sábado, 23 de abril de 2016

(para quem gosta de Londres, como eu assumo que gosto, e muito, aconselho uma visita a este lugar)

Foram duas semanas muito bem passadas. Visitei Londres basicamente a pé, aliás, de metro, conheci tudo e mais alguma coisa (existem muitas fotos por aqui, mas escolhi propositadamente esta) e foi numa dessas minhas deambulações que encontrei, sem querer, o Café Rouge. A minha vida é pautada por coisas simples, admito que só assim me sinto um pouco feliz. Não necessito de grandes efervescências no meu dia-a-dia, não necessito de andar ao murro aos outros para me sentir viva, tão pouco preciso de andar ao murro às paredes na falta de alguém a quem esmurrar. Preciso de trabalhar, sem trabalho sinto-me uma autêntica nulidade, e o facto de precisar de trabalho não se prende unicamente com dinheiro, a coisa é um pouco mais além, o trabalho, seja ele fora ou dentro de casa, é aquilo que me impede de enlouquecer, é o que me traz alguma dignidade. E sem dignidade nisto de viver, para mim, não vale a pena continuar. Talvez tenha sido por isso que aos 22 anos já era uma miúda independente, tinha o meu apartamento onde vivia sozinha, pagava as minhas contas e vivia à minha maneira. Não existe nada melhor no mundo do que isto de vivermos à nossa maneira.


(só espero que entretanto não tenha fechado)

14 comentários :

  1. Boa. Gosto sempre de saber que os amigos (desculpe o atrevimento de a considerar assim) vão até às Estranjas. Sempre mostram qualquer coisa, que eu nunca veria de outra forma.
    Abraço, e bom fim de semana.

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    1. "Estranjas" é muito bom :)))

      Mas, Elvira, esta foto não mostra rigorosamente nada de Londres, é uma mera particularidade. Um dia destes talvez, talvez, me aventure por fotos que mostram um pouco mais. Por exemplo, conheci tudo o que é museu em Londres, bom, pelo menos conheci muitos, aquilo era quase de manhã até à noite. Uma das coisas interessantes é que por lá os museus não estão às moscas como em Portugal. Aquilo está sempre cheio, desde crianças, adolescentes, gente de mais idade... um museu não é considerada uma coisa chata. Antes pelo contrário.

      Tenha também um bom fim-de-semana. Abraço.

      PS: Isto de mostrar fotos não é para me armar, é porque gosto realmente de viajar, quer dentro do nosso país, quer fora. Gosto de conhecer pessoas, locais, outras formas de estar na vida. É como se aquilo me colocasse no meu lugar, me fizesse baixar o nariz, ainda que não seja pessoa de nariz levantado.

      Pode tratar-me como bem entender, até por tu se assim entender. O facto de eu não tratar as pessoas por tu, não quer dizer que os outros não o possam fazer, sou a favor da liberdade, sempre, e a liberdade consiste em eu tratar as pessoas da forma como melhor me sinto e as pessoas me tratarem como melhor se sentem. Simples, pelo menos para mim. Mau é os outros nos obrigarem a ser como eles entendem :)

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    2. Como eu gosto imenso de tirar fotografias, (apesar de em vez de uma máquina decente, demasiado cara para mim, ter um sabonete digital,) até tenho um blogue só de fotos, longe de mim imaginar que publique fotos para se armar.
      E não trato ninguém por tu, senão a família mais intima. irmãos, marido, filho e neta.
      Abraço e bom fim de semana

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    3. A Elvira tem um blog só de fotos? Mas eu não sabia disso. Costumo entrar no seu blog e nunca vi por lá nenhum link com esse seu blog, ou então não vi bem... se a Elvira voltar e quiser, deixe o link desse seu blog por aqui, gostava de o visitar.

      (isso do "armar" é porque já sabe, com certeza que sabe, que isto da blogosfera uma pessoa acaba sempre por levar com bocas, como sei o que a casa gasta, achei por bem esclarecer ;))

      Pois, eu também fui educada dessa forma, da primeira vez que tentei tratar a minha mãe por tu, levei logo com: aqui em casa não se trata mãe e pai por tu, nem sequer os avós e por aí fora... e pronto, cresci assim e só trato os amigos, colegas de trabalho. Muita gente acha que é snobismo, quando realmente se trata apenas da forma como fomos educados. Apenas e mais nada.

      Bom fim-de-semana para si também, penso que com sol. Ámen!

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    4. Mas estão no Sexta os links dos outros 3. O das fotos http://imagensdaelvira.blogspot.pt/.
      Agora estão por lá fotos de Lagos.
      Abraço e bom fim de semana

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    5. Ah, vi mal com certeza, ou então estão muito bem disfarçados. Com tempo vou espreitar o das fotos do link. Obrigada, Elvira.

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  2. Começo por realçar estas tuas palavras por fazerem parte integrante da minha vivência:

    "Preciso de trabalhar, sem trabalho sinto-me uma autêntica nulidade, e o facto de precisar de trabalho não se prende unicamente com dinheiro, a coisa é um pouco mais além, o trabalho, seja ele fora ou dentro de casa, é aquilo que me impede de enlouquecer, é o que me traz alguma dignidade."

    o que acrescento que mesmo reformada, continuo numa roda viva, tal espanador que age perante o pó acumulado:)))

    Conheci Londres, Oxford e Cambridge (um sonho que tinha desde miúda). Levados de autocarro e depois centenas e centenas e centenas, para não dizer milhares de metros a pé. Gostei muito, mas devo dizer-te que gostei mais, muito mais de Amesterdão.

    Luanda, ai a minha Luanda essa morrerá sempre comigo:)

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    1. Fatyly, existe muita gente que diz que trabalha porque tem que ser, não gostam. Eu admito que gosto realmente de trabalhar. Portanto essa coisa de horários de 35 horas semanais ou lá o que é, não faço a menor ideia do que seja. Nas empresas por onde já passei existe horário de entrada e não existe horário de saída, dá para perceber que muita gente trabalha muito mais horas. E não, não pagam horas extraordinárias. Sim, sempre trabalhei no privado.

      O meu pai é igual, lembro-me de ele dizer que jamais se conseguiria reformar, ficar em casa iria enlouquecê-lo, não é homem de ficar sentado em bancos de jardim a jogar cartas, mas as coisas mudaram, reformou-se sim, mas continua com uma vida muito activa. Gosto de perceber que continua a desenrolar-se muito bem sozinho. É muito saudável essa postura. Ajudo-o em muita coisa, principalmente com esta coisa das novas tecnologias, com esta coisa da segurança porque ele tem a mania que sabe tudo (próprio de algumas pessoas de idade), estou sempre atenta para que outros não lhe façam a cabeça, embora ache que é um senhor muito esperto, mas isto todo o cuidado é pouco...

      Não conheço Amesterdão, mas gostava. Um dia, quem sabe.... Angola/Luanda também não conheço. Gostava de um dia dar um salto a Cabo Verde, diz que aquilo é muito bonito. Aliás, por mim, trabalhava até cair para o lado meio ano e viajava o outro meio. Isso é que era! :))

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  3. Não só não fechou (o Café Rouge) como abriu muitas outras lojas do grupo.
    Cerca de 120 em todo o Reino Unido, tudo com a chancela de Roger Myers.
    Essa, a da foto, será em Wellington Street?

    Conhecer Londres só mesmo de metro e, a espaços, a pé. Tem que ser n'é?

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    1. Este da foto não lhe consigo confirmar se é Wellington St. (encontrei o Café Rouge por acaso). Falha minha ao arquivar a foto, tenho sempre o cuidado de as identificar. Passou-me. O problema é que existem muitas fotos desta minha estadia de duas semanas, tive uma trabalheira para organizar tanta foto :)

      Já saí de Portugal com um cartão que me permitia usar o metro em Londres à vontade, é um género de passe. Muito prático.

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  4. Ai, ai, Londres...!
    Conheço alguma coisa, mas não o suficiente para dizer que conheço. Passei lá três dias e... gostei, oh se gostei!

    Uma noite inspirada e inspiradora, Maria!

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    1. Não me surpreende nada que o AC também goste de Londres. Nem vou aprofundar o porquê de ter escrito isto. São cá coisas minhas :)

      Tenha também uma boa noite.

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  5. Ola, Maria! Que delicia de texto, concordo consigo não há nada melhor que ter nosso trabalho, dinheiro, independência e dignidade. Fotografar e viajar são duas paixões e Londres a minha casa escolhida que eu amo! Engraçado pensar que talvez esbarrei com você e disse Sorry e era vc e não sabia! Se soubesse diria Oh Maria vamos tomar um chá da tarde ali no Rouge mesmo. E quanto ao tu -eu assumi que faço esse faux pas frequentemente mas releve essa Sra que escreve um Português Brasileiro pra lá de enferrujado. Um abraço

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    1. Olá Giselle,

      Ora, é um privilégio ter por aqui uma pessoa que saberá falar muito melhor de Londres do que eu. Eu apenas visito. Apenas falo do que os meus olhos viram e do que os meus sentidos captaram. A Giselle não, vive efectivamente em Londres, isso muda o cenário todo. Muda para muito melhor.

      Teria sido um prazer tomar um chá ou beber uma taça de vinho tinto consigo. Quem sabe para a próxima a coisa não acontece :)

      (aqui não se critica a forma como as pessoas que comentam escrevem, seja um português-abrasileirado ou seja outro tipo de português, aqui a liberdade impera - a criticar a forma de escrever só pode ser contra a dona do blog - portanto não se preocupe com o seu português-abrasileirado ou "inglesado" :)).

      Um abraço para si também.

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