domingo, 11 de setembro de 2016

O Filme "Dúvida" com Meryl Streep é simplesmente magnífico (adjectivar, neste caso, justifica-se)

Não conhecia o filme e numa das minhas deambulações nocturnas (ontem à noite, portanto) dou com o filme a passar num canal cabo. É um filme dramático que tem a admirável (volto a a adjectivar, que me perdoem os que são sensíveis a demasiados adjectivos por metro quadrado) interpretação de Meryl Streep, actriz que continua a ser a minha preferida, duvido que exista alguma que a consiga igualar.

Temos com certeza outras actrizes de igual categoria, lembrei-me agora de Jodie Foster; de Susan Sarandon; de Helen Mirren; de Julianne Moore; de Juliette Binoche; de Helen Hunt; de Sandra Bullock, mas, a verdade, é que basta um filme ter como protagonista Meryl Streep que não descanso enquanto não o vejo. Até agora ainda nenhum me decepcionou, pelo menos daqueles que vi. É uma actriz versátil, camaleónica, penso que são duas características fundamentais para se poder dizer que uma actriz é espectacular. E lá tinha que terminar o texto a adjectivar... Fartei-me de adjectivar, mas pelo menos não fui spoiler,. Do mal, o menos.

Aqui fica uma breve apresentação do filme (dois minutos e qualquer coisa)


E aqui fica uma parte do filme em que o padre dá um sermão em torno da fofoca e de gente fofoqueira (bisbilhoteiros há muitos e quase sempre são palermas, bom, não é bem assim, mas agora já está).

6 comentários :

  1. Sejamos sinceros. Ou melhor, seja eu sincero. Não sou apreciador de Meryl Streep. Pronto, vai caír-me meio mundo em cima por ter a coragem de sizer o que disse. Vai Maria dizer que se o ex Caro Observador não aprecia dona Meryl é porque não percebe nada de cinema, interpretações e isso tudo.
    Irá mesmo Maria dizer uma coisa dessas ou, como tenho a certeza que vai acontecer, achará que o bom cinema, interpretações e isso tudo passa também por outros/as intérpretes. Há mais cinema para além de Meryl Sreep. E ainda bem.

    O filme que Maria aqui refere´tem alguns anos em cima (2008) e aborda a fé e a perda dela, convicções e dúvidas, sobre pecado e virtude, sobre inocência e malícia.

    Mas ... pensará Maria ... se o ex Caro Observador não gosra de Meryl Sreep e, por isso, é natural que não veja filmes com ela (Meryl), como sabe do que trata a 'Dúvida'? Não, não foi no Google nem noutro buraco esconço qualquer. Foi no cinema, salvo erro em 2009.
    Diga-se, em abono da verdade, que fui ver este filme não por causa de Meryl ou outro qualquer artista - John Patrick Shanley nada me dizia enquanto realizador - mas pelo argumento. Consegui o que jamais pensaria conseguir: imaginar outra artista que não Meryl Streep. Gostei do filme.

    Imagino que algum visitante/comentador que leia este meu comentário, ache estranho. Não é caso para tanto mas pode acontecer. Lamentarei que isso aconteça mas não critico negativamente.

    Numa próxima oportunidade, Maria fará o favor de falar de Jennifer Aniston. Com trailer e tudo.

    Beijinho, jovem ;)

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    1. E se não é apreciador de Meryl Streep está no seu direito de não o ser. Fosse este mundo todo azul céu e a malta sempre que olhasse para o céu sentia-se enjoada. Agora, o que é necessário é saber o porquê de se gostar mais deste actor e menos daquele. Eu pelas razões acima descritas no texto, acho que Meryl Streep tem duas características essenciais para isso de dar cartas no mundo da representação, o ser versátil e camaleónica.

      Entretanto não sei se se apercebeu fui buscar actrizes que também possuem, a meu ver, exactamente estas duas características. Amo de paixão (passo esta expressão na onda do estranho) Juliette Binoche, aquela mulher/actriz é qualquer coisa de especial. Sandra Bullock consegue desarmar-me a cada papel que representa, é uma actriz "desassossegada", digamos assim. Jodie Foster é única, entra-nos pela alma adentro e faz estragos. E continuaria aqui interminavelmente a explicar o que cada actriz/actor me passa sempre que os vejo representar, só que não há tempo.

      No nosso país também temos excelentes actores, assim de repente lembrei-me de uma que, para mim, é bem capaz de ser a minha preferida. É excelente. Maria João Luís dá cartas na arte de bem saber representar. É uma grande senhora actriz.

      A geração mais nova também tem gente que me faz acreditar que Portugal está bem entregue nesta área. Não serão todos, com certeza que não, muitos não conseguem sair do mesmo registo, quer representem um/a homem/mulher do campo, quer representem um/a bem sucedido/a homem/mulher da cidade, aquilo só muda mesmo a roupa (e a maquilhagem). Não tem qualquer interesse, ser actor/actriz não é só ser uma cara gira e um corpo bem feito/musculado, a coisa vai muito para além disso, se formos por aí o mundo da representação tornar-se-à oco e sem sentido algum.

      Penso que já falei de Jennifer Aniston por aqui. Não tenho a certeza. Só que não acho Jennifer Aniston uma grande actriz, para mim entra na onda de actrizes que dá para ver numa tarde de sábado de chuva. Aconchega apenas.

      Beijinho para si também. Tenha uma boa semana :)

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  2. Sobre Meryl Streep: aquilo já não é representar, aquilo já é mudar pele a cada filme.

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    1. Impontual, para mim esse mudar de pele a cada filme (o deixar a sua própria pele, a sua essência) e entrar verdadeiramente na pele da personagem de forma aparentemente fácil, é que estabelece diferenças. A diferença entre ser um mau actor/actriz e, não o ser.

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  3. Gosto muito dela. Vi o filme e achei um pouco pesado mas interessante e para mim a cena da fofoca foi o máximo. Retratou bem a época e as vestes eram de meter medo ao susto:)

    Mas de todos que vi e foram vários, o filme que mais gostei foi "África Minha" que não me canso de ver:)

    Um bom serão

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    1. Fatyly, o enredo, o guarda-roupa, os diálogos... tudo me pareceu perfeito. Mas eu sou suspeita, gosto muito deste género de filmes. Fico presa ao écran, nem pestanejo nem nada não vá perder um segundo do filme :)))

      A cena do padre a dar um valente sermão a gente bisbilhoteira, está muito, muito boa.

      "África Minha" é um clássico do drama romântico. Vi várias vezes. Adorei todas elas (e mais um bocadinho ainda).

      Tenha uma boa noite, Fatyly.

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