinho para si também, GL. Bom domingo :)

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  5. Subscrevo e é chamaram-me de "querida" e "amor". Como? mas ao contrário de muitos peço para não me tratarem assim. Cheira a falso e o constato é que quando abrem uma loja ou café...é tudo tão "quidinho" e um mês ou dois meses depois...vai lá vai:))

    Beijocas e um bom dia

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  6. Faltou dizer isto: desconhecia o nome desses bolos que já provei e não gostei nada.

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    1. Também tem razão, Fatyly, isso de alguém nos chamar de "amor" sem nos conhecer de parte alguma também enerva um bocadinho. Se uma pessoa tem nome próprio é gastar o nome próprio até à exaustão. Não há cá "amor" e "querida" para ninguém, é irem dar banho ao cão, mas é :)))

      Os macarons são muito lindinhos por fora, por fora, digo eu, de conteúdo não sei não.

      Tenha também um bom dia, Fatyly.

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  7. Bom dia, Maria :)
    A Maria acredita que nunca vi esses docinhos à venda? As pessoas ficam estilo "O quê????" quando eu digo isto, porque parece que são muito comuns... E eu, que sou a curiosidade em pessoa em questões de doçaria , até gostava de experimentar... Nunca vi... Ou sou eu que não associo a embalagem a eles, ou não sei... Costumam estar em que sítios?

    Por acaso acho estranho, tendo em conta que cada vez mais se reduzem os corantes alimentares, terem aparecido uns doces que aparentemente usam e abusam deles... Não faço ideia se fazem diferença se sabor entre eles ou se é apenas corante... Se calhar é um bocado por aí o sentido do post :) ... Sempre associei essas expressões de "querida" e "linda" e "miga" a falsidade... Mas admito que existam pessoas que usem essas expressões como forma de tratamento e não sejam falsas... Eu não gosto... Não me faz sentido... Não é a minha forma de falar... E desconfio sempre das pessoas que me falam assim... Poderão ser apenas pirosas , ter crescido em Cascais ou simplesmente terem apanhado esse hábito, mas eu não gosto...

    Bom resto de semana :)

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    1. Olá São,

      Os franceses é que, pelos vistos, gostam muito de macarons. Por cá existem à venda e penso que vai abrir uma outra loja (ou já abriu, não sei bem) numa zona bem no centro de Lisboa. É fazer uma pesquisa aí na sua zona e descobrir se existe algum sitio onde possa experimentar. Eu sou a favor que se experimente para se conseguir dizer se se gosta ou não. Pelo meu lado, admito que gosto mais de doces ditos tradicionais, embora não seja uma pessoa lá muito de doces. Ou pelos menos não os como em modo compulsivo.

      Tem razão, os corantes que provavelmente levam este tipo de doces faz com que não sejam do meu agrado. Aquelas cores fofiiiiiinhas, não me convencem :))))

      Nem mais, na mouche, falsidade é um termo muito apropriado para determinadas expressões que têm a capacidade de me tirar do sério. Esta do "querida" é uma delas. Desengane-se, São, não são só pessoas que cresceram em Cascais que as usam, nada mais errado. Quando se é falso, tanto se é morando em Cascais, como se é morando em Odivelas de baixo. Pessoas serão sempre... pessoas com tudo o que isso possa arrastar ou revelar.

      Eu trato as pessoas pelo nome próprio e de forma directa, só trato por doutores os médicos e nalguns casos, advogados. Todas as outras pessoas sejam licenciadas ou não são tratadas com o mesmo respeito, pelo nome próprio. Tal como corrijo sempre que alguém me quer colocar algo antes do Maria, sou apenas Maria. Ponto. E sou uma pessoa igualzinha às outras, diferente apenas na minha postura na vida e nas coisas em que acredito.

      (abro um parêntesis para o tratamento de pessoas de uma determinada geração, já de certa idade, que trato pelo habitual senhor Manuel ou dona Antónia, é preciso perceber a diferença, a estas pessoas o tratamento só pelo nome próprio, sem o "senhor" ou a "dona" antes do nome, pode ser considerado uma falta de respeito, temos de respeitar...)

      Tenha um bom dia, São :)

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    2. Bom dia, Maria :)
      Eu acho que a Maria me entendeu mal na parte das pessoas de Cascais :D ... Eu não quis dizer que elas eram falsas, quis dizer, isso sim, que gostam dessas formas de tratamento... Pelo menos, é a ideia que temos. O que eu quis dizer foi: Podem ser apenas pirosas, ou ter crescido em Cascais (logo, não necessariamente falsas) mas a mim transmitem ideia de falsidade...

      Eu gosto de respeitar as pessoas e acho que isso passa um bocado por tratá-las como elas gostam de ser tratadas. Custa-me o mesmo, sinceramente. Não pago mais por isso. Se uma pessoa, por algum motivo, por educação que teve ou o que for, preferir que a trate de determinada forma, eu trato-a assim... As formas de tratamento dariam pano para mangas... Em tempos idos, só seria senhor ou senhora, ou D. (dona) quem tivesse um determinado estatuto... Ainda me recordo de ouvir a minha mãe dizer, durante a hora de almoço ao meu pai "Sabes, hoje até ouvir chamar senhor a um preto!"... Sim, eu ouvi isto...

      Passa muito pelo tipo de pessoa, pela confiança que se tem com a pessoa, enfim... Depende de muitos fatores.

      Agora, deixe-me fazer um aparte e dar a minha opinião sobre uma coisa que discordo , em absoluto , da Maria ( e de tantas pessoas que já vi dizerem o mesmo, é curioso) e que já não é a primeira vez que vejo a Maria dizer. Mas é um erro (a meu ver é erro, pronto) muito comum. Lá está: está culturalmente enraizado, que é questão de só tratar por doutor os médicos e os advogados. A meu ver, e, a sermos rigorosos, está errado. É mais um estereótipo. E o argumento que uso é simplesmente este código que estamos aqui a usar: a Língua Portuguesa. Tão simples como isto. A sermos rigorosos , é doutor quem é doutorado, ou seja, quem atingiu com aproveitamento o grau académico de doutoramento. Língua Portuguesa. Nada mais :D ... É o nível 8 dos estudos. Há , basicamente, três graus académicos, depois de extinto o bacharelato (embora, o correspondente , nível 5, continue a existir): Licenciatura, Mestrado e Doutoramento. Ora, se querem que seja diferente, mudem as designações, porque enquanto assim for, e seguindo apenas a Língua Portuguesa, é, a sermos rigorosos, doutor, quem atinge o grau de doutoramento, ou seja, quem é doutorado. O que significa que pode ser médico ou advogado e não ser doutor e ser professor , jornalista ou economista e ser doutor. Pode ser licenciado em medicina e, portanto, exercer medicina, ser médico e não ser doutor. Doutor não é profissão, mas grau. Quer a Maria queira quer não, o JRS é doutor :D ... E porquê? Porque atingiu o grau académico de doutoramento. Língua Portuguesa, apenas...

      Agora, outra coisa são os hábitos que se criaram , pronto. Antigamente, as únicas pessoas com estudos com quem o povo tinha contacto eram os médicos e os advogados, de modo que, eram esses os doutores... Claro que havia os professores, os engenheiros e os padres, mas esses tinham uma designação e forma de tratamento específica... Curiosamente, o senhor com a forma já caiu em desuso... Hoje em dia ninguém diz "Senhor doutor" , "Senhora professora", "Senhora engenheiro"... Sinais dos tempos... Usos... De modo que também percebo quem , como a Maria, tem o uso de tratar só por doutor os médicos e os advogados . Mas é apenas um uso. Porque pela Língua Portuguesa e, a sermos rigorosos, não podemos dizer que não é doutor uma pessoa que atingiu o grau de doutoramento. É uma contradição, Se a pessoa fez o doutoramento é doutor. Ponto. Se depois quer que o tratem assim ou não, isso já é outra história, mas depois caímos no mesmo :)

      Ui, tenho que ir a correr... Abraço :)

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    3. Olá São,

      Eu acho que o tratamento nada tem a ver com a confiança (respeito a sua opinião, evidentemente) tem a ver com respeito. Mas isto sou eu que quando entrei para o mercado de trabalho, ali por volta dos 23 anos (+-) e, tratei no primeiro dia de trabalho na empresa o Director Geral por Dr., ele olhou muito sério para mim e disse-me com um ar também ele muito sério só naquela de me assustar: se a Maria me voltar a tratar por Dr. despeço-a de imediato e com justa causa... Voltou-me as costas e foi-se embora (mais tarde apanhou-me no corredor riu-se e explicou-me que ali não existiam Drs. mas sim pessoas com nomes próprios, era essa a filosofia da dita empresa). No inicio custou-me tratá-lo pelo nome próprio, era muito novinha e aquilo era gente da alta, em profissionalismo, em cultura, entretanto percebi que dentro da empresa, naquela área específica, sendo a maioria licenciado não estão nem aí para os títulos. Aprendi muito com as pessoas com quem tive o privilégio de trabalhar até agora.

      Achei piada (e não lhe vou explicar a razão) à explicação que a São me deu sobre graus académicos. É que eu sei disso de trás para a frente e vice-versa, mas, lá está, não vou aprofundar a razão porque o sei :)))))

      Doutor neste caso e para mim porque é a pessoa que exerce medicina. Ponto.
      Advogados só e porque trabalhei com alguns durante algum tempo naquela de saber se era por ali que queria ir no futuro (não foi, nada tem a ver comigo) e é apenas por ser uma área muito austera, digamos assim.

      Abraço, São :)

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