terça-feira, 10 de maio de 2016

Maria na cozinha (é um género de folhear um qualquer livro de Anita na cozinha, não é Martine, é Anita mesmo)

Se alguém estava à espera que eu me voltasse para a parte de substituir Anita por Martine é tirar os cavalinhos da chuva porque existem coisas que não são para mudar. É Anita. Pronto e ponto. A globalização que me apareça à porta neste aspecto que é corrida à vassourada. Vassouras há muitas e pretendo dar-lhes uso. Se existe coisinha que me chateia é isto de nos darem facadas no coração.

Vamos lá dar um salto até à cozinha...

Hoje deixo cair um dos meus maiores segredos, aquele capaz de me manchar a reputação para todo o sempre. Sim, gosto muito de comida picante, gosto muito de caril. Nada a fazer, compro um frasco de caril e aquilo dura-me meia dúzia de dias. Já me aconteceu, de manhã, em vez de polvilhar os cereais com canela, enganar-me e polvilhar com caril. A cor é exactamente igual e, vai daí, quando não era para cair na tigela dos cereais, sem querer, já caiu. Entretanto retirei a canela da prateleira das ervas aromáticas, temperos e afins, a partir daí a vida tem continuado mais ou menos nos sítios certos. Bom, se calhar não, isso da vida nos sítios certos também é capaz de ser muito monótono. Não tarda volto a pôr a canela ao lado do caril.

Vamos lá dar outro salto...

O salto desta vez é ao blogue "As Minhas Receitas", deparei-me com uma receita que pretendo experimentar este fim-de-semana, é um frango de caril com manga. Vou comprar pela primeira vez - confesso que nunca me aventurei neste aspecto - raiz de gengibre, garam masala (que não sei o que é), açafrão das índias uso muito, não fazia ideia que também se chama de curcuma, leite de coco também vai ser a minha estreia, a ver se corre bem. 

Cozinhar é um exercício muito relaxante, eu pelo menos encaro-o assim, talvez porque me dá um enorme prazer improvisar, misturar temperos que não é suposto misturar e entretanto ser surpreendida no final porque o sabor está qualquer coisa que convém repetir. Se se colocar uma música e acompanhar com uma taça de vinho tinto, a comida é bem capaz de transmitir a quem a vai saborear que aquilo tem um tempero que não se compra em nenhum supermercado. Fica no segredo dos deuses. Já ficou.

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(eis uma cena divertida do filme Ratatouille que já vi mais do que uma vez)