terça-feira, 6 de setembro de 2016

Alienação mental ou isto de ser mulher não é fácil quando os neurónios entram em curto circuito

Entra a imagem, porque hoje a imagem pesa muito mais do que qualquer palavra escrita.


E perguntarão as pessoas desse lado que ainda não leram a notícia, se isto é um baile de máscaras lá nos "sunsets" (não sei qual é o mal de dizer pôr-do-sol, mas está bem) desta vida?

Eu respondo com o link da notícia:

É impressão minha ou esta situação a que dão o nome de "facekini" é uma situação tola, nada comparada com uma outra muito recente que deu origem a discussões polémicas e, essas sim, sérias?

...

Um ps muito pequeno antes de sair, "medo de ficar escura" (???). Eu cá teria medo era de ficar lé-lé-da-cuca.  E também teria medo de não raciocinar de forma simples, simples, que até dói. Se o medo de ficar escura é tão aterrador, uma mulher muito simplesmente não vai à praia. Sei, o meu cérebro veste-se de forma nada sofisticada... (aviso que é só cérebro).

13 comentários :

  1. Ao entrar, como sempre surrateiramente, assustei-me. Pensei estar diante de publicidade ao 'Walkind Dead".
    Não, não pode ser, pensei, isto é mais um estilo árabe.
    Desci umas linhas e percebi - por vezes sou lento a perceber - que se tratava de uma forma de uma mulher não ficar escura.

    Maria, não se arranja por aí nada que evite a mulher de ser palerma? Dava um jeito enorme, ó se dava.

    Tenha cuidado, hoje em dia fica-se "lé-lé-da-cuca" enquanto o diabo esfrega um olho.
    A vizinha do 5º esquerdo deve ter sido apanhada muitas vezes pelo esfregar de olhos do diabo :)

    Ena c'um calor! Vou andando.

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    1. Uma pessoa ao ler as notícias percebe, num ápice (ápice é giro que se farta), que o mundo ensandeceu. Portanto a malta se não quiser ter um ar de camponesa, aquilo de ficar escura, usa umas máscaras que assustam até as pessoas menos assustadiça e, toc toc toc, dirige-se para a praia, lugar que, por incrível que pareça, dling-dlong, se fica assim para o escuro. O sol e tal queima e não sei quê.

      Eu cá no Inverno fico amarela-esverdeada, portanto muito sexy, e no Verão se me puser ao sol fico uma camponesa para ninguém botar defeito. E gosto que se farta. Existe lá ar mais sexy do que um ar bronzeado. Sim, sei, é preciso tomar cuidado com o sol, mas isso todos os adultos informados já sabem.

      PS: Homens, se quereis ser sexys no Verão, é ficar um pouco bronzeado, usar uma camisa branca informal, umas calças de ganga meio ruças e, barba de um dia ou dois. Não vos faltarão mulheres a cair no colo. Depois mando factura pelo conselho :)))

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    2. Só uma coisinha para que a Maria não pense que sou ignorante: quando escrevi "Walkind Dead", deveria ter escrito "Walking Dead".

      Como é ficar "amarela-esverdeada" (se não fosse uma citação tinha retirado o hífen)?
      "Ápice" é muito giro.

      Camisa branca informal - há doutras? - com calças de ganga ruças ou mesmo meio ruças, ar bronzeado e sexy ... vou ali ver-me ao espelho :))

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    3. Percebi essa troca de um gê por um dê, só que a dona deste blog acha que não deve, em tempo algum, corrigir quem quer que seja, porque a dona deste blog também tem telhados de vidro. Para corrigir alguém temos que ser muito perfeitos e nunca errar. Eu erro muito e não sou perfeita. Ámen!

      Amarela-esverdeada era uma expressão da minha mãe. No Inverno quando ia lá a casa visitar os meus pais em alguns fins-de-semana, mal entrava pela porta a minha mãe dizia: "estás com um ar amarela-esverdeada, vai pôr uma cor nessa cara..." (maquilhagem, portanto), e eu sentia-me assim muito fora de prazo e resmungava com o sol que não existia.

      Existem camisas brancas de homem, formais. Começa logo pelo tipo de tecido, por alguns pormenores nos botões, no colarinho... É por aí.

      "vou ali ver-me ao espelho" :))))))))))))) (o caro Observador está muito espirituoso hoje)

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    4. Ninguém é perfeito, felizmente.

      Espirituoso? Ontem sim, hoje estou mais ... espiritual.

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    5. Espiritual... hum... bacalhau, portanto.
      (isto dos trocadilhos por vezes sai em modo desgraça :))

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  2. Não há dúvida de que a mulher é um ser muito complexo. Senão vejamos, enquanto há mulheres que se preocupam em estudar o mais possível desejando virem a ser grandes cientistas, quiçá descobrirem um medicamento milagroso, para acabar com alguma das doenças que atormentam a sociedade, e outras metem mãos à obra e trabalham para tornar menos penosa a vida dos deserdados da fortuna, em países onde se vive miseravelmente, inspiradas na Madre Teresa de Calcutá, passando por aquelas que criam e educam sozinhas os filhos, e pelas outras que lutam por se impor, na politica, no desporto, e nas artes, há outras que vivem em função da imagem, e que caiem no ridículo de se mascararem por medo de ficarem escurinhas e serem tomadas por camponesas. Como é possível?
    Abraço

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    1. Elvira, este seu comentário merece muitos pontos. Vou deixá-lo aqui publicado sem lhe tocar sequer. Obrigada por ter comentado desta forma. Palmas para si, porque as merece.

      Abraço.

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  3. Maria... Agora vou ser mesmo breve :é o país do Trump e do Canal de televisão TLC... E de muitas outras coisas, piores ainda, embora pior que o Trump seja difícil...

    :)

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  4. Ah... Ooops... Agora é que vi que é na China... Como vi que a notícia era fo New York Times, achei que era dos States... Mas pelos vistos, os States deram atenção a isto... Deve interessar..

    :)

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    1. É na China, pois. No link que publiquei no texto dá para perceber pelo nome da mulher.

      O artigo do New York Times se entretanto quiser ler, é este:
      http://www.nytimes.com/2012/08/04/world/asia/in-china-sun-protection-can-include-a-mask.html?_r=0

      :)

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  5. E depois alguns dizem que foram os países colonialistas que impuseram noções racistas de que o branco é superior ao não-branco ehehe. Um perfeito exemplo para combater essa noção ridícula é olhar em volta. Olhar para o oriente. Do que vem daí nada me surpreende. De certa forma, têm a minha admiração. Uma cultura em que a mulher raspa os pêlos da cara todos os dias para "não ter barba" e ficar mais bonita, essa noção de que a mulher do campo que é queimada pelo sol perde atractivos e valor social... É tudo cultural. Fruto do próprio país mais do que qualquer noção de superioridade colonialista de há 500 anos...

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    1. Existem determinados valores culturais que me são difíceis de entender. Este é um deles. Admito.

      Obrigada, por ter acrescentado bastante a este meu texto. Acrescentado em modo muito bom. Seja sempre bem-vinda.

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