sábado, 31 de dezembro de 2016

O último post (texto, folhas ao vento, ou lá o que lhe queiram chamar) de 2016

Estas imagens das árvores que, não são minhas, encontrei-as por aí na berma de uma estrada secundária - estrada virtual e secundária - estradas que apesar de serem designadas de secundárias ocupam sempre o primeiro lugar quando quero estar mais perto daquilo a que chamo produtos de primeira qualidade. Sempre que vou mais para Sul ou mais para Norte uso uma estrada que dizem ser principal, a auto-estrada por assim dizer, quero chegar mais depressa ao meu destino, a paisagem em modo asfalto serve-me para o efeito. Quando volto, principalmente se o destino foi o Algarve, prefiro as estradas secundárias de modo a desfrutar daquilo que vale a pena. Árvores, flores, arbustos, galinhas, patos, cavalos, burros de quatro patas e restaurantes típicos quase à beirinha da estrada com comida daquela caseira e que não é servida com pinças.

Caramba, o que eu gostava que os nossos grandes da cozinha se deixassem disso das pinças e usassem verdadeiros utensílios de cozinha, pinças são objectos com os quais as senhoras tiram pêlos inestéticos das sobrancelhas. Pinças associadas a cozinha tiram-me o apetite. E, já agora, se não for pedir muito, que aquilo da espuma que põem em cima da comida também fosse deixada lá para os gatos, é muito semelhante a vomitado de gato aquela espuma e eu não gosto nada.

(pequeno aparte antes das doze badaladas)
O que raio é isto? Vá, digam-me senhores muito grandes da cozinha. Digam-me se a coitada da abóbora ali toda hirta não parece que está com medo do banho de vomitado de gato? Pronto, não precisam de responder hoje porque devem estar com muito trabalho lá nos preparativos de final de ano. 


Adiante que já me perdi para me encontrar muito rápido no sentido de deixar por aqui estas árvores já na recta final da sua vida e que ainda fazem questão de deixar a sua pegada. Árvores... como já tive oportunidade de escrever algures, são uma das minhas paixões, por mim seria obrigatório que por cada casa construída logo ali ao lado da casa deveria ser plantada uma árvore. Quando já estão velhotas é ver como conseguem continuar magníficas (ou o que resta delas continua magnífico). Despeço-me desta vez com um grande viva à natureza e um bom ano de 2777. 



6 comentários :

  1. Começo por reparar nas etiquetas do post. "A alma nunca é pequena", pois não. A alma de quem escreve aqui no amanhecer tardiamente é do tamanho deste mundo. Maria, estamos de acordo. A abóbora quer manter o máximo de distância com o dito vomitado de gato. "Tirem-me deste filme" seria a legenda perfeita!

    Deixemos 2016 para trás e fechemos o álbum e os balanços. Que venha um novo ano, onde não faltem motivos para ser feliz e desfrutar da vida!
    Tudo de bom, Maria, para si e para os seus. Aproveito também para desejar um magnífico 2017 a todas as pessoas que passarem pelo seu post!

    Beijinhos

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    1. Essa etiqueta da alma nunca ser pequena vai AO encontro e não DE encontro ao tema árvores. Gosto muito de árvores e devo dizer que já arranjei um inimigo (sim, é verdade) por causa do derrube de uma árvore. Pois que ele cortou a dita porque fazia lixo, eu só não lhe apertei o pescocinho porque a minha religião me impede de apertar pescocinhos alheios :))

      Fazem leis por tudo e por nada, era bom que existisse uma que se as pessoas não gostassem de árvores não poderiam, de forma alguma, desfrutar da sombra de uma lá nos picos do Verão. Pessoas à-la-churrasque que é bem bom.

      Nós também somos feitos das partes menos boas que nos vão acontecendo. Algumas servem de lanterna de modo a evitar que possamos cair nos mesmos buracos. Portanto também se pode retirar coisas boas das partes menos boas, digamos assim.

      Obrigada Carpe e um bom ano de 2017. Beijinho para esse lado.

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  2. Antes do mais, agradecer ao Carpe Diem os seus desejos para todos os que por aqui passaram.
    Ora como eu passei, e passo, compete-me ter em atenção o facto e desejar-lhe o melhor.

    Árvores: morrem de pé, dizem.
    Badaladas: já as ouvi, via TV, nas várias passagens de ano já ocorridas poe esse mundo lá longe.
    Abóbora ... sofre, coitada.

    Já chega de baboseiras. E como este é o último texto aqui publicado em 2016 este é, também, o último comentário do ano no amanhecer tardiamente.

    Vou andando. Até porque aqui não há champanhe nem passas nem nada nem nada nem nada :))

    Um beijinho para si, Maria.

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    1. Notei logo que o caro Observador ainda não tinha bebido espumante hoje (cá por casa é mais espumante de uma garrafa negra como a noite, espero que noite lá de dentro da garrafa seja boa)... se tivesse bebido qualquer coisita perceberia que isso das baboseiras são muito saudáveis. Avista-se uma noite plena de baboseiras porque a malta está fartinha de sofrer. Venham elas :))))

      (também há passas daquelas muito amarelas e pequenas para a meia-noite, entretanto as que sobram são para fazer arroz de passas para o almoço de amanhã, é sucesso garantido)

      Beijinho e divirta-se que a vida são dois dias e isso :)

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  3. O teu último post de 2016 está muito bom.

    Já estive para perguntar a um chefe de cozinha o porquê dos pratos serem enormes como rodas do meu camião TIR para depósito de "caganitas" de comida e todas elas cheias de salameques e bordados versus vomitado:)))) Tu vês abóbora e deves ter razão, mas eu vejo melão e acho que não estou enganada, não:))

    Adoro andar em estradas secundárias onde paro para apreciar a paisagem, porque a conduzir todo o cuidado é pouco e não vá surgir um burro de duas patas com duas pinças:)))

    Já tinha visto estas obras feitas nas árvores e aqui na serra já existem algumas obras de arte parecidas em árvores semi-abatidas. Aliás toda a serre é uma pérola da natureza e a minha sorte é que o meu carro é pequenino porque por vezes é um quebra-cabeças quando dois carrões se cruzam...ui, ui!!!

    Triste, mas triste mesmo foi a enorme poda de plátanos que quem o fez deveria perceber tanto que passados dois ou três anos as pobres têm meia dúzia de folhas e nunca mais foram o que foram. Sou totalmente contra o abate, excepto se estiver em risco de cair.

    Saio daqui feliz e já com resmas de votos pois referes 2777:)))) ó Maria nessa altura já estou a fazer tijolo há canos:)))

    Bom 2017 e com um sorriso no rosto e no coração, sabendo que todos os meus estão bem vou direitinha para a cama e oxalá que à meia-noite não rebentem foguetes para não me assustarem como o ano passado:)

    Abraços para ti e a todos que por aqui passarem

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    1. Fatyly, o último post não podia ser triste. Achei que o post do balanço deixaria o céu demasiado cinzento neste inicio de ano, vai daí aparvalhei um pouco só naquela de descontrair :)))

      O prato tem abóbora, isso é um facto, agora não sei se a abóbora está de pé ou deitada. Eu cá se fosse abóbora não me deitaria naquela espuma (ahahahah).

      As estradas secundárias fazem com que uma viagem seja mais agradável, isto na minha opinião. Obviamente que são estradas onde se tem que ter mais cuidado, aquilo é cheio de curvas e contracurvas, no entanto acho que quando se chega a casa a sensação é outra. É melhor a sensação. Entretanto quando se faz um desvio par almoçar encontram-se sítios escondidos que são um verdadeiro tesouro. Gosto de andar à deriva, tem sido assim que tenho conhecido locais que, provavelmente, não se encontram em nenhum guia turístico. Olhe, dava para fazer um blog muito interessante, lá isso dava.

      Isso do abate de árvores de forma indiscriminada e sem qualquer tipo de critério é coisinha para me tirar do sério. Confesso. É um assunto sério e sendo um assunto sério tem que se proceder de forma séria também, penso eu.

      O 2777 foi para as árvores, apenas quer dizer que espero que permaneçam aqui pelo planeta para sempre...

      Para a cama??? E nada de brindar ao novo ano? Xiiiiii... por aqui os foguetes são mais do que muitos e ainda estamos longe da meia-noite.

      Abraço, Fatyly, durma bem :)

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