sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Por falar em gente frontal e com uma frontalidade que eu muito aprecio...

... É só entrar naquele link ali mais em baixo e perceber o porquê de eu gostar mais de pessoas que dizem o que têm que dizer sem grandes salamaleques. No entanto, na minha mais humilde opinião, é necessário não confundir frontalidade com má educação, existe realmente uma linha muito ténue que separa uma de outra. Essa linha, em tempo algum, deve ser quebrada. Eu pelo menos não a quebro ou quero acreditar que assim seja. Pessoas que criticam de forma construtiva são necessárias, cada vez mais necessárias para que este mundo dê um pulo no bom sentido. Pessoas caladas com receio de emitir uma simples opinião não contribuem lá muito para as mudanças.

De repente veio-me à ideia o problema da violência doméstica que ficou amordaçada durante tantos anos dentro das quatro paredes de muitas famílias, O medo de falar, o medo de dizer: não admito que me trates como se fosse lixo... sempre o medo de falar.... Alguém frontal, penso eu, não admite que outro alguém lhe levante a mão seja em que circunstância for. Só por isso gosto de gente que diz o que tem para dizer, que se defende, que se respeita, porque também é uma questão de respeito para connosco quando a malta não admite certas coisas de pessoas que se acham um patamar acima. 
...

E agora numa outra onda mais leve. Eu, por exemplo, jamais diria a alguém isto;
- Esse vestido é feio, faz-te mais gorda, ficas com mais dez anos em cima...
A isto não chamo de frontalidade. A isto chamo de alguém que gosta de arrasar outra só porque sim. 

O link que leva ao texto do escritor que também tem um blog, é este:
(vale a pena ler)

4 comentários :

  1. O que quer Maria dizer com "humilde opinião"?

    Escrito isto, apenas acrescento que concordo consigo.
    E sim, li o texto do escritor J. Rentes de Carvalho.

    Chegou a hora de ser frontal: está calor!!!
    Espero não ter sido mal educado :)

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    1. A frontalidade de José Rentes de Carvalho que tanto me agrada. Este post do seu blog ("Bonzinho") é a doer. Uma pessoa resume-se à sua pequenez quando lê textos de escritores a sério.

      Humilde opinião é uma opinião... humilde (ahahahahah). Pronto, vou desenvolver mais um bocadinho, digamos que é uma opinião simples, sem grandes complicações. É por aí.

      Bom fim-de-semana :)

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  2. Li o texto de JRC e deu uma resposta frontal mas com imensa classe e educação.

    Devo dizer-te que, já me conheces pela escrita, que sou frontal e como se dizia na minha terra "não morro com ela entalada". Julgo que aqui nunca passei a tal linha ténue que referes porque se o tivesse feito já me tinhas ou tinham chamado a atenção o que, até hoje, nunca foi preciso.

    Sempre fui assim e nunca me encolhi e calei perante quem está patamares acima de mim, patamares esses que por vezes transformam as pessoas de tal forma que nem dá para adjectivar.

    Dois exemplos: anos lado a lado com um colega que estudava à noite advocacia. Quando faltava era eu que fazia o trabalho dele, porque trabalhar e estudar é obra. No dia em que se formou e ao entrarmos no elevador cumprimentei, bom dia António. Desculpa? A partir de hoje sou Dr.António, certo? Fiquei parva mas mais parva com a forma de pavão que proferiu tais palavras. Aguentei e respondi apenas ok!
    No mesmo dia precisou de mim ÓBVIO...e fiz ouvidos de mercador. Não me ouviste a chamar-te? Não ouvi e nem quero ouvir Dr, porque o senhor nunca mais me tratará por "tu" mas sim por Dona, certo? Mais vá ter com os seus colegas Doutores e esclareça o que tem de esclarecer. Isto perante todos da secção...e saiu que nem rato de esgoto. Até hoje.

    Gente que cheira mal moralmente, gente que se julga superior, gente que gosta de pisar quem quer que seja, criticar etc. comigo não colam...e resolvo a questão pela raiz.

    Falando da violência doméstica sobretudo na minha faixa etária volto a questionar mas que teimam em calar-me ou ficar sem resposta, que é esta que sempre me apoquentou mas que de forma alguma é motivo para se desculpar tal violência. A violência não se resolve com violência:

    - Houve uma guerra colonial que como em todas as guerras os horrores praticados ficam para todo o sempre gravado na cabeça de tantos jovens. Não falo dos que tinham as patentes de "mandar", mas quem era obrigado a tal carne para canhão. Um país que nunca se preocupou com o "stress traumático de guerra", que poucos ou quase nenhuns foram e são tratados, tratamento para toda a vida (apenas um comprimido) os faria mais calmos e menos violentos é um país da treta.

    As mulheres dos militares suportaram e suportam o que não te passa pela cabeça, porque uns não são violentos mas outros são e muito.

    Têm de aceitar a "doença", pedir "ajuda" mas são raros os que fazem e vivem numa turbina de violência psicológica e física. Sofri violência psicológica como já um dia o disse aqui e no dia em que pela primeira vez me levantou a mão antes de a pousar que não o fez...foi porta fora e pus um ponto final. Como aguentei tantos anos? Porque tinha medo, sim medo...não dele, mas de ter que passar fome como passei e sobretudo não conseguir dar os que as minhas filhas precisavam. Entre o cenário que ouviam e o passarem dificuldades...optei pela segunda e fui em frente e esfalfei-me em trabalho e sai-me bem.
    Ele sofria de "stess traumático de guerra" e quantas noites acordava com a turbulência de "uma mata em guerra". Pois...pois...

    As mulheres e homens não devem suportar tal carga e muito menos admitirem serem apelidados de "lixo". Dou força e coragem a quem se abeira de mim, jamais digo a alguém que estás gorda ou magra, que veste bem ou mal, que é isto ou mais aquilo...mas digo sempre o que penso com educação, mas na hora porque o que fica por dizer faz-me ficar a moer...o que me faz sofrer imenso!

    Terei razão? Não sei...e desculpa de ter fugido um cadinho ao tema.

    Gostei imenso deste post e nunca deixes de escrever p.f. porque me ajudas muito e nem imaginas o quanto. Obrigado

    Um bom sábado e daqui a nada vou para a festinha da minha catraia mais nova que ontem fez 5 anos e avó não faltes ao meu lanche, quero que venhas...e vou:)))

    Deixo-te um abraço respeitador

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    1. Fatyly, li este seu comentário muito atentamente e, digo-lhe, são sempre este tipo de comentários que me continuam a prender a isto do mundo dos blogs quando, por vezes, acho que isto não vale a pena. Importante não é bem o que escrevo, importantes são mesmo as respostas, as opiniões, que as pessoas desse lado deixam por aqui. Este seu comentário é o verdadeiro exemplo disso. Eu é que tenho que agradecer esse seu lado genuíno de que muito gosto. Essa sua frontalidade. Bem-haja por isso.

      Aceite um beijinho e tenha um óptima noite. Outro para a sua neta (cinco anos é uma idade muito engraçada, aliás, dos dois aos cinco anos penso que as crianças são simplesmente deliciosas) :)

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