terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Coisas de que gosto muito. Caminhemos...

1. Bacalhau à Brás daquele que fica meio húmido, com salsa fresca bem picada e azeitonas pretas que designo de bem boas. 
2. Caminhar.
3. Bolo de bolacha caseiro, feito com bolachas torradas, mergulhadas rapidamente num tipo de café que não se veste de instantâneo, com uma leve camada de raspas finas de chocolate por cima.
4. Caminhar.
5. Arroz de tamboril e um pouco de vinho tinto servido em copo de pé alto, porque o vinho gosta de alturas e quem sou eu para o contradizer.
6. Caminhar.
7. Peixe no forno com batatinhas esmurradas a preceito.
8. Caminhar.
9. Arroz-doce feito com a calma necessária de quem sabe fazer arroz-doce no sentido de que não fique seco, polvilhado com canela que é simplesmente a melhor coisa aromática que porventura existe à face da terra.
10. Caminhar.
11. Tortilha espanhola feita pelo meu padrinho que se calhar também é espanhol só que ainda não tive tempo de lhe perguntar. Padrinho maluco aquele, mas culto que só ele, um dia destes uma pessoa não sabe se está a visitar o padrinho ou se está a visitar os livros do padrinho tal é a quantidade de livros por tudo quanto é canto, até na casa-de-banho tem uma estante com livros antigos. Maluco, eu não disse (com todo o respeito, claro). Gente criativa é gente maluca no bom sentido. São gente que gosto muito de ter bem perto lá do coração. Gosto deles, pronto.
12. Caminhar (sem o padrinho).
13. Bolo de chocolate que mais parece mousse de chocolate, que se pode partir com uma faca e comer com uma delicada colher que fica ali na fronteira de colher-café-sobremesa. O pormenor da colher ser delicada ajuda a não estragar o momento.
14. Caminhar.
15. Roubar a mousse de chocolate ao meu pai. Quando criança/adolescente eu e o meu pai disputávamos as taças de mousse de chocolate caseira feita pela minha mãe. Paciência de mãe é inesgotável. Vivam as mães e as mousses de chocolate feitas com um amor que só (algumas) mães possuem nuns genes feitos à maneira. Os pais ainda tenho de pensar bem, tendo em conta taças de mousse de chocolate dentro de frigoríficos.
16. Caminhar.

Zero: Café sem açúcar bebido em casa e que me passa a sensação naquele exacto momento que tudo é possível. Nunca subestimar o poder de um café, portanto.

Conclusão: Gosto de caminhar. Já gostava aos dezassete anos, penso que vou continuar a gostar se entretanto me for dado o privilégio de chegar um dia aos setenta. Muito ainda tenho que caminhar...

Conclusão 2: Peso desde os dezassete anos os mesmos cinquenta e poucos quilos. Achei que devia terminar com uma balança na mão.

10 comentários :

  1. Começo em grande: bacalhau à Brás ... meio húmido ou meio seco?
    Continuação em formato normal: não gosto de tamboril.
    Conclusão que os tempos não estão de feição a grandes escritas: eu caminho desde que comecei a andar e só deixei de o fazer em Outubro de 2013, quando fiz uma intervenção cirúrgica por fractura trimeleolar do pé direito.

    E é tudo.
    Beijinho, boa 3ª feira.

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    1. Acabou o bacalhau à Brás com um ponto de interrogação.. Isso será uma outra variedade de bacalhau? :))

      Quer-me cá parecer que o tamboril não se importa que o caro Observador não goste dele. Nem sequer vou insistir para que o visite e tente conhecê-lo melhor, o peixe vive (pelo que li) por vezes, a mais de 600 metros de profundidade. É demasiada profundidade junta e muita escada para descer.

      Claro que os tempos estão de feição, ainda agora começou o ano. Se uma pessoa não tiver esperança é melhor cortar os pulsos já e fazer arroz de cabidela...Já agora, por acaso não é primo nem nada do senhor doutor Passos Coelho? Primo pela parte do fatalismo (eheheh).

      Há quem não caminhe apesar de saber andar, achei que era melhor esclarecer estar parte...

      Pronto, agora venceu-me a parte do "trimeleolar". Desisto.
      (mais a sério agora, espero que tenha recuperado completamente, que isto da saúde faz falta, muita)

      Beijinho, caro Observador e desculpe qualquer coisinha, só brinco com quem acho que tem poder de encaixe para tal, acho que tem :)

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    2. Bacalhau à Brás com ponto de interrogação, isso mesmo. A ideia é de saber se é comestível ou não.
      Tenho que ser eu a explicar tudo? Ufa!!!

      Não me ofenda, Maria! Isto é aterrorizador: "Já agora, por acaso não é primo nem nada do senhor doutor Passos Coelho?". Isso diz-se? Amuei mas sempre lhe digo que se tivesse um primo em formato Passos Coelho já o tinha lançado ao mar. Assim, sem mais nem menos.

      E agora, um versejar em bom: o problema trimaleolar veio para ficar. Tungas, não ficou bem?

      Acha que tenho poder de encaixe? Olhe, se acha ... acha bem ;)

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    3. Eu? Ofender? Nada disso. Apenas me lembrei do que Passos Coelho disse: "Gozem bem as férias que em Setembro vem aí o diabo". Eu como não sei que cara tem o diabo, no entanto sei muito bem onde se senta Setembro no calendário, acho que é melhor ler o livro de Napoleon Hill, o mais (+) esperto que o diabo. O caro Observador também devia ler e evitar isso de lançar coelhos ao mar, eles nem sabem nadar, Yo :))))

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  2. O peso está ótimo. Eu pesei 47 Kg até há 18 anos atrás. Depois as doenças e a cortisona inverteram os números e passei para 74. Agora estou com um kg por cada ano de idade. 69 anos, 69 kg. Bem que gostava de emagrecer, mas a nutricionista diz que com os meus problemas de saúde, só por milagre.
    Gosto imenso de caminhar, às vezes as pernas refilam, refilam, mas não são mais teimosas que eu. Gosto do Bacalhau à Braz, de Arroz de Tamboril, sem vinhos, para me dar a volta a cabeça, basta o marido, do peixe no forno de um polvo à lagareiro, de um bom arroz doce. Também de tortilha à espanhola, pena que não tenha nenhum padrinho que ma faça.
    E claro um bom café sem açúcar, tomado em casa, e em boa companhia, é o máximo.
    Como vê temos algumas coisas em comum, apesar da menina poder ser minha neta...
    Um abraço e tudo de bom para si.

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    1. Elvira, isto de manter o peso conforme vamos somando anos não é assim tão difícil desde que não se tenha problemas de saúde graves, como parece ser o seu caso. Faz-me muita confusão esta altura do Natal e final de Ano em que as pessoas (mais as mulheres, algumas) se põem a contar calorias estragando uma parte muito característica do Natal. Uma pessoa até fica deprimida com a quantidade de programas televisivos a esfaquear o Natal. Se calhar é por isso que o Natal também vai ficando mais pobre. Cá para mim os alertas no sentido de informar as pessoas que não devem exagerar nos doces, na comida, deve-se fazer ao longo do ano e, não, no Natal, final de Ano. Aí já não adianta nada. Quem não cometeu excessos ao longo do ano não tem que se preocupar em comer o que bem entender nesta época. Penso eu... Eu pelo menos faço-o desde que me conheço e tenho-me dado bem. Eu lá seria capaz de fazer contagem de calorias no Natal e final de Ano, caramba, as pessoas estragam a vida de uma maneira assustadora...

      Caminhar é um excelente exercício. E é grátis e tudo :)

      ("sem vinhos, para me dar a volta a cabeça, basta o marido"... ahahahahah)

      Polvo, lulas e afins admito que não sou grande fã.

      Um abraço também para si, Elvira.

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  3. Como de tudo mas de tudo um pouco e de duas em duas horas. Adoro provar comidas que nunca tenha comido. Só há uma que não me leva a experimentar: sushi, embora enquanto arranjo peixe coma umas lascas ainda cru.
    Mais...nem imaginas como me sabe bem a comida feita por outros, estou fartinha de cozinhar!

    O meu peso sofreu muitas oscilações para cima e para baixo e nunca tive preocupações com tal situação. O ano passado perdi seis quilos pelo muito que trabalhei numa de escada a cima, escada a baixo:). Quando vejo uma mesa recheada e ou pastelarias o apetite desaparece:))) embora enquanto faço os meus sonhos marcham uns dez:)

    Todos os dias faço uma caminhada, pequena ou grande, faço sim senhor e de resto tudo ok!

    Quase 66 anos, 1,60m peso 61kgs...tudo sessenta hehehehe

    Adoro café umas vezes com açúcar outras com adoçante, agora sem nada...jamé!

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    1. Olhe que isso de dizer que gosta de provar comidas na onda do desconhecido merece uma grande salva de palmas. Nem toda a gente, principalmente pessoas já com um bocadinho mais de idade, têm a cabeça suficientemente aberta para o fazer. Gostei muito.

      Neste texto fui apenas buscar comida daquela que muita gente conhece e que eu gosto especialmente, mas esta não é a minha alimentação do dia-a-dia. Muito longe disso.

      Se eu lhe disser que ando há anos para experimentar sushi e vou sempre adiando... adiando. O que não deixa de ser estranho porque já morei quase ao lado de um restaurante que é considerado um dos melhores neste tipo de comida, a culinária japonesa.

      (é preciso ter cuidado com isso de comer peixe cru em casa, é que não é a mesma coisa)

      Também tenho uma facilidade absurda em perder peso, nem sequer é necessário fazer dietas, coisa que nunca fiz, diga-se de passagem.

      Parece que foi no sexto dia que Deus criou o Homem, vai na volta também criou Fatyly's :))))

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  4. Olha que coisas boas!...

    Em síntese?
    Ora vamos lá sintetizar, cara Maria, exceptuando as caminhadas porque óbvias para a saúdinha de todos.

    Gosto de tudo, mas, e por pontos:

    1 - Subscrevo. Quando bem feito é um verdadeiro manjar dos deuses.

    3 - Bolo de bolacha. Então e delicioso creme de bela manteiga - aromatizado com café -, mas manteiga mesmo, daquela que se faz com leitinho do bom, entre cada camadinha das ditas bem embebidas no tal café que não é de "plástico"? Que grave, Maria, não esperava de si semelhante falha.

    5 - Quanto ao arrozito nada a dizer. Petisco simpático, esse! Vinho bebido num qualquer copo? Nada como um belo copo de pé!
    O bom gosto nota-se nos pormenores, ó se nota!:)

    E salto já para o 11, dado relativamente aos outros pontos nada tenho a acrescentar.:)

    Se tivesse assim um padrinho também não me importava nada!:):) Habilidoso a fazer tortilhas e, como se isso não bastasse, ainda culto? Um dois em um perfeito, ou melhor, mais do que perfeito.
    O mesmo não se pode dizer do ponto 12. Caminhar SEM o padrinho? Que ingratidão!:)

    13 - O pormenor do tamanho e design da colher não é de negligenciar, nada disso.

    Outro saltinho até ao 15.
    O que é que uma Mãe, mas uma Mãe daquelas a quem a genética permite - ainda existe por aí alguma que saiba confeccionar "mousses de chocolate feitas com um amor" - faz que não seja delicioso?

    Café sem açúcar tomado, preferencialmente, fora de casa.

    Conclusão: Aconselho-a a arranjar um calçado muito, muito confortável. É que a caminhada que a espera é longa, olá se é!:):) E se o piso é incerto? Não sei que lhe diga!:)

    Conclusão2: O caminho é por aí. Oscilar entre os 45, passar aos 65 e, fazer uma reviravolta que permita alcançar de novo os 45, digo-lho, não é tarefa fácil. :(

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    1. Ó meu Deus, já me tinha esquecido deste texto...

      Obrigada, GL, li tudo atentamente e apenas digo que não posso caminhar com o padrinho porque ele está longe. Pode ser culto, mas que tem um feitiozinho difícil, ó ó :)

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