terça-feira, 18 de outubro de 2016

Isto nem sequer é má vontade (vou falar da Moda Lisboa 2016)

Eu esforço-me para perceber a moda. Pelo menos um certo tipo de moda. E deito-me naquela de não me cansar enquanto me esforço para... perceber a tal moda, só que, nada, o esforço não surte qualquer tipo de efeito. Então resolvo dormir porque é melhor, assim sempre poupo um ou outro fusível para coisas mais importantes. 

Refiro-me à marca Morecco que esteve presente, recentemente, na Moda Lisboa, diz que a marca é: 

Achei a introdução à marca muito interessante (aliás, as explicações por parte dos estilistas em relação às suas inspirações são sempre muito... interessantes), só que a parte que não entendo é se as roupas são para usar nas ruas de Lisboa, Portugal, Porto e arredores (ai que me vão crucificar nesta parte), ou se só se podem usar no caso de viajarmos para muito longe, por terras do Tibete, China ou Japão. Numa coisa têm razão, neste momento sinto os neurónios em modo psicadélico.

Senão vejamos três exemplos.

 (este penso que podia usar numa entrevista de trabalho, 
acho que seria seleccionada sem grande esforço,
embora a maquilhagem esteja um pouco carregada para uma entrevista de trabalho,
um pequeno pormenor sem a mínima importância)

 (este, bom, este não é para mim que não sou menino nem nada)

(este é em modo Mata Hari só que muito mais séc.XXI)

Nota após ter terminado isto de avaliar moda(s): só espero que a marca tenha sentido de humor e perceba aquilo da ironia muito mal cozinhada.

7 comentários :

  1. Tenho muita dificuldade em interiorizar um certo tipo de moda. Este, por exemplo, que Maria nos mostra. Uma coisa a roçar o ridículo.
    Sei que o meu forte não é avaliar vestidos, por vezes despidos, nesta perspectiva.
    Beijinho

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    1. A moda tem que ser, para mim pelo menos, "vestível", confortável, estas são as duas razões que me levam a comprar isto e não aquilo. O bom gosto é bem capaz de ser subjectivo, não sei, provavelmente aquilo a que facilmente designamos de bom gosto, terá a ver com harmonia de cores, com texturas que se podem casar, essencialmente com o facto de ser agradável ao olhar. Mas aquilo que é agradável ao meu olhar, pode não o ser perante o olhar de outro. Como se não bastassem as taxas, a moda também veio para nos complicar a vida :)

      Beijinho e as melhoras.

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  2. Maria, não me diga que não percebeu a chegada da revolução interior, no caso traduzida no trajar. A sua perplexidade, perante a perspectiva dum trajar assim na capital do antigo império português, não se coaduna com as boas intenções dos criadores. E logo eles, que devem ter no currículo, para sugerir tal ousadia, cursos e mais cursos de refúgio espiritual em geografias coloridas com as cores do Tibete ou do Nepal.
    Maria, não me diga que não embarca nesta revolução, os seus euros, tal como o de outros bem intencionados, seriam precioso contributo para novos refúgios, novas inspirações. Num qualquer ponto do mundo, seja ele qual for, onde os euros seriam da maior utilidade.
    Maria, porque é tão céptica? Olhe que as pessoas precisam de (sobre)viver!
    (A Maria tem um olho clínico, ó se tem!)

    Um beijinho :)

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    1. O AC conseguiu arrancar-me uma gargalhada com este seu comentário. Se pudesse ver-me a lê-lo, teria visto uma sobrancelha levemente levantada de forma a perceber tudo e não me espalhar ao comprido. Não tenho muitos comentadores, mas os que por aqui passam merecem uma estrela Michelin. Obrigada por ter entrado no espírito.

      Beijinho para si também e tenha uma boa noite :))

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  3. Se gargalhada pagasse imposto entrei na falência. Tu és demais e tive de fazer uma pausa, levantar-me, dar um giro para conseguir comentar algo de jeito:))))

    Raramente vejo um desfile de moda, porque é algo que nada me diz, apenas fico a pensar quem é que compra ou vai na onda, por exemplo do que mostras e que puseste legendas fabulosas:)) e parei no segundo. Onde está a moda naquela coisa? Fixei-me apenas nas sandálias versus chinelas, versus chanatos :)))

    João Magalhães deve se ter ficado pelo dragão de Komodo que quando vejo as imagens...é de fugir!

    Como diz o outro "valeu" este momento hilariante pelo que te agradeço muito..

    Um abraço

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    1. Fatyly, por vezes para conseguir descontrair do dia-a-dia, deixo-me levar por algumas parvoíces sem aspas, porque são parvoíces assumidas, sem qualquer problema em as assumir, não me levo assim tanto a sério, a vida já me mostrou o outro lado menos luminoso e, quando já se teve acesso de forma involuntária ao outro lado, rir pode mesmo significar sobreviver. Perceber que as pessoas também sorriram (ou riram) já valeu a pena :)

      Abraço para si também.

      PS: "Chanatos" é muito bom :)))

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