quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Maria ajuda as pessoas que não percebem aquilo de escrever à pressa (twitter de Mariana Mortágua)

Dei uma espreitadela ao twitter de Mariana Mortágua só por causa da polémica que se instalou e parece querer seguir os passos do Toyota na parte do "veio para ficar". Entretanto lá fui de encontro a uma parte que me irrita um bocadinho, um bocadinho porque quando a malta é estudante e só para facilitar a parte de tirar notas nas aulas, escreve de forma abreviada, se não o fizer candidata-se a perder metade da matéria, vai daí, uns tempos depois a malta cresce, entra para o mercado de trabalho e aquilo de escrever abreviado acaba por não fazer sentido algum. Já não é estudante nem nada. Fica, assim... como é que hei-de dizer isto... assim... estranho. É a minha opinião e vale o que vale. 

Sendo assim, resolvi ajudar as pessoas que não percebem o que está escrito no twitter de Mortágua. A Mariana.

Primeira
Onde se lê: "O 2 já paga mts impostos e o 1ñ."
Deve ler-se: O segundo já paga muitos impostos e o primeiro não.

Segunda:
Onde se lê: "Aos q se têm entretido a distorcer as minhas palavras pq ter discussões sérias dá mto trabalho: taxar riqueza acumulada NÃO é taxar poupança."
Deve ler-se: Aos que se têm entretido a distorcer as minhas palavras porque ter discussões sérias dá muito trabalho: taxar riqueza acumulada (agora é fazer o favor de gritar, não, usando letras garrafais - em linguagem virtual escrever com letras maiúsculas significa gritar/berrar, parece que M.Mortágua está zangada connosco e vai daí grita, pronto, já passou)... é taxar poupança.

Terceira e última porque isto desgasta uma pessoa:
Onde se lê: "Informação n paga imposto. Aconselho q a procure e tlvz conclua q há grd diferença entre valor de mercado e vpt."
Deve ler-se: Informação não paga imposto. Aconselho que a procure e talvez conclua que há grande diferença entre valor de mercado e... e... e... (raio do vpt, que significará o tal do vpt?)... vou arriscar um... valor patrimonial tributário, mas não tenho a certeza.

Isto de pessoas da política com twitter deveria pagar imposto quando o que está escrito não se encontra suficientemente perceptível aos olhos do comum dos mortais, o dinheiro acumulado seria distribuído pelas pessoas, Só a despesa que dá comprar comprimidos para as dores de cabeça na tentativa de conseguir chegar aos vpt's desta vida...

...
(informo o digníssimo corrector ortográfico que não adianta tentar corrigir-me, nem sequer insistir, nada posso fazer, eu não tenho twitter nem nada)

24 comentários :

  1. :) o vpt deixou-me sem palavras, grande tradução!

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    1. Gábi, só espero que Mariana Mortágua tenha sentido de humor, é que dizem que as pessoas lá do lado oposto ao direito não costumam ter muito sentido de humor, vai daí ainda me arrisco a levar com um vpt em cima :)

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  2. Dois ... isso, intróitos!

    - Mariana, a Mortágua, tem um twitter? Ó pá, gente fina! Eu tenho um Citroen ... é o que se arranja.
    - Há malta que abrevia as palavras de forma obrigatória: os que estudam e depois praticam estenografia.

    Estive para perguntar à Maria quem é essa tal de Mortágua, a Mariana. De repente fez-se lus e pronto, lembrei-me. Fiquei apenas com uma dúvida que Maria fará o favor de me esclarecer. Esta Mariana tem alguma coisa a ver com aquele grupo de cantares alentejanos muito conhecido em Pias e tudo em redor?

    Ora bem, deixemo-nos de aparentes brincadeiras que o tempo não perdoa e não tarda são seis horas.
    "Isto de pessoas da política com twitter deveria pagar imposto quando (...)"
    Ser-me-á permitido dizer que toda a gente, quem quer que seja e onde quer que seja, deveria pagar esse tal imposto que para amenizar podemos chamar taxa.
    Escrever usando e abusando das coitadas das abreviaturas deveria ser considerado assim como uma espécie de alucinação quase colectiva merecedora de atenção pelo foro psicanalítico.

    Despeço-me por agora, desejando-lhe um grande 'vpt' :)



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    1. O que eu simpatizo com a palavra "intróito".

      Cantares Alentejanos(???). Bem, isso hoje é que foi abusar lá no tinto que é vinho, não? (ahahahah).

      Ouvi dizer que o twitter é um verdadeiro campo de batalha, aquilo por vezes dá pancadaria e faca na liga, não admira que as pessoas escrevam à pressa só para sair dali a correr. Pronto, também me meti no tinto que é vinho :)))

      (só me deseja coisas muito pouco simpáticas, diga-se de passagem, um vpt, bah!)

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    2. Maria, andaremos mesmo a abusar do tinto? Não, não andamos.
      Bem, se estendermos este "todos" a0 país ... temos que concluir que o negócio dos vinhos vai 'de vento em popa' :)))

      Já agora ... o meu palacete continua aberto ao (bom) público ;)

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    3. (pelo menos que o negócio do vinho não tenha quebras significativas... isto nada tem a ver com alcoolismo, tem a ver com pessoas que sabem beber e quando beber sem que tal coisa as prejudique).

      O seu palacete tem gente a entrar que nunca mais acaba. Não se pode queixar. Também me parece coisa próspera :)

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  3. Para quem exerce funções como as dela deveria ter vergonha de escrever dessa forma. E dizem não ser a única...há mais, muitos mais! Se não respeitam a sua própria língua não sei mesmo o que andam a fazer. Enfim!

    Uma boa tarde

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    1. Fatyly, acho que até uma determinada idade e quando estudantes, escrever daquela forma, abreviada, até ajuda, ajuda na história de tirar apontamentos nas aulas. Entretanto só nós mesmos percebemos o que ali está escrito. Nós e os amigos. No mundo adulto parece-me completamente descabido.

      Como bem escreveu: "Para quem exerce funções como as dela". É mesmo por aí... E também concordo na parte de ser um desrespeito pela nossa língua.

      Para si também, tenha um resto de boa tarde :)

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    2. Claro que conheço porque acompanhei os estudos das filhas e consigo ler e perceber essa forma abreviada. Mas adultos usarem? Das duas uma...ou não cresceram ou não têm um pingo de respeito pela sua própria língua.

      Se eu andasse no twitter escreveria em kimbundo e gostaria de ver a reacção:)))) mas com um pouco de sorte ainda aparecia um angolano que responderia hehehehe

      Ó meni Maria o BE pas a Blo Estrag.:)))))

      Desculpa a brincadeira:)

      Um bom serão e vou atacar a janta: feijão frade, ovo cozido resmas de atum e cebola. És servida?

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    3. Bem, Fatyly, a força das letras é qualquer coisa. Pois que li o seu comentário, estava para aqui deliciada e entretanto chego à parte do "feijão frade, ovo cozido resmas de atum" (dispenso a cebola) e não é que me deu umas saudades de comer este petisco. Há já muito tempo que não o faço.

      "Ó meni Maria o BE pas a Blo Estrag". Medo desta parte, e vai que me estão a mandar para a outra parte e eu não sei nem nada :)))

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  4. Maria, que tradução fantástica! O vpt deveria pagar 30% de imposto só pela ambiguidade :) Não gosto muito de abreviaturas. Há situações em que são essenciais como nas mensagens escritas no telemóvel, mas de resto, não uso muito. Quanto ao twitter, já tive conta. Como aquilo parece ser um campo de batalha verbal, acabei por encerrar a conta. Não me faz muita falta.

    Beijinhos

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    1. Ahahahahah, gostei muito disto, Carpe, "O vpt deveria pagar 30% de imposto só pela ambiguidade". Isso é que era! :))

      Sim, há quem as use nas mensagens escritas de telemóvel, nada contra, é pessoal, fica entre as duas pessoas que se encontram a comunicar nesse momento. Aqui o caso é diferente. Aliás, eu acho que políticos nem sequer deveriam ter conta no twitter, tão pouco no Facebook. É só uma opinião que até dava para desenvolver, só que agora não há tempo.

      Beijinho, Carpe.

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  5. Bom não tenho Twiter nem estou interessada em ter. Tenho o Facebook e às vezes passo semanas sem lá ir.
    Quanto à forma abreviada de escrever, da Mariana Mortágua, penso que devia ter vergonha de usar este tipo de escrita, tanto mais que é uma figura pública que segundo diz luta por um Portugal melhor. Como se pode lutar por um Portugal melhor se não se respeita a própria língua?
    Abraço

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    1. Elvira, resumiu tudo o que existe para resumir: "Como se pode lutar por um Portugal melhor se não se respeita a própria língua?". Isto é uma critica construtiva, na minha opinião.

      Abraço para si também.

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  6. Ó, ó! Ó para a gente ingrata que não sabe o que custa ter um Twitter, e mais um face, o tal que também é book, e que já quase não tem dedinhos de tanto teclar.
    É que aquilo é duro, exige muito trabalhinho, olá se exige.
    A menina, a tal que optou pelas abreviaturas tem que se defender, coitada!
    O problema é outro. Se daqui a um tempinho não souber, tão pouco, escrever o nomezito dela como vai assinar a posse. Qual? Qualquer pasta serve, aí não há problema, é preciso é um lugar ao sol(?).
    Respeitar a língua? Quem é que a respeita? A pobre anda aí, de Herodes para Pilatos, ao sabor dos humores dos pseudo linguistas e alguém se insurge?

    Com sua licença, Maria.
    Vou descansar que isto de escrever as letrinhas todas é muito cansativo.:)

    Uma boa noite para si.

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    1. A GL escreveu com as letrinhas todas e eu gostei de ler. Aliás, se existe algo que me dá muita satisfação é entrar nas palavras escritas das pessoas que estão desse lado, tentar perceber as suas formas de estar na vida.

      O problema aqui é que Mariana Mortágua é inteligente, isso ninguém pode negar, sabe falar, também todos sabemos, é exactamente por isso que esta história das abreviaturas se torna mais... estranha (ainda hesitei na palavra a escrever, estive para escrever... grave). O facto de uma pessoa ser inteligente não quer dizer que aquilo que defende não possa ser discutível. Tudo o que foi dito ultimamente pela deputada é realmente muito discutível.

      Tenha um óptimo dia, GL.

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  7. Olá, Maria :)
    Não pude deixar de me lembrar da minha adolescência e de quando os miúdos eram atrevidos com as miúdas (quando eram só miúdos, até se compreendia....)... Tinha uma colega, que realmente era muito gira, que dizia "Qualquer dia o meu irmão vem cá e... K2O3... A partir daí passamos a dizer que era a fórmula da faca... K2O3... Os números deviam ficar assim abaixo das letras, para dar mesmo ideia de uma fórmula química :D

    Não gosto do Twitter... Questões de identificação... Tenho para lá a conta, mas vou lá assim de 6 em 6 meses, ou nem isso... É uma rede social que não me cativou à partida por limitar muito o número de caracteres... Não tenho muita capacidade de síntese e dizer as coisas por poucas palavras não é muito comigo... Posso até fazer isso, às vezes, porque acho que nesse caso, poucas palavras explicam o que quero dizer, mas ser obrigada a isso é outra coisa... Tenho para lá a conta, até porque posso calhar a precisar para alguma coisa, mas raramente lá vou...

    Abraço :) bom fim de semana :)

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    1. Olá São,

      É mesmo por aí... "quando eram só miúdos", uma deputada do BE não só não respeita a sua própria língua, como passa a sensação de que ainda não largou as vestes de estudante. Ora, isso é um bocadinho aflitivo para quem quer ver um País a caminhar de uma forma segura. Sim, sou a favor de mulheres na política (ainda temos muito caminho para andar), sou o mais possível a favor de gente nova em idade na politica, um País só tem a ganhar com sangue novo misturado com sangue com alguma experiência, mas, alto lá, convém que as pessoas que se sentam lá para os lados da Assembleia da República saibam o que dizem antes de abrir a boca, antes de escrever nos twitters desta vida.

      Eu continuo a acreditar que isto das redes sociais e levar as pessoas em todo o mundo a expor toda a sua vida, tem um qualquer propósito. Se calhar sou só eu a delirar...

      Bom fim-de-semana, São. Abraço :)

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    2. Maria, quando me referi a serem só miúdos, também pode ter a ver com a linguagem das abreviaturas, mas estava a pensar mais no sentido de mandarem piropos e, às vezes toques, às miúdas, à entrada da escola, e mesmo nos corredores.... Quando eram miúdos, era uma coisa... Quando velhos babosos iam esperar miúdas da escola para tentar certas ordinrices era bem pior... No entanto, como não havia redes sociais, vivíamos num mundo lindo e pacifico.... Não que hoje em dia não existam também coisas dessas, mas pelo menos já são censuradas... Bom, isto só a propósito do K2O3....A miúda queria dizer que o irmão qualquer dia ia lá à escola e capava dois ou três atrevidos... Mas ela, quando escrevia era K2O3, e lembro-me sempre disso quando vejo muitas abreviaturas...

      Isso do expor nas redes sociais... A Maria já sabe o que eu penso... Acho que há um grande preconceito contra as redes sociais e uma grande tendência de se desdenhar as redes sociais e de as usar como bode expiatório.... Ainda há pouco tempo um amigo meu de longa data (dos tempos da rádio) dizia... Os pais, muitas vezes, vão ali para o shopping, ficam deslumbrados a fazer compras, as crianças ficam horas sozinhas a brincar naqueles pequenos parques interiores dos shoppings, sem adulto nenhum a vigiar e depois, se acontecer o pior, foi um braço que saiu do monitor do computador e raptou a criança...

      Há pouco tempo também, um outro conhecido meu, escrevia no Facebook "só em cinco minutos que estou aqui na fila do supermercado já aprendi umas coisas sobre a menina da caixa : o pai está desempregado e receia que seja difícil arranjar emprego. Tem um irmão na Suíça, que ela desconfia que é homossexual. Está a pensar ir viver com o namorado, mas não quer ter filhos para já... Ai, que estou a expor a vida da jovem no Facebook, que horror! Se calhar até é dessas que não gosta de se expor no Facebook.... "

      E é um bocado por aí :)

      :)

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  8. Valor vpt = valor patrimonial.
    Calma, Maria. Goste-se, ou não, do estilo, creio que a Mariana Mortágua está a fazer um bom trabalho. E digo isto sem rebuço, pois pouco, ou nada, me identifico com partidos políticos.

    Um beijinho :)

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    1. AC, Mariana Mortágua é inteligente, muito mesmo, é um facto, só que a sensação que passa é que acha que acabar com os ricos resolverá o problema dos pobres, e isto, na minha opinião, é pura demagogia. A meu ver, necessário é, puxar quem está em baixo, para cima, sem com isso destruir a vida de quem, por algum motivo, se encontra um pouco melhor (isto financeiramente falando e sem que o dinheiro acumulado seja proveniente de áreas menos limpas). É que existem pessoas que estão bem na vida só porque trabalham/trabalharam muito, não roubaram, não são criminosos... A minha opinião nada tem a ver com o ser um partido de esquerda, não é por aí, se fosse uma deputada de direita, a minha opinião seria rigorosamente a mesma.

      Beijinho, AC :)

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    2. :)
      Acabar com os ricos? Eles nunca acabarão, Maria, dê por onde der, e creio que a Mariana Mortágua sabe isso muito bem. Mas tentar redistribuir melhor as coisas parece-me uma atitude muito louvável. Com erros no percurso (há-os sempre) e tudo, que a vida vai ensinar-lhe, com toda a certeza, a limar-lhe melhor as arestas.
      Dito isto, saliento apenas que quero estar muito para lá dos rótulos, sou mesmo um cultor de janelas de oportunidades. :)
      (Gosto de pessoas inteligentes, sejam elas a Maria, a Mariana, o António ou o Francisco. Mas tenho muito presente que, quanto maior for a inteligência, maiores serão as bifurcações. Cá estarei para ver as futuras opções da Mariana)

      É sempre um prazer acompanhá-la, Maria. Um beijinho :)

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    3. Acho que vou guardar muito bem esta sua parte do comentário "sou mesmo um cultor de janelas de oportunidades", embora tudo o que escreveu dê para perceber que desse lado está alguém que sabe muito bem o que diz.

      Muito obrigada, AC. Beijinho para si também :)

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    4. Olá, AC... Eu peço desculpa de me intrometer, mas, com toda a sinceridade, faz-me um pouco de confusão isso do "redistribuir melhor"... Então quer dizer que uma pessoa se farta de trabalhar para ter alguma coisa e depois é obrigada a distribuir por quem não faz nada?? Ou fartou-se de estudar anos e anos (é esforço) para depois ganhar o mesmo que quem nunca estudou? Com todo o respeito pelas pessoas que optaram por não estudar e começar a trabalhar cedo... Aliás, começaram logo a ganhar dinheiro enquanto quem estudava vivia, muitas vezes, com dificuldades... Eu faz-me muita confusão essas coisas... Sinceramente... É como o casamento habitual dos dias de hoje, que é com regime de comunhão de adquiridos, em que mesmo que um dos cônjuges não mexa uma palha, metade dos bens adquiridos durante o casamento é sua?? Mas num casamento a pessoa casa porque quer, e pode fazer uma convenção ante-nupcial em que opte pela separação total de bens... Agora, nuna sociedade com essas leis da tal "redistribuição" o que podia fazer? Emigrar? Se fosse possível, porque parece que não era muito fácil sair da antiga URSS, tal como não é muito fácil sair da Coreia do Norte...

      Abraço :)

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