segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Será que as mulheres continuam a arriscar querer viver com homens que nada sabem fazer em casa?

Encontrei um artigo, por acaso, enquanto andava por aí nos jornais e revistas online. Um artigo muito bem disposto, um diálogo entre um homem e uma mulher, o facto desta ponderar não querer viver com ele porque o homem nada sabe fazer em casa. No final ela pergunta-lhe:


(é seguir o link e sorrir, porque só dá para sorrir mesmo)


4 comentários :

  1. Li artigo e tive de rir à gargalhada porque é o retrato fiel de muitos homens, sobretudo os da minha geração que muitos continuaram na mesma onda dessa educação. Depois a coisa foi mudando aos poucos e olha que os meus genros estariam já com um belo par de patins se não tivessem saído dessa onda:))))

    O mais velho tudo tem feito para "cozinhar bem" e pede-me umas aulas de culinária e o certo é que vai indo, mas cá para nós que ninguém nos houve, faço minhas as palavras da neta: avó esse arroz foi o pai que fez ontem, mas avó...hummmm vamos fazer um de novo? Pois:))))

    Realço esta parte:

    " Eu já sabia que és um menino e que nunca fizeste na­da em casa porque a tua mãe, as tuas irmãs e a vossa em­pregada faziam tudo. Tu e o teu pai eram uns lordes. Mas não sabia que tu nem sequer sabes estrelar um ovo. Pen­sei que não gostasses muito. Mas na verdade não sabes.

    Não cozinhas, não limpas o pó, não sabes usar um berbequim. Para que serves tu?"

    Gosto imenso da geração das minhas filhas onde existe o "partilhar de tarefas".

    Foi bom vir aqui e agora vou arejar porque se aproxima os finalmente de "um montão de papéis" num país complicadex e cujo cruzamento de dados de ou em alguns organismos públicos é uma utopia. Fogo!!!!

    Um bom dia

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    1. Fatyly, depois de um dia complicado (o de ontem) em que as notícias foram aquelas que todos sabemos, achei por bem publicar um post mais leve, digamos assim. Embora neste meu espaço tente sempre falar de assuntos que, mesmo sendo sérios, não têm a intenção de inflamar, ou a intenção de serem tratados de forma superficial. Nos dias que correm, inflamar, não me parece ser o caminho certo. Quando algo está a arder, não tenho por costume (ou pelo menos esforço-me bastante) pôr mais lenha na fogueira, gosto mais de usar água. Parece-me mais eficaz para se chegar a algum consenso.

      Quanto ao assunto do artigo, tem muita razão na parte em que diz que: "a coisa foi mudando aos poucos e olha que os meus genros estariam já com um belo par de patins se não tivessem saído dessa onda". Muita razão na parte da coisa foi mudando, na parte dos seus genros só a Fatyly sabe :))

      Sabe que eu acho que alguns homens são muito espertos naquilo de não quererem fazer nada em casa e vai daí usam um truque que funciona muito bem. Ou seja, fazem tudo de forma errada para que as mulheres digam: sai daí, não sabes fazer nada de jeito, eu faço isso... Ora, nem percebem que era exactamente isso que eles pretendiam. Nesses casos a pessoa tem que dizer: está mal, para a próxima fazes melhor. Está feito. O tiro sai-lhes pela culatra :)))))

      No meu caso, já fui casada, ambos trabalhávamos (na mesma área, inclusive) e era ele que cozinhava, quase sempre, ou mesmo sempre. Eu tratava do resto. Isto nos dias da semana quando chegávamos a casa no final do dia. Ainda não dava para ter empregada e esse partilhar de tarefas nunca foi motivo para zangas. Alias, esse aspecto funcionava muito bem. E digo-lhe, nunca foi preciso dizer aquela coisa que não entendo do "ajudas-me?". Era ele que fazia de livre e espontânea vontade. A casa era de ambos e sendo a casa de ambos, ambos tínhamos de tratar dela. Tão simples quanto isto. Com o meu feitio nem podia ser de outra maneira... Não tenho feitio para ser criada de ninguém, porque também não faço de ninguém meu criado. Ponto final e faça-se um parágrafo para respirar :)

      Já percebi que vai ter um dia difícil, atolada em burocracia. Boa sorte e tenha, apesar de tudo, um bom dia.

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  2. Paulo Farinha exagerou. Resta saber com que intenção.
    Sendo verdade que existem homens que, em casa, pouco ou nada sabem fazer - algumas mulheres também são assim - não havia necessidade de chegar ao ponto que Farinha chegou.

    Homens que nada sabem fazer em casa. E ver televisão, não conta :)))

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    1. Ah, a televisão, mas para isso existe uma resposta à maneira no diálogo de Paulo Farinha. Esta parte:

      "¬ Estás mesmo a ponderar o nosso futuro em função do que eu faço em casa?
      ¬ Estou. E se outras mulheres fizessem o que eu estou a fazer, poupavam muitos dissabores. Para tua informa­ção, sintonizar os canais da televisão e garantir que es­tá tudo bem com o wi-fi não é grande ajuda hoje em dia.
      ¬ Se calhar devias queixar-te à minha mãe.
      ¬ Eu? Tu é que devias. E agradecer-lhe pela educação que não te deu. Ao menos sabes ir às compras? Escolher fruta. Comparar preços? Ver a melhor carne?
      ¬ Não."

      Ahahahahah... Está bem engraçado o diálogo, e real :)))

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