quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Diz que Obama quer levar humanos a Marte em 2030. Maria quer sugerir coisas a Obama (sentei-me e decidi escrever uma carta)

Exmo. senhor Obama,

Venho por este meio, via blog portanto, pedir-lhe encarecidamente que leia com muita atenção o pedido de uma Maria que mora lá para os lados de Portugal, mesmo à esquina de uma cidade de seu nome Lisboa. 

Vou começar. Está preparado senhor Obama? Vamos a isto.

Sabe, muito haveria a dizer sobre pastéis de nata que se fazem em Belém com segredos guardados a sete chaves - nós por cá sabemos guardar segredos, não se preocupe. Do Mosteiro que não é do senhor Jerónimo, o de Sousa, garanto-lhe. De uma Torre de Belém que não larga o Tejo, não vá passar pelo Tejo outra qualquer e ela, ela a Torre, ficar a ver navios. Da baía de Cascais toda ela bem vestida em lojas de marca, nada comprado na feira de Carcavelos, porque a baía não se mete nessas coisas e nós acreditamos, bom, senhor Obama, a bem dizer não acreditamos, mas convém fingir que sim. Dos bairros tipicamente portugueses a cheirar a cravos e tuk tuk no plural porque são tuks a dar com um pau, nem calcula a canseira de os enxotar e eles a não nos obedecerem. Canseira, senhor Obama, só lhe digo. Ou não lhe digo para não o maçar. 

Estou para aqui a pensar se lhe devo falar daquilo das pessoas frequentarem supermercados e deixarem carne que já não querem no sitio dos detergentes, porque aquilo é muito quilómetro para andar pelos corredores do supermercado até chegar ao sitio da prateleira da carne e devolvê-la à sua caminha até que outro cliente resolva colocá-la delicadamente no carrinho de duas rodas e trazê-la para casa com a intenção de a salpicar com pimenta preta e dar-lhe uma dentada. Ufa, isto tinha que ser dito sem vírgulas pelo meio, senão era bem capaz de me arrepender e não conseguir desabafar. Nós por cá primeiro apimentamos as coisas e depois é que lhes damos dentadas. É mais apetitoso, sabe, senhor Obama. Não sabe? Mas olhe que o aconselho a experimentar.

Já me perdi, não se preocupe porque normalmente volto a encontrar-me. Vou resumir isto tudo, já deve ter percebido que me dou muito bem com coisas sintéticas. 

Senhor Obama, já pensou em levar o Donald Trump para Marte (bem sei que ele não é humano nem nada,  mas faça lá um jeitinho) e fechar Marte a sete chaves só naquela de ele deixar a Terra na paz do Senhor? Do Senhor que não é o senhor, senhor Obama, É o outro Senhor, não sei se está a... a... ver...

Desta que muito o aprecia, não no sentido literal de apreciar nesse sentido, mas no outro, deixo-lhe um abraço apertado e veja se arranja tempo para visitar Portugal. Portugal de norte a sul. Ou de sul a norte. Deixo-o escolher por onde quer começar a perder-se. Ou encontrar-se. Melhores cumprimentos, daqueles mesmo do melhor que há.

Agora para quem gosta de notícias a sério, 
é seguir a notícia a sério por 
aqui
Eu segui e gostei do que li.

14 comentários :

  1. Maria Madeira - a diplomata. Bom exercício. :)

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    1. Obrigada, Impontual. É um privilégio tê-lo por aqui :)

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  2. Estimada Maria - ena pá, estimada hoje é o adjectivo! - com esta deixou-me assim a modos que aborrecido. Maria, a estimada, escreveu a Obama e não me disse nada. Não que tivesse que me dizer mas se dissesse era outra coisa. Porque, inevitavelmente, eu pedia-lhe para juntar algumas palavrinhas.
    É óbvio que poderia ser eu a escrever a carta, outra carta que não a sua que é muito sua e não dá p'ra ninguém. Mas se fosse eu, a carta passaria por uma rigorosa triagem que está mesmo ali à entrada da sala que dizem ser oval, não fosse cá o rapaz lembrar-se de lhe dizer umas coisas que sabe sobre o passado na tal sala que dizem ser oval.

    Esqueçamos isso que agora (já) não interessa nada. Maria escreveu, está bem escrito e, presumo, espera resposta. Tem a certeza que ela, a resposta, vem?

    Pois eu vou adiantar-me no tempo e escrever uma carta a Hillary, a senhora que vai ser a chefe dos norte americanos, dos índios e tudo. Sugerindo-lhe que a sua primeira deslocação após se sentar no trono, seja a Portus Cale. Onde pode encontrar montes e vales, palácios e palacetes, ricos e pobres, políticos e faz de conta enfim, uma panóplia de coisas que dificilmente encontrará noutro país. E, vou lembrar-lhe, de que com jeitinho, o nosso chefe Marcelo a vai convidar a estar presente num Conselho de Estado.
    Muitas mais sugestões lhe poderei dar mas tenho que pensar bem. Nomeadamente se depois da carta não me mandam internar na ala psiquiátrica da unidade hospitalar da minha zona. Um local onde, por acaso, há malucos a sério. Dizem os médicos que eu de maluquices e maluqueiras pouco ou nada percebo.

    A sua ideia, Maria, de perguntar a Obama - entre mim e ele é tu cá tu lá - se quer levar o Trump para Marte, é muito bem vista. Se Maria perceber que a ideia não surte efeito, cá estarei para meter a cunha (put the wedge na linguagem dele) e, até, ajudá-lo a transportar o outro até ao aeroporto para me certificar que o homem não escapa.

    Desculpará, Maria, mas recuso-me terminantemente a ler o tal 'Observador' que dizem ser um jornal online. Aquilo é demasiado tendencioso (e por vezes malévolo) para que eu perca tempo com semelhante gente.
    Como não leio, não li o que a estimada (outra vez) Maria naquela parte do "seguir a notícia a sério".

    Bem, está na hora de tomar o xarope, tenho que ir.
    Um beijinho para a hoje baptizada de estimada, a que junto uma pergunta: era mesmo necessário sentar-se para escrever ao camarada Obama? :)))))

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    1. Obrigada por me estimar, caríssimo Observado. E não se zangue por o tratar por caríssimo, pois se eu não me zango por me tratar por estimada. É troca por troca :))

      Saberá que eu tendo a acreditar que não foi só o Clinton o único homem que, dizem as boas e más línguas, terá usado salas em forma de ovo (vá-se lá saber a queda de Presidentes-homens por coisas nutricionalmente ricas, falo de ovos, evidentemente), muitos homens existem que, sendo ou não Presidentes, também usam muitos formatos de salas para a prática daquilo que se me varreu, e outros não gostando de salas, nem de formatos, usam o ar que é todo livre para praticar coisas condenáveis. Eu não acho condenável aquilo que é consentido por ambas as pessoas que praticam coisas nutricionalmente ricas, já as legítimas mulheres é que têm um grande cozinhado com que se entreter. É fritá-los. Aos ovos, evidentemente. Outra vez.

      Espere só um bocadinho, eu não quero cá a Hillary por enquanto. Primeiro o Obama que tenho mais coisas, e muito importantes, para conversar com ele. E obviamente que me vai responder. Tem dúvidas? Não tenha.

      Diz o caríssimo Observador que: "eu de maluquices e maluqueiras pouco ou nada percebo" (eu que não sou eu, mas a pessoa que está desse lado). Ora bem, faz mal, muito mal mesmo, quem nunca "malucou" pode não estar muito bem de saúde. Veja lá isso com o seu médico :))))

      Nããã, não gosto de cunhas. Falo directamente com o Obama e aguento-me com a resposta. Algo me diz que ele é bem capaz de achar muito boa a ideia de trancar o Trump a sete chaves em Marte. Mas acha que eu iria sugerir que o Trump fosse bem sentado num avião? Cá nada. Aquilo era a frio, era um grande pontapé no apêndice caudal e aterrava em Marte para todo o sempre (ahahahah).

      Beijinho para si também.

      PS: Tenho para mim que já citou o jor.Observador no seu espaço. Posso estar enganada, mas... Se formos por aí qualquer jornal é tendencioso (ou pelo menos alguns jornais, algumas pessoas e até tartarugas, muitas). Se é que sei o que que quer dizer tendencioso.

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    2. Achei piada ao "caríssimo Observado". Há dias em que passamos de observadores a observados e vice versa. É a vida.
      Não me zanguei pelo "caríssimo", está a ver? De vez em quando até dá jeito ser íssimo. Não será bem assim mas pronto, fica neste pé.

      Já citei o "jor.Observador" - isso é que é memória! - no meu espaço. Mais que certamente porque achei que sim e não por outro motivo qualquer. É que aquela malta é, na sua maioria, do piorio que o jornalismo tem. Uma espécie de CM a atirar para o fino.
      Tendencioso é, neste particular, tender para a estupidez.

      Tenho dito que hoje estou cansado. Foi um dia filho da ... luta :))

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    3. Tenha em conta que não escolho os jornais, tal como não escolho as pessoas, por serem de direita ou de esquerda. Essa parte não me interessa rigorosamente para nada, penso que já o escrevi por aqui diversas vezes. Leio o Observador, como leio muitos outros jornais online, estejam eles encostados à esquerda, à direita, ao centro ou tão pouco mais ou menos. Aliás, quando entro num jornal ou revista online, o que realmente me interessam são os artigos, nem tenho em conta quem os escreve ou deixa de escrever. Neste caso gostei do artigo que tem por tema Obama/Marte. O artigo é interessante e vale a pena ler. Sou partidária daquilo de ser apartidária :)

      PS: Citou o Jor.Observador há relativamente pouco tempo, coisa de dias, daí lembrar-me.

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    4. Só um pormenor: também não olho para eles, os comentadores/escritores/curiosos pela tendência política. É mais pela cretinice com que alguns (maioria?) se exprime.

      PS que responde ao PS: Citei porque sim, lá está. Com toda a certeza por algo positivo e que reuniu consensos.

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    5. (caro Observador, este era um post na onda do bem disposto, com ironia à mistura, arrastar o post para termos como "cretinice" quando digo que o artigo Obama/Marte até é interessante de ler, afasta as pessoas da real intenção do tema, vamos lá deixar as más energias longe).

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  3. Como continuo longe de casa e só com smartphone, não segui o link. Ir a Marte? Bom em 2030 já terei partido para outra dimensão qualquer se é que isso existe. O que eu gostava mesmo, era que eles gastassem metade do dinheiro que gastam no espaço a matar a fome aqueles que a fome matará muito antes de 2030.
    Abraço

    P.S. Gostei da sua ironia.

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    1. Elvira, a parte de partir para outra dimensão, todos nós, quer queiramos quer não, acabaremos por ser recambiados para uma dimensão feita à nossa medida. O que quer que recambiados queira dizer. O que quer que medida queira dizer.

      Não deixando de perceber a parte de que fala, e bem, a parte de matar a forme a quem tem fome, a Elvira não acha que isto de levar humanos a Marte em 2030 (ou lá o ano que seja) é bem capaz de num futuro mais longínquo salvar a espécie humana? Isto sou eu no campo do suponhamos. É que eu tendo a acreditar que na evolução é que se encontra a salvação e a Terra onde todos vivemos é bem capaz de ter os dias contados. Isto também sou eu a divagar.

      Abraço para si também.

      PS: Obrigada por perceber aquilo da ironia, há quem não entenda o ingrediente :)

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  4. Uma boa ideia, esta da Maria, aliás sempre boas e férteis.

    Num pode, a Maria, acrescentar um post scriptum à sua cartita? Sabe porquê? É que tenho mais uma quantidade de Trumps a acrescentar à sua lista. Assim, e de uma cajadada, matavam-se uma série deles, o que dava imenso jeito.
    Sim, o seu - salvo seja! - podia encabeçar a lista, nada a opor.

    Tenha uma boa noite, Maria, de preferência sem sonhar com o dito, o tal que encabeça... exactamente, a lista.

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    1. GL, temos que nos livrar deste primeiro, deste Trump-mor, é que o homem quer ser Presidente dos Estados Unidos (medo!) depois podemos concentrar-nos nos outros trumpezinhos :))

      Boa quinta-feira.

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  5. Não sou muito fã destas descobertas que não condeno mas só espero que nenhum calhau caia na minha cabeça:)))

    Para mim Obama é e ficará na história como um bom, muito bom presidente e o artigo é mesmo a sua cara e forma de ser e estar.

    Agora pf Maria, Trump fechado em "Marte a sete chaves" quando outros muito credíveis buscam, investigam e queimam neurónios em prol da humanidade, é tudo menos consensual. Pediria antes que o fizessem girar em volta do sol. Já tem o cabelo torrado, lindo de morrer que tapa um cérebro do tamanho de uma formiga e os bolsos cheios de cartões versus dinheiro aqueceriam, derreteriam e fariam o resto.

    Mas juntaria mais umas personagens mundiais.

    Já agora eu que nunca meti cunhas a ninguém, pede-lhe se faz favor que me pague uma passagem só de ida para Angola...porque estou farta de viver num país com gente tacanha, lamechas, políticos da treta, num blá blá que enjoa...mas agora com um Presidente à maneira. Diz-lhe que ainda acredito que um dia surgirá um governo que saiba fazer pontes, que não tenha peneiras, que goste de cagarras mas que não é carraga que saiam das mordomias pagas por todos nós.

    Diz-lhe que tem aqui outra que só por acaso é Maria e que gosta muito dele e da sua mulher.

    Depois manda a conta dos selos da carta:))))

    Um abraço

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    1. Fatyly, eu admito que gosto muito de tudo o que visa encontrar soluções que podem, eventualmente, melhorar o futuro, ainda que eu não faça parte desse futuro. Existe muita gente que agora é pequenina ("tenho" uma de seis anos), que vai ficar por cá e se existe algo que me deixa mais descansada é saber que o mundo dela estará em boas mãos (espero eu, espero muito mesmo).

      A sugestão de fechar Trump a sete chaves em Marte é no sentido de o mundo se livra dele para sempre. Apenas isso :)))

      Caramba, tive que ir ver o que são "cagarras" (ahahahah).

      A senhora Obama também não está nada mal, não senhora.

      Tenha um bom sábado. Abraço para si também.

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