terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Mais constatações que não interessam a ninguém: fui ver isso dos melhores e piores livros de 2016

Livros. Detive-me ali no texto que dava a conhecer quais os melhores e piores livros lidos por alguns colaboradores de um determinado jornal. Entra num link de um, sai do link... entra no link de outro, sai do link... e estive ali naquele pára-arranca. O que não deixa de ser curioso é que dos quinze colaboradores que deram a sua opinião acerca de livros, apenas um, ou neste caso uma, é mulher. Curioso. Sem dúvida.

E só por ser a única mulher neste grupo é que resolvi trazer até aqui a critica não aos melhores, mas ao pior livro, na opinião de Joana Marques. E qual a razão de ter escolhido a critica ao pior e não a um considerado o melhor? Por uma razão muito simples, muito raramente as pessoas têm coragem de o fazer. Existe este paradigma de que saber viver em sociedade é ser sempre politicamente correcto, enfiaram-nos lá nas profundezas de um neurónio à deriva e muito só que, não ser politicamente correcto é ser malcriado. quando, na minha opinião, não é. Pode-se perfeitamente dizer, escrever, o que achamos disto e daquilo sem, contudo, ofender quem quer que seja. Com certeza que a pessoa visada sentir-se-à atingida de alguma forma, só que é a saber gerir contrariedades, penso eu, que uma pessoa também mostra de que fibra é feita. Ou a não saber ainda, vai aprendendo. Isso de enfiar a cabeça na areia não está com coisa alguma.

Vejamos a tal crítica que, segundo a autora, foi o pior livro de 2016:

«Vem à Quinta-Feira”, Filipa Leal (Assírio & Alvim) - Numa carta a Eugénio de Andrade, Agustina escreveu com a sua habitual sageza: “A poesia não é feita de palavras, mas da cólera de não sermos deuses”. Ora um dos problemas da atual poesia portuguesa é que os poetas abdicaram de querer de si qualquer coisa semelhante ao divino. O livro de Filipa Leal é paradigmático de uma poesia que fica pela superfície.»

E entre balanços no masculino e balanço no feminino
 o mundo lá vai pulando, dançando e, talvez avançando.
(é clicar no azul do céu e entrar sem medos)