domingo, 22 de janeiro de 2017

Uma outra forma de ver as coisas...

Ser intolerante é ser igual a um Trump.
(e ser intolerante é não suportar opiniões que vão em sentido contrário à sua, um género de, se não estás comigo estás contra mim e se estás contra mim tudo farei para te lixar a vida, gostam de vingança al dente, são sempre os melhores chefs na preparação de grandes e fortes demolidores cozinhados)

Ser populista é ser igual a um Trump.
(e ser populista é tentar obter o apoio das pessoas através de medidas que parecem ir ao encontro dessas mesmas pessoas e, vai-se a ver, talvez não, talvez se estejam borrifando para as pessoas, estão-se efectivamente borrifando para as pessoas, a sua atenção centra-se exactamente naquele ponto em que sabem que as pessoas não estão interessadas em aprofundar significados, o significado de borrifar passa ao lado das pessoas, a não ser que borrifar esteja intrinsecamente ligado ao acto de passar a ferro, passar a ferro é capaz de também agradar aos populistas, nessa parte estão com as pessoas em modo verdadeiro que até dói, passar a ferro é um eufemismo feito à maneira que muito lhes agrada)

Ser demagogo é ser igual a um Trump.
(e ser demagogo é manipular o que de melhor existe nas pessoas, sejam sentimentos, sejam paixões, para que deste modo consigam obter aquilo que pretendem, estão apenas e só centrados no seu umbigo mas aquilo é de tal forma maquilhado que mais parece que estão é muitíssimo-íssimo preocupados com o umbigo alheio, por norma odeiam umbigos alheios, aquilo não lhes serve para nada, nem para fazer umbigo com arroz de tomate)

Eu pergunto-me imbuída de um espírito em modo manta polar, quantos decibéis de Trump existe em cada um de nós? Quantos existem por aí ao virar de cada esquina,  em cada apartamento com mais sol ou menos sol? Ou será que Trump só há um, aquele e mais nenhum?

...

Este texto daria pano para mangas, só que, lá está, estamos no Verão apesar das temperaturas baixas e não há mangas para ninguém. Despeço-me com um The end abraçado a um The beggining. 

8 comentários :

  1. Ora bem Maria mais uma flecha certeira no centro do alvo. Subscrevo tudo!!! e digo apenas que sim, sou imensamente e bota mais resmas em cima, "intolerante", calmaaaaaaaaa mas à dor. Não me enfrasco em comprimidos mas refilo buésssss com a dor a ver se volta para o sitio de onde veio.

    Hoje é um dia desses: estou com três dedos entrapados por causa das malditas gretas que doem que se farta. Culpa minha por não usar luvas? Pois é algo que não consigo usar nas lidas da casa e ou cozinhados porque tudo escorrega das mãos e nem as polares ou de lã uso porque sou altamente alérgica.

    Devo ter ou ser uma "trumpezinha" não achas? Ora diz lá...aiiiiiii que chatice já bati com um dos dedos onde não devia, chiçaaaaaaa e a fugir vou voltar ao meu ténis e ficar quietinha:)))

    Despeço-me com um abraço

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    1. Não sei se a Fatyly já percebeu que quando se pergunta a alguém qual é o seu maior defeito, normalmente as pessoas respondem que são teimosas. Só teimosas. Ou a ser mais alguma coisa omitem e ficam-se por teimosas. Somos um mundo cheio de gente teimosa. Trump's nem vê-los. Ou somos uns Trump's mas com a atenuante de sermos inofensivamente teimosos. Eu cá não tenho problema algum em dizer que sou muito pouco tolerante, por exemplo, à estupidez, só que eu própria tenho momentos em que também o sou, logo, também sou muito pouco tolerante a mim própria. Outro exemplo, tenho muita dificuldade em colocar as virgulas nos sítios certos, seja nos textos que escrevo, seja na vida que vivo, portanto vivendo num mundo em que toda a gente sabe colocar as virgulas nos sítios certos, eu posso ser considerada uma inadaptada e isso não é lá muito bom num mundo que vive o mais possível de aparências e esconde tudo o que é lá debaixo do tapete. A sorte é que temos todos uns tapetes muitA grandes :))))

      Um abraço, Fatyly, boa sorte para os seus três dedos (eheheh)

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    2. Conforme percebeste e bem fugi ao cerne do post porque o subscrevi na integra e digo-te que sou pouco tolerante no que à falta de educação diz respeito seja praticada por adultos ou crianças. Também o sou quando não consigo fazer alguma coisa e luto, luto até conseguir ou seja persistente:)

      De resto concordo contigo as "aparências" existem ó se existem. Enfim!

      Um bom serão

      A maioria dizem sim, que são teimosos, o que eu não sou mas digo sempre que sou refilona e até comigo própria:)

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    3. Percebi, sim, Fatyly. Aliás, quando terminei de escrever o texto e o reli, percebi que iria incomodar um pouquinho, fiquei na dúvida quanto ao publicar ou não, entretanto pensei que esta sou eu, o grau de dureza que tenho para comigo é infinitamente maior do que aquele que tenho para com os outros. Essa é a verdade, sou profissional em arrasar comigo própria, talvez seja por isso que lido muito bem com criticas duras, com pressões, com contrariedades. Não lido bem é com criticas gratuitas e traiçoeiras, aí mostro uma faceta difícil de digerir, admito :)

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  2. Tudo isso é Trump mas falta muita coisa.

    Bom final de domingo,

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    1. Daí ter escrito no final do texto aquilo do... daria pano para mangas.

      Eu diria que tudo isto é fado, tudo isto é triste, tudo isto é real, tudo isto é o ser humano - nós todos, portanto - com mais ou menos decibéis. Penso eu de que...

      Tenha uma boa noite, caro Observador.

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  3. Me desculpe Maria, mas não me ocorre nada de interessante para dizer. Descobri que este nome tem um efeito castrador sobre a minha imaginação...
    Um abraço e uma boa semana

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    1. Só que eu não estava a falar de Trump, Elvira. Ah, pois é!

      Boa semana. Um abraço para si também.

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