terça-feira, 27 de setembro de 2016

(coisinhas pouco inhas que me tiram do sério)

Tanta licenciatura, tanta licenciatura, e ainda ninguém se lembrou de um curso que obrigue as pessoas, pessoas que têm uma relação directa com o público, com os clientes, a atender um telefone. Atender um telefone com profissionalismo. 

Uma pessoa liga para uma determinada instituição e atendem-nos com um:
- "Tou".
(como se estivessem lá em casa)
(se calhar era mesmo melhor estar lá em casa e dar a vez a outra pessoa)
...

É isso e alguém nos telefonar e perguntar de onde é que fala. Uma pessoa tem que respirar trezentas vezes, com uma voz muito zen salpicada de uma simpatia meio forçada com um ligeiro tom amarelado, perguntar:

- Boa tarde para si também (estas pessoas, por norma, também nunca cumprimentam ninguém) temos aqui um pequeno problema, é que foi o/a senhor(a) que me telefonou, palpita-me que é o/a senhor(a) que tem que se identificar, não?
...

Entretanto queixamo-nos que nos outros países é que é, que eles têm melhores ordenados, que eles isto e eles aquilo. Pois... Vai na volta até sabem atender um telefone com profissionalismo. Isto hoje em dia nunca se sabe do que as pessoas são capazes.

13 comentários :

  1. Maria sabe que a falta de educação e/ou de profissionalismo são uma coisa cada vez mais em uso cá pela Tugalândia.
    Há regras para se lidar com o atendimento ao público. Há formação e até reciclagem para aqueles(as) que estão no fio da navalha.

    Quando alguém - sim, são muitos - me incomoda com essas formas de falar, têm troco garantido. Levemente, primeiro e, em caso de insistência, em modo 2ª feira.
    Essa gente não perde pela demora. De incómodos passam a incomodados num abrir e fechar de olhos.

    PS: Que tal distribuir limões por essa canalha?

    Tenha uma boa terça e aceite um beijinho.

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    1. A falta de profissionalismo, seja em que área for, chateia-me. Acredito que tudo isto tenha a ver com o recrutar pessoas que não terão grande formação. Os baixos ordenados provavelmente também baixam a qualidade dos serviços.

      Até para atender um telefone numa empresa, numa loja, seja onde for, é necessária alguma formação, senão aquilo parece a república das bananas, passa uma imagem nada abonatória. As empresas por onde já passei eram/são exigentes, quer se trate do Director do departamento xis, quer se trate da recepcionista/telefonista. Todos fazem parte da equipa, portanto todos têm que funcionar com profissionalismo. O sucesso quando acontece, acontece porque toda a equipa funciona, e funciona não colocando em risco a imagem do local onde trabalha. Profissionalismo e educação são essenciais. Ponto.

      Isto não vai lá com limões...

      Beijinho para si também :)

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  2. Pois é, falta subir muitos patamares de preferência de joelhos, para saberem/aprenderem as regras da boa educação. Infelizmente é muito comum...ó se é. No meu trabalho se atendesse como agora é moda atenderem-nos havia logo chamada de atenção e à terceira vez...pois, pois.

    Quando me telefonam e disparam..."quem fala?" respondo sempre "o morto". Quem? o morto dois e desligo!

    A juntar a isso é a música que nos dão após várias teclas que carregamos.

    Ontem tive pedir uma informação ao Hospital dos Lusíadas de Lisboa. Maria será normal publicitarem Lisboa, com isto e mais aquilo e pasteis de Belém? Até fiquei enjoada. Atenderam muito bem e prestaram-me toda a informação que pretendia. No final perguntei-lhe a razão da publicidade e aí a pessoa ficou deveras confusa e ou espantada. Não sabe? Despedi-me e desliguei:))) na volta ou foi experimentar e ou ficou a apelidar-me de coisas feias:))))

    Um bom serão

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    1. Fatyly, telefonar para uma instituição e atenderem com um "tou" é qualquer coisa que nos deveria deixar a pensar. Pensar em qual foi o critério para ser aquela pessoa a seleccionada e não outra qualquer. Começo a achar que as cunhas devem ter um peso enorme, mas é. Irra, que as cunhas dão-me cabo dos nervos. Nunca entrei para onde quer que fosse por cunha, candidatei-me, submeti-me a entrevistas, umas vezes ganhei, outras perdi, mas a coisa não foi feita com a mão de alguém a amparar-me. Sim, as vitórias sabem pela vida e as derrotas quase que destroem, mas é tudo feito sem rede. É a doer. Só sei viver desta maneira. Estranha forma de viver, bem sei.

      Tem toda a razão, aquela música que somos obrigados a ouvir enquanto estamos em lista de espera, é qualquer coisa de muito mau. Por vezes nem é a música, é o tempo que se fica à espera que é muito longo. Lá está, isto em determinadas empresas é proibido. O tal profissionalismo.

      O Hospital estava a fazer publicidade aos pastéis de Belém? Xiii, aquilo deve estar mau lá para os lados de Belém :)))))

      Tenha uma boa noite, Fatyly.

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  3. Maria, o profissionalismo (mesmo que a simpatia esteja ausente), é essencial. Duas palavras como um "Bom dia", antes do quer que seja fazem milagres e não pagam imposto!
    Beijinhos

    PS. Vamos até Paris? Se gosta de viajar, não perca o vídeo que partilho hoje no meu cantinho :)

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    1. Ora que até é bem verdade essa parte: "profissionalismo (mesmo que a simpatia esteja ausente), é essencial"... Embora ache que a simpatia, quando não é forçada, é meio caminho andado para fechar bem o que quer que seja.

      Beijinho, Carpe.

      PS: Um vídeo de Paris? Vamos a isso. Amanhã prometo que vou lá espreitar e dizer de minha justiça. Não tenho visitado ninguém, leio os blogs através do smartphone, mas comentar é mais complicado. Consigo gerir os comentários deste blog através do email do smartphone (activei a função que me permite fazê-lo em qualquer lugar) aquilo cai um comentário e avisa (vivam as novas tecnologias) aprovo e dou resposta, mas mais do que isto não tem sido possível.

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    1. O "tou" é só ao telefone, Elvira (não sei se compreendi a pergunta, mas...).

      Abraço para si também.

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    2. Eu quis dizer que também no atendimento pessoal, há muito empregado que não prima pela boa educação, e quantas vezes somos atendidos de maneira que parece sermos os culpados por tudo o que aconteceu de mal, à pessoa que nos atende.
      Um abraço e bom fim de semana

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    3. Percebido, Elvira. Tem toda a razão.

      Bom fim-de-semana.

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  5. As pedras no caminho são tantas, Maria, e, ao contrário do que diz um amigo poeta, as pedras não falam. São pedras, simplesmente. Será que vale a pena gastar energia com certas situações, quando há tanto por percorrer? ;)

    Um beijinho :)

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    1. AC, por vezes melhorar um pouquinho o mundo significa gastar alguma energia com certas situações. Se não o fizermos o mundo paralisa. Paralisar não me parece coisa boa, seja no campo profissional, seja num outro campo qualquer.

      As pedras não falam, é bem verdade, mas pode-se sempre lutar para as afastar do caminho.

      Beijinho :)

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    2. Claro que estou de acordo, mas uma coisa não invalida a outra, e tenho para mim que a Maria sabe isso muito bem. No fundo, o que se trata é ficarmos amarrados às imperfeições que nos rodeiam, sob pena de condicionarmos, em demasia, o nosso percurso. Em suma, há coisas que não podemos, nem devemos, ignorar, mas também não convém ficar refém delas.
      (Será que consegui ser claro?)

      Um beijinho, Maria :)

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