quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Breve história de um poste, não de um post (poste, aquilo que está fixo no chão)

Era uma vez um poste muito teimoso que não queria sair de sua casa. Tinham-lhe dito que a sua casa era na rua, que teria de se manter numa posição digna, sempre na vertical, portanto, não poderia mover-se quer para um lado quer para outro se entretanto se apercebesse que um transeunte mais distraído fosse de encontro ao seu encontro - a abundância do que quer que seja é digna de registo. Desta parte o poste não gostou lá muito, e vai que o transeunte na sua passagem apressada lhe riscava as paredes de casa? Quem pagaria a tinta de madeira à prova de água que é caríssima? O poste amuou e ainda mais se verticalizou na sua posição de que não são só as árvores que morrem de pé, postes dignos também reclamam para si tal estatuto. O estatuto de morrer de pé ainda que sejam atropelados por jornalistas distraídas, profissionais, empenhadas, que sabendo muito da sua profissão, não percebem nada da vida selvagem, difícil, de postes que vivem nas ruas da amargura. Seria o final da história se de repente não entrasse o Pinto da Costa qual furacão em dia de calmaria.  Das esplanadas mais próximas voaram guardanapos brancos, abraçaram-se assustados, ansiosos, com seus coraçãozinhos de papel, pequeninos e palpitantes, abraçaram-se todos ao poste que, coitado, lá teve que lhes abrir a porta (inventada) de casa só naquela de os abrigar da tempestade que surgia no horizonte. Abriguemo-nos, também, irmãos!

Breve ilustração animada só para compor a história de terror à portuguesa.


Afinal em que é que ficamos?

Foi o poste que quis entrevistar Pinto da Costa?
Foi o Pinto da Costa que empurrou o poste?
Foi a jornalista que quis ter um envolvimento meramente profissional com o poste?
Foi o poste que estava atrasado para o trabalho e empurrou a jornalista?

Eu, francamente, acho que é preciso legislar postes e, para ontem, se não for pedir muito, porque existem situações que requerem medidas drásticas e urgentes. Tenham medo, tenham muito medo de postes, eles são potenciais serial killers. Agora vou para dentro não vá um poste com saias cair-me em cima.

4 comentários :

  1. Antes de falar sobre o tema, digo-te que condenei, como um momento menos feliz, a atitude de Ronaldo ao sacar o micro e lançá-lo ao rio, mas sem proferir nenhuma palavra daí eu dizer "menos feliz".

    Vi e revi o que aqui puseste e toda esta cena entristece-me muito porque de facto o PC deu um passo mais para junto do poste e consequente empurrão (diria mais um encosto) à jornalista mas que no video está barrado pela informação do ou no rodapé... e pimba no poste.

    Se ele fosse um homem com H grande, o que para mim não é de todo e nem nunca foi, o seu gargalhar sarcástico sem largar o telemóvel é prova do acto praticado e do homem que é. Pode ter razões e ou não gostar do CM, mas quem quer ser respeitado deverá respeitar o que não é a praia dele, ou seja não proferir qualquer palavra. Mais, vinham outros do lado direito a fazerem perguntas. Depois a entrada triunfal rodeado com o seu staf de????? e tirar fotografia, enquanto outro respondia mal ao do CM e ao da SIC. Que confusão!!!

    Todos fazem este tipo de informação, mas o certo é que segundo me dizem, mal ocorre alguma situação do nada aparece um(a) jornalista do CM. Ganharão à comissão?

    Lamento dizer-te Maria que tenho imensa pena desta juventude usada nesse tipo de jornalismo. A meu ver a justiça e os organismos policiais deveriam trabalhar a par com os jornalistas como se faz noutros países. Não havia fugas de informação e muito menos esta correria e tempos de espera deste pessoal, a mando de uma direcção para obter audiências.

    O teu texto está magnífico e digo apenas que o único que não é culpado de nada é o poste:)))

    Vou dormir não vá um poste de calças cair-me em cima:))))

    Um bom serão

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    1. Tal como a Fatyly, eu também vi e revi e continuo indecisa, se por um lado parece que existiu ali num segundo um toque de Pinto da Costa à jornalista que a fez esbarrar no poste, se voltar a ver parece que foi a jornalista que naquela ânsia de fazer perguntas a Pinto da Costa nem sequer viu o poste à frente e, vai daí, foi contra ele, ele o poste.

      Mas, a bem dizer, a verdade verdadinha, é que me diverti com esta história do poste, o ambiente anda tão pesado neste nosso Portugal que por vezes é necessário fintar as agruras da vida com um toque de humor :)))

      Tem razão, aquilo foi toda uma confusão que só visto, no entanto deu para rir, eu admito que me ri com tudo aquilo.

      Não gosto da forma de "actuar" da CMTV. Não gosto do CM, mas isso não impede que se separe águas...

      Tenha uma boa noite, Fatyly.

      PS: "Um poste de calças"... (ahahahah)

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  2. Se há quem não suporte os CM's (jornal e TV) sou eu. Não posso é admitir que uma trabalhadora em exercício de funções seja maltratada quer verbal quer fisicamente.
    Tinto da Tosta, perdão, Pinto da Costa, é, sempre foi, um deteriorado mental. Disse o que disse naquela de confirmar que é um ordinário sem escrúpulos. Já o macaco Madureira, roubou o microfone que a jornalista usava e encostou-lhe a mão à cara, ainda que de forma suave.
    Costa e Madureira são dois anormais que não merece~m o ar que respiram.

    Onde entra o poste? Hummm, não vou lá ;)

    Beijinho, senhora Maria.

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    1. Pinto da Costa não prima pelo seu lado polido, todos sabemos disso, mas aí nem Bruno de Carvalho nem Jorge Jesus, agora, acredite que fiquei mesmo na dúvida quanto a esta situação do poste. Não dá mesmo para perceber o que se passou porque aquilo é demasiado rápido, ou então para esclarecer a situação teríamos que ver a coisa num outro ângulo.

      Onde entra o poste? Então, mas o problema todo é à volta do tal poste. O caro Observador não viu o vídeo?

      Beijinho para si também e um bom fim-de-semana :)

      PS. Isso de roubar o microfone foi algo que não fez sentido algum. Homens na onda do adulto a comportarem-se como crianças. Bah!

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