domingo, 29 de janeiro de 2017

O almoço de hoje foi massa tricolor, queijo, muita salsa fresca e tomate cereja. A sobremesa...

... bom, a sobremesa foi o facto de me ter ligado a uma notícia que passava na RTP 1 mesmo à hora em que o queijo se derretia em cima da massa de três cores e a salsa de braço dado com o tomate cereja todo ele vestido de encarnado, tornavam o dia de chuva miudinha num dia em modo arco-íris, um dia capaz de me  fazer acreditar que existe, apesar de tudo, uma parte do mundo que está a mudar no sentido certo.

A notícia que a RTP 1 nos ofereceu de bandeja estava pendurada no não preconceito, isto porque me informaram que dois irmãos, ela com 13 anos e ele com 11 anos, escolheram para as suas vidas ainda muito curtas caminhos opostos àqueles que a sociedade ainda continua a impor. Este impor parece estar meio deslocado nos dias que correm, só que eu acho que o impor continua a existir, apenas está disfarçado no politicamente correcto. As pessoas começaram a dizer que sim, que são contra o preconceito mas quer-me cá parecer que no escurinho, não do cinema, mas das suas salas, abunda outro tipo de opinião. Não ser politicamente correcto não significa, de todo, dizer sem freios tudo aquilo que nos passa pela cabeça, existe, na minha opinião, é um ser fiel àquilo que se pensa, que se acredita, sem deixar entrar a hipocrisia, e tendo o cuidado de não ofender outros, embora se insista naquilo de dizer o que se pensa. Isto para mim é não ser politicamente correcto... à maneira. 

Dizia a notícia que a irmã, a rapariga de 13 anos, joga futebol. 
O irmão, de 11 anos, é bailarino. 
Este é o mundo em mudança. 

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(para ver a notícia é clicar no link azul)