segunda-feira, 6 de junho de 2016

Fui ler um artigo de Rita Ferro Rodrigues lá no sitio das Marias que são Capazes e não sou capaz de...

... perceber algumas coisas (a verdade é que fui até ao jornal DN ler a polémica do hotel e dos gays e encontrei, sem querer, um artigo sobre a Rita Ferro Rodrigues).

Primeira coisa que não percebo: O que é isso de ser feminista, realmente? 
Esta pergunta tem um propósito e é na onda da provocação. Pelo que me é dado ver ser feminista hoje em dia para algumas mulheres é um género de moda. Fica bem dizer que se é feminista, quando provavelmente muitas nem saberão o real significado de ser feminista. Seria muito esclarecedor juntar algumas mulheres, de diversas áreas, de faixas etárias diferentes, lado a lado, e ouvir o que têm a dizer sobre o inicio do movimento feminista no mundo. Ou seja, tentar perceber se algumas falam só por falar ou se sabem quais as bases de tudo isto.

E fui buscar este assunto porquê?

Porque no artigo da Rita Ferro Rodrigues, a Rita foi buscar dois exemplos que não me parecem bons exemplos. Foi buscar um programa que é um Reality Show e deu-me para pensar o quão credível é o que se passa num Reality Show. Na minha forma de pensar um programa daqueles não tem nada de credível, é um jogo onde cada qual se vende da melhor maneira que sabe e quer, sendo assim não existem por ali vitimas algumas em forma de mulher. Sabem ao que vão. Ponto.

Segunda coisa que não percebo (ou vai-se a ver até percebo)O segundo caso foi a de uma Taróloga qualquer (uma profissão vinda lá do reino do chico-espertismo), de um programa da manhã também ele qualquer. Ao ler por aí o que se passou fiquei com o meu meio neurónio em modo preciso coçar até fazer ferida. É que aquilo também não me parece nada credível, parece-me até coisa plantada. Plantar, aquele gesto de meter na terra e esperar que a coisa desenvolva. Pelos vistos desenvolveu como se esperava. Desenvolveu e deu frutos (frutos um bocado podres, mas enfim) para o lado das pessoas que têm por hábito acreditar em tudo e para aquelas pessoas que, como a Rita Ferro Rodrigues, gritam que são feministas e não sabem fazer coisas tão simples como triagens. 

The end para mim, no entanto todo um começo para a crónica de Rita Ferro Rodrigues.


(cabeças, rabos, bocas, parece-me uma coisa fixe, mêmo mêmo fixe, coisas de feministas...)