sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

E quando uma pessoa está ali quase naquela de desistir disto de ter um blog e escrever...

... eis que resolvo dar um salto a um blog de que muito gosto e faz-se luz. Afinal existem pessoas  que dão vida a blogs que passam muito boa energia, pessoas com as quais me identifico na parte da mensagem. Este pequeno excerto do texto da autora é a prova disso. É brilhante na parte de ser sofisticadamente simples. 


(para ler o texto completo é clicar no pequeno excerto do link)

10 comentários :

  1. Desconhecia a 'Mãe Preocupada', senti-me impelido a espreitar, levado pelo pequeno excerto do link, e, o mínimo que posso dizer é que me surpreendeu positivamente.
    São, da facto, pessoas como a 'MP' que dignificam a blogosfera e nos levam a pensar que afinal vale a pena continuar.

    Agradeço a partilha, estimada Maria.
    E vamos lá deixar de pensar, ainda que só de vez em quando, em "(...) desistir disto de ter um blog e escrever (...)".

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se o caro Observador voltar e, se se quiser dar a esse trabalho - não é obrigado, evidentemente - diga-me quais foram as ilações que tirou do texto em questão? Era interessante perceber a forma como as pessoas que leram o interpretaram :)

      É uma das bloggers que melhor escreve na blogosfera, não é a única, mas está sem dúvida um patamar acima.
      ...

      (a minha vontade disto de escrever num blog começa a ressentir-se, quando entro em esforço é um instante para que tudo o resto desapareça, se tal acontecer não deixou de ser uma boa experiência, uma boa viagem)

      Eliminar
  2. Fui lá Maria. Não foi a primeira vez que lá fui, e da outra vez também por indicação sua.
    O texto é muito bom. Acomodamo-nos à rotina do dia a dia, ao conforto do nosso silêncio, é-nos indiferente que ande para a esquerda ou para a direita, desde que não implique alterações na nossa vidinha. Estamos a transformarmo-nos em máquinas. Pomos de lado quem é física ou socialmente diferente, porque essas pessoas normalmente dão "chatices", e nós não queremos isso. Criticamos os outros mas não apresentamos soluções, olhamos para o lado só para não discutir ideias.
    A rotina mata mais que qualquer doença e a humanidade parece encaminhar-se para a autodestruição.
    Um abraço e bom fim de semana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Escreve muito bem, a blogger em questão. Pois, eu tenho essa mania de trazer até aqui, esporadicamente, textos que me dizem muito. Este foi um deles.

      Também gostei muito da forma como interpretou o texto da blogger, porque também o vi, o li, de forma idêntica. Dá para pensar e reflectir. É realmente muito bom.

      Tenha também um bom fim-e-semana. Um abraço para si também.

      Eliminar
  3. Se nos dermos ao trabalho de deambular um pouco por aqui e por ali, por vezes temos gratas surpresas.:)

    Sigo a Mãe Preocupada há bastante tempo e, de facto, nunca saímos defraudados da visita.

    Não há dúvida que a têndencia da maioria está em acomodar-se. Fazem o seu percursozito sem grandes ambições, e depois? E depois enquistam. O patamar que impõem a si próprias é baixinho, logo, o resultado só pode ser esse.
    Contudo, e se olharmos atentamente à nossa volta, penso que há alguma tendência em inverter esse processo.
    A nova geração está a revelar-se uma belíssima surpresa, com gente muito boa, reconhecida internacionalmente, e isto em diferentes áreas do saber.
    Uma lufada de ar fresco, muitos dos nossos jovens, o que só nos pode alegrar e encher de orgulho.
    Muitos deles são a antítese do "nem boi nem vaca, nem raiva nem paixão, nem para trás nem para diante". Muito pelo contrário. Sabem muito bem o que querem, para onde ir, que metas alcançar.

    Beijinho, Maria.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Gl, eu interpretei este texto de forma um pouco diferente, penso que este texto se refere a uma geração acima dos trinta anos que se vai acomodando. Portanto não se concentra nos jovens.

      Nem vamos mais longe, sou uma pessoa que se chegar aos 90 anos e se ainda me encontrar minimamente lúcida vou continuar a fazer perguntas, querer aprender um pouco mais, embora muita gente ache estranho uma postura de adulto que parece ainda se encontrar na idade dos porquês, quando isso de perguntar é coisa de crianças, ou seja, quase que é a sociedade que nos impõe certas coisas, coisas essas que ficam bem numa idade mas já não ficam bem noutra. A sociedade é que nos obriga a envelhecer antes de tempo. Há relativamente pouco tempo escrevi por aqui, algures, que gosto de praticar, de quando em vez, slide, ora, pode ser interpretado como se ainda tivesse 25 anos, quando não tenho, ainda não cheguei à meia idade, um dia lá chegarei, no entanto estou longe de ter 25 anos. Slide é uma actividade que pode ser vista como algo para gente na casa dos vinte, puro engano. Também gosto de karting, provavelmente muita gente achará que é coisa de gente também na casa dos vinte, engano também. Uso em ambientes informais calças com alguns rasgões e, também isso, pode ser considerado para gente de 18 anos. O que quero dizer é que o mundo mudou muito, as posturas mudaram, o modo de viver de muita gente é diferente do habitual, no entanto existe uma parte do mundo que não nos deixa respirar, a partir dos tais 30 é como se nos dissessem: agora vais entrar na fase do: vai-se andando... É aí que se começa a envelhecer muito tempo antes de termos realmente envelhecido. É triste e frustrante isto dos espartilhos que os outros teimam em nos impor.

      Beijinho para si também. Bom fim-de-semana.

      Eliminar
  4. Não ando desaparecido, Maria, tenho até lido alguns dos seus posts. Comentar, contudo, é outra coisa, pois a Maria tem uma forma de se expressar (e deduzo que de estar) que não se compadece com palavras de circunstância.
    Este comentário não visa este post, em especial, mas a forma, e o conteúdo, de como a autora se assume, grita ao mundo que existe, que é um ser com uma individualidade muito própria, que não está nada virada para trivialidades, a não ser que lhe apeteça. Diz o que pensa, o que sente, o que lhe agrada e desagrada, mas sem colagens a ideias feitas, a não ser pela própria. Dito isto, considero o Amanhecer Tardiamente um espaço onde se exercitam, livremente, ensaios de escreviver, em que a convicção e a genuinidade andam, frequentemente, de mãos dadas, com um ou outro assomo, aqui e ali, de maior entusiasmo. Em suma, este é um espaço que respeito muito.
    Continue a escrever, escreva muito...

    Abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu tenho é um enorme respeito pelas pessoas que por aqui comentam. Pode não transpirar mas estudo cada uma de forma discreta e, o AC, saberá, porque já tive oportunidade de o escrever em comentários lá mais para trás, que gosto muito do que por aqui vai deixando em forma de palavras. São comentários que chegam ao lado de cá de forma muito tranquila e muito positiva.

      Admito que não tenho, nunca tive, muito jeito para saber responder a pessoas que me tratam bem, parece que fica sempre aquém daquilo que deveria ser respondido, talvez porque a vida obriga-nos, ensina-nos, é a saber defender-nos daqueles que nos tratam mal, e só por isso fico sempre sem jeito quando alguém me diz coisas simpáticas. Não sei o que responder. Neste caso vou limitar-me a escrever muito obrigada. Um muito obrigada enorme.

      Um abraço para si também, AC.

      PS: E como sempre o seu comentário foi certeiro na parte em que escreveu "não se compadece com palavras de circunstância". Tenho realmente muita dificuldade nessa parte. Sempre tive.

      Eliminar
  5. Já leio a MP embora ainda nunca tenha deixado um comentário.

    Li e reli o texto que referes e numa simplicidade está lá tudo espelhado o tal acomodar de pessoas de qualquer geração no seu dia-a-dia. É um murro no estômago, melhor na cabeça oca de muitos que caladinhos não são capazes de entornem um niquinho de café só para não terem trabalho. Pensar, dar a volta, questionar, abanar para que acordem da letargia em que se encontram, ser curiosos, mudar - como tu também o fazes em muitos posts - não é fácil, mas é de uma energia altamente positiva que só me faz bem e sobretudo crescer/aprender/mudar/lutar!

    Desta vez li os comentários e Maria subscrevo tudo, mas tudo o que foi dito pelo AC, eu jamais o faria tão bem como ele!!!!

    Um bom domingo e agora sim...lá vou eu com os tabuleiros de arroz, buscar a mãe e ir para a algazarra de uma "cambada de índios" com penas na cabeça ou sem elas e digo-te que é com pena que não possa ler o resto, mas prometo voltar, caso não corras comigo!

    Beijocas

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fatyly, esta blogger do link tem um blog com a caixa de comentários fechada, ou seja, escreve mas não permite (permite entre aspas) comentários. É como se fossem páginas de um livro, páginas soltas, em que o principal objectivo é ler e reflectir. Eu gosto, acho que são pessoas muito mais livres nisto de escrever, e, bastante corajosas. É que por vezes é triste ver em determinados blogs, bloggers que escrevem textos muito bons e vê-se uma quantidade enorme de comentários que bem espremidos, mesmo muito bem espremidos, não sai sumo algum, aquilo é tudo na onda do: 'concordo' ou 'gostei' ou 'também acho' ou 'obrigada pela visita' ou 'lol' e coisas do género, não é que não seja simpático tudo isso, mas acho que a pessoa que escreveu o texto deve sentir-se muito frustrada, afinal a intenção de um caixa de comentários não será aquilo do estatisticamente falando mas, na minha opinião, trocar opiniões de forma a enriquecer um pouco ambas as partes. Mas esta é a minha forma de estar na vida, estranha, talvez.

      É bem verdade aquilo que a Fatyly escreveu, eu realmente também tento "abanar" um pouco as coisas por aqui, só que normalmente o fruto do coqueiro cai-me todo em cima. Ah, pois é!

      Divirta-se, Fatyly, e tenha um óptimo domingo :)

      Eliminar