quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

(ontem à noite fui à box, entrei, acelerei, travei, parei e trouxe de lá algo muito interessante)

Não interessa qual foi o programa, o que interessa é o que foi dito por uma mãe. Como hoje estou muito voltada para a síntese, vou sintetizar.

Apresentadora: ... e tu és mãe.
Convidada: Não. Primeiro sou mulher e depois sou mãe.

Pode parecer pouco isto que aqui trouxe mas, se formos analisar a resposta da convidada, a dita resposta revela uma sabedoria de alguém que sabe muito bem o que diz. E o que faz. Algo me diz que deve ser uma excelente mãe já que soube colocar em primeiro lugar aquilo de ser mulher. Confuso? Nada. Isto na minha opinião.

8 comentários :

  1. A resposta da convidada faz todo o sentido mas ...
    (segue dentro de segundos)
    ... mas convém perceber o contexto em que a apresentadora lhe diz que é mãe.
    Esta coisa de apresentadoras, e tal, anda pelas ruas da amargura mas - outro mas? - lido assim, a seco, leva-me a ficar com ambos os pés atrás. Como o pensar se a apresentadora disse o que devia ou nem por isso.

    Mania minha esta de desconfiar ;)

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    1. Pois, mas aí é que está, aquilo que a convidada disse - e é muito fácil de comprovar, aliás, esta convidada é uma figura pública, mãe de filhos - dizia eu que este "Primeiro sou mulher e depois sou mãe", não precisa de qualquer contexto , vale por si só, tem autonomia, não tem qualquer necessidade de se encostar a mais texto para se entender. Diria que é forte sozinha.

      Desconfiar não é bom, neste caso basta apenas analisar, está tudo lá, só não vou aprofundar mais porque estragaria possíveis análises :)

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    2. Nada no texto sugere que a convida é uma figura pública. 'Portantes'...
      E não me diga que apenas as figuras públicas são entrevistadas.
      Qualquer mulher (que se preze) dirá o que essa senhora disse.

      PS: Maria não vai dizer adeus a Obama e à família, lá na minha village? ;)

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    3. Se calhar é melhor explicar qual foi a minha leitura. Está enraizado desde sempre que o principal papel da mulher é ser mãe e sendo esse o papel da mulher, mal a mulher é efectivamente mãe terá como boa mãe que convém ser, anular-se como mulher, este anular-se nada mais é do que esquecer-se de namorar, ter vida íntima, cuidar de si e, quando isto acontece, quando a mulher se anula e deixa de dar atenção ao marido, namorado, companheiro, deixa de se arranjar, maquilhar, deixa de se olhar ao espelho e passa só a cuidar dos filhos esquecendo-se de si própria, muito provavelmente não será a tal boa mãe que muitos teimam em apregoar. Se uma mulher está feliz na sua vida íntima, se continua a ter momentos em que pode divertir-se, se continua a cuidar de si, é uma mulher mais feliz, se é uma mulher mais feliz, é uma mãe mais feliz, e se é uma mãe mais feliz, os filhos também serão mais felizes. Por isso sim, é verdade o que a aquela convidada do programa disse. Aliás, quando muitas mulheres depois de serem mães, se passado um tempo vestirem umas saia mais curta, muitas outras mulheres caem em cima delas de imediato com o argumento: vejam lá já é mãe e veste-se daquela maneira... Lá está, são as outras mulheres que acabam por ser as mais cruéis querendo à força toda obrigar as outras a anular-se, não percebendo que o papel importante de ser mãe é antes de tudo o resto continuar a ser mulher no verdadeiro sentido da palavra. E é isto.

      :)

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  2. Concordo em absoluto. Fui mãe, mas nunca esqueci que primeiro fui e sou mulher. Por isso tomei as decisões que tomei ao longo da minha vida das quais nunca me arrependi!

    Por saber ser e sobretudo estar, continuo a ser mulher, mãe, avó e sogra, mas nunca por nunca, com o tal "inho tãoooooo fofinho" agarrado. Também sempre fui amiga, mas jamais me considerei "a melhor amiga "...cada um na sua função e maisnada:)

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    1. Admito que tive muita pena que não existissem mais mulheres a dizer alguma coisa neste texto. Teria sido interessante perceber a visão das mulheres. E digo isto porque este post até teve um número bastante razoável de visitas.

      Fatyly, dei comigo a pensar se o facto de muitos casamentos nos dias que correm terminarem quando as crianças têm 2/3/4 anos, se não estará directamente relacionado com o facto de colocarem à frente o ser mãe e não o ser mulher. Isto dito assim a seco até pode soar mal, só que se formos analisar de forma pragmática, se calhar tem algum fundo de verdade.

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    2. Quanto ao teu segundo parágrafo, não tenhas dúvidas alguma que muitas ao terem filhos esquecem-se de que são mulheres o o homem torna-se um "pendurico" numa relação. Mais te digo que a maioria das pessoas que se separam e mais tarde voltam a reatar a relação, a primeira coisa é fazerem um filho numa de julgarem que uma criança é a cola que usam na junção dos cacos.

      É mesmo verdade e sem peias nem meias, penso e digo o mesmo!

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    3. Ora aí está, a Fatyly entendeu muito bem onde é que eu quis chegar. Não sei se é verdade, não estou a generalizar sequer, mas que por vezes parece que essa é a verdade, lá isso parece.

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