quinta-feira, 21 de abril de 2016

Incoerências blogueiras (deu-me para analisar algumas atitudes que se passam na blogosfera)

Porque perguntar não ofende, eu atrevo-me a perguntar. 

Não existe alguma - muita mesmo - falta de coerência por parte de algumas pessoas autoras de blogs que se dizem ameaçadas por outros, quando são essas próprias pessoas que perseguem, humilham, gozam publicamente, outras pessoas que escrevem em blogs? Aliás, a intenção é persuadir outros a fazer o mesmo. É um género de cyberbullying. Um género não, é mesmo, visto que adoptam uma atitude de "enfrenta-me que não sabes o que te acontece...". Portanto, esta gente com demasiado tempo livre decide dedicar-se ao parasitismo blogueiro, que nada mais é do que alimentar um blog através do que outros escrevem no seu, entretanto adoptam a postura da virgem ofendida e escrevem textos dizendo que não percebem o porquê de alguém as ameaçar (não que concorde, porque não concordo, mas até entendo). 

Será que passa pela cabeça de tão iluminadas pessoas que têm para lá, mas muito para lá, atentem no que digo, muito muito para lá, de quatrocentas mil visualizações por dia (fazem questão de nos informar, a malta até pega num papelinho para apontar e tudo e tudo, porque aquilo são exemplos a seguir, sem dúvida alguma) que algumas pessoas que escrevem em blogs sentindo-se sempre o alvo preferencial desta gente tente saber a identidade dos mesmos? Não faço a menor ideia do porquê e para quê, porque eu sou das tais que me estou completamente nas tintas para saber a identidade de quem escreve em blogs. Não quero saber, não é importante, importante é o que escreve, o que partilha, o resto é paisagem. Existe neste mundo virtual, blogueiro, todo um lado tóxico, e de que maneira, E pessoas. Pessoas tóxicas e de que maneira. Espero que não sejam mães nem nada, a minha esperança é que não sejam mães nem nada, tenho pesadelos só de pensar que podem ser mães e que são estas mães que estão a educar gente que será o futuro deste país.

14 comentários :

  1. Antes do mais, permita-me que reclame do facto do post anterior não ter direito a comentários. Coitado dele (post), poderá sentir-se diminuído com isso.

    O tema deste (post) levar-nos-ia a uma longa e (des)interessante conversa sobre cobardia.
    Não me apetece, sinceramente. Perder tempo com pessoas socialmente marginais, é coisa que não me atrai.

    Para terminar este já muito longo comentário, sugiro uma dose de "cyberbullying" servida bem fresca com algumas gotas de limão.

    Beijinho

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    1. Caro Observador, as pessoas que escrevem em blogs, são exactamente as mesmas pessoas com quem nos cruzamos na rua, no supermercado, no cinema, no restaurante... logo, aflige-me um pouco que essas mesmas pessoas escrevam coisas em blogs do mais tóxico que existe. Pessoas que vivem do que outros escrevem como se fossem meros parasitas. Para além de afligir, chateia-me. Imagine que todos nós resolvíamos fechar os blogs. Onde é que essas pessoas iam buscar "alimento"? Como é que sobreviviam sem as tais quatrocentas mil visualizações diárias que têm à custa de outros? É que eu gosto de observar coisas e já percebi que quando lhes dá para escrever algo que não ande na onda do "parasitismo blogueiro" aquilo não corre tão bem. Entretanto queixam-se porque existe quem as ameace... Que existe quem lhes queira saber a identidade. Temo que um dia destes algo menos bom aconteça. Alguém doido por aí que se chateie a sério. Esperemos que não. Esperemos mesmo que não.

      E são mães. Caramba, estas são as mães (pelo menos algumas) do nosso país, que têm uma vida virtual muito activa (muito tempo disponível e tal) que perseguem, humilham, gozam com outros e também com outras mães. E ainda dizem que são as outras que não sabem educar os filhos e tal. Ok, então está bem.

      Tenha um resto de bom dia :)

      PS. Ah, isso do post em baixo ter a caixa de comentários fechada, bom, achei que fazia sentido ser daquela forma. Apesar de tudo o post encerra a morte de uma pessoa, era um tema delicado, embora tenha tentado que a carga não fosse tão pesada.

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  2. Gostava de comentar o post, mas sinceramente não sei como. Daí que deixe um abraço e saia de mansinho para não fazer barulho.

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    1. Elvira, este é assunto que uma grande maioria sabe que existe na blogosfera, é sério, muita gente se sente incomodada, perseguida, por estas "senhoras" (alguns homens também lá vão destilar um pouco de veneno, portanto são iguais, não interessam) mas ninguém fala. Vai daí estas "senhoras" vão inchando cada vez mais. E vão esticando cada vez mais. Divertem-se muito. Riem muito. São mães muito dadas a gargalhar. Um exemplo para o mundo em particular e para os arredores em geral.

      Um abraço para si também (e desculpe qualquer coisinha, sou assim também na vida real, falo quando acho que devo falar).

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  3. Eu percebi Maria. Mas graças a Deus, ou à minha ignorância, ou a ser borrega mesmo, eu não conheço nenhum desses blogues. O que, como deve compreender não me faz mossa nenhuma. Até porque como dizia minha avó, "Muito riso, pouco siso"
    Abraço

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    1. E não queira conhecer, Elvira, aquilo é muito tóxico. Eu conheço porque fui como que uma voluntária à força. E sei perfeitamente que me lêem. Não soubesse eu outra coisa.

      Abraço e tenha uma boa noite.

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  4. Um assunto sempre pertinente por de tão real que é, mas felizmente não frequento mesmo havendo provocação porque, quer aqui, quer fora daqui não merecem uma milésima da minha energia.

    Beijocas e um bom dia

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    1. Fatyly, isto mal comparado é como no governo, nos supermercados, se não existir oposição, se não existir concorrência, se se ficar calado, se não se fizer nada, tudo o que não interessa vai "engordando", vai ganhando, passa a dominar. Esse é um grande problema, por vezes é necessário despender realmente alguma energia para que algo mude. Tenho para mim que aqui, na blogosfera, a agressividade é muito maior por parte das mulheres, mas pode ser só impressão minha. O que deixa uma pessoa apreensiva é que são mães, e não se pense que são miúdas de vinte e poucos anos. Não. Nada disso, esse é o lado que mais me surpreendeu.

      Tenha também um bom dia e um bom fim-de-semana.

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  5. Não vou adiantar muito sobre o tema, a Maria sabe que também tenho sido apoquentado. Aliás, pelo que me tenho apercebido, a maioria dos blogueiros recebe "mensagens especiais" de "criaturas especiais". Serão pessoas com grande défice de auto-estima?
    Ah, segui o seu conselho, fechei o meu blogue a anónimos.

    Um beijinho :)

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    1. Pois, eu sei que tem... infelizmente o que existe mais por aí são "criaturas especiais". Também compro a parte de défice de auto-estima, até arriscaria ir mais longe mas não vale a pena.

      Fez muito bem em fechar o blog a anónimos, quem vier por bem não tem qualquer receio de usar o perfil. Isso dos insultos é para gente cobarde e muito rasteira. Gente que não interessa.

      Beijinho, AC :)

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  6. Olá, Maria :)
    Eu só posso dizer que a blogosfera é feita por pessoas, portanto.... É o que eu digo sempre :as pessoas são o que são e a sua essência não muda lá porque estão na blogosfera ou deixam de estar...

    Ponho algumas reticências naquela parte de não importar saber a identidade de quem escreve, importar sim aquilo que escreve... Hum... Eu à partida também sou assim, aliás, eu até acho que, correndo o risco de parecer e até ser um pouco incongruente, eu acho que tendemos a ser tão mais isentos e logo mais sinceros quanto menos conhecemos as pessoas, precisamente porque não temos qualquer ideia pré-concebida... Sin, eu já sei que todos dizemos "Ah, eu digo a verdade, sempre, doa a quem doer", "Ah, eu sei separar as águas... Pois... É bom que todos façamos os possíveis por sermos assim, mas duvido que alguém o seja a 100%... No fundo, somos sempre, ou quase sempre, ligeiramente influenciados pela imagem que temos das pessoas... Se calhar não muito, mas somos... E então, se não tivermos imagem nenhuma da pessoa, somos certamente o mais isentos possível... Mas.... Se acidentalmente souber da identidade de uma pessoa que comente no neu blog e, por azar,calhar ser alguém que fez algo muito mau... Eh pah... Lamento, mas já não me consigo importar só com o que escreve... Lá está : somos influenciados. Porém, a nível deliberado e consciente seria só mesmo no caso de saber que tinha feito algo muito mau... Quando digo isto quero referir um pedófilo, um assassino em série ou coisa que o valha... Não acho que me fizesse diferença mexericos e coisas menores ou não provadas... Pelo menos não de forma deliberada e consciente

    Abraço e bom domingo :)

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    1. Olá São,

      Eu apenas digo que a blogosfera é feita por pessoas de bem e pessoas que... não prestam. Ponto.

      Não, São, não importa saber a identidade. Importam as letras, o que é publicado, o resto em relação a perseguições e saber identidades, só para pessoas que não terão lá muito para fazer. Gente sem vida própria, portanto. Por vezes gente perigosa. Ou doente, talvez. Pessoas com vida, que desfrutam da vida, não perdem tempo em redes sociais a perseguir outros.

      Eu sei separar águas e digo as verdades, e sim, por vezes pago facturas bem altas. Como eu, existe muita gente por aí, temos consciência que esta forma de estar na vida nos pode trazer muitos dissabores, no entanto não se consegue ser de outra forma. Não sei ser hipócrita, nada tenho de sonsa, não sou dissimulada, por vezes até ganhava mais se o fosse, quer profissionalmente, quer na vida pessoal, só que... não consigo. Não consigo ter duas caras. Sou aquilo a que se chama estúpida e burra ao mesmo tempo. Olhe, aguento-me.

      Eu sou influenciada pelo carácter das pessoas. Somente. Podem até conseguir disfarçar durante um tempo, enganando, mas a coisa dá-se e salta cá para fora o lado que não interessa nem ao Menino nas palhas deitado.

      Não acho que mexericos sejam coisas menores, alguns mexericos destroem a vida de gente de bem. Não sou dada a mexericos. Eu, por exemplo, só vou a cabeleireiros porque assim tem que ser, quando finalmente saio de lá sinto um alivio de todo o tamanho. Não suporto mexericos, nem gente mexeriqueira. Não gosto de conversas às esquinas de ruas, de café, e por aí fora, comigo não adianta, não têm a menor hipótese.

      Tenha também um óptimo domingo, São.

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  7. Acho que me fiz entender mal em vários pontos :/... Vou tentar ser mais clara, de forma sucinta (o que me é difícil :D)

    - Obviamente que não interessa, mas se, acidentalmente souber quem é uma pessoa, por muito que saiba (ou ache que saiba) separar as águas, por muito bem que a pessoa escreva, se eu souber que é um pedófilo, ou um assassino em série, ou coisa que o valha, não consigo olhar só ao que a pessoa escreve. Lamento. Não consigo.

    Aliás, mesmo a Maria, em seguida diz que é influenciada pelo carácter das pessoas... Duvido que a Maria, ou alguém, consiga separar as águas ao ponto de saber que do outro lado está uma pessoa horrível e continuar a ter uma boa imagem dela, porque o que interessa é o que escreve. Até posso dizer qualquer coisa como "Ele escreve muito bem, mas não faz uso das ideias que defende"

    Eu digo que a isenção total é difícil neste sentido, por exemplo : se a Maria publicar aqui uma fotografia de uma actriz que eu mal conheço e que foi a uma festa com um vestido que eu ache horrível, eu direi imediatamente "O vestido é horrível!!"... Mas se no outro dia encontrar uma amiga com um vestido igual, o mais provável é que não diga claramente o que realmente penso, que é isto:" O vestido é horrível!! "... Provavelmente, não direi que é lindíssimo, mas direi qualquer coisa como "eu não gosto muito... Mas se tu gostas e te sentes bem.."

    Quando digo que mexericos são coisas menores é noutro sentido : por exemplo, se alguem me disser "Sabes aquela pessoa que comenta muito no teu blog? Olha, traiu o marido, arranjou um amante... E sabes o outro que também comenta? Olha, é um preguiçoso, farta-se de faltar ao trabalho".... É assim, isso pouco me importa... Para já não sei se é verdade... Além disso, mesmo que seja, não são contas do meu rosário... Ela que se entenda com o marido e ele que se entenda com o patrão.... Já se me disserem que se trata de um pedófilo, ou de um assassino frio... Hum... Já é diferente, mesmo que a pessoa se mostre muito assertiva e simpática...
    Foi isto que quis dizer..

    Abraço :)

    PS-Detesto, odeio, abomino cabeleireiros!!! Só vou lá em última necessidade e quando sei que não está lá ninguém ou quase ninguém.... Normalmente, levo um mp3 ou o telemóvel com a mesma função...

    :)

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    1. Não se preocupe, São, fez-se entender. Quando falo que sei muito bem separar águas é noutro sentido. Dou-lhe um exemplo muito rápido:
      Digamos que depende de mim a escolha de alguém para uma determinada função numa empresa e tenho pela frente duas pessoas. Uma delas é uma amiga que precisa de trabalho, no entanto é uma pessoa muito pouco profissional, irresponsável, alguém em quem confio pessoalmente, mas não confio profissionalmente... Por outro lado tenho alguém que não conheço de parte alguma, mas que me inspira confiança, tenho boas referências dessa pessoa. Separar águas para mim neste contexto, é que não escolho de forma alguma a amiga, escolho a outra pessoa. Provavelmente perco a amiga, é o mais certo, mas dou a oportunidade à pessoa que acho que fará um melhor lugar naquela especifica função. É por aí...

      Abraço, São :)

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