terça-feira, 25 de outubro de 2016

Fundamentalismos e gente querida

Dentro da polémica que foi a manifestação dos taxistas contra a Uber, quase toda a gente saberá que existiu um taxista que se excedeu e vai de proferir uma frase toda ela muito infeliz (a frase das leis e das meninas virgens, que mal embrulhada deu borrada das grandes), ora, como vivemos em tempos que basta alguém pôr o pedúnculo numa cova que, logo ali ao lado estão muitos, muitos e capazes, em estado muito raivoso, capazes de o atirar a ele e mais ao seu pedúnculo para uma cova desta vez bem funda, feita toda ela à medida e à maneira, convém, sendo assim, ver sempre muito bem o caminho que se pisa.  Após esta introdução o que quero eu realmente dizer.

Faça-se um parágrafo para respirar fundo de modo a não meter, também eu, a patinha na poça. Longe de mim defender pessoas que não sabem controlar os seus impulsos e perante uma câmara de tv dizem tudo o que lhes dá na gana. Vai na volta aquilo de uma câmara apontada a certo e determinado número de pessoas faz com que o seu lado que gosta de brilhar, brilhe, realmente, mas eu mau. A tv agradece o momento. E foi o caso. O homem imbuído pelo entusiasmo do momento disse um tremendo disparate. E ó se o disparate foi tremendo. Só que não acho que seja caso para enforcar o tal do homem, como parece querer o C.I.G (Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género)

Lá está, tanto tem culpa alguma comunicação social que deu protagonismo ao homem, como têm culpa determinados programas de tv que não deixam escapar este tipo de situação de forma a aumentar ainda mais as audiências, como têm as redes sociais sempre prontas para desfazer em pedaços as pessoas que dão corpo à polémica do momento. O homem foi boçal. Ponto. Para quem sabe realmente o que quer dizer boçal está tudo dito. Muitos motoristas de táxi o são. Infelizmente.
...

Agora o primeiro aparte:
Esta é a minha opinião. É para isso que tenho um blog, a minha intenção ao ter um blog não é colher o maior número possível de seguidores, de comentadores, de visualizações, é tão somente ser honesta comigo própria e com os outros, não me interessa ser boazinha, queridinha, amiguinha, interessa-me, isso sim, ser inteira, o que quer que inteira queira dizer. Porque isto de ter "amigos" nas redes sociais é muito estranho e soa-me sempre a desespero (a não ser que a pessoa virtual passe realmente para o campo real), amigos são aquelas pessoas com quem estamos pessoalmente, que sabem de todas as nossas tristezas, alegrias, que nos conhecem como ninguém, nas redes sociais existe apenas um certo tipo de conveniência, é assim como uma loja.

E agora o segundo aparte:
Parece que existem pessoas que se alimentam do que escrevemos, lêem o que escrevemos pela calada, entretanto pé ante pé vão lá aos seus blogs mostrar o quanto estão descontentes com o que escrevemos, gente de uma verticalidade à prova de bala, é perceber que não comentam nos sítios certos, isso é que não, sendo a malta pequeno mamífero roedor, a malta gosta de roer sempre... pela calada, lamentável isto, e muito. A minha falta de paciência para gente sonsa é drástica.

E agora a notícia que me levou a escrever este texto.

2 comentários :

  1. Boa tarde, cheguei!
    Começo por aquele parágrafo que há mais ou menos 10 minutos estava escrito em minúsculas e que agora, bem mais visível, se apresenta acizentado. Deve ser para fazer pendant com o tempo :)
    Se há pessaoas que se alimentam do que escrevemos, e há muitas, é porque nos lêem. E se nos lêem, a alimentar-se dessa forma, correm o risco de atingir um estado obeso que só lhes fica mal.
    Adiante com isso que não me aquece nem me arrefece, embora concorde que não é uma atitude aconselhável.

    Jorge Máximo, o taxista que o povo consagrou, está habituado às câmaras de tv. Fazia parte do painel residente de um super (ahahah) programa da CMTV dedicado ao desporto falado/comentado. Com Maya e Nuno Graciano como moderadores (ahahah) e ao lado de João Malheiro, o mais lúcido.
    O homem (Máximo) já era, portanto, o máximo naquela coisa do share televisivo.
    Na na na, Maria, não esteja a fazer sinais para me calar porque já estou como os malucos, digo tudo.

    O xôr Jorge foi uma besta naquela intervenção durante a manifestação dos taxistas. Uma besta sustentada, curiosamente, por um pé de microfone com câmara anexada, da ... CMTV. Foi coincidência, pronto.
    Já pediu desculpa mas não se limpa nem que o pedido de desculpa viesse acompanhado de muitos litros de lixívia.

    Quanto à C.I.G., siga porque não estou para os aturar. Repudiou, repudiou e que mais? Zero!
    O que é que a C.I.G. disse que não tivesse dito qualquer cidadão 'com dois dedos de testa'?

    Ooppss, não tinha reparado no primeiro aparte. Lido o mesmo, uma vez mais estou consigo mas com uma dúvida: "(a não ser que a pessoa virtual passe realmente para o campo real)".
    Pois mas como é que isso se faz? É que a maioria da malta parece esconder-se para além do que é necessário e conveniente esconder. Ou omitir, parece-me mais adequado o termo. E mais fino.

    É disto que o povo gosta, Maria! Das broncas mal paridas, do diz que disse mas afinal não disse, do marido que deu uma facada na mulher e a seguir suicidou-se ... enfim, uma panóplia de desgraças em formato estúpido com que somos mimados hora após hora pelos media.

    Dito isto, retiro-me não vá alguém estar à espera que eu saia para poder entrar.
    Um beijinho e uma tarde maravilhosa.

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    1. Ah, esse parágrafo tem uma explicação, lembrei-me um tempo depois de ter publicado o texto que podem existir pessoas que não o sabem ampliar quando o colocamos em letras pequenas, iguais àquelas que se escrevem nos contratos e que ninguém lê... Acredite que não entendo este género de pessoas a que habitualmente chamo de ratazanas, não é um termo bonito, bem sei, mas também não o são as pessoas que cobardemente lêem outras (seguem em formato anónimo e tal), ali pela calada, e em vez de assumiram as não concordâncias com a pessoa que escreveu o texto na caixa de comentários respectiva, não, enfiam-se lá no seu blog e toca de assumirem uma postura altamente superior de se sentirem profundamente qualquer coisa que não interessa nem ao Menino que é Jesus. Eu que nem gosto muito de palavrões, prefiro mil vezes as que dizem palavrões, às "ratas" (e aos ratos) de esgoto. E é isto. Nem sequer peço desculpa porque não me apetece.

      Isso da CMTV, pois, introduziram esse canal lá em casa e nem sequer pediram autorização. Não percebo esta coisa de estarmos a pagar por um pack qualquer numa operadora de telecomunicações e termos que levar com canais que nem sequer consumimos. Se eu lhe disser que nunca vi nem um programa da CMTV, acredita? Pois pode acreditar que é verdade. Para quando ser o próprio cliente a escolher o seu pack com os canais de que mais gosta? Género self-service. Isso é que era.

      E quem são a Maya, o Nuno Graciano e o João Malheiro??? (não se incomode em responder)

      O motorista de táxi foi boçal, mas daí a querer enforcar o homem vai uma grande distância (se calhar era inteligente não dar tempo de antena a gente imbecil). Ainda bem que não existe aquilo da pena de morte no nosso país, porque da maneira como as pessoas misturam tudo, iria ser bonito...

      Vivemos numa altura em que nos convidam a nos "prostituirmos", ou seja, temos que nos vender à força toda, o pilim é que interessa, qualidade não interessa. Bah!

      Beijinho para si também.

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