terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Maria também adere aos posts magrinhos (ou coisas que não entendo e gostaria de entender - take 1)

Aquela coisa que tem por finalidade pôr gente a despir-se para calendários em nome de causas sociais. Nunca sei se as pessoas que compram os tais calendários estão mais preocupadas com as ditas causas sociais ou se simplesmente querem ver gente nua. Entretanto sempre me disseram que "trabalho é trabalho ... conhaque é conhaque" e agora querem confundir-me e ah e tal agora podes misturar tudo que é muito mais divertido.

O mundo está tão louco e divertido (somos todos uns divertidos que não se aguenta) que não tarda vemos secretárias a despirem-se em frente aos chefes em nome de uma causa social qualquer,  vemos colegas a despirem-se na frente de outros colegas à hora do almoço porque o almoço serve para comer e existe uma necessidade premente de ressalvar o facto. Reuniões com toda a gente despida para angariar clientes, com um slogan qualquer que diria: dispa-se de preconceitos e escolha a nossa empresa para aumentar o seu dinheiro.

(espero que os senhores e senhoras do Parlamento estejam muito ocupados a discutir ideias daquelas mesmo boas para todos nós, ideias vestidas, ideias de gola alta, ideias de camisolas de lã, ideias daquelas que têm muito frio)

8 comentários :

  1. Um "take 1" presume a existência de outros takes. No mínimo, o 2.
    Aguardo, portanto.

    Falar em pessoas despidas é, com este frio, uma maldade mas a verdade é que anda muita malta a despir-se e, dizem, de plena consciência.
    Dispa-se quem quiser. E souber. Sim que esta coisa do despir (também) tem arte :)

    Acho que vou à procura de uma causa social ... :))

    Beijinho, cara Maria.

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    1. Isto é bem capaz de ir até ao take 4... ou mais. Um texto por dia de coisas que não entendo mas bem que gostaria.

      Trabalhasse eu nalgum sitio, ou fosse estudante nalgum sitio onde me propusessem despir-me para um calendário em nome de uma causa social e, era bem capaz de lhes fazer um manguito e bater com a porta.

      Se querem defender e ajudar causas sociais a coisa, a meu ver, entenda-se, tem que ser na base de falar dessa mesma causa com alguma seriedade. Entretanto acabo em modo politicamente pouco correcto, isto de uma pessoa ter que se despir para conseguir dinheiro, soa-me a... bom, se calhar é melhor deixar isso do politicamente pouco correcto para outro dia. Está muito sol para uma pessoa se aborrecer.

      (vá à procura que encontra de certezinha, algo me diz que o que não faltam por aí são "causas sociais" :))

      Beijinho para si também, caríssimo Observador.

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  2. Pois é Maria. Eu gostava de saber comentar este post. A sério. Mas há coisas que eu também não entendo.
    Só que eu pensava que era por ser velha e estar ultrapassada. Só que agora, ao ler o seu post, já tenho as minhas dúvidas.
    Um abraço

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    1. Isto não tem nada de estranho, Elvira, para mim nudez é coisa natural só que num determinado contexto, não num que visa causas sociais. Aquilo não me parece credível. Uma opinião que vale o que vale, entenda-se.

      Um dia destes uma pessoa para se candidatar a um emprego pedem foto de corpo inteiro em nu integral. Não gosto. Gosto de separar águas.

      Isto faz-me lembrar a geração do meu pai em que, pelos vistos, se vendiam calendários de gente nua para pendurar nas paredes das oficinas. Eu cá não me sentia bem em estar pendurada na parede de uma oficina, mas isto sou eu... Não tem a ver com falsos moralismos, tem a ver com separar águas. Simples assim.

      (nalgumas coisas sempre fui "velha e ultrapassada", talvez desde os meus 23 anos, mas visto calças rotas em situações informais :)))

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    2. O mundo evoluiu e passou de um a outro extremo. Sabe que a minha avó dizia com orgulho que meu avô nunca a tinha visto nua? E eu ficava com a sensação que se lhe perguntasse. "E a avó, algum dia viu o avô nu? Ela sofreria um ataque cardíaco com a vergonha? E decerto que me excomungava.
      Imagine se a pobre fosse viva...

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    3. :)

      Acredito que situações dessas ainda aconteçam hoje em dia em determinadas zonas do país. Há cerca de dois anos conheci uma senhora que tem idade para ser minha mãe e da qual gosto muito. Conta-me coisas do marido muito baixinho com medo que ele oiça, sabe que tudo o que me contar fica entre as duas. Esta senhora é muito religiosa, nesta parte tento ter muito cuidado com o que digo só para não ferir susceptibilidades e, tenho cá para mim que deve ser uma senhora que deixaria de me falar se eu alguma vez lhe falasse destas coisas. No entanto é uma senhora daquelas em quem se pode confiar, uma senhora que sabe conversar, uma senhora das mais inteligentes que tive oportunidade de encontrar até hoje, uma senhora muito bem formada, mas, lá está, tudo o resto é tabu. É minha obrigação respeitar a sua forma de estar na vida. E respeito sem qualquer problema.

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  3. Sinceramente, despirem-se por uma causa e ou para angariarem fundos não consigo perceber mas se o fazem e vendem é porque agrada a quem compra.

    Não me incomoda em nada, ver calendários e mil e uma coisas com despidos e despidas, o que me incomoda e muito, mas muito é ver, saber, ouvir seres humanos despidos de valores morais, como ética/educação/honestidade/sinceridade/e outras...e nesta onda e pelo que escreveste pf não dês mais ideias aos deputados que ao longo dos anos "se atulham de vigarices com leis de golas altas onde incluo barretes" para em seu benefício não se ver as suas trombas. Em quatro anos nota-se bem a mudança de...

    Enfim...

    Bom sábado

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    1. Fatyly, eu gosto muito de separar águas, acho que se entramos num projecto e que, de alguma forma, se tente camuflar (não sei se camuflar será o termo certo) as verdadeiras intenções desse mesmo projecto, aquilo perde a força, não se torna credível. Se a causa é social, temos mais é que falar dela, até à exaustão, se for preciso.
      ...

      Calendários de gente despida, são calendários de gente despida, não tenho nada contra nem a favor. É-me indiferente. Só que essa é outra gaveta. Convém que seja outra gaveta, na minha opinião, evidentemente.

      Isso de falar de políticos e ideias vestidas foi num outro sentido, de ideias esfarrapadas estou um pouco cansada :)

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