quinta-feira, 5 de maio de 2016

As excepções e as coisas intuitivas por vezes dão-me cabo dos nervos (falemos do fecho de esplanadas à meia-noite na zona de Lisboa)

Um pequeno aviso logo na primeira linha do texto: a dona deste blog não é uma pessoa esperta, assumo este facto de cabeça erguida porque uma pessoa tem que ter alguma dignidade e assumir os seus défices. Mesmo que eu quisesse de alguma forma tirar um curso intensivo, daqueles que têm a duração máxima de não ficarmos a perceber rigorosamente nada, duvido que conseguisse entrar, a área de gente esperta até mais não encontra-se neste momento sobrelotada. Baixo a cabeça num gesto de total submissão e sigo caminho, pensando de mim para mim: fica para a próxima, para a próxima é que vai ser, para a próxima também quero ser uma pessoa esperta...

Arriverdeci Maria. 

Mas enquanto não "arriverdecio" nem nada, embora lá estender com duas molas de cores diferentes, só naquela de o raciocínio se mostrar mais colorido, esta minha singela opinião em relação ao fecho de esplanadas na zona de Lisboa por volta da meia-noite. Meia-noite, hora em que a Cinderela perdeu o sapatinho e, hora em que provavelmente Lisboa perderá um turistinha (ou mesmo dois, quem sabe três) bom, não é grave, o país está a atravessar uma fase tão boa que, podemos, sem qualquer dúvida, dar-nos ao luxo de fechar esplanadas à meia-noite quando o Verão está quase aí a bater à porta. Isto das coisas intuitivas funciona muito bem por cá. A malta quer é gente com sangue na guelra, que saiba muito bem manipular o lado intuitivo da vida e que não tenha qualquer problema em segurar com toda a força, a força que vem lá das profundezas das entranhas (que deve ser um sitio bem fundo, escuro e sem vida) a esperteza que lhes emana de um sitio que não tenho qualquer interesse em conhecer.  Deve ser um sitio sem esplanadas, de certezinha...

Adiante, adiante, xôôôô... Maria.

Diz que esta medida visa proteger os moradores do barulho provocado nas esplanadas. Até consigo imaginar gente a atirar garrafas de vidro e latas de cerveja pelas ruas, gente a despir-se e a dançar o cha-cha-cha em cima das mesas "fraquinhas, fraquinhas" das esplanadas, gente a dizer palavrões em alto e bom som por volta da uma da madrugada, gente que se senta nas esplanadas apenas e só com o intuito de arranjar confusão e não deixar dormir os moradores, não deixar dormir gente que trabalha.... Todos sabemos que gente que trabalha não frequenta esplanadas a horas impróprias. Somos um país de vadios, mas é... (activar a tecla da ironia se faz favor e obrigada também).

Parece que o que nos resta é um país que apaga as luzes à meia-noite em ponto, um país triste, sem vida, sem cor, cheio de regras e regrinhas, um país que de tão espartilhado não nos deixa respirar, o espartilho não se encontra lá para emprestar alguma elegância à coisa, o espartilho encontra-se ali por alguma razão que de repente se me escapa. Lá está, isto de não ser esperta só me traz inconvenientes.

Antes de fechar este texto, resta-me dizer que sei muito bem que isto não se aplica em todas as zonas de Lisboa. Isto de fechar à meia-noite. Que existem excepções. Pois... 

22 comentários :

  1. Por muita força que fizesse para encontrar um início para o meu comentário, só me saía a expressão 'meia noite'. E esforcei-me mais. A expressão 'meia noite' não me saía da cabeça.
    De repente, veio-me à ideia que na minha rua há barulho, por vezes muito barulho, durante a manhã, durante a tarde e até, imagine-se, à noite. Começavam as minhas ideias a ficar em tons claros quando percebi que na minha rua não é obrigatório o silêncio. De pensamento em pensamento até ao pensamento final, dei comigo a conjecturar, o que nos dias que correm não é coisa fácil. Conjecturei e não me saí mal.
    (pausa para respirar)
    ............................................
    Volto à minha rua e sinto-me feliz porque nela há vida. Durante a manhã, durante a tarde e, imagine-se, durante a noite. Por vezes, para lá da meia noite. Basta que o Benfica jogue e ganhe, o que sucede na esmagadora maioria das vezes.
    Peço a todos os santinhos que o senhor presidente da Câmara não decida proibir que se faça barulho na minha rua. Ou que resolva criar uma coima para quem o fizer. Até agora, o barulho continua e, num dia destes, o senhor presidente até passou por aqui, saudou-me com um estridente "olá António", contribuindo, também ele, para o ensurdecedor barulho.

    Chego facilmente à conclusão de que a minha rua é mais rua que outras, aquelas onde não se ouve viva alma, onde as coisas devem acontecer em surdina para não incomodar quem lá vive e, por tabela, quem por lá passa.

    Mas ... qual e, afinal, o tema deste 'post'? Ah ... as esplanadas lisboetas vão passar a encerrar à meia noite. Acho bem, nada como atirar as pessoas para outras aventuras que não as de uma esplanada que incomoda porque a gente que por lá anda, faz barulho, mesmo a juntar as moedas para pagar as duas bebidas que custaram a ser consumidas, dado o enorme barulho que os consumidores fizeram quando o líquido passava pela garganta.
    Malta de Lisboa, à meia noite, xô, toca a andar que se faz tarde. Ide fazer barulho para outro(s) lado(s). Malta, podeis vir para a minha rua que sois bem tratados. Só têm que me prometer que se comportem como seres vivos, podendo/devendo dar umas gargalhadas e tudo. Combinado? Cá vos espero.

    Maria, bem 'revoltada' ao sistema que funciona apenas com o barulho do bater das teclas.
    E já agora, aceite um beijinho ... silencioso.

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    1. Caro Observador, antes de mais deixe-me dizer que gostei bastante deste seu comentário. Conseguiu de uma forma muito... "sui generis" (sui generis é engraçado e cai sempre bem, é como sumo fresco bebido numa noite quente numa esplanada qualquer) misturar os ingredientes necessários para nos prender às suas palavras. E ó se prendeu.

      Agora vamos ao resto... (aos "achismos")
      Acho que se deve respeitar horários e a tranquilidade necessária para que no dia seguinte - caso a pessoa ainda tenha trabalho - consiga levantar-se fresca que nem uma alface. Até aqui nada a dizer. O que realmente me confunde é o facto de existir um barulho infernal em esplanadas (logo eu que até as frequento, existe ali uma na zona de Campo de Ourique que gosto muito) onde as pessoas se sentam em noites de Verão (note-se que o Verão dura mais ou menos 3 meses, cada vez temos menos Verão) apenas e só para comer um gelado, beber um sumo, uma cerveja, petiscar, conversar um pouco... Ou seja, a cidade tem mais vida nestes meses de Verão e por vezes deve-se ao facto de estar calor e existir muita gente na rua sentada em esplanadas à noite. Caramba, nem toda a gente se fecha em casa a ver novelas em noites de Verão, eu não gosto lá muito de novelas, enlouqueceria com os 5.478 episódios de uma novela, preferia cortar os pulsos, portanto deprime-me uma cidade quieta, calada, fechada, sem vozes, sem risos, sem música... As cidades foram feitas para que exista pulsar. Não é existir desrespeito por quem quer descansar, nada disso, longe disso, é apenas um burburinho bom que normalmente vem do lado das esplanadas. Agora se estivermos a falar de bares, discotecas, e coisas do género, aí a conversa é outra. Não é o caso.

      E sim, tem toda a razão, nas noites de futebol existe gente que se junta nas explanadas e dá gosto ouvir aquela alegria toda. Eu cá gosto. Não me incomoda rigorosamente nada. Também gosto de ruas com vida. À noite a vida tende a ser mais silenciosa, nada contra, mas não matem de vez um qualquer ponto de "sol".

      Eu cá acho que quando morrermos temos muito tempo para viver num sitio muito tranquilo. Sem barulho algum. Diz que se chamam de cemitérios ou lá que raio é aquilo... e se calhar nem servem sumos de maracujá frescos, tão pouco caipirinhas. Xiiiii, estou feita!

      Beijinho para si também (com um barulho de fundo, o tal som das teclas).

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    2. errata: existe algures uma esplanada com xis, é não ligar, uma pessoa apanhou muito sol no cocuruto.

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    3. Posso corrigir uma coisa?
      Não existe qualquer novela com 5.478 episódios. Existem sim com cerca de 5.480. O seu a seu dono :))

      Sim, não convém misturar esplanadas com bares e discotecas.
      Tal como não se deve presumir que nos cemitérios não servem bebidas. É que já vi algumas pessoas a sair de lá embriagados.

      Não percebi o conteúdo da errata. Calma Maria, ainda não acordei ;)

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    4. A errata é porque ali no parágrafo do futebol escrevi "explanadas", já sabe que isto na blogosfera não se pode escrever nada, existem pessoas que não nos largam as canelas, sugam-nos até ao tutano mortinhas para nos enterrar, são género cão raivoso (ahahahahah).

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    5. Agora percebi. E é preciso cuidado, Maria. Ninguém perdoa estes lapsos. Muitos dos 'expert' da internet e dos 'talibans' dos blogues não fazem outra coisa a não ser 'malinguar' - vem de má língua :)
      Pronto, vou colaborar: vivam as 'explanadas'!!! :)

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    6. "Talibans dos blogues" e "malinguar" é muito bom, caro Observador :))

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  2. Tenho andado com dificuldade em entrar nos blogues e quando entro não consigo comentar. Parece que hoje, já está a voltar ao normal, se calhar é da chuva, o pc deve ter ficado apanhado com o calor que apareceu de repente.
    Quanto ao assunto em questão, tinha ouvido falar, a mim não me afecta minimamente, pois como já estou com os pés para a cova, quando saio à noite regresso antes da Cinderela, não para dormir cedo, pois raramente me deito antes das duas, duas e um quarto, ou dois e um quarto já que eu e o mais que tudo temos o bendito hábito de dormir no mesmo. Também não me afectava minimamente que estivessem até às duas ou até de madrugada. Porque se eu estiver com sono, durmo nem que seja ao lado de uma linha de comboio com movimento constante. Porque se acordada sou um calhau com olhos, imagine quando me dá o sono.
    De modo que se o sr. ministro fosse como eu, não se preocupava com o horário do fecho das esplanadas. Afinal anda por aí tanta gente a queixar-se do horário das discotecas e bares, (e nesses espaços, se os tempos não os mudaram, faz-se muito mais barulho que numa discoteca) e ninguém liga nenhuma, e as esplanadas é que pagam?
    Um abraço e bom fim de semana

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    1. Ahahahahahah, "Porque se acordada sou um calhau com olhos, imagine quando me dá o sono". A Elvira tem um sentido de humor que muito me agrada :)))

      Esta parte também não está nada mal, não senhora:
      "dois e um quarto já que eu e o mais que tudo temos o bendito hábito de dormir no mesmo".
      ...

      Agora indo directamente ao cerne da questão. Eu que gosto de esplanadas, principalmente em noites de Verão a atirar para o quente, não me lembro de alguma vez ter visto zaragatas ou um barulho infernal capaz de não deixar as pessoas dormir. Vai na volta só frequento esplanadas com gente que sabe usar e abusar daquilo de respeitar os outros. Existe ali uma em Campo de Ourique que é frequentada por pessoas de mais idade, residentes na zona (penso eu) e pessoas de menos idade que só lá vão porque gostam do local, como eu, esplanada essa que é de uma boa energia, de um saudável convívio entre todos que só dá para recomendar.

      Parece que em Portugal só existem trabalhos com horários das nove às cinco, parece que não existem pessoas com horários de trabalho que lhes permite ter outro tipo de vida. Parece que se quer formatar tudo. Eu gosto de cidades vivas durante todo o dia e toda a noite, mesmo que me encontre a dormir. Transmite-me alguma segurança. Ruas escuras e sem vida, cantos e recantos sem ninguém, arrepiam-me. Não gosto. Se a coisa passa por não incomodar as pessoas de mais idade, eu cá falo por mim, se chegar a velhota e estiver reformada façam o favor de me incomodar com vida, alegria, música, tenho muito tempo para estar sozinha no escuro sem mais ninguém à volta. Volto a sublinhar que não se trata de desrespeitar os outros, muito menos os mais velhos, trata-se de não "matar" a luz própria das cidades. E é isto.

      Um abraço, Elvira, tenha também um bom fim-de-semana.

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  3. No fino ironizar se conjuga o verbo inteligenciar. Não interessa se existe este verbo, passa a existir. Ainda por cima tem a vantagem de não rimar com esperteza saloia. :)

    Tenha uma boa noite, Maria :)

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    1. Gosto muito desta tendência de se inventar novas palavras. Não me parece que belisque, maltrate, a nossa língua. Mas nessa matéria é O AC que dá cartas, e não fosse professor...

      (um pequeno aparte em relação à esperteza saloia: já levei nas orelhas de um amigo que leu este texto, não gostou que eu tivesse escrito aquilo na primeira linha do texto, eu encolhi os ombros e disse-lhe para deixar andar, é um género de isco para pessoas demasiado previsíveis, como eu previa a pessoa caiu, cai sempre :)))

      Tenha também uma boa noite, AC.

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    2. esclarecimento: isto do "isco para pessoas demasiado previsíveis" que escrevi no comentário acima é uma mensagem para uma pessoa que desde que se deu a história da "entrevista" não me larga. Apenas e somente isso. Achei por bem esclarecer não fossem outras pessoas interpretar mal. E agora sim, the end.

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  4. Fizeste-me sorrir Maria e vamos lá a ver se atino com o meu "défice" que é muito superior ao teu,ó,ó.ó:)))

    Não consigo atinar-compreender-aceitar que para certos excessos comportamentais de muitos portugueses tenha que haver legislação. Antes de continuar e em tom de ironia deveriam legislar-acusar-prender todos, que devido ao "excesso de álcool-e-não-só" puxam da "guita cambaleante" (tadinha) para não dizer "gaita" (olha o pc desobedeceu-me) e despejam a sua bela bexiga em tudo que é canto. Mas isto daria pano para mangas.

    Há abusos e abusos em certas zonas de Lisboa e longe vão os tempos que por vezes saia do trabalho bem tarde e apreciava o "bailinho" dos copos e consequentes avalanches de distúrbios por parte dos da "by night". Um moeda com duas faces: os comerciantes felizes porque venderam e os consumidores que só no dia seguinte sabem do estrago monetário e físico. Estar numa esplanada a curti um gelado, a beber moderadamente em franca cavaqueira e levar com uma cambada de bêbados, não gosto e como tal não frequento há anos esplanadas a altas horas da noite.

    Quem se queixa dos "excessos"? Moradores? Muito poucos para dizer quase nada. Lisboa tem como moradores uma enorme franja de "velhos" que devido à idade dormem menos e atrás de uma cortina tudo lhes serve de distracção. Quem pretende menos barulho são os senhorios-empresários-ou-lá-como-se-chamam cujas casas remodeladas em pensões-e-ou-com-outro-nome-mais-pomposo-será-hostel?. alugadas a turistas a-preços-que-só-visto para que não fujam do reboliço da noite. Incomoda? Claro que sim, sobretudo os seus "tachos" e é só ver algumas reportagens sobre o assunto.

    Aqui os cafés fecham cedo e muito antes da meia-noite. Mas há um ou dois que dizem ser malucos (a meu ver são mais espertos) fecham por volta das duas da manhã e ganham mais uns trocos com os bandos que chegam no último comboio, que se aconchegam com "vai mais uma, duas ou três rodadas". Incomodam? A mim não que durmo com barulhos ou sem eles e também não oiço ninguém a refilar com os donos dos ditos botecos-cafés-esplanada.

    Actualmente não conheço a realidade nocturna de Lisboa e a do Centro histórico de Sintra. No Verão juntava-me numa esplanada daqui mas que fechou e a maior parte do grupo "bazou" uns para as suas aldeias e outros para a "quinta das tabuletas".

    Não devo ter dito nada de jeito, mas termino por dizer que há uns anos apreciei a noite em duas grandes cidades Paris e Londres e tenho de dizer que em termos de "civismo-educação" metem-nos num chinelo. Mas actualmente não sei!

    Legislar sobre bandos de macacos à solta é uma tarefa inglória. Seria melhor legislar-investir-dar na educação desde pequeninos.

    Um bom dia e está de chuva

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    1. A Fatyly de mansinho, ou talvez não, tocou na ferida. E digo qual é a ferida. É esta parte que escreveu no seu comentário e que me parece destapar uma verdade que incomoda:

      "Quem se queixa dos "excessos"? Moradores? Muito poucos para dizer quase nada. Lisboa tem como moradores uma enorme franja de "velhos" que devido à idade dormem menos e atrás de uma cortina tudo lhes serve de distracção" (e continua...)

      Acredito que algumas pessoas de idade se sintam incomodadas com algum barulho, falo de algum burburinho próprio das esplanadas, não estou a falar de zaragatas, barulhos infernais à porta de bares e discotecas, gente bêbeda a cair pelos cantos, gente a vomitar, garrafas partidas, lixo aos molhos, não é a isso que me refiro, isso é outro assunto que daria, ó se daria, pano para mangas... aqui fala-se de gente em esplanadas que, por norma, não armam confusão alguma, pelo menos não me lembro de o ter visto alguma vez, e nesta senda muitas pessoas de idade até agradecem a tal distracção que as arranca à solidão das suas vidas, das suas casas, por isso é que comecei o texto dizendo que não devo ser esperta, porque calculo que por detrás disto do fecho de esplanadas à meia-noite deva existir muita gente "buéda" esperta. Outros interesses provavelmente se levantam. Digo eu, mas que sei, o chico-espertismo não é a minha praia. E é isto.

      E defendo que uma cidade não pode apagar as luzes por completo, não deve ficar às escuras, isso é a matar o verdadeiro espírito que ela encerra. Não pode acontecer. Uma cidade tem que vibrar. Sempre. Por isso é que existem pessoas que só conseguem viver no campo, precisam da tranquilidade do campo (coisa que também gosto muito) e outras não sabem viver fora das grandes cidades. Eu preciso das duas coisas para viver melhor. Da tranquilidade e da agitação.

      Parece que a palavra da moda no momento é: legislar. São só espartilhos, um dia destes sufocamos todos.

      Tenha um bom sábado, Fatyly, apesar da chuva.

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  5. Ah Maria concordo plenamente. As vezes me pego agradecendo a Deus pelo pão de cada dia e por andar, ver e ter a minha família. Eu sei dito assim pode parece um pouco piegas para alguns mas é assim mesmo que me sinto. Não preciso de publicar minha felicidade de detalhes e momentos no Facebook para ser feliz. Daria um braço e uma perna para ter meu pai de volta mas sou feliz em saber que tive um pai que me deixou saudades e memórias inesquecíveis. Dinheiro facilita as coisas sim mas não é tudo, tenho até pena quem vive pra essas coisas de labels, superficialidade e social media espetaculo. E depois da maternidade minha vida ficou muito mais simples e as prioridades tão diferentes. Ouvi isso outro dia e não me saiu da cabeça,... "Life is good and it gets better everyday." Amem to that! Beijinhos

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    1. (antes de responder a este seu comentário, Giselle, acho que existiu um engano e entrou na caixa de comentários errada, penso que este seu comentário seria para o post em cima, aquele do título "Consegue alguém ser feliz vendo o que se passa ao seu redor?")

      Agora sim, vamos ao seu comentário, não conheço a Giselle pessoalmente, apenas a conheço do seu blog, blog esse que acho muito bonito, sim, bonito é a palavra certa, para além de bonito é tranquilo, dá gosto andar por lá a passear, o vento por ali sopra levemente, é um blog que aposta em manter-se afastado do rebuliço de uma grande parte da blogosfera, e eu acho que faz falta blogs como o seu, posturas doces como a sua. Não tem nada de piegas, antes pelo contrário, e nem sequer deixe que lhe digam o oposto. Portanto e resumindo, este seu comentário espelha a sua forma de estar. Gosto muito disso. Tivesse eu uma marca para bebés e quisesse fazer publicidade, acredite que arriscaria no seu blog. Não tenha qualquer dúvida. Posto isto deixo-lhe um beijinho, para si e para o seu bebé :)

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  6. Olá, Maria :)
    Este é daqueles assuntos em que a tendência é para cada um torcer-se por onde lhe dói.... Porque, lá está : não vivemos sozinhos, vivemos em sociedade. Cada um vê sob o seu ponto de vista, porque é a forma como O afecta que lhe interessa...
    Neste caso concreto é assim :quem quer ir para as esplanadas, quer que elas estejam abertas, como é óbvio... Por seu lado, quem quer estar no sossego da sua casa e não quer ouvir barulho (vá trabalhar no dia seguinte ou não, porque a pessoa pode estar desempregada , ou trabalhar mas até estar de folga no dia seguinte, mas querer, na mesma, estar em sossego) quer que as esplanadas fechem cedo.

    Não vivo em Lisboa, portanto é um assunto que não me afecte pessoalmente. Mas tenho visto várias discussões sobre este assunto e a conclusão a que cheguei foi precisamente a que expliquei acima... Cada um torce-se por onde lhe dói... O senso comum diz-me que, à partida, o barulho das esplanadas não incomidará como se se tratar de um bar ou de uma discoteca... Mas há quem se queixe de bebedeiras, de arruaça, de conflitos, e depois são sirenes a apitar...

    Eheheheh... Acho que sei quem deve estar muito contente com esta medida (ainda que nos últimos dias o esteja a achar muito em baixo, como se estivesse triste com alguma coisa que o está a afectar pessoalmente... Quando as pessoas são muito transparentes....) O menino, que já está a menos de dois anos dos 50,mas nunca crescerá, foi o maior boémio até por volta dos 35, mas depois assentou de tal maneira que agora quer estar no sossego da sua casinha (na baixa lisboeta, o que é um paradoxo) e não ouvir um pio... O menino também adora esplanadas.... Mas durante o dia... E então, deve estar muito contente com estas med

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  7. Enviei sem querer... Estava a dizer que um menino que vive numa zona movimentada da baixa lisboeta se irrita bastante com o barulho "dos turistas bêbados arruaceiros" que não permitem que esteja totalmente em sossego na sua casinha, à noite, a ouvir música clássica ou a ver as suas séries favoritas.... Será que já se esqueceu dos seus tempos de boémio? Não haveria também nessa altura quem quisesse dormir nas zonas que ele frequentava? Ah, pois é... Mas também não há pessoa que mais se irrite com a vida boémia do que aqueles que já levaram a mesma vida... Às vezes é um bocado ranzinza... Mas parece-me um coração de ouro.... E É LINDO! LINDO, MAS LINDO QUE SE FARTA!!! :D

    Um bom resto de domingo, seja numa esplanada ou no sossego, desde que feliz, na medida do possível. Abraço :)

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    1. Eu acho que não vi este assunto sob o meu ponto de vista, mas posso estar errada, acho que o analisei porque amo esta cidade, a cidade de Lisboa, e o que pretendi passar com este post é que as cidades não são locais para se apagar as luzes à meia-noite. São locais onde deve existir vida, com certeza que é necessário respeitar o descanso de toda gente, e daí ter separado as esplanadas, das discotecas, bares, não tem nada a ver.

      A São vê famílias inteiras no Verão sentadas em esplanadas a conversar, com os mais pequenos a comer um gelado, o pai a beber uma cerveja, a mãe a beber um sumo qualquer ou uma cerveja também, e aquilo não incomoda ninguém, antes pelo contrário, traz vida às ruas da cidade no Verão. Não esquecer que as esplanadas funcionam basicamente nos meses de Verão, enquanto os bares, discotecas, funcionam quer de Verão, quer de Inverno, logo aí se vê a diferença. Portanto só me resta pensar que outros interesses se levantam nesta medida de fechar esplanadas à meia-noite.

      Quanto à história de muita gente querer viver em bairros típicos de Lisboa e esquecer o que é que esses bairros encerram, ora... se se compra uma casa em determinadas zonas de Lisboa deveríamos analisar bem se conseguimos conviver com a sua envolvência. Não falo de gente de idade que comprou casas há muitos anos e agora se vê confrontada com uma outra realidade a entrar-lhe pela porta adentro, falo de pessoas que munidas do lado romântico da vida, das modas, de que é chique viver por ali, resolve querer viver num bairro Lisboeta e não faz a mínima ideia do dia-a-dia nesses locais. Aí, têm que se aguentar ou... mudar.

      Dou-lhe o meu exemplo, também eu há alguns anos andei a ver casas num desses bairros Lisboetas de que muito gosto, andava com a paranóia de um duplex pequeno, remodelado, era só para mim portanto não precisava de uma casa muito grande, acabei por encontrar um, parecia perfeito, Um duplex T1 com chão de tábua corrida cor de mel, tal como eu gosto, janelas pela casa toda, tal como também gosto, uma escadas pequenas que levavam a um quarto lá em cima, tudo em tamanho reduzido. Adorei a casa, já estava preparada par avançar quando resolvo dar uma volta pela redondezas e... desisti. Até podia dizer aqui o porquê de ter desistido, mas se calhar é melhor não.

      Esta parte do seu comentário é uma grande verdade. Agora este muito bem. Refiro-me a isto:

      "também não há pessoa que mais se irrite com a vida boémia do que aqueles que já levaram a mesma vida".

      Ah, pois é! Grande verdade. É isso e gente que já foi nova, fez alguns disparates e agora toca de deitar abaixo a juventude. Coisinhas para me tirar do sério. Nem vou muito longe, o meu pai quando tinha o seus 18/20 anos andava de mota, com o seu blusão de cabedal, calças justas à maneira, um género de playboy com muito bom ar, elegante, sabia que era giro, sabia que as meninas todas lhe caiam aos pés, (tenho fotos dele desse tempo) e agora não é que resmunga e resmunga com rapazes que fazem o mesmo. Nesses momentos não perdoo, digo-lhe tudo, ele cala-se e sorri meio disfarçadamente (ahahahah).

      Abraço, São, bom domingo :)

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  8. Maria, não sei se leu o comentário que lhe pedi para não publicar, mas acho que me fiz entender quando disse que cada um se torce por onde lhe dói... As pessoas vêem as rendas subir de forma vertiginosa por causa do turismo, vêem as ruas cheias de pessoas que nada têm a ver com Lisboa... Vêem a cidade que amam descaracterizada...

    Mas as esplanadas acho que é um caso diferente... Acho que as pessoas não incomodam assim tanto, não sei...

    Abraço :)

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    1. Não sei se "ruas cheias de pessoas que nada têm a ver com Lisboa", se chamam turistas, mas se for por aí, é bom ver ruas cheias de pessoas que nada têm a ver com Lisboa. Bom para Lisboa e bom para o país, penso eu :))

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    2. Sim, é... Mas se vêm fazer arruaça, armar distúrbios, incomodar... Bem... É a tal coisa : cada um torcer-se por onde lhe dói

      :)

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