segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Parece que a blogosfera está em declínio... (li ontem num blog bastante credível)

E eu decidi pôr-me a pensar se isto da blogosfera também pode ser catalogada e arquivada no dossier em que na lombada se pode ler a velha frase, bastante irritante por sinal, do antigamente é que era bom, e se no tal do antigamente é que era bom, já que agora não o é, pelos vistos, isso quererá dizer que os do antigamente não estão a dar um bom exemplo nisto de bem saber blogar no actualmente?


Bom, lá terei de ler um livro de auto-ajuda.
A arte de ser imperfeita nisto da blogosfera.
Isto da imperfeição neste género de mundo é coisa para me agradar. 

(temo é que aconteça alguma turbulência na leitura,
eu e os livros de auto-ajuda somos como cão e gato)


4 comentários :

  1. "(li ontem num blog bastante credível)"
    Não me lembro de ter escrito semelhante coisa :)))

    A blogosfera pode ser classificada mas nunca arquivada.
    O "antigamente é que era bom", essa frase tonta que muitos tontos usam, não faz sentido. Talvez, neste contexto, seja mesmo de a colocar no contentor de lixo mais próximo e fechar a tampa.

    Brené Brown escreveu esse livro, o tal da imperfeição e sei lá mais o quê? Ah maroto que nunca me enganou.

    O que é mesmo bom é 'ir na conversa' de Alanis Morissette com o seu 'Ironic'.

    Beijinho, senhora dona Maria. Faça o favor de ter uma boa semana.

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    1. O que me tem sido dado a observar desde que ando nisto da blogosfera, é que são exactamente aqueles que por cá andam há mais tempo que fecham, de alguma forma, as portas a todos aqueles que querem entrar neste mundo. É um mundo muito manipulado e manipulador, salvo algumas excepções, obviamente.

      Entretanto "mata-se" de alguma forma a blogosfera quando as pessoas entram em modo carneirada. Uns bloggers com algum relevo dizem ámen e é ver toda a gente a dizer/escrever ámen. Ninguém se atreve a contrariar, rectifico, são poucos os que se atrevem a escrever aquilo que bem lhes apetece, da forma que bem lhes apetece, alheios ao efeito carneirada. Normalmente são penalizados.

      A publicidade aos molhos também não ajuda, uma coisa é aqui e ali ter alguma publicidade, não sou contra, de forma alguma, desde que o produto esteja marcado como sendo publicidade, é-me indiferente, é uma forma de ganhar dinheiro como qualquer outra, quando transparente, nada contra. No entanto blogs com publicidade por tudo quanto é canto são uma praga. Blog para mim é onde se pode ler o que vai na alma das pessoas, desabafos, opiniões, revoltas, alegrias, humor, dor... e por aí fora. Blog é essencialmente escrita, para mim evidentemente. São as letras do próprio autor/autora, assim, a nu. O problema dos blogs talvez seja isto de vestir as letras dos outros com medo de vestir as suas próprias letras. Um acto de cobardia, talvez...

      A letra do "Ironic" é reveladora. Gosto.

      Beijinho para si também. Boa semana.

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  2. Não me enquadro e muito menos me revejo nesse tipo de blogues que descreves tão bem. Os que acompanho deixo a minha opinião e olha que às vezes em quarenta e tal comentários é o único que vai em contra-mão. Se o dono(a) não gostar que não publique ou apague e corra comigo.

    "Antigamente é que era bom", uma frase que oiço constantemente e contesto seja em que local for. Se falam do antigamente como saudade de algo aí é compreensível, mas arrasarem os tempos actuais, saiam da frente sfv que vai bomba:)))

    Por vezes questiono se nós os do "antigamente" soubemos passar o testemunho aos descentes para enfrentarem e usarem com cabeça a "liberdade". Em muitos casos digo que não, mas Maria em muitos casos digo sim porque há uma geração que não se unifica pelo "perdido" já que a maioria luta, procura inovar, enfrentam os problemas que surgem com garra, partem sem cunhas e atropelos e acho que o futuro deste Portugal está nas mãos deles. Igualmente despertos para a política e uma coisa que oiço de muitos e que me faz crer no que acabei de dizer: na vida nada é certo (o tal emprego de antigamente) há que enfrentar o mundo de peito aberto (globalização) e se for preciso cavar, amanhar a terra, partir para outra mas jamais ficar no sofá à espera de...(a inovação). Pisar, engraxar, meter cunhas nunca dão certo e no "antigamente" era a forma de...Os meus pais deixaram-nos voar e bater com as trombas no chão para que aprendêssemos muita coisa.

    Os órgãos de informação só mostram o lado negro das coisas e os programas "com cabeça, tronco e membros" existem mas são passados a horas imprevistas. A guerra das audiências é nojenta, como é nojenta a forma e conteúdo da política e aqui digo sem pápas na línguas que os "relvas e trumpes" da vida irão cair que nem tordos.

    O meu testemunho às filhas foi dado nessa base e hoje são motivo do meu orgulho como mãe e pai que fui, sou e serei.

    Cometi erros? Claro que sim mas jamais aqui neste mundo de cabos usei "obras de outros" sem salvaguardar os direitos de autor...e a minha humilde cubata é o espelho real de quem sou e como sou.

    Lamento que os do "antigamente" agora usem as ferramentas modernas para dizerem o que dizem, uns bem outros bem mal...esquecendo-se que muitos não têm internet. Para não perderem votos então tomaram conta dos vários canais para darem e adormecerem o povo: toneladas de novelas, filmes com uma violência dantesca, banda desenhada e ou filmes juvenis para totós e futebol + futebol + futebol.

    Sou muito imperfeita mas dispenso os livros de auto-ajuda, e o que mostras só pela frase, a meu ver, é o contraditório, porque quem se acha sabedor e dono disto tudo com ajuda de améns da vida alguma vez deixa de ser o que é? Poupem-me!

    Desejo que me tenha feito entender, porque escrevo conforme o que penso e se penso já é muito bom:)))

    Vou dar uma volta para ver se acalmo o tal "arrasa montanhas" que hoje "alguém muito próximo" irá ter se ultrapassar a linha vermelha. Na volta e sabendo como sou...nem sequer telefonará:))))

    Beijos e um bom feriado

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    1. Pois aí é que está, a Fatyly percebeu e bem o que quis transmitir com aquilo do "antigamente é que era bom", a sensação que passa é que o único objectivo é arrasar com estes tempos de hoje. Isso não pode de forma alguma acontecer. Existem em todos os tempos partes boas e partes que nem por isso. Ponto.

      Olhe que gostei muito deste seu comentário. Nem me atrevo a tocar numa virgula. Experiência de vida passada com cabeça, tronco e membros. E humor. Uma mistura só possível naquelas pessoas que não se deixaram azedar pela vida, apesar da vida lhes ter puxado tapete muitas vezes.

      Beijinho e bom feriado, Fatyly :)

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