sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Frésias

São das minhas flores preferidas. Vai daí que no Verão passado estive a fazer um canteiro, andei à procura de um determinado tipo de pedras, desloquei-me a um centro de jardinagem para comprar os bulbos, ao que o senhor simpaticamente me diz que não era a altura certa para o fazer, teria que esperar pelo tempo frio. Pelo Inverno, portanto. Sendo assim o Inverno está aí e já posso plantá-las. Entretanto o canteiro foi ocupado por umas flores miudinhas e coloridas, aquilo está muito charmoso, portanto as frésias terão outra casa, um grande vaso de barro pintado por mim. Pintado por mim porque gosto muito deste tipo de coisas. Faz-me um bem danado à alma. A minha alma anda um bocado constipada, as frésias e o resultado da pintura são bem capazes de ser o remédio certo.



Levei no dia do meu casamento um pequeno e curto ramo de frésias brancas, acho que foi o bouquet mais bonito que me foi dado a ver. Que me perdoem a imodéstia. Mais bonito se calhar por ter sido o meu e fazer parte daquele dia que muitos dizem ser o mais feliz. A mistura entre o branco e o verde era magnífica, O perfume próprio e natural das frésias ficou para sempre na minha memória. O vestido de modelo italiano também continua guardado, nem eu sei bem porquê. Vestido, luvas compridas e um pequeno lenço branco bordado à mão pela minha avó, lenço esse que tive que levar comigo. Quando ao casamento, não. O casamento não durou, o namoro foi durante a adolescência e quando começámos a crescer, lado a lado, a uma determinada altura os caminhos que ambos pretendíamos seguir eram diferentes. Daí achar que a melhor idade para casar é aos trinta e não aos vinte. Opiniões que valem o que valem...

7 comentários :

  1. Primeiro, as frésias ... a bem dizer.
    Depois, as frésias (brancas) que coloriram o gesto "no dia que muitos dizem ser o mais feliz".
    Se em relação ao primeiro acto pouco tenho a dizer - 'eu cá é mais bolos' -, sobre o segundo acto, o do gesto, não resisto a dizer que a noiva ia linda.

    E mais não digo que o resto não é tão agradável.

    Tenha uma boa noite e aceite um beijinho embrulhado ... numa frésia ;)

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    1. Para mim foi o dia mais enervante de todos os que vivi até hoje. É que os nossos pais acabam por querer convidar amigos e familiares vindos não se sabe de onde, cá para mim até da Amazónia veio gente, tal era a quantidade de pessoas que eu não conhecia de lado algum à minha volta. Cerca de trezentas pessoas ao todo, aquilo foi tudo menos a cerimónia íntima que eu queria, por mim eram, no máximo, vinte pessoas e estava feito, mas pronto, ah e tal és filha única... E pronto fui uma noiva à beira da loucura. Não é de admirar que durante um tempo eu não quisesse cumprimentar ninguém com beijos, fiquei traumatizada, tendo em conta que toda a gente me deu dois beijos, foram cerca de 600 beijos num só dia. Credo! Mas sobrevivi, o Senhor é meu amigo...

      (acho que se calhar é melhor não me despedir com um beijinho desta vez... ahahahahah) :)

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    2. "(acho que se calhar é melhor não me despedir com um beijinho desta vez... ahahahahah) :)"
      Pois...

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  2. A melhor idade para casar é quando se encontra a tampa da nossa panela, ou como diz uma amiga brasileira, o chinelo certo para o nosso pé. A idade não interessa nada. Também gosto muito de frésias, mas o meu ramo era de flor de laranjeira. É que eu sou da era dos dinossauros...
    Um abraço e bom fim de semana

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    1. Neste caso interessou porque coincidiu exactamente com a altura em que ambos estávamos a iniciar a carreira profissional. Trabalhando os dois na mesma área e sabendo que não é profissão que tenha um horário das nove às cinco, acabou por arrastar enormes conflitos. Hoje sei que aquilo de muita gente dizer que amor não é tudo, é bem capaz de ser verdade. Aos trinta uma pessoa, e falo por mim, está mais capaz de aguentar determinados embates. Penso eu, mas a bem dizer não tenho a certeza de coisa alguma.

      Isso da panela e do chinelo é muito pouco romântico, Elvira (ahahahah).

      Abraço e tenha uma óptima noite.

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  3. Gosto imenso de frésias e a louca da Zara (cadela da filha) gosta ainda mais e Maria nem te digo, nem te conto...a filha e genro plantaram, desabrocharam estavam lindas e num ápice desapareceram. Já topei a tipa, plantar sem que veja e aí sim conseguem sobreviver.

    Quanto à idade para casar sinceramente não sei dizer qual será a melhor, por bom, mas bom mesmo é trabalharem em conjunto numa união saudável e serem felizes.

    Casei no dia em que fiz 23 anos e poucas imagens ficaram guardadas na minha memória. Sim existe dois álbuns mas estão há muito nas mãos da filha mais velha, já que a a mais nova não quis nenhum.

    Numa época bem diferente da actual era moda isto e mais aquilo e só posso dizer-te que furei todas as regras com as quais não concordava: não levei o véu caído sobre as "trombas":) não houve exposição das prendas, a tal corbail (não sei se é assim que se escreve) em casa dos meus pais e o ramo era um bouquet de rosas mas surgiu-me um outro que no meio tinha uma rosa de porcelana com um bilhete que dizia: Amo-te para sempre e nem sequer fui convidado.

    Estranho Maria, aliás a minha vida é pautada por coisas estranhas:))) e contrariando tudo e todos levei esse ramo e o bilhete ainda hoje o conservo.

    De resto não me recordo de mais nada, nem convidados, nem prendas, com quem fui, como fui, a festa, a música que abriu a dita, lua de mel nunca a tive etc, etc, etc.

    Como diz um amigo meu...casar jamais só ajuntar:)))


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    1. Isso quer dizer que a Zara come as frésias? Bom, pelo menos fica bem perfumada todo o dia (ahahahah).

      Hummm, a Fatly tinha um admirador secreto, pelo menos esta parte assim o indica " Amo-te para sempre e nem sequer fui convidado". E atrevido. E atrasado nas horas, também :))

      Após o meu divórcio, um ano mais ou menos depois, recebia o segundo pedido de casamento, fugi a sete pés mal percebi que ele não me largava, ou seja, pedi aos meus pais para ficar uns tempos numa casa que só era usada nas férias, deixei de atender o telefone. Uns anos mais tarde acontece novamente a insinuação de que se calhar era melhor pensar em viver junto. Voltei a desaparecer. Não pretendo voltar a viver com alguém, a casar com alguém, sinto-me melhor sem essa parte.

      (se a Fatyly diz que não se lembra de nada, é porque algo foi desligado nesse sentido, por vezes viver melhor é mesmo não nos lembrarmos de determinadas coisas, penso eu :)

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