domingo, 18 de setembro de 2016

Hoje apenas coloco uma questão e, neste texto específico, a existir algum comentário, não existirá resposta da minha parte

A intenção é não influenciar quem quer que seja. 
(bom. se calhar com este texto já estou de alguma forma a... espero que não)

A pergunta tem a ver com aquela história de que pessoas que tenham contas acima dos 50 mil euros, o Estado terá o direito de aceder a essas mesmas contas. Portanto, as pessoas lá terão as suas poupanças (quem as conseguir fazer, quem ganhe o suficiente para que tal aconteça) e, vai daí, coloca o seu dinheirito no banco e, vai daí, o banco vai ter de informar a AT (autoridade tributária) que o cidadão tem mais de 50 mil euros e, se tem mais de 50 mil euros na conta, tungas, passa a ser vigiado. É isto, não é? 

É impressão minha ou aquilo da liberdade que me dizem fazer parte do pacote da chamada democracia - liberdade que parece que tem a ver com os direitos garantidos ao cidadão - está a ser arrancada pela raiz? 

Eu não sei se já disse, acho que sim mas pelo sim pelo não volto a dizer, que não percebo nada de política, gosto de ouvir quem percebe, é um facto, gosto de estar a par de tudo o que se passa no País onde vivo, só que começa a ser estranho isto de se vigiar as pessoas. Isto de entrar na vida das pessoas sem pedir licença. Só gostava que alguém me dissesse se existe um momento, um canto na nossa vida, em que se possa respirar à vontade sem termos sempre a sensação de que estamos a ser constantemente vigiados. Não tenho contas recheadas, logo, estou à vontade, no entanto chateia-me isto de não se tocar à campainha e perguntar se se pode entrar. Só espero é que com esta medida não se crie o tal (mau) hábito de guardar dinheiro debaixo do colchão, como se fazia lá no antigamente. Isso seria um retrocesso.  Retrocesso, não me parece coisa boa. 

(este post tem data de validade, 
a partir de terça-feira/20.Set.,  fica fechado a comentários, 
publicarei tudo o que existir de uma só vez)

9 comentários :

  1. Nota de interesses, para começar: não gosto de comentar e não ter feedback. Uma mania minha? Não, uma questão de lógica. A menos que se transformem os blogues em monólogos. Espero que não.

    Sobre o tema, meio mundo barafusta com este não caso. Há quanto tempo estamos a ser vigiados pelo sistema que entende meter-se na nossa vida sem sequer perguntar se damos licença? Há muito tempo e ... ninguém 'piou'.
    Não concordo com esta decisão dos 50 mil euros mas não me preocupo com ela enquanto não forem eliminadas todas as outras que vêm do passado.

    Como Maria não vai responder, acho que não vale a pena despedir-me.
    Saio como um cavalheiro, alheio a minudências e, apesar de tudo, digo ... boa tarde.

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  2. Liberdade? Que liberdade? É que o meu conceito de liberdade não tem nada a ver com o dos governos, que quando lhes dá na gana, nos cortam o ordenado, nos tiram regalias adquiridas, nos põem os telefones sob escuta, ou a conta bancária vigiada.
    Um abraço e uma boa semana

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  3. O governo anterior, pelo menos para mim, e com a troika foi o rebentar de vidas estáveis que com "cabecinha" tinham a sua casa, o seu carro, comida na mesa, momentos de lazer, férias, ou seja uma vida confortável e gratificante. Tudo mudou e a pobreza subiu em flecha, perderam os empregos, emigraram ou voltaram à casa dos pais e o desemprego foi e ainda é assustador assim como a criminalidade.

    Não acredito que ainda exista o "sigilo bancário" mas se me provarem o contrário e se tivesse 50.000 não me incomodava nada porque já somos vigiados de mil formas. Agora o que me incomoda (porque penso em muitos que possam ter, fruto do seu trabalho honesto) não levem com mais um imposto disfarçado em laçarote e que nada se faça em prol de quem perdeu as suas poupanças porque confiaram numa figura recente "gestor(a) de conta"

    Um bom dia

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  4. Ora muito bem, porque para mal já chega.
    Vamos a isto!

    Para começar uma perguntinha inocente.
    Diga lá, Maria, ainda acredita em democracia? A sério? Valha-a Deus!
    Adiante.

    Alguém saberá, mas saber MESMO, para que querem os ilustres cérebros que se lembraram desta "anedota" obter a dita informação? Sim, porque ninguém acredita que depois de tanto esforço, coitados, não tenham qualquer contrapartida.
    Vão taxar, agora o quê, como? Os tostões na integra, o remanescente dos 50 mil? Questões sem resposta, como vê.

    Depois.
    Os felizardos, os tais ricos, upa, upa, vão ser vigiados como?! Vão acabar com os paraísos fiscais?

    Maria, não tenhamos ilusões, principios como liberdade e democracia não passam JÁ de uma triste utopia, algo que vai ficando cada vez mais e mais distante.

    Perante isto o que lhe parece, ou melhor, qual a alternativa a pôr uns trocados debaixo do colchão? Ah, pois!...

    O retrocesso, no que a medidas "inteligentes" diz respeito já teve início há muito tempo, não duvide.

    Sabe qual é a minha esperança, Maria? As novas gerações. Temos jovens com muitíssima qualidade, e em diversas áreas do saber, quem sabe se não serão eles a fazer a diferença?!

    Os vigentes? Por favor!...

    Tenha uma boa noite, Maria.

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  5. Olá, Maria :)
    Sinceramente, duvido que esta proposta vá mesmo para a frente, embora já tenha ouvido dizer que sim. Por um lado, percebo que provavelmente o que terá dado origem a esta ideia terá sido os abusos, por parte de certas pessoas. Vamos lá ver se me faço entender : imaginemos uma pessoa que sempre declarou o ordenado mínimo, mediante o mesmo fez descontos, os filhos sempre tiveram o escalão A de acção social escolar, o cônjuge até esteve sempre desempregado e, ainda assim, tem mais de 50.000€ na conta bancária. No mínimo estranho, não? Poderá ter recebido uma herança, um prémio nos jogos da Santa Casa... Mas nesse caso, talvez seja fácil de o provar, não? A questão é esta:será obrigado a prová-lo, quando já pagou os impostos sobre esse dinheiro? (partindo do princípio que fez tudo dentro da legalidade)

    Agora vejamos o caso de uma pessoa que sempre teve um ordenado razoável, pagou os seus impostos segundo esse ordenado, até é solteiro, sem filhos, e sem grandes luxos... Qual é a "estranheza" de ter mais de 50.000€ na conta? Terá de ser vigiado porquê?

    Depois é assim.. Mas então devem uns ser vigiados e outros não? É que se calhar, mesmo aquele que recebe o ordenado mínimo teve sempre pais ou sogros que o ajudaram e conseguiu poupar 50.000€...Tudo isto levanta grandes questões... Eu acho que, na sua essência, é triste que se vasvulhe assim a vida das pessoas... Até porque me cheira que quem é realmente corrupto vai sempre safar-se e quem o ganhou e poupou honestamente irá sempre sofrer as consequências

    Boa semana :)

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  6. Obrigada à Fatyly, ao ex-caro Observador, à Elvira, à GL e à São, que se disponibilizaram para dar a sua opinião. Gostei de ler os comentários de todos, admito que existe um deles com o qual mais me identifico, mas isso fica no segredo dos Deuses ;)

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    1. "(...)admito que existe um deles com o qual mais me identifico, mas isso fica no segredo dos Deuses".
      Acho mal, devemos dizer tudo o que nos vai na alma. Or not ... ;)

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  7. Quando o assunto é pertinente/interessante é sempre um prazer a troca de opiniões, logo, não tem nada que agradecer.:)

    Tenha uma boa noite, Maria.

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  8. O autor do blog "Carpe Diem to me", que também já faz parte deste meu espaço, enviou-me a sua opinião por email. Eu, apesar de ter escrito que não aceitaria mais comentários a partir de 20 de Setembro, que iria publicar todos de uma só vez (tal como o fiz), resolvi abrir uma excepção e publicar a opinião fazendo copy/paste do mesmo. Com a devida autorização do autor, obviamente. Portanto aqui fica o comentário do Carpe em relação a esta polémica dos 50 mil euros.
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    "Penso que em demasiadas matérias da nossa vida quotidiana, não existe liberdade. Melhor dizendo, a liberdade que pensamos existir apenas se trata de uma "falsa sensação de liberdade." É uma espécie de estrada que temos, em que há imensos pontos em que existem controlos, à semelhança das operações STOP levadas a cabo pelas autoridades. Neste caso, das contas bancárias, penso que a medida é importante. Existe um limite, é claro, o tal dos 50.000 euros e eu penso que quem não tem nada a esconder, não se devia importar com o assunto. Se fosse comigo, o que não é de todo, o caso, pensaria o mesmo. Tudo o que puder ser feito para contrariar a corrupção é essencial.

    Se eu acho que vai resultar? Penso que não. Quem se encarrega de enganar o Estado deverá ter imensas medidas para o continuar a fazer. Se existiram medidas tão elaboradas levadas a cabo pelo BES e outras entidades, quem diz que outras empresas não terão já previsto esta situação. Penso que é uma medida errada. Não por uma questão de liberdade, mas por ser potencialmente ineficaz."

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