segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

(preciso de falar com Confúcio)

«Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. 
No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.»

Diz que este pensamento é da autoria de Confúcio que, como toda a gente sabe foi um filósofo chinês, no entanto, se me fosse dado falar cinco minutos com Confúcio perguntar-lhe-ia o que pensa do Facebook e da quantidade absurda de amigos que caem em modo granizo de um céu todo ele virtual. Também não deixaria de perguntar se o facto de algumas pessoas serem consideradas pessoas de sucesso só pelo número de "amigos" (amigos com aspas porque eu faço questão de separar amigos de conhecidos) que têm no Facebook, quer dizer que talvez exista uma pequenina, mas mesmo muito pequenina hipótese de ele se ter enganado? Se calhar era melhor sair de mansinho antes que Confúcio me olhasse de modo reprovador e me atirasse um: ó Maria, por acaso não sabes interpretar o pensamento que escreveste ali em cima que até tenho de ver se me lembro se é ou não da minha autoria? 

.
.
.
parcimónia
.
.
.
(de repente caiu-me aqui esta coisa da parcimónia vinda sabe-se lá de que Confúcio corner)

16 comentários :

  1. Bom dia, Maria :)
    Lá está a Maria a embirrar outra vez com o Facebook :D
    Eu tenho tido pouco tempo livre, mas vamos lá ver se consigo comentar agora.
    Vamos lá ver uma coisa: há aqui vários pontos em causa. O primeiro parece-me simples, que é a questão "amigos" no que respeita ao Facebook. Neste caso, foi simplesmente a designação que o Mark Zuckerberg preferiu adoptar. Nada mais que isso. Achou por bem usar esta designação mais calorosa, em vez de lhes chamar "seguidores" ou simplesmente "contactos". Preferiu usar esta designação para os contactos de Facebook que nada mais são do que o equivalente às pessoas que nos seguem e que seguimos no blogger. Serão um pouco mais no caso dos blogs públicos, mas também há blogs onde só os convidados pelo autor podem entrar. O autor lá saberá porque o faz. Em outras redes sociais também se chamam seguidores e noutras contactos... Mas são a mesma coisa. Simplesmente, o Zuckerberg preferiu, sabe-se lá porquê, teremos que lhe perguntar, chamar-lhe amigos. Mas qualquer pessoa está consciente que ser amigo no Facebook não significa forçosamente ser um grande amigo daqueles que tudo faria por nós e por quem tudo faríamos na vida Pode ser ou não. Por acaso, há imensas coisas que me irritam no Facebook (imensas mesmo, ao contrário do que possa parecer, por costumar defender a rede social), mas por acaso, o facto de se usar a designação "amigos" não é uma delas... Até porque na vida dita real também por vezes nos referimos a certas pessoas como "amigos" e também não o são tanto assim....

    Em segundo lugar, actualmente eu já não considero propriamente as redes sociais como "vida virtual", porque nelas eu dou as minhas opiniões que são reais, que também daria numa reunião de amigos (ou conhecidos), no café, no cabeleireiro, na mercearia, numa pausa no trabalho, ou em qualquer sítio que surgisse o mesmo assunto. Não considero virtual. Considero simplesmente que é de forma escrita. Ah e tal , as pessoas podem fingir o que não são... Isso no dia a dia também podem... Se calhar há coisas que nas redes sociais podem fingir mais mas para certos casos pouco importa. Por exemplo, se na página da Facebook do diário de notícias, por causa de uma notícia sobre o orçamento de estado eu e outro utilizador temos uma discussão a discussão não é virtual, é real, porque debatemos opiniões diferentes... Quero lá saber quem a pessoa é fora dali? Só me interessa que está a ter aquela opinião, que eu tenho que ter em conta, discordando ou não... Antigamente, até quando os jovens iam para a tropa, os namoros eram por carta... E tantos casamentos que eram vividos quase uma vida inteira o marido em França ou na Alemanha e a mulher cá... Era virtual?

    Virtual eu considero jogos em que há as "vidas" virtuais, ou coisas como o Farmville que é um jogo ligado ao Facebook (nem sei se ainda existe, nunca fui muito de jogos, mas teve muitos adeptos)em que há uma quinta virtual e as pessoas tratam de culturas e de animais. Isso sim, é virtual.

    Toda a gente divide entre amigos e conhecidos... à partida. Mas às vezes não é assim tão simples... Onde começa a ser amigo e deixa de ser conhecido? Fazemos tipo uma tabela periódica com + e - com vários parâmetros e vamos anotando + amigo, - conhecido? :D

    Isso de ser ver sempre qualidade na derrota e quantidade no sucesso não é bem assim... Hum... E muito teria a dizer, mas ainda tenho que caminhar 40 minutos e não me queria atrasar :) . Até já :)

    Um abraço :) (neste caso tem mesmo que ser virtual, mas a intenção de o dar é real)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá São,

      Eu? A embirrar com o Facebook? Deus me livre (e guarde, já agora) de tal coisa :))))

      Pronto, lá vamos nós... amigos são aquelas pessoas que conhecemos muito bem, pessoalmente, em quem confiamos, com quem podemos contar em todos e quaisquer momentos da nossa vida, que nos abrem a porta de casa às 3 da madrugada se for preciso, se tivermos filhos podemos entregá-los por momentos numa hora mais complicada, a quem emprestamos inclusive a chave da nossa casa, a quem apresentamos à família, que podem usar e abusar do nosso frigorífico, que até podem vestir a nossa camisola preferida só porque sim... Só por isso e muito mais merecem entrar para esse lugar privilegiado que fica logo ali ao lado do nosso coração, o lugar dos amigos. Agora poderia falar dos conhecidos, mas se calhar fica para outra ocasião.

      A São já sabe que gosto de separar águas e acho que nos dias que correm se estar a desgastar, a descredibilizar, a palavra amigo. Uma palavra muito preciosa, na minha opinião, aquela que vale o que vale, evidentemente.

      O senhor Zuckerberg precisa que alguém o alerte disso dos amigos com aspas... Ele tem muito que fazer e não se pode lembrar de tudo :))

      São, é necessário separar vida virtual de vida real. É urgente, diria mesmo. Existem diferenças abismais. A vida real não se desliga à distância de um click, a vida virtual sim. E isto, quer queiramos, quer não, diz basicamente tudo.

      (podia falar-lhe de uma situação bem real de um desses namoros por carta, as "madrinhas de guerra" ou lá como se chamavam, uma senhora que foi amiga da minha mãe, digo-lhe apenas que o casamento não acabou em tragédia porque a senhora teve o discernimento de sair de casa sem ninguém saber, fez tudo sozinha, saiu de Portugal e só depois é que pediu o divórcio, foi a sorte dela, ah, e conseguiu refazer a vida, grande mulher, só lhe digo)

      Eu cá que já passei por isso de uma grande quantidade de "amigos" nas horas boas e um quase deserto nas horas más, acho que sei o quanto custa uma pessoa conseguir manter-se à tona de água. E é isto.

      Um abraço, São. Gostei de a ver por aqui :)

      Eliminar
    2. Eu também separo a vida virtual da real.... Se estiver a jogar a um jogo tipo Farmville (o que é raro) sei que não posso comer aquelas coisas que "planto" :D

      Há aspectos em que dá para separar, mas hoje em dia até acho que cada vez mais elas se misturam, e não o contrário. Então, o que dizer das pessoas que trabalham em casa através da net, usando apenas novas tecnologias? O chamado teletrabalho? É virtual o trabalho delas? :D... Espero que os honorários não sejam também virtuais :D

      Há dias, na sala de espera do dentista tive uma discussão um pouco agitada com uma senhora vegetariana, precisamente sobre alimentação vegetariana e animais e tudo isso que o tema acarreta... Em que difere essa discussão de uma que possa ter no Facebook (e porque não aqui?) sobre o mesmo tema ou outro qualquer? Estávamos a ver a cara uma da outra? O tal olhar nos olhos? Isso para o caso, na minha forma de ver as coisas, é irrelevante.. O que importava ali eram as palavras. A diferença é que foi uma discussão oral e não escrita... Se voltar a ver a senhora aqui na cidade será que a reconheço? E ela a mim? Talvez, não sei... Mas por acaso não fixei a cara da senhora, ao ponto de visualizar mentalmente...

      Eu não acho que o senhor Zuckerberg tenha banalizado a palavra, e que hoje em dia o significado esteja pior por causa disso... Já vi ser usada com significados muito piores... Por acaso sabe o que significava há 50 anos atrás dizer que uma mulher tinha um amigo ou que um homem tinha uma amiga? :D

      Outra coisa que vejo nos filmes de época e que por acaso ainda ouvi ao meu avô era um homem, querendo até invocar formalidade, se dirigir a outro que nunca tivesse visto na vida como "o amigo".... De modo que, não me parece que seja hoje em dia que o termo está banalizado...


      Eu quando ouço as pessoas dizer que separam a vida virtual da real (não falando de jogos), penso sempre se caso me encontrem na rua me viram a cara para o lado e nem dizem "Bom dia, São".... Faz-me confusão... Não digo que no caso da Maria ficaria triste, porque nunca lhe vi a cara, até já pode ter passado por mim, mas uma pessoa de quem eu conheça a cara, que tenha fotografia de perfil, ficaria sim... Não era preciso andar comigo aos beijos e levar-me a almoçar na própria casa, mas "Bom dia, São" acho que era justo, depois de conversa trocada através da net... Por acaso, nunca me aconteceu, as pessoas que conhecia da net e depois me encontraram pessoalmente nunca me viraram a cara, mas quando ouço isso, lembro-me como me sentiria caso acontecesse...

      Quanto aos amigos que vão e vêm dependendo da situação... Falarei quando chegar a casa, com mais tempo... Porque além dos que vêm nos bons momentos e vão nos maus, também há o contrário, e é igualmente mau.... Raramente vejo as pessoas falarem disso

      Até já :)

      Eliminar
    3. A São é perita nisto de querer baralhar no sentido de levar a água ao seu moinho (ahahahah).
      ...

      Penso que já contei por aqui (não me lembro) um caso de uma miúda que encontrei na rua, sentada na porta de uma casa a chorar compulsivamente. Foi num final de tarde, vinha eu do trabalho, as pessoas para cá e para lá e ninguém parava sequer para perguntar se a miúda estava bem. Vai daí que aquilo afligiu-me, não porque sou mais boazinha do que os outros, mas porque não conseguiria ficar no conforto da minha casa, dormir descansada, com aquela situação na minha cabeça. Sentei-me ao lado dela. Perguntei-lhe se me queria contar o que se passava, ela olhou-me meio desconfiada. Eu não insisti, só fiquei ali, entretanto ela acalmou um pouco e começou a falar. A história era que ela era da província, tinha o sonho de conhecer Lisboa, um casal amigo da família dela trouxe-a com consentimento dos pais, só que apanharam a miúda em casa e tentaram fazer dela uma criada para todo o serviço... Também me deu a entender que o marido se tentou aproveitar. Não tinha dinheiro para voltar para casa e tinha medo de ficar na casa onde estava. Perguntei-lhe onde era a tal casa e fui tentar perceber umas coisas, foi fácil, a casa era uma moradia mesmo ali ao lado, gente do mais grosseiro que possa imaginar (lá está, o dinheiro não é tudo), voltei e levei-a para minha casa. Esteve lá algum tempo, entretanto paguei-lhe o bilhete de volta para casa dos pais e fui à minha vida. A diferença é que isto se passou ali à frente dos meus olhos, se fosse no mundo virtual provavelmente não teria ligado. E sim, é verdade, passou-se há já alguns anos.

      São, vou terminar em modo esquisito, as fotos das frésias que publiquei ali mais em baixo, são bonitas, pois são, só que não se sente o perfume, não se pode tocar... seja Inverno, seja Verão, permanecem na mesma no mundo virtual, no mundo real é completamente diferente. É isto que eu defendo quando digo que é preciso separar :)

      Eliminar
    4. Tem razão, Maria, mas numa fotografia num postal palpável , ou nas páginas de um livro também continuarão a não ter cheiro e a continuar sempre iguais. Nesse caso também serão virtuais? Talvez sim, talvez não. Acho que será na mesma uma fotografia de frésias :D

      Está a ver? Um casal amigo da família trouxe-a para Lisboa. Se fosse alguém que tivesse conhecido na net dizia-se logo que a culpa era das novas tecnologias, que era da net, o tal mundo virtual.... Afinal, um casal "amigo" da família portou-se assim....

      Óbvio que gosto de levar a água ao meu moinho, se isso significa que gosto de refutar e defender as minhas ideias, faço-o com todo o gosto. E gosto que os outros também o façam.

      Bem, mas essa parte já está. Já dei a minha ideia. Há bocado falei nos "amigos" que agem de forma contrária, sendo na mesma falsos. Normalmente, fala-se muito daqueles que estão presentes quando tudo está bem e vão embora quando tudo começa a ficar mal. Ninguém fala da falsidade daqueles que são ao contrário: ficam sempre ao nosso lado quando estamos mal, mas afastam-se quando as coisas começam a correr bem para nós. Parece estranho, não parece? Talvez... Vi pela primeira vez esta teoria num livro do Paulo Coelho, autor que, não sendo dos meus preferidos, muito longe disso, às vezes leio e já tenho apanhado lá algumas teorias interessantes como esta: dos amigos que ficam muito solidários quando estamos mal, mas se afastam quando estamos bem. É outros tipo de falsos amigos. E na base dessa falsidade está a INVEJA, esse pecado mortal. São pessoas que quando estamos mal nos passam a mão pela cabeça "Coitadinho, pois tu és um desgraçado. Deixa, que eu ajudo-te" (não dizem isso, mas é o que pensam) e ajudam naquela de mostrar que são superiores , que estão acima de nós, olhando-nos de cima para baixo (só percebemos isso mais tarde) e depois, se , por acaso a nossa vida melhora e começamos a ficar entusiasmados com as coisas boas que nos acontecem, que conseguimos, começam com palavras como "Ah, também não te iludas muito", "Isso pode ser sol de pouca dura..." , "Tu já sabes que nunca tiveste muita sorte..." E e vez de ficarem contentes com o nosso sucesso e de o viverem connosco, ficam com inveja porque não suportam que tenhamos tanto sucesso ou mais que elas. Nunca tinha pensado por esse prisma , mas depois reparei que já tive pessoas dessas na minha vida. Depois lembrei-me daquelas pessoas que dizem "Ah, fiz-lhe tantos favores e não agradece" (ouve-se muito isto) e recordei também que ouvi uma vez um caso desses e em que a pessoa dizia sempre isto e a outra, ao saber, ripostava "Agradeço, sim senhor! Nunca esquecerei o que fez por mim! Mas não é por isso que agora tenho que passar o resto da minha vida subjugada a ela e a ter que dar-lhe conta de tudo o que se passa na minha vida".... É verdade...

      Realmente , em momentos de sucesso, em que pessoas me dão os parabéns, me felicitam, já vi muito sinceridade, mas também já vi muito hipocrisia, muita inveja. Por parte de pessoas que preferiam que eu estivesse sempre em baixo, para elas poderem dar uma de boazinhas, mas superiores...

      Já vi de tudo, portanto.... Há muitas formas de mostrar falsidade... Temos que estar muito atentos. Não é só estar presente nos maus momentos e não só nos bons, é a postura com que se está em ambos....

      Tinha mais para dizer, mas estou ensonada. Boa noite :)

      Abraço :)

      Eliminar
    5. São, um livro é palpável num outro sentido e também tem cheiro num outro sentido. Sabe disso com toda a certeza.

      Se fosse alguém que tivesse conhecido na net e no caso de o desfecho ter sido pior, diria que era bem capaz de ser difícil chegar aos que abusam, enganam, que têm como objectivo prejudicar alguém, humilhar alguém, perseguir alguém. Naquele caso existiam rostos concretos, uma casa com respectiva morada. Tenha em conta que as principais vitimas nisto da net são os mais novos (crianças, pré-adolescentes e adolescentes, pela sua ingenuidade) e os mais velhos, que sendo mais velhos, mais experientes, são de uma geração em que isto da informática não existia, logo, também serão vitimas de um outro tipo de ingenuidade.

      Quanto à outra parte do seu comentário, é realmente um ponto onde raramente alguém se debruça, no entanto penso que é muito mais difícil se a São, por exemplo, for abandonada por todos os seus amigos num momento da sua vida em que perde tudo, inclusive a saúde, do que num momento da sua vida em que tem a sua casa, o seu trabalho, saúde, e é alvo de inveja desses supostos amigos. Existe um ponto da nossa vida em que se dá uma viragem e já sabemos, conseguimos, lidar muito bem com isso da inveja. Com as traições, emboscadas, deslealdades, e que é tramado.

      Um abraço para si também, São :)

      Eliminar
    6. Vamos lá ver se me faço entender porque parece que não... Diz-me que caso se tivessem conhecido na net era mais difícil chegar aos que abusam, enganam. Ali havia uma casa, uns rostos..... Hum?? Não estou a perceber, sinceramente, devo ser muito burra. Chegada à situação em que a jovem estava na casa das pessoas, tivessem-se conhecido na net, ou na nat, ou na nit , ou na not , ou na nut já haveria sempre uma casa, já haveria rostos concretos quando chegasse ao ponto da jovem ir para casa deles. O modo como se tinham conhecido já era indiferente. Onde estava a diferença. Não percebo, sinceramente...

      Claro que é mais difícil se for abandonada quando não tenho ninguém , nem nada e estou sozinha.... Mas a falsidade existe na mesma no outro caso. E garanto-lhe que saber mais tarde que a pessoa só esteve ao meu lado para se "armar em boa", para se fazer de grande bem feitora, sempre desejando que eu nunca passasse da sepa torta também não é lá muito agradável.

      :)

      Eliminar
    7. São, não se apoquente que já percebemos todos que é uma forte defensora do Facebook e das redes sociais e da nêti e não sei quê... agora se calhar é melhor eu sair de mansinho não vá ser espancada virtualmente, coisa que deve doer na mesma... ahahahahah.

      Durma bem, sim? e longe do Facebook de preferência. Ups! eheheheh

      Eliminar
  2. Não te sei dizes mas soltei uma sonoras gargalhadas com o fechar do pano, desculpa do post, com ": ponderação, poupança, calma, comedimento, sobriedade, frugal, economia" e aí fiquei de olhos em bico tal como o Sr. Confúcio, hoje um deus dos deuses de um país super moral, ético, tolerante e blá, blá, blá!

    Hoje somos todos amigos, à pois somos e se Confúcio pudesse falar do que dizes, em vez de um deus adorado passaria a ser um rebelde dos rebeldes e lá se iria a filosofia para os campos dos picos onde furar os pneus é obra!

    Voltando à frase que encerra a mais pura verdade versus realidade é ver a legião de amigos que temos ou julgamos ter. Ó Ó Ó até na família Ó Ó Ó :) enquanto estamos bem versus sucesso...e mal começa algo de mal versus desgraça...é ver o dar-de-frosques que até fumegam. Ficam apenas os reais amigos.

    Até aqui neste mundo de cabos podemos arranjar "amigos verdadeiros" e olha que pelo menos quatro já os mantenho há muitosssssss anos.

    Já pus a leitura em dia e saio a sorrir, mas na volta não disse nada de jeito:)

    Beijos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fatyly, vou segurar duas passagens do seu comentário.

      A primeira porque me mereceu um sorriso pela sua já conhecida espontaneidade. Esta: "é ver o dar-de-frosques que até fumegam. Ficam apenas os reais amigos". Também concordo, o mais possível.

      E esta: "Até aqui neste mundo de cabos podemos arranjar "amigos verdadeiros". Se se passou do virtual ao real, concordo que se podem arranjar amigos. Se se mantém só no mundo virtual, tenho as minhas reservas. É que eu acho que para se sentir um amigo, a amizade verdadeira, temos que olhar nos olhos, pronto, sou teimosa que não se aguenta, admito.

      Disse o que lhe vai na alma, e isso é de jeito, sim :)

      Tenha um óptimo dia.

      Eliminar
  3. Diz a Wikipédia que a filosofia de Confúcio sublinhava uma moralidade pessoal e governamental, os procedimentos correctos nas relações sociais, a justiça e a sinceridade.
    Isto deixou-me confúcio, perdão, confuso. Mas quem sou eu para pôr em causa um pensamento de tão ilustre chinês?
    Tomo a liberdade de discordar do que Confúcio disse, ou pensou ou lá o que foi que aconteceu!
    Gostava de ter acesso à lista de amigos, facebookianos ou outros, de certas pessoas. Só naquela de perceber, ou tentar perceber, se bate a bota com a perdigota.

    O melhor é ir andando e, do alto do meu sucesso (apesar dos poucos amigos) desejar-lhe, Maria, um óptimo dia.
    Beijinho ... sem frésias :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Resumindo, o caro Observador acha que toda a gente que se aproxima das pessoas quando estão lá no alto (o que quer que lá no alto signifique) são bons amigos, embora desapareçam rapidamente mal se apercebem que as pessoas ficam na penúria? É que é isso que o pensamento de Confúcio nos diz, pensamento esse com o qual concordo o mais possível.

      (o que fiz neste texto foi brincar um pouco com o pensamento do filósofo colando-o ao Facebook)

      Beijinho para si também, e tenha cuidado com isso das alturas, convém ter ali um colchão sempre mão no caso de uma pessoa cair, não vão os amigos com aspas ter mais que fazer :)

      Eliminar
    2. Desculpará, Maria, mas continuo a não concordar com esse pensamento de K'ung Chung-ni (Confúcio para os amigos).

      Quanto às alturas ... depende dela, da altura :)

      Eliminar
    3. Não tem que pedir desculpa por coisa nenhuma. As pessoas são livres de concordar ou discordar, embora enriqueça sempre saber a razão porque concordam ou discordam. Assim só parece coisa de... Facebook :))))))))

      Eliminar
  4. E viva o Confúcio, é isso mesmo!
    Quanto ao tal Facebook, estou vacinada.
    Passo a explicar. Nos primórdios do dito ainda fui lá espreitar. Como recepção, baptismo, o que se queira, deparo-me com a conversa entre duas amigas - tão queridas! - numa conversa do mais cordial, do mais simpático, do mais agradável que se possa imaginar.
    Óptimo, não lhe parece, Maria? O problema é que para azar - de quem?! - conhecia muito bem as duas e sabia que, qualquer delas tinha um ódiozinho de estimação à outra que não era brincadeira.
    Então na vida real quase não se falavam, tinham tido discussões sérias, e ali, através dos cabos, era tudo uma maravilha?
    Se alguém me conseguir explicar este fenómeno ficarei muito grata.

    E é isto, Maria. Como hipocrisia, não obrigada, Facebook não, obrigada.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. GL, eu que até sou a favor, o mais possível, das novas tecnologias, desde que bem geridas, desde que as pessoas saibam como funcionam minimamente, não terei nunca (e aqui afirmo, nunca) Facebook pessoal. Note-se que não sou contra o Facebook profissional, sendo profissional sou o mais possível a favor. O resto passo. Não tem para mim qualquer interesse.

      (mas até pessoas que nutrem ódiozinhos de estimação, sendo gente mais ou menos bem formada conseguem falar civilizadamente, penso eu de que... não fosse assim e andávamos todos à dentada uns aos outros... ahahahah)

      Tenha um bom dia, GL.

      Eliminar