sábado, 10 de dezembro de 2016

Numa sociedade onde impera o politicamente correto, dizer o que se pensa é efectivamente correr grandes riscos

Isto tudo a propósito de um artigo que, segundo o meu ponto de vista, é muito interessante. Polémico, capaz de incendiar muita gente por ai, capaz de abalar as mais enraizadas crenças disto que parece estar destinado a todas as mulheres, o ser mãe.

Uma socióloga israelita defende que instinto maternal não existe. Que muitas mulheres arrependem-se de ser mães. Que as mulheres que assumem não o querer ser são consideradas aberrações. Que muitas gostam dos filhos, mas não gostaram da experiência da maternidade. Ou seja, continuamos a não saber respeitar as opções de cada um, o que cada um sente, se aquilo que move o outro não for igual ou semelhante ao que me move, ao que eu sinto, significa que eu estou certa e mereço um lugar ao sol, e o outro está errado e merece ser excomungado para todo sempre. É sempre bom saber que isto do respeito pelas diferenças continua no bom caminho, sim senhor... 

«Também ao jornal El Mundo, a investigadora argumentou que, para uma mulher, é particularmente difícil estar consciente de que lamenta ter sido mãe. “O arrependimento não é uma emoção fácil. Não só em relação à maternidade, mas em geral. Demora tempo até se compreender que se cometeu um erro ao ter filhos […]. Isto acontece mais vezes do que imaginamos.” Na investigação desenvolvida pela socióloga há uma distinção clara: o arrependimento expresso é em relação à experiência (maternidade) e não em relação aos filhos. “A maior parte das mães salientou que ama os filhos, mas que odeia a experiência da maternidade. (…) Este arrependimento não tem nada que ver com as crianças em si”, lê-se no estudo. Para Donath, o arrependimento é ainda considerado um sentimento monstruoso e quem o admite sentir é automaticamente catalogada como má mulher ou má mãe. “Tens de gostar de ser mãe porque é o mais importante que te pode acontecer enquanto mulher, tal como a sociedade nos diz”, chegou a explicar.»  (para ler o artigo completo, é clicar no link)

(enquanto se entretém o povo com doses industriais de futebol, de telenovelas. não se pensa em assuntos que realmente merecem ser discutidos, ou seja, a anestesia continua a ser fornecida em saquinhos, ora azuis, ora cor-de-rosa)

11 comentários :

  1. Este é um tema que dá pano para mangas! E, quem sabe, alguma polémica ainda que daquela levezinha.

    Que me desculpe a socióloga israelita mas, para mim, não faz sentido o que escreveu. A menos que a senhora tenha resolvido generalizar, coisa que não é aconselhável.
    Confesso que não me apetece desenvolver o que quer que seja neste contexto. Posso ser mal interpretado, só isso. E como estamos no Natal ...

    "(enquanto se entretém o povo com doses industriais de futebol, de telenovelas. não se pensa em assuntos que realmente merecem ser discutidos, ou seja, a anestesia continua a ser fornecida em saquinhos, ora azuis, ora cor-de-rosa)"
    Temos o caso da Caixa. Falou-se, fala-se, fala-se, fala-se do problema de tal forma que cansa, por um lado, enquanto por outro desvia as atenções de assuntos muito mais importantes.

    Hoje é sábado e aqui o caro Observador - onde é que já li isto? - sente-se cansado.
    A principal causa de não me atravessar na escrita e ir por aí fora como se não houvesse dia seguinte.

    Tenha um óptimo fim de semana, Maria.
    Um beijinho

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    1. A socióloga em questão tocou em vários pontos, todos eles bastante delicados e tabu para uma sociedade que se recusa a olhá-los como se não existissem, mais do mesmo portanto, varre-se sempre aquilo que incomoda para baixo do tapete.

      Para mim que li o artigo, atentamente, e entretanto o tema foi discutido ontem à noite com vários amigos, homens e mulheres, se existe por ali são pontos que fazem muito sentido.

      (o tema CGD só deve ser falado por quem realmente sabe do que fala, neste tema opinar só por opinar é absurdo, penso eu)

      Bom domingo, caro Observador.

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  2. Maria, é um óptimo ponto para se discutir. De facto, a amnésia (prefiro este termo...) tem sido distribuída em sacos de diferentes cores. Este fim-de-semana tem sido apregoada em termos vermelhos e verdes. Não vou dizer que não gosto de desporto e de futebol. Amo o desporto e as suas várias modalidades. Posso dizer-lhe que pratico vários, entre os quais a corrida. O que tem isto a ver com o seu post? Imenso. O facto de uma das minhas preferências ser uma das tais que "anestesia" a sociedade, não quer dizer que os outros assuntos me passem ao lado. Há que ter a coragem de discutir vários temas e não ficar preso a nenhum.
    Por exemplo, vi ontem uma reportagem da SIC sobre as aldeias do interior do país que estão votadas ao abandono. O que é que o actual Governo quer/vai fazer para esbater as diferenças. Os portugueses que vivem no interior não podem ser considerados cidadãos de segunda, pois não? Outro exemplo é o grande número de pessoas também nos meios mais afastados do litoral, que por não poderem pagar valores exorbitantes para ver tv, ficaram sem qualquer acesso à caixa que mudou o mundo. Lembrei-me disso, justamente no momento em que a RTP disponibilizou mais dois canais (RTP3 e RTP Memória) para a TDT em nome do "Serviço Público." Um acesso mais facilitado à TDT não seria também serviço público? Penso que os custos da Televisão Digital Terrestre implicam um custo entre os 50 a 70 euros em equipamento. Há muita gente que não os pode pagar.
    Dá que pensar, Maria.

    Ficam aqui os meus pensamentos, Maria.
    Beijinho

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    1. Amnésia retira o real sentido que pretendi dar ao final do texto. O significado é diferente. De qualquer forma aceito que as pessoas atribuam o sentido que acharem por bem atribuir. Nada contra.

      O problema não é o tema futebol, nada tenho contra o futebol, se assim fosse não teria trazido o tema a baile de quando em vez mencionando e aplaudindo o "nosso" CR7 e o Mourinho. Não é por aí. A questão aqui são realmente as tais doses industriais com a intenção de anestesiar as pessoas. Por um lado penso que os canais televisivos não são a Santa Casa da Misericórdia e se o povo quer futebol e novelas, é futebol e novelas que eles dão, as audiências apenas reflectem os gostos dos portugueses. Essa é a verdade... Um pouco triste mas, verdadeiro. Acho que precisávamos todos de discutir, a sério, assuntos que melhorariam e muito este mundo onde todos vivemos. Eu admito que pelo menos ouvir pessoas a tocar nalguns, a falar de alguns, me deixa mais descansada. Só que não me parece que a maioria o queira. Dá muito trabalho. Eu já começo a baixar os braços, confesso. Começo a desistir...

      Um bom domingo, Carpe, e obrigada pelos pensamentos. Li tudo com muita atenção (sim, eu leio com atenção os comentários das pessoas, não faria sentido de outra forma).

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    2. Errata: onde se lê "a baile" deve ler-se: à baila.

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  3. "Uma socióloga defende que o instinto maternal não existe". Ai é?
    A que espécie pertence a dita?
    Maria, essas alminhas saberão/conhecerão minimamente o mundo em que vivem? Basta que conheçam o animal, já nem lhes exijo muito.
    Assisti, há dias, a um documentário muito bem feito e interessante. Entre vários aspectos da vida animal mostrava o comportamento da leoa na defesa/protecção das crias. Nada de novo, dirá, e muito bem, mas se não se trata de instinto maternal como é que se há-de classificar todo aquele comportamento?
    Considero lamentável, e até ofensivo, este tipo de "descobertas"/afirmações absolutamente gratuitas.
    Acho que cada vez mais o importante é dizer "coisas", façam ou não sentido, e isto aplica-se a qualquer problemática. Há como que uma necessidade absoluta de falar, ou melhor, articular sons de que resultam palavras, apenas e só, palavras. Se dizem alguma coisa, se defendem, explicam, esclarecem, isso não interessa. A verborreia é uma outra forma de ditadura, ditadura essa que pode - e quantas vezes é - extremamente perigosa. Será que a maioria não percebe que essas doses maciças com que são "bombardeadas" pelo acessório têm como finalidade distraí-las do essencial?

    Voltando à mulher e à maternidade.
    A mulher tem todo o direito em dar a sua opinião, manifestar a sua postura relativamente a todo esse processo.
    Muitas delas - para não dizer a maioria - não as entendo, mas respeito, ainda que lamentando que se castrem naquilo que têm de melhor: dar vida a outro ser.
    Esta questão levar-nos-ia longe, é preferivel ficar por aqui.
    Se há assunto que me causa um imenso desconforto é este. Lá está, por mais que queira não entendo.

    Tenha uma boa noite, Maria.

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    1. Li o seu comentário atentamente e gostaria apenas de lhe colocar cinco questões. Isto no caso de a GL aqui voltar e quiser responder.

      Imagine que sairia uma lei que obrigasse todas as mulheres a ter filhos? (excepto aquelas que, evidentemente, e por questões de saúde, não podem). Concordaria com ela?

      E imagine que sairia uma outra lei que penalizasse todos os homens que não quisessem ser pais? Concordaria com ela?

      Se não querer ser mãe é considerada uma aberração numa sociedade que exerce uma brutal pressão social nas mulheres, por que é que nos homens essa pressão não existe e não são também considerados seres egoístas, individualistas, dados a aberrações quando, por exemplo, colocam o trabalho em primeiro lugar e, nalguns casos, o facto de quererem ser uns eternos solteirões sem qualquer tipo de responsabilidade no que concerne a educar crianças?

      Acha que as mulheres de uma determinada geração, mulheres essas que tinham 12/14 e mais filhos, os tinham fruto do instinto maternal ou porque os homens com quem se casavam a isso as obrigavam (homens esses muitas das vezes embriagados) fazendo valer os tais "deveres" matrimonias impostos pela lei do casamento?

      E se instinto significa: "impulso espontâneo independente de reflexão", e se reflexão também é sinónimo de meditação, poderão as mulheres ser consideradas seres que não pensam o suficiente antes de dar um determinado passo porque a natureza das coisas assim as desresponsabiliza?

      (GL, eu acho que o desconforto em determinados temas é saudável, tendo em conta que se pode falar abertamente sobre eles, esse é o caminho da evolução, falar e não abafar)

      (não sei se já percebeu que após serem mães, muitas mulheres à pergunta se o querem voltar a ser, ficam como que petrificadas, isto não é um sinal óbvio do muito que se cala só para não serem acusadas de algo? para mim é, infelizmente não se observam as pessoas atentamente)

      Tenha uma óptima semana, GL.

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    2. Muito bem, Maria, cá estou e com todo o gosto em responder às questões que coloca.

      Ás duas primeiras respondo, sem hesitar, com um rotundo não: isto porque abomino ditaduras, seja qual for a roupagem com que as vestem.

      Não querer ser Mãe não é aberração nenhuma, nada disso, mas quando o argumento que arranjam para não o serem se baseia em coisas como dar prioridade à profissão, atingir o topo do topo, etc., etc., ah, isso custa-me um bocadinho - pensa que essa prioridade é exclusiva do homem? - pequenino, mas significativo, a entender.
      Não seria muitíssimo mais inteligente não dar qualquer "justificação"?
      Não querem, ponto.

      E quando o homem quer ter filhos e a mulher não? Sabe o que já ouvi a algumas: "ah, que arranjem uma barriga de aluguer."
      Acha que quem diz uma coisa destas se respeita, e mais, respeita a outra? Por favor!

      Maria, muito francamente, mas mesmo muito francamente, acha que na actualidade, repito, na actualidade, a sociedade continua a exercer "uma brutal pressão social nas mulheres"? Acha mesmo? Respeito, ó se respeito, a sua opinião, mas permita-me que discorde dela.
      Esses tempos, cara Maria, já lá vão, são passado.

      Até em termos profissionais que os deuses nos guardem de ter mulheres como chefias.
      Agora já não tenho - graças aos céus! - mas quando as tive, e olhe que não foi agora - a "coisa" agora está ainda mais apurada -, só lhe digo, eram de fugir. Quer se queira, quer não, a mulher é inimiga da mulher, não há nada a fazer.
      Há excepções? Claro que sim, curvo-me perante elas, mas são tão poucas, mas tão poucas!

      As mulheres que tinham esse número de filhos, 12, 14, pertenciam a outra geração, Maria, e essas sim, essas eram autênticas mártires. Mulheres que trabalhavam, a grande maioria no campo, que pariam os seus filhos e continuavam a trabalhar, a essas, Maria, devia ser erigida uma estátua.

      Os extremos são sempre maus, e a realidade que vivemos pertence ao extremo oposto.
      O ideal seria encontrar o equilíbrio, mas afigura-se-me difícil.

      Respondi às suas questões? Assim espero!

      Tenha uma boa noite, Maria.







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    3. Antes de mais, obrigada Gl por se ter disponibilizado a responder a estas perguntas.

      No entanto não posso deixar de referir que a ditadura que a GL diz abominar passa exactamente pela tal brutal pressão social que é exercida sobre as mulheres quando assumem (ou por vezes não o fazem com receio dessas mesmas pressões) não querer ter filhos. Porque da facto a pressão social existe e é cada vez maior, passa pela carreira profissional onde por vezes assumem papéis de liderança e onde têm à sua responsabilidade muitos postos de trabalho que dependem exclusivamente delas. Para além de assegurarem o sustento à sua própria família, aos seus filhos, são as responsáveis por não deixar cair o sustento de muitas outras famílias que dependem do seu desempenho profissional para assim poderem usufruir de um ordenado no final do mês. A pressão social com a imagem. A pressão social com o envelhecimento que não podem exibir naturalmente porque a sociedade penaliza muito mais o envelhecimento nas mulheres do que nos homens. Quer no dia-a-dia quando por vezes são abandonadas, trocadas, pelos homens com quem casaram porque esses mesmos homens preferem as mais novas. A pressão social no acumular de tarefas, porque quer queiramos quer não mesmo com todo este desenvolvimento o trabalho de casa continua a cair muito mais na mulher, portanto trabalha em casa e trabalha fora dela e, nalguns casos, desempenhando funções iguais aos do homem e ganhando muito menos nessas mesmas funções... Muito mais haveria a dizer em relação a este tema mas é melhor ficar para outro dia...

      A decisão de ter filhos tem que partir dos dois, é uma decisão conjunta, ou pelo menos assim deveria ser. Existem homens que usam esse argumento para prender uma mulher, a GL saberá disso. Existem homens presos ao passado porque não se tornaram suficientemente independentes das ideias dos pais e, sendo novos em idade, continuam a querer perpetuar a ideia de que o papel da mulher é te filhos, ficar em casa a cuidar desses mesmos filhos. Ah e já agora se puder ser cuidar deles próprios. Querem um dois em um, uma mulher-amante pela noitinha e uma mulher-mãezinha durante o dia... Assim não vamos lá, assim por muito que se lute não conseguimos sair do passado.

      (peço desculpa por me ter "esticado" um pouco, mas este é um assunto muito real e onde existe muito ainda por fazer)

      Um bom dia, GL.

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  4. Li e reli o artigo sobre um assunto bem polémico e em muitos países completamente "castrador". Não consigo separar o "instinto maternal dos filhos". Sou de uma geração que sim, não ter filhos era egoísmo e motivo para umas vidas mais libertadas de "amarras". Sempre te disse que era e com a idade piora, completamente contra a esta postura perante o assunto. Todo o ser humano e como animal que é...tem dentro de si o "instinto maternal/paternal" mas jamais serem máquinas de reprodução que deram jeito a ditadores e porque só a palavra ditador diz tudo. Em muitos países ainda hoje ocorre essa situação e cuja hipocrisia vai mais longe: fazerem aborto se for menina, porque os rapazes são mais rentáveis e onde fica o instinto referido no artigo?

    Nunca faria tratamentos para ter filhos, mas respeito quem os faça.
    Nunca fiz perguntas aos meus para quando a vinda de um neto? mas respeito quem as faça.

    Tive os filhos que quis e nunca por nunca para mostrar o quer que seja à sociedade de então, onde até os partos eram a mais dura cruz de suportar. Perdi os gémeos e fiquei com as duas e não me arrependo em nada.

    Conheço quem tenha optado por não os ter e até quem não os podia ter por motivos de saúde e ou cirurgias a que foram sujeitos.

    Não se pode generalizar e um estudo apenas com 23 mulheres...é pouco e logo de um país sempre em conflito.

    Quando pomos um filho no mundo, passa a pertencer ao mundo e por melhor educação que lhes possamos dar quantos não saem do trilho e enveredam por caminhos "loucos"? Como ficam estes pais? Muitos arrependem-se de os ter tido e lá se vai o "instinto maternal/paternal".

    Muito mais poderia dizer e fico-me por aqui!

    Um bom dia

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    1. Lá está, a Fatyly numa só frase consegue resumir quase tudo, o facto de ser de uma geração em que não ter filhos era mal visto, mal visto porque o principal papel da mulher era casar, ter filhos, cuidar da casa e do marido. Entretanto tudo mudou, a mulher assumiu outro papel na sociedade, também ela tem direito à sua independência, à sua carreira profissional, a dizer que não quer isto e sim aquilo, tem direito às suas escolhas, a se realizar para além da realização (passo o que tiver de ser passado) que inclui a maternidade.

      Este meu texto quer apenas salientar que não se pode julgar, de forma alguma, uma mulher que diz não querer ter filhos. Se consigo respeitar uma mulher que nos dias que correm opta por ficar em casa, ser mãe e mulher de alguém, sem querer uma carreira profissional, também respeito uma que diz ser mais importante o trabalho. Não percebo a razão de uma ser melhor do que a outra. São opções. Se vivemos numa suposta liberdade, por que raio é que existem pessoas que continuam a ter uma grande dificuldade em lidar com isso da livre escolha dos outros? A humanidade não vai acabar por isso. Não é preciso ter receio algum.

      (Fatyly, quando casei, nos primeiros meses de casamento aquilo foi um inferno, quase todos os dias nos perguntavam para quando um bebé, eu cá digo-lhe da forma mais directa que encontro, não consigo respeitar pessoas que se metem onde não são chamadas, que pressionam casais recém-casados todos os dias fazendo com que se chegue a um ponto que, inclusive, consegue despoletar discussões entre os dois... fosse agora e já com outra idade que não vinte, conseguiria responder à altura, naquela idade limitava-me a sorrir embora andasse uma pilha de nervos por dentro, enfim)

      É um assunto que dá pano para mangas, sem dúvida...

      Tenha também um bom dia.

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