terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

É Carnaval e, se calhar, o mundo leva a mal (quem é João Braga, afinal?)

O que é que a malta responde ao ler coisas destas? Pessoas que do alto da sua soberba acham que liberdade de expressão é sinónimo de serem grosseiros a roçar o preconceituoso?


Entretanto e só naquela de me cultivar, resolvi dar um salto ao dicionário e trouxe de lá só uma parte que me interessou particularmente de modo a que fique bem colada a este fadista em particular. Apenas ao senhor João Braga, não estou de modo algum a generalizar. 

Fadista:
"Nome dado antigamente em Portugal, e especialmente em Lisboa, a certa classe de indivíduos considerados de baixa condição, desordeiros ou rufiões, que frequentavam tabernas, tinham modos e falar especiais, e usavam nos seus folgares, cantar e tocar o fado".

Maria recomenda ao senhor João Braga que se afaste de tabernas.

(e Maria também gostava de ver este fadista ser entrevistado por alguém assumidamente gay, quem sabe também isso de ser preto ao mesmo tempo, apertar o senhor lá onde gente grosseira deve gostar de ser apertada, caramba, acontecem coisas neste país que só envergonham as pessoas que por cá moram)

12 comentários :

  1. João Braga é, sempre foi, um desorganizado mental.
    Há muito, de mau, para dizer sobre este 'senhor' mas não temos espaço, nem tempo.

    De muito mau gosto o que JB disse na alusão ao 'Moonlight'. Tão mau que apetece chamar-lhe reles. A ele, o cantor que diz ser fadista.
    Resta saber se JB está disposto a aceitar a sua sugestão, caríssima Maria. Afastar-se das tabernas? Não é capaz.

    Por mim, entalava JB de forma a causar-lhe a maior dor e desconforto possíveis.

    Tenha, Maria, uma boa terça feira que dizem ser de Carnaval.
    Beijinho

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    1. Já ouvi este senhor falar muitas vezes, e uma das coisas que lhe é característica, que salta logo à vista, é a forma inchada como se expressa. Não gosto particularmente de gente inchada, apetece ir ali, devagarinho, com um alfinete, e espetar num sitio qualquer para ver se desincham. Nesse desinchar quem sabe se não deitam fora porcarias acumuladas.

      Ninguém está aqui a dizer a João Braga que tem de, obrigatoriamente, gostar do filme "Moonlight". Há quem não goste e que saiba argumentar não se resumindo a uma coisa básica, reles (como o caro Observador bem escreveu), preconceituosa, grosseira, como aquilo que JB escreveu. Não se trata de ser politicamente correcto nas opiniões, trata-se de elevar o teor das opiniões, sejam elas quais forem. Esta forma de João Braga se expressar está ao nível das opiniões de tabernas de quinta categoria.

      Beijinho para si também, caro Observador.
      (não ligo muito ao Carnaval, gosto de ver a alegria das pessoas, mas tudo o resto passa-me ao lado)

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  2. Cruzei-me imensas vezes na rua com esse senhor a quem eu apelidava de peneirento.

    Não sei bem o que se passa na cabeça dos da minha geração que volta e meia dizem bacoradas como essa. Há liberdade de expressão? Sim, há...mas tudo tem os seus limites e com 71 anos deveria ter mais cuidado não vá um dia algum familiar surpreende-lo, porque a vida tem dessas coisas ó se tem e já vi muitos engolirem sapos!

    Enfim...que o senhor do Além ponha JB no sitio, porque isto de ser Nobre e já com o mínimo de "touradas" tem muito que se lhe diga:)))

    Um resto de boa tarde


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    1. Pois, 71 anos...

      Existem pessoas que são como certas castas de vinhos, uns apuram a qualidade com o passar dos anos, tornam-se vinhos de excelente qualidade, e outros simplesmente azedam. Não é necessário, sequer, dizer em que parte da adega se encontra neste preciso momento João Braga.

      O que é lamentável é a situação que este senhor provocou, tanto provocou que os comentários no Facebook (penso que já não dá acesso publicamente no momento) já iam em cerca de 300, muitos deles de pessoas que também resolveram usar daquilo de serem grosseiros e vai daí a situação descambou de tal forma que se tornou numa peixaria a céu aberto com cheiro a podre. E tudo isto é triste e, pelos vistos, tudo isto é fado. Bah!

      Dizia o senhor João Braga às tantas a tentar defender-se do ataque das redes sociais lá pelos arredores dos Facebooks desta vida, que apenas se limitou a usar ironia quando se referiu a gays e pretos. Eu cá acho que a idade de 71 anos baralhou o senhor João Braga. Ser irónico é chamá-lo de senhor neste contexto.

      Nobre como as salsichas em lata? :)))))
      ...

      Tenha também uma boa tarde, Fatyly.

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  3. Conheço muitas pessoas na nossa geração, que são assim. preconceituosas. Geralmente, são filhos de gente sem instrução, e também eles não tiveram grande instrução. Repare Maria, que não estou a dizer que toda a gente sem instrução é assim. Eu não a tive e não sou assim. Nem estou a defender o João Braga de quem não gosto por declarações muito anteriores a esta. Estou a dizer que infelizmente conheço muita gente da idade dele que pensa assim. Muitos deles pagam pela língua. Tenho um na família , para quem os jovens de cabelos compridos e barbados eram drogados, as moças com tatuagens eram drogadas e p****. A filha, que é formada em letras, tem várias tatuagens, e o genro, um dos mais conceituados arqueólogos portugueses, tem cabelos compridos, tatuagens e barba.
    Enfim esperemos que na geração seguinte à nossa, que anda pelos quarenta e tal, já não existam pessoas capazes de tais barbaridades.
    Um abraço

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    1. Elvira, também conheço pessoas até de mais idade, veio-me de repente à ideia um senhor de 82 anos com quem gosto muito de conversar, não terá muito mais do que a 4ª classe antiga, e quando uma pessoa o ouve falar de todo o tipo de assuntos, fica boquiaberta. É aquilo que eu considero um senhor, no verdadeiro sentido da palavra, e um senhor muito culto, muito bem formado. Culto à custa de gostar muito de ler. É aquele senhor que eu já mencionei por aqui, que resolveu tirar um curso de informática aos 70 e tal anos. Este tipo de pessoas são pessoa com muito valor, independentemente da idade que tenham e ó se ensinam bastante aos mais novos. E mais novos não quer dizer que tenham 18 anos.

      Eu acho que o facto de alguém ser filho de outro alguém sem instrução alguma, na base do preconceituoso, grosseiro, não deveria ser pretexto para se querer seguir o mesmo caminho. Deveria acontecer exactamente o oposto, querer ser melhor. Mas que sei eu...

      Pelo que li no Facebook de JB quando estava disponível (penso que já não está) o perfil dizia que é um utilizador ligado às artes. Ora, isto é dar muito mau nome ao mundo das artes. Enfim, algumas figuras públicas apanharam-se com Facebook e é o que se vê. É o João Braga. É a Maria Vieira... parece que os dois têm algo em comum, defendem o Trump. Ainda bem... para eles.

      Vai existir sempre gente capaz de barbaridades, infelizmente, só que o mundo espera sempre que as gerações mais velhas consigam dar o exemplo às mais novas. Eu cá não tenho qualquer razão de queixa dos meus avós, antes pelos contrário.

      Um abraço para si também, Elvira.

      PS: Esse exemplo que deu, da sua família, é sintomático.

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  4. É verdade que sim amiga. O senhor que diz, e felizmente muitos mais, Mas há uma larga faixa de homens nessa idade que saíram da tropa, arranjaram empregos em lojas e fábricas, e nunca leram outra coisa que os jornais desportivos. Depende muito das pessoas. Meu pai aprendeu a ler com o filho do patrão. Nunca foi à escola. Mas adorava ler, e sempre me incentivou a ler e a escrever. Minha mãe, não sabia ler. E dizia que a leitura não enchia a barriga a ninguém, que só servia para nos dar a volta à cabeça. E era quase 10 anos mais nova do que o meu pai. Por isso eu penso que é uma questão de mentalidade. E o JB, já demonstrou em outras ocasiões, que é retrogrado e preconceituoso.
    Um abraço

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    1. A parte em que a Elvira escreve: "Minha mãe, não sabia ler. E dizia que a leitura não enchia a barriga a ninguém, que só servia para nos dar a volta à cabeça"... Ainda acontece, infelizmente, em pleno séc.XXI. Há mais ou menos três meses ouvi duas pessoas de idade, também da geração dos 70, conversavam, uma delas dizia que a neta de 20 anos tinha arranjado um emprego como caixa de supermercado, a ganhar uma miséria, pelo que ouvi, mas mesmo assim a avó estava muito satisfeita e dizia que era muito bom que a neta ficasse ali, tinha trabalho. Ou seja, para ela aquilo era um trabalho para a vida, com futuro, não era temporário. Deu-me um aperto no estômago, naquele momento.

      (acho que aquilo está mesmo feio para o lado do João Braga, já está a SOS Racismo em cima do assunto, eu não disse que as figuras públicas, pelo menos algumas, não deveriam ter Facebook?)

      Tenha uma boa noite, Elvira.

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  5. Há pessoas assim, para quem a vida se resume ao lado confortável do bandulho: um bom bife, uns copos à maneira, as emoções da tourada, meia dúzia de compinchas para, em pleno petisco, debitar umas piadolas para melhor gaseificar a digestão. A seguir, venha o fado. O mundo à volta? Que se phonix!
    JB, salve a publicidade, é uma apreciável marca de whisky. Não confundir com qualquer mistela destemperada.

    Uma boa noite, Maria :)

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    1. Emoções da tourada, piadolas, copos, e, não esquecer o... Facebook. O Facebook nas mãos de algumas pessoas públicas é coisa digna de se ver. Entretanto queixam-se estas pessoas que as redes sociais são uma infâmia. Pois, parece que os próprios estão a dar uma grande contribuição também para que o seja.

      Haja algo que se aproveite nesta história toda, se tiver de ser uma marca de whisky, será bem-vinda.

      Boa noite para si também, AC :)

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  6. Ui, Maria, que caminhos estes!
    Tenho lido alguns comentários acerca do filme que me deixam, como direi, não à beira de um ataque de nervos, mas à beira de um ataque de fúria.
    Lá está, já não tenho um mínimo de paciência para aturar aqueles a quem falta tudo, até o bom senso, algo que dá imenso jeito, muito, mas muito principalmente aos próprios.
    A tal criatura que avançou com essa "teoria", a tal dos gays e pretos?
    Dá licença que me retire? Estou a ficar um pouco nauseada, e antes que seja tarde...

    Também li "pérolas", a maioria escrita por mulheres, as tais pseudo criticas que... ó, ó nem lhe digo, nem lhe conto! Aquelas almas teriam visto o filme? Não teriam passado o tempo todo - uma modernice, e das melhores! - de telemóvel nas delicadas mãozinhas a ver o que se passava, por exemplo, no Facebook? Ver não viram, de certeza. É que uma coisa é olhar, outra, e bem diferente, é ver.
    Ui, ver, dá muito trabalho, logo, não é para todos!...

    Continuação de uma boa noite, Maria.
    Beijinho.

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    1. GL, começo a achar que as figuras ditas públicas, como é o caso deste fadista, João Braga, que provavelmente muito criticam as redes sociais e as pessoas que as utilizam em modo "vomitómetro", talvez sejam as primeiras a não saber dar o exemplo. Foi o caso.

      Penso que seria (e é) muito positivo se todos nós disséssemos o que realmente pensamos, mas dizer o que se pensa, de maneira frontal, directa, não é ser grosseiro, preconceituoso, insultar os outros de forma gratuita, tem de existir por ali, sempre, um argumento bem esgalhado (passo a expressão) uma forma construtiva de expor ideias. Até pode entrar no campo da palhaçada, é saudável, só que existe sempre uma linha que não se pode ultrapassar, eu pelo menos tento, esforço-me, para não a ultrapassar.

      Teria sido, sim, positivo, se o fadista tivesse usado o Facebook para escrever a razão de não ter concordado com a atribuição do prémio ao "Moonlight", não podemos todos gostar do mesmo, é um facto, mas referir-se de uma forma tão básica, tão preconceituosa, só lhe retirou toda e qualquer razão, para além de o ter catapultado para o lado de pessoas que só fazem com que o mundo ande para trás em vez de andar para a frente. É o retrocesso a querer dar cartas pelas mãos de alguns. Não pode e não deve acontecer, na minha opinião.
      ...

      Beijinho para si também, GL.

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